Prisão de Galo e a mordaça aos movimentos sociais

Pesquisadora analisa a detenção ilegal do líder dos Entregador Antifascistas e sua esposa. Herança da ditadura, “prisão temporária” é gambiarra legal para acossar as vozes dissidentes, torturar mentes e corpos e alimentar a sede punitivista da polícia

Por Beatriz Drague Ramos, na Ponte Jornalismo

As prisões temporárias dos ativistas Paulo Galo, 32 anos, dos Entregadores Antifascistas e de Géssica de Paula Silva, 29 anos, ocorridas na última quarta-feira (28/7), provocaram debates nas redes sociais em torno da legalidade e da forma como essas prisões são usadas no Brasil. Galo foi preso após se apresentar de forma voluntária no 11º DP (Santo Amaro) após investigações da Polícia Civil sobre o incêndio à base da estátua do bandeirante Borba Gato, em Santo Amaro, zona sul da capital paulista, ocorrido no sábado (24/7).

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Elogio à raiva das mulheres negras

Ela pode ser combustível para a insurgência, de uma maneira que teorias feministas não poderiam explicar. De xoxadas e bailes a pilhérias, há muitas formas de expressar entojo pelo racismo – e transformar o silêncio em linguagem e ação

Por Larissa Santiago, para a coluna Baderna Feminista

O mês de julho acabou e me vi sentada em frente ao mar de Olinda conversando com Audre Lorde em “Os usos da raiva: mulheres respondendo ao racismo”. Quando conheci o feminismo negro, dizia “sou mais Lorde que hooks”, afinal o horizonte do amor é mais longínquo que o da raiva, ali, palpável.

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A terceira via não passa de uma miragem. Entrevista especial com Eduardo Sterzi

“Não há nada no ‘governo’ Bolsonaro que mereça ser chamado de governo, em qualquer sentido razoável da palavra”, afirma o pesquisador

Por: Patricia Fachin, em IHU

Enquanto o Brasil se aproxima de registrar a marca de 560 mil mortos em meio à pandemia de Covid-19, a Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI da Covid “tem sido fundamental para devolver alguma racionalidade à nossa vida política”, avalia Eduardo Sterzi, em entrevista concedida por e-mail ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU. Segundo ele, a investigação tem trazido “à tona a corrupção desenfreada do ‘governo’ Bolsonaro e sobretudo das Forças Armadas” na compra de vacinas. “Sem a CPI, provavelmente não seria ainda geral a percepção de que este ‘governo’ e seus cúmplices militares e civis não tiveram o mínimo pudor em atrasar a compra de vacinas (que, obtidas no tempo certo, poderiam ter salvo já centenas de milhares de vidas), apenas para justificar, depois, sua aquisição emergencial junto a criminosos amigos da família presidencial e dos seus asseclas, e obviamente com direito a sobrepreço extorsivo (superfaturamento) e comissão (propina) para os infiltrados bolsonaristas, a maioria deles milicos, no Ministério da Saúde”, comenta.

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Seminário faz memória ao massacre do Rio Abacaxis, que completa um ano sem justiça para indígenas e ribeirinho

As atividades ocorrem nos dias 3 e 4 de agosto, com mesas de diálogo virtuais, celebração ecumênica e coletiva de imprensa

CPT

Diante da impunidade, a força das ações conjuntas move a luta por justiça. Imbuídas dessa resistência, lideranças indígenas e ribeirinhos da região do rio Abacaxis, no Amazonas, e organizações da sociedade civil realizam nos dias 3 e 4 de agosto, de modo virtual, o Seminário “Um ano do massacre do Abacaxis: Haverá justiça?”.

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Em noite histórica, TSE finalmente reage contra ataques à democracia. Por Kennedy Alencar

No Uol


Finalmente alguém reagiu à altura contra os ataques do presidente Jair Bolsonaro à democracia. O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso, foi além das palavras. Tomou duas atitudes concretas contra o presidente da República, numa resposta que já deveria ter sido dada faz tempo. Mas antes tarde do que nunca.

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“Embaixada” de reverendo que negociou vacinas foi inaugurada com homenagens a Bolsonaro

Amilton Gomes criou ONG humanitária que usou indevidamente marcas da OAB e CNJ e buscou articular encontros desde o presidente da República a políticos e empresários do DF

Por Alice Maciel, Bruno Fonseca, Agência Pública

A presença do presidente Jair Bolsonaro era a promessa mais grandiosa para a inauguração da Embaixada Humanitária pela Paz, na manhã do dia 24 de outubro de 2019. Apesar do compromisso nunca ter constado na agenda oficial da presidência, o anfitrião da festa, o reverendo Amilton Gomes de Paula, informou a alguns presentes que a ida era certa, conforme apurou a Agência Pública com pessoas que participaram do evento. No entanto, uma viagem de última hora teria atrapalhado os planos do religioso de receber o comandante da nação, ao menos segundo o que foi dito a alguns convidados. Dias antes, Bolsonaro havia partido para o exterior, numa viagem oficial que chegaria à China e ao Japão.

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Governo estadual deve adequar a compra de produtos regionais de agricultores familiares para merenda escolar

MPF, MP-AM e MP de Contas expediram recomendação após constatar grandes aquisições sem licitação de carnes e polpas de frutas realizadas junto a grandes agroindústrias e frigoríficos que não são compostos por agricultores familiares

Procuradoria da República no Amazonas

O Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) e o Ministério Público de Contas do Estado do Amazonas (MPC-AM) expediram recomendação conjunta para assegurar que o governo do estado garanta a aplicação da lei estadual que rege o Programa de Regionalização da Merenda Escolar (Preme), da Lei de Licitações e da lei que trata da alimentação escolar adequada. O documento, encaminhado ao governador do Amazonas, ao secretário de Estado de Produção Rural e à presidente da Agência de Desenvolvimento Sustentável (ADS), também solicita que os alimentos regionais não fornecidos por agricultores familiares, suas associações e cooperativas sejam adquiridos pela via da licitação.

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Universidade no Paraná se torna a primeira a aceitar indígenas pelo histórico escolar

Expectativa é que cerca de 200 indígenas ingressem na Unila a cada ano com novo formato

Isadora Stentzler, Brasil de Fato

Aos 20 anos, Gilmar Tupã re sapy Chamrro foi o primeiro Avá Guarani da família de sete a ingressar no Ensino Superior. Em 2019, após a publicação de um edital pela Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), ele foi selecionado por meio do histórico escolar, e não por um vestibular comum. A vitória foi ainda compartilhada por outros cerca de 10 indígenas da mesma comunidade. O modelo de processo seletivo, antes esporádico, agora foi regulamentado por meio de uma resolução aprovada na última terça-feira (27).

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A Luta da mulher Guarani na defesa dos territórios

Na Apib

Nós, Kunhangue de Santa Catarina, de 20 tekoa, reunidas nos dias 27 a 31 de julho de 2021 na Tekoa Pira Rupa – Palhoça/SC, compartilhamos histórias de vida, saberes, choros, abraços, risos e cuidados. Escolhemos a carta como ‘um jeitinho bom’ de contar o que aconteceu para aquelas que não puderam estar presentes em nosso encontro, sendo está apenas um dos resultados, pois a maioria deles ficaram gravados em nossos corações, e para os outros, convidamos a todos vocês para nos ajudar a cultivar. Nestes dias, falamos e ouvimos sobre a importância das Kunhangue no dia-a-dia no território, tivemos os momentos sensíveis para relatos das ainda atuais violências que sentimos, e finalizamos com a força milenar da cura e saúde das mulheres, o kunhangue reko.

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Mulher trans, negra e de esquerda: a luta da vereadora Lins Roballo na terra dos ruralistas

Em São Borja, na Fronteira gaúcha, a vereadora trans é a única mulher na Câmara dominada por homens brancos e de direita

Ayrton Centeno e Fabiana Reinholz, Brasil de Fato

São Borja, 63 mil habitantes, na divisa do Brasil com a Argentina, é um dos maiores produtores de arroz do país. Com economia calcada na lavoura, é uma região onde o mando é dos ruralistas, o que se traduz, politicamente, na hegemonia municipal do PP, partido do senador Luiz Carlos Heinze, também ele arrozeiro.

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