Presidente da CPI da Pandemia, senador explica ao EL PAÍS que o foco da comissão, que volta nesta terça, será a denúncia de irregularidades e propinas na compra de vacinas contra a covid-19
por Afonso Benites, em El País
Há três meses, o senador Omar Aziz (Garça, SP, 62 anos) passou a ser presença constante na vida dos brasileiros que acompanham o noticiário nacional. Presidente da CPI da Pandemia, que apura como o Governo federal agiu no combate à disseminação do coronavírus no Brasil, ele é o responsável por dar o ritmo das apurações no colegiado. Engenheiro civil de formação, ex-governador do Amazonas e vice-presidente nacional do PSD, Aziz é um político experiente que tenta se manter em evidência como um opositor ao Governo de Jair Bolsonaro (sem partido). A atenção que tem recebido ultimamente vem com o ônus e o bônus da popularidade. Na CPI, já foi criticado por dar mais espaço aos opositores do que aos defensores do presidente, foi alvo de uma nota de repúdio de militares, mas diz que não se sente intimidado por eles. Atacado nas redes por bolsonaristas, recebe também flores de apoiadores da comissão.
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