Mudanças no Itamaraty são recebidas com ceticismo no exterior

ClimaInfo

A reação inicial na Europa à saída de Ernesto Araújo do comando do Itamaraty foi o ceticismo, já que o ex-chanceler jamais foi visto como o principal nome da diplomacia brasileira sob Bolsonaro, mas sim como um mero cumpridor de ordens do presidente e de seu filho, o deputado federal e ex-candidato a embaixador nos EUA, Eduardo Bolsonaro. Como Assis Moreira escreveu no Valor, as reticências dos governos europeus têm menos a ver com Araújo e mais com as posições históricas e explícitas de Bolsonaro em agendas como meio ambiente e Direitos Humanos, fora o desastre da pandemia no Brasil. “Um novo chanceler, dependendo de seu perfil, pode até minimizar o estrago que leva o país a ser chamado de pária na cena internacional. Mas a cara do Brasil não é o chanceler, é o presidente”, apontou Moreira. A Deutsche Welle fez um apanhado da cobertura da queda de Araújo pela imprensa europeia.

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Cerrado perdeu em 2020 área quatro vezes maior que a Grande São Paulo

Levantamento mostra que 66,7% do desmatamento foram em terras privadas e que soja comanda a destruição; SLC Agrícola, Bunge e Casino estão em primeiro lugar nas cadeias comerciais da devastação, que cresceu 13,7% em um ano

Por Luís Indriunas, em De Olho nos Ruralistas

Em 2020, o Cerrado brasileiro perdeu 734.010 hectares de sua vegetação nativa, o que equivale a quase cinco vezes o tamanho da Grande São Paulo. O número representa um aumento de 13,7% em relação a 2019, quando foram desmatados 648.340 hectares, segundo o consórcio Chain Reaction Research. Desse total, 66,7% são dentro de propriedades privadas. As gigantes da soja, do gado e dos supermercados são as principais responsáveis por essa cadeia de comércio e devastação .

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De Olho nos Ruralistas publica relatórios sobre desmatamento na Amazônia e no Cerrado

Observatório evade dados sobre empresas e cadeias produtivas relacionadas a dezenove casos emblemáticos de desmatamento ocorridos ao longo de 2020; série de reportagens detalha, alerta por alerta, as relações políticas e econômicas em cada imóvel

Por Bruno Stankevicius Bassi, em De Olho nos Ruralistas

A destruição da Amazônia e do Cerrado não se resume a coordenadas e imagens de satélite. Por trás dos números estão nomes e CNPJs. De empresários e clãs políticos, mas também de multinacionais. Cadeias produtivas inteiras que continuam contribuindo para o desmatamento, seja fazendo vistas grossas, seja adotando controles complacentes com seus fornecedores.

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Colosso do agronegócio nasce com casos de devastação e invasão de terras públicas

Satélites apontaram destruição de vegetação nativa em propriedades da Terra Santa Agro e da SLC Agrícola ao longo de 2020; em processo de fusão, empresas somam quase 600 mil hectares no Cerrado, uma área maior que a do Distrito Federal

Por Luís Indriunas, em De Olho nos Ruralistas

Cerca de 2 mil quilômetros separam os municípios de Tasso Fragoso, no Maranhão, e Nova Maringá, no Mato Grosso. Um trajeto que, de carro, é percorrido em dois dias de viagem quase ininterrupta, que liga a Amazônia mato-grossense a um dos últimos remanescentes intactos do Cerrado. Essa distância, no entanto, é muito mais curta do que parece.

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Com rio Tromaí poluído, famílias seguem sem ajuda emergencial após rompimento no Maranhão

Uma semana após evento em Godofredo Viana, empresa Equinox Gold nega rompimento de barragem e continua sem reparar situação básica de sobrevivência da população

por Movimento dos Atingidos por Barragens

Na madrugada da última quinta-feira (25), uma barragem secundária de rejeito da subsidiária Mineração Aurizona MASA, de responsabilidade da empresa Equinox Gold rompeu no distrito Aurizona, município de Godofredo Viana, no Maranhão.

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CDHM apura violência, prisão e tortura em povoado de trabalhadores rurais no oeste baiano

Desde o último dia 24, cerca de mil pessoas que moram e trabalham no Povoado do Arroz, em Formosa do Rio Preto (BA), vivem com medo e insegurança. Naquele dia, sem ordem judicial, as casas das famílias foram invadidas. Trabalhadores foram ilegalmente presos e objetos destruídos.

Pedro Calvi / CDHM

Esses são os relatos recebidos nesta segunda-feira (29/3), pela Presidência da CDHM, de representantes dos trabalhadores rurais, de instituições da sociedade civil e de parlamentares, que pediram o apoio para apuração do caso, responsabilização e ações que tragam segurança para a região. Valmir Assunção (PT/BA) e Afonso Florence (PT/BA) trouxeram a denúncia para a CDHM.

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Mulheres-incubadoras: o projeto que condena a vítima e absolve o estuprador

O PL 5435, conhecido como Bolsa Estupro, é a última fronteira do domínio do Estado sobre os corpos das mulheres

Zadi Zaro, Denise Laitano, Márcia Martins, Clarisse Chiappini e Maíra Freitas, Brasil de Fato

Incubadora (substantivo feminino): aparelho que mantém condições favoráveis ao crescimento e ao desenvolvimento.

Menina de 10 anos precisa ser levada para outro estado para acessar o direito ao aborto legal, após ter sido estuprada pelo tio e é recebida aos gritos de “assassina”.

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PGR deve abrir à defesa de Lula novos dados sobre atuação internacional da Lava Jato

Decisão, do ministro do STF Ricardo Lewandowski, se baseia em indícios de ilegalidades revelados na operação Spoofing

Redação Brasil de Fato

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou, na manhã desta terça-feira (30), as mensagens obtidas na operação Spoofing ao procurador-geral da República (PGR) Augusto Aras e à corregedora-geral do Ministério Público, Elizeta Maria dos Santos.

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MPF quer que União e Dnit cumpram sentença e realoquem aldeias às margens da BR-156

Sentença de 2017 determina a transferência de local de seis aldeias interceptadas pela rodovia

Ministério Público Federal no Amapá

O Ministério Público Federal (MPF) quer que a União e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) cumpram decisões judiciais de 2017 e façam a realocação de seis aldeias localizadas na Terra Indígena (TI) Uaçá, interceptadas pela BR-156, no norte do Amapá. O pedido de cumprimento provisório de sentença foi protocolado, na última quarta-feira (24), em duas ações civis públicas que tramitam na Justiça Federal.

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Páscoa em tempos de pandemia. Por Gilvander Moreira[1]

Com quase 3 mil por dia, já ultrapassando no Brasil 312 mil mortos pela pandemia da covid-19, potencializada pela política de morte (necropolítica), planejada e executada para ser genocida, sob coordenação do antipresidente e de todo o desgoverno federal com a cumplicidade da maioria dos senadores e deputados/as, e do Supremo Tribunal Federal (STF), o povo brasileiro está afundado em uma das mais brutais “sexta-feira da paixão” da história do Brasil. Como celebrar a Páscoa de Jesus Cristo e nossa páscoa em meio a milhares de mortes que poderiam ter sido evitadas? Como e onde encontrar forças e luzes para construirmos um domingo de ressurreição com condições de vida digna para todos/as? Como ter esperança de uma nova aurora em meio a tantas trevas?

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