Pesquisadora analisa a detenção ilegal do líder dos Entregador Antifascistas e sua esposa. Herança da ditadura, “prisão temporária” é gambiarra legal para acossar as vozes dissidentes, torturar mentes e corpos e alimentar a sede punitivista da polícia
Por Beatriz Drague Ramos, na Ponte Jornalismo
As prisões temporárias dos ativistas Paulo Galo, 32 anos, dos Entregadores Antifascistas e de Géssica de Paula Silva, 29 anos, ocorridas na última quarta-feira (28/7), provocaram debates nas redes sociais em torno da legalidade e da forma como essas prisões são usadas no Brasil. Galo foi preso após se apresentar de forma voluntária no 11º DP (Santo Amaro) após investigações da Polícia Civil sobre o incêndio à base da estátua do bandeirante Borba Gato, em Santo Amaro, zona sul da capital paulista, ocorrido no sábado (24/7).
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