‘Mais que adultização, é pedofilização’: especialista aponta silenciamento da violência contra crianças nas redes

Anderson Barcelos Martins defende regulação das plataformas para conter discurso de ódio e proteger os pequenos

Brasil de Fato

Depois que o influenciador Felipe Bressanin, o Felca, dominou todas as conversas e sacudiu o país com seu documentário Adultização, até a Câmara dos Deputados se mexeu e aprovou nesta semana o PL 2.628. Através do projeto, as plataformas devem assumir obrigações e criar mecanismos capazes de proteger crianças e adolescentes no ambiente digital. Continue lendo “‘Mais que adultização, é pedofilização’: especialista aponta silenciamento da violência contra crianças nas redes”

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Comissão da Câmara aprova projeto que aumenta penas para mineração ilegal em terras indígenas

Funai

Avança na Câmara dos Deputados o projeto de lei que aumenta a pena para crimes de mineração ilegal praticados em terras indígenas, bem como para quem financia ou custeia a atividade criminosa (PL 2933/22). A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) reforça a importância do texto, que busca garantir a proteção dos territórios indígenas, considerando os impactos negativos da mineração.  Aprovado na Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais (CPOVOS), o PL ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara. Caso aprovado, o texto vai ao Senado. Continue lendo “Comissão da Câmara aprova projeto que aumenta penas para mineração ilegal em terras indígenas”

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Paraty (RJ) adota pacote de políticas do Ministério da Igualdade Racial que beneficia comunidades caiçaras

Ministra Anielle Franco e deputada Marina do MST (PT) participam de Fórum de Comunidades Tradicionais nesta sexta (22)

Brasil Fato

O município de Paraty, no sul do estado do Rio de Janeiro, vai passar a adotar uma série de políticas voltadas para a promoção da igualdade racial que beneficiam os povos caiçaras. A cidade litorânea é reconhecida pela natureza exuberante e a presença de comunidades tradicionais e quilombolas, cujos modos de vida preservam a Mata Atlântica. Continue lendo “Paraty (RJ) adota pacote de políticas do Ministério da Igualdade Racial que beneficia comunidades caiçaras”

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Por uma saúde enraizada na Amazônia. Por Cristian Fabiano Guimarães

Entre omissões institucionais e práticas de resistência, estudo revela como modelo biomédico de atendimento marginaliza saberes tradicionais e amplia desigualdades. Como o SUS pode construir pontes com as comunidades dos territórios amazônicos?

Por Cristian Fabiano Guimarães*, em Outra Saúde

A realização da COP-30, em Belém do Pará, recoloca a Amazônia no centro das discussões globais sobre clima e preservação ambiental. A maior floresta tropical do planeta não é apenas decisiva para o equilíbrio climático, mas também abriga povos indígenas e comunidades tradicionais que têm sido, historicamente, os mais eficazes guardiões do território. Ao proteger a floresta, esses grupos preservam conhecimentos agrícolas, pesqueiros e medicinais ancestrais que oferecem alternativas concretas à degradação ambiental. No entanto, a relação entre saúde, floresta e saberes tradicionais ainda recebe pouca atenção no debate público e nas políticas do SUS, especialmente no campo da Atenção Especializada. Continue lendo “Por uma saúde enraizada na Amazônia. Por Cristian Fabiano Guimarães”

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Manifestação em Corumbiara marca os 30 anos da maior violência agrária em Rondônia

Memória e homenagem às vítimas, luta por indenizações, demarcação de terras indígenas e defesa da agricultura camponesa foram destaques da manifestação

CPT

Centenas de pessoas se dirigiram à cidade de Corumbiara no sábado, 09 de agosto, para relembrar os 30 anos do maior conflito agrário de Rondônia. Por volta de 10 horas da manhã, dezenas de pessoas já se concentravam na praça da igreja matriz. Entre os presentes estavam várias vítimas da ação desastrosa da PM que atacou o acampamento na madrugada do dia 09 de agosto de 1995. Continue lendo “Manifestação em Corumbiara marca os 30 anos da maior violência agrária em Rondônia”

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Nota de repúdio do Cimi Regional Norte 2 às ações de espionagem do governo do estado do Pará

O Cimi manifesta indignação e cobra investigação das denúncias de espionagem de lideranças indígenas que se mobilizaram contra o desmonte da educação escolar indígena no Pará

Cimi

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) Regional Norte 2, que abrange os estados de Amapá e Pará, vem a público manifestar a sua indignação diante das denúncias de espionagem por parte do governo do estado do Pará contra lideranças indígenas que ocuparam o prédio da Secretaria de Educação do Estado (Seduc), em Belém, durante a mobilização em defesa da educação escolar indígena ocorrida entre os meses de janeiro e fevereiro de 2025. Continue lendo “Nota de repúdio do Cimi Regional Norte 2 às ações de espionagem do governo do estado do Pará”

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Trump 2.0 e as reconfigurações da direita. Entrevista com Corey Robin

Longe de ser um grupo de veteranos antiquados, o movimento conservador é uma força dinâmica, unida para preservar privilégios, mas com ampla capacidade e disposição para atrair as massas. Eles podem ser tanto revolucionários quanto contrarrevolucionários

IHU

Em 2011, o teórico político americano Corey Robin publicou “The Reactionary Mind: Conservatism from Edmund Burke to Sarah Palin” [1], uma série de ensaios sobre a vitalidade do movimento conservador, abrangendo antigos totens intelectuais como Friedrich Nietzsche e Friedrich Hayek, mas também figuras modernas como William Buckley Jr. e o então juiz da Suprema Corte dos EUA, Antonin Scalia. A inclusão de Palin, a candidata fracassada de John McCain à vice-presidência (derrotada por Barack Obama em 2008), refletiu a tentativa de Robin de intervir no debate público da época, bem como sua visão do movimento conservador como uma família grande e diversa, capaz de se renovar para enfrentar diferentes tipos de desafios dos movimentos progressistas. A publicação do livro gerou um pequeno rebuliço na comunidade intelectual americana. Robin foi acusado, entre outras coisas, de simplificar a história do movimento para apresentar uma visão caricata dos conservadores. Continue lendo “Trump 2.0 e as reconfigurações da direita. Entrevista com Corey Robin”

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Indígenas: as retomadas de terras também em Santa Catarina

Após décadas sofrendo impactos da Barragem Norte, etnias recuperaram seu território ancestral. Além de reivindicarem seu direito, ocupam uma reserva cobiçada por madeireiros. Contra eles, oligarquias e mídia reproduzem velhas dinâmicas coloniais do “pacto da branquitude”

Por Karine Agatha França, em Outras Palavras

Santa Catarina, muito antes da colonização branca europeia, era habitada por diferentes povos indígenas, organizados em territórios diversos, cada um com seus modos de vida e culturas próprias. Os Guarani viviam nas terras baixas, do litoral até a bacia do Paraná-Paraguai, estabelecendo aldeias próximas a rios, praticando agricultura intensiva e criando redes de caminhos que interligavam roças e vilas. Já os Kaingang ocupavam as terras altas – do interior paulista ao norte gaúcho –, associados à Tradição Taquara/Itararé e ao uso do planalto das araucárias. Os Laklãnõ-Xokleng habitavam a região intermediária, entre o planalto e o litoral, com mobilidade constante entre serras, vales e florestas. Continue lendo “Indígenas: as retomadas de terras também em Santa Catarina”

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Minérios: É possível uma exploração soberana?

Transnacionais controlam quase toda a mineração brasileira. País vende com baixo valor agregado, emprega pouco e paga impostos irrisórios. No plano geopolítico, falta uma uma “OPEP dos minérios”, liderada pelo Sul Global

Por Gabriel Cavalcante, em Outras Palavras

Para o desenvolvimento de uma compreensão mais detalhada a respeito de qual a situação da distribuição da renda derivada da mineração no Brasil, é crucial o reconhecimento do atual estado de relações entre o capital internacional e a produção mineral em território brasileiro. Continue lendo “Minérios: É possível uma exploração soberana?”

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Palestina livre: “Para deter o genocídio, você tem que mover multidões”, diz Ualid Rabah

O presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil (FEPAL), Ualid Rabah, participou do seminário “A Palestina é dos palestinos”, durante a 22ª Jornada de Agroecologia

Por Emanuelle Viana, do Coletivo de Comunicação da Jornada de Agroecologia, na Página do MST

A solidariedade ao povo palestino esteve presente em diversos momentos da 22ª edição da Jornada de Agroecologia, realizada no Centro Politécnico da UFPR, em Curitiba (PR), de 6 a 10 de agosto. O tema ganhou visibilidade com faixas e cartazes ao longo da marcha de abertura, e durante a mística de encerramento, quando houve o plantio de uma muda de oliveira, árvore símbolo da resistência palestina. Continue lendo “Palestina livre: “Para deter o genocídio, você tem que mover multidões”, diz Ualid Rabah”

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