A reação inicial na Europa à saída de Ernesto Araújo do comando do Itamaraty foi o ceticismo, já que o ex-chanceler jamais foi visto como o principal nome da diplomacia brasileira sob Bolsonaro, mas sim como um mero cumpridor de ordens do presidente e de seu filho, o deputado federal e ex-candidato a embaixador nos EUA, Eduardo Bolsonaro. Como Assis Moreira escreveu no Valor, as reticências dos governos europeus têm menos a ver com Araújo e mais com as posições históricas e explícitas de Bolsonaro em agendas como meio ambiente e Direitos Humanos, fora o desastre da pandemia no Brasil. “Um novo chanceler, dependendo de seu perfil, pode até minimizar o estrago que leva o país a ser chamado de pária na cena internacional. Mas a cara do Brasil não é o chanceler, é o presidente”, apontou Moreira. A Deutsche Welle fez um apanhado da cobertura da queda de Araújo pela imprensa europeia.
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