Fiocruz analisou dados da imunização e constatou: há pouca diferença entre a CoronaVac, AstraZeneca e Pfizer. A primeira mostrou-se potente na pior fase da pandemia; as outras têm mais de 90% de eficácia contra mortes em todas as idades
por Gabriela Leite, em Outra Saúde
Enquanto o difícil ano de 2021 vai chegando ao fim, temos, no Brasil, ao menos um grande fato para se orgulhar e comemorar: o programa nacional de imunização operado pelo SUS, que alcançou 65% da população – 77% com a primeira dose. A vacinação é o que melhor tem funcionado para manter a pandemia, já que a péssima condução do governo federal fez tudo para atrapalhar medidas como uso de máscaras e distanciamento social, criticou lockdowns e espalhou mentiras sobre medicamentos com comprovada ineficácia. Nesse fim de ano, as mortes caíram drasticamente e os hospitais não estão mais passando sufoco. E há alguns dias, uma análise mais completa da eficácia da campanha foi apresentada pelo projeto VigiVac, da Fiocruz. Sua conclusão principal [confira a íntegra] é animadora: todas as quatro vacinas utilizadas no Brasil dão proteção acima de 85% contra a hospitalização e acima de 89% contra as mortes por covid-19.
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