Nem mesmo a explosão do desmatamento na Amazônia no último ano e a pressão crescente de governos, empresas e investidores estrangeiros foram capazes de frear o “passa boiada” antiambiental em Brasília. No apagar das luzes de 2021, o Congresso Nacional se prepara para votar uma série de projetos de lei que promete enfraquecer ainda mais a proteção do meio ambiente no Brasil.
Vítimas de enchentes, as famílias receberam alimentos, medicamentos, roupas, calçados, materiais de higiene e brinquedos
Por Coletivo de comunicação do MST na Bahia, na Página do MST
A solidariedade que sempre esteve presente na luta da reforma agraria é um dos princípios fundamentais do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra-MST, foi evidenciado essa semana no município de Itamaraju no extremo sul da Bahia, após a enchente que ocorreu na região deixando famílias desabrigada e tendo vítimas fatais. As famílias dos assentamentos e acampamentos da região mobilizaram juntamente com igrejas, sindicatos entre outros, num ato de solidariedade as famílias.
Termo define o “horror aos pobres” e foi criado nos anos 90, em meio às perseguições a imigrantes na Europa. Entre apatia social e discurso de ódio, desvela perverso mecanismo psicológico: etiquetar (para, depois destruir) os “perigosos miseráveis”
Vem surgindo na mídia, cada vez com mais frequência, o termo aporofobia, horror ao pobre, repúdio à pobreza (alheia, evidentemente). É uma palavra ainda não dicionarizada na língua portuguesa, mas aceita, desde 2017, no léxico do castelhano, com registro especificamente no Diccionario de la Real Academia Española de la Lengua, algo como um Oxford daquele idioma. Poderíamos trazê-la para a nominata das patologias sociais do nosso Aurélio ou do nosso Houaiss e, neste caso, a morfologia ajuda, pois o vocábulo poderia ser importado do castelhano sem qualquer alteração.
Metade dos estudantes estão sem equipamentos: contam só com o celular para as aulas. 75,8% não têm acesso à banda larga; um terço das meninas estão atulhadas com tarefas domésticas. “Reforma” do ensino médio pode deixar escolas ainda mais à deriva
A desigualdade educacional no Brasil se agravou na pandemia e, graças a uma pesquisa de opinião encomendada pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) ao Instituto Vox Populi, esse efeito conseguiu ser mensurado entre os alunos do ensino médio. Durante o mês de julho de 2021, foram entrevistados adolescentes de todo o país, de 15 a 19 anos, que cursavam, concluíram até 2020 ou abandonaram os estudos nessa etapa de ensino, comparando as redes pública e privada. As conclusões não diferem das demais desigualdades vistas em diversas áreas no Brasil, com a diferença de que, no sistema educacional, ela tende a piorar após a obrigatoriedade da reforma aprovada para o ensino médio em 2022.
Segundo relatório parcial da Comissão Pastoral da Terra, divulgado na sexta-feira, casos passaram de 9, em todo o ano de 2020, para 103, apenas até agosto; desses, 101 foram de indígenas Yanomami, muitos dos quais crianças
Ao menos 103 pessoas, sendo 101 indígenas Yanomamis, já morreram em decorrência de conflitos no campo em 2021. Os dados parciais fazem parte do relatório da Comissão Pastoral da Terra (CPT), divulgado nesta sexta-feira (10), Dia Internacional dos Direitos Humanos, e correspondem ao período que vai de 01 de janeiro a 31 de agosto. Os casos dispararam 1.044% em relação ao ano passado, quando foram contabilizadas nove situações. Conforme a CPT, a fonte de pesquisa não permite extrair o número exato por faixa etária.
A Rede de troca de sementes tradicionais em Mato Grosso distribuiu 2.500 quilos de sementes e mudas nativas livres de agrotóxicos para 40 comunidades de Mato Grosso, Brasil. A ação teve apoio da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE) e é originário do Grupo em Intercâmbio em Agroecologia (GIAS), composto por mais de 40 organizações e movimentos socioambientais do Estado de Mato Grosso, algumas dentre elas: Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (FASE), Centro Tecnologia Alternativa, Associação da Comunidade Negra Rural Ribeirão da Mutuca (ACORQUIRIM), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento dos Trabalhadores/as Rurais Sem Terra (MST), Associação da Comunidade de agricultores/as de São Manoel do Parí, MST, Associação Regional de Produção Agroecológica (ARPA), Associação Guadalupe Agroecológica (AGUA), e Animadoras e animadores de sementes da rede de troca de sementes do GIAS.
Um país está realmente dividido entre civilização e barbárie, entre fascismo e o que resta de democracia, entre o respeito às regras do jogo e o uso da exceção, quando o seu Presidente agride e assedia os jornalistas de qualquer corrente ideológica, estimula os seus que o façam e ataca, pessoalmente, altas autoridades do Estado, quando estas cumprem sua missão constitucional. Está dividindo radicalmente o país, quando o máximo dirigente da nação confessa que quer, sim, uma Polícia de Governo, e não de Estado; e que seu objetivo confessado é não legitimar eleições que lhe derrotem e as classes dominantes da nação – mesmo com tudo isso – o mantenham como alternativa de poder.
A manifestação, organizada pela Frente Amazônica de Mobilização em Defesa dos Direitos Indígenas (FAMDDI), contou com a presença de indígenas dos estados do Amazonas e Roraima
POR LIGIA APEL, DA ASCOM CIMI NORTE I, E STEFFANIE SCHMIDT, DA ASCOM SECOYA, em Cimi
Em alusão ao Dia Internacional dos Direitos Humanos, a Frente Amazônica de Mobilização em Defesa dos Direitos Indígenas (FAMDDI) promoveu um ato público em defesa do Povo Yanomami nesta sexta-feira (10/12), às 16h, na Praça do Congresso, Centro de Manaus (AM). A mobilização contou com a presença de delegações das comunidades indígenas dos Estados de Roraima e do Amazonas.
Enquanto o agronegócio obtém bilhões de litros de água para irrigar suas plantações no Cerrado baiano, pescadores, ribeirinhos e agricultores sofrem com escassez hídrica
Outubro de 2021. “A água vinha até aqui, ó”, indica o pescador Tonis Souza de Oliveira, de 42 anos. O ponto em que sua mão está, encostada numa enorme pilastra, fica mais ou menos na altura de sua cabeça, a cerca de 1,70 metro do chão. Ele está debaixo de uma ponte para veículos, no caminho entre Barreiras e o povoado de Jupaguá, na cidade de Cotegipe, no oeste do estado da Bahia. Ali, onde ele pisa em terra seca, costumava passar um corpo d’água, conhecido na região como Aguapiranga. Nesse “braço” do rio Grande – um dos principais afluentes do rio São Francisco –, onde a água era abundante o suficiente para que pescadores lançassem suas redes, resta apenas uma ou outra poça, que só estão ali porque nas noites anteriores a chuva veio forte — pela primeira vez em meses.
O procurador da República Carlos Bruno Ferreira da Silva, coordenador da Força-Tarefa do Ministério Público Federal (MPF) que atua no caso Samarco, reuniu-se nesta sexta-feira (10) com os atingidos do distrito de Gesteira, situado a 18 km da cidade de Barra Longa (MG).