Exploração de petróleo ameaça a foz do rio São Francisco

Ainda sem licença ambiental, empresa treinou pescadores sobre como agir em caso de vazamento de petróleo

Por Mariama Correia, Agência Pública

As águas se agitam no encontro do São Francisco com o oceano, mas Jailton Souza, pescador desde menino, leva o barco com tranquilidade. Ele está acostumado a conduzir turistas até a desembocadura do rio, entre os estados de Sergipe e Alagoas. O lugar é um deslumbre de manguezais e praias de areia branca, onde tartarugas desovam. Só que ali já transbordam sinais de degradação. “A água salgada queimou os coqueirais e as plantações de arroz”, mostra Jailton. 

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Semear resistência para colher transformações

Primeira coluna Aromas de Março do ano destaca desafios e projeções para 2022

Por Atiliana Vicente Brunetto*, Lucineia Miranda de Freitas* e Rosa Negra**
Da Página do MST

Ainda que o gesto me doa, 
Não encolho a mão, avanço
Levando um ramo de sol.
Mesmo enrolada de pó, 
A vida que vai comigo é FOGO
Está sempre acesa
(Tiago de Mello)

Os caminhos que trilhamos no ano de 2021 perpassaram por uma conjuntura de incertezas, em função do agravamento da crise estrutural do modo de produção capitalista, que se expressou no aumento do desemprego, da fome, da falta de controle da disseminação da Covid-19, que acarretou mais de 600 mil mortes evitáveis, no aumento dos conflitos por terra e território no campo e na cidade, e no aumento da violência contra os sujeitos mais vulnerabilizados de nossa sociedade, mulheres, negros/as, crianças, idosos/as, LGBTs e outros que seguem à margem. 

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Holocausto, genocídio e ecocídio, o tripé que sustenta a desigualdade brasileira. Entrevista especial com Luiz Francisco Fernandes de Souza

Procurador federal, conhecido por sua luta contra a corrupção e por uma vida austera, defende que a renda básica universal pode ser uma alternativa para a construção de uma sociedade mais digna

Por: Ricardo Machado, em IHU

A desigualdade e a pobreza que formam a coluna vertebral que sustenta a história social do Brasil ganham corpo, carne, sangue e ossos com a população marginalizada que segue sendo vilipendiada. Embora as “Casas grandes” não tenham mudado tanto de endereço, o Estado tratou de dispersar as “senzalas”, mas manteve o estado de coisas no qual a mentalidade escravocrata sobrevive.

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Mato Grosso é potência do agronegócio, da política ruralista e dos clãs ocultos

Em cinco anos, De Olho nos Ruralistas resgatou histórias desde o período da ditadura, como as terras obtidas por Silvio Santos e família Dallagnol; 1ª notícia do observatório, em 2016, mostrou flexibilização sanitária anunciada por Blairo Maggi, meses antes da Carne Fraca

Por Leonardo Fuhrmann e Alceu Luís Castilho, em De Olho nos Ruralistas

Militantes da causa ambiental e de defesa dos direitos indígenas em estados como Rondônia, Amazonas e Pará usam o termo “matogrossização” para tratar do avanço do agronegócio que destrói as florestas e ameaça os povos indígenas nestes estados. A expressão pode ser difícil de pronunciar, mas é fácil de entender: o Mato Grosso representou durante muito tempo — ou ainda representa — a política de expropriação de terras indígenas, desmatamento e concentração das propriedades rurais entre grandes proprietários. Você sabia que a família Dallagnol possui latifúndios na região?

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Lar da bancada ruralista, Distrito Federal também é palco de conflitos agrários

Os bastidores da Frente Parlamentar da Agropecuária foram centrais nos cinco anos do De Olho nos Ruralistas; observatório também cobriu a expansão agropecuária no DF e, em 2022, terá repórter especializada em Brasília para cobertura de Congresso

Por Bruno Stankevicius Bassi, em De Olho nos Ruralistas

O Distrito Federal não se resume aos corredores do Congresso. Para além dos salões de Brasília — e da mansão no Lago Sul onde o lobby do agronegócio decide os rumos do país —, a unidade federativa tem uma faceta agrária, que vai da resistência quilombola contra um prefeito-fazendeiro às terras da família Roriz.

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Políticos e empresários goianos protagonizam um ruralismo “raiz”

Retrospectiva do De Olho nos Ruralistas fala do estado governado por Ronaldo Caiado, responsável por popularizar o termo “ruralista”, e de Virmondinho, que propôs “licenciamento flex” no Cerrado; abusador João de Deus possui fazenda em São Miguel do Araguaia

Por Mariana Franco Ramos, em De Olho nos Ruralistas

Médico de formação, mas latifundiário por herança e “tradição”, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM-GO), ilustra como poucos a ascensão da bancada ruralista no Congresso. O fundador da União Democrática Ruralista (UDR) é, desde os anos 80, um dos principais porta-vozes dos latifundiários na guerra – por vezes, literal – contra a reforma agrária e os povos do campo. Não à toa, ele foi um dos mais emblemáticos personagens lembrados por De Olho nos Ruralistas desde sua fundação, em setembro de 2016.

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Nova ameaça causa tensão em comunidade em Maraial (PE)

Na tarde do dia 02, agricultores familiares da comunidade do Engenho Batateiras, no município de Maraial (PE), foram alvo de investidas violentas contra a sua segurança e dos seus sítios. A área é palco de um dos mais graves conflitos fundiários do estado.

por CPT Regional Nordeste 2

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Brasília comanda avanços de garimpos e desmatamentos no Brasil – Parte VI

Como a Inteligência quebra esquemas de contrabando de ouro que sai de terras indígenas e chega ao mundo da moda. Confira última matéria da reportagem especial sobre o avanço agressivo do garimpo e desmatamento no Brasil

POR CRISTINA ÁVILA, JORNAL BRASIL POPULAR/DF

O desmatamento em terras indígenas – consideradas como oásis em regiões devastadas no país – cresceu 138% nos últimos três anos. Os números sobre espaços ocupados pelos garimpos também são trágicos. Entre 2010 e 2020, tiveram um salto de 495% nas aldeias. Assassinatos, incêndios e ataques contra os povos originários se multiplicam na medida em que o presidente Jair Bolsonaro cospe ódio – “Não vou admitir que o Ibama saia multando a torto e a direito por aí, bem como o ICMBio. Essa festa vai acabar – disse ele logo após eleito.

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Brasília comanda avanços de garimpos e desmatamentos no Brasil – Parte V

Genocídio: a palavra e a coragem que faltaram à CPI que desbaratou a corrupção e indiciou o presidente da República por crimes contra a humanidade e contra os brasileiros

POR CRISTINA ÁVILA, JORNAL BRASIL POPULAR/DF

Embora a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado sobre a Covid-19 tenha dado show de competência em relação à devassa em omissões e malfeitos do Executivo no enfrentamento à pandemia, desvendando esquemas de corrupção e com o indiciamento de 78 pessoas com o presidente da República Jair Bolsonaro encabeçando a lista – o tratamento dado à questão indígena ficou em último da fila das prioridades das investigações que desvendaram crimes de morte à população. Uma palavra faltou no relatório final dos memoráveis trabalhos de seis meses que escarneceram os brasileiros: genocídio.

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Funai de Bolsonaro é pior que a de 1968, diz Egydio Schwade, indigenista que enfrentou a ditadura militar

Com 60 anos de indigenismo, Egydio Schwade critica política anti-indígena e cobra apoio da esquerda a povos originários

Por Murilo Pajolla. no Brasil de Fato | Lábrea (AM) 

Na década de 60, o processo de aniquilação dos povos originários estava a pleno vapor. Apesar dos métodos cruéis, quase não havia denúncias ou oposição. O principal condutor do genocídio era o próprio Estado brasileiro por meio do Serviço de Proteção aos Índios (SPI).

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