“Se é verdade que os principais focos de poder sobre os processos eleitorais no Brasil permanecem nas mãos dos privilegiados, também é verdade que este sistema – até Bolsonaro – vinha sendo “depurado” em termos político-eleitorais, até que sofresse um brutal impacto da “santa aliança” do grande capital. Esta, sacralizada com a mídia oligopólica, foi ampliada com adesão das bases fisiológicas que participaram de todos os governos no Brasil, pós-ditadura militar e durante aquele período. Este artigo quer propor uma outra visão sobre a responsabilidade da instituição militar – não sobre os militares singularmente tomados – na matança que o Governo Federal proporciona com a sua política sanitária genocida” escreve Tarso Genro, ex-ministro da justiça e ex-governador do Rio Grande do Sul, publicado por Sul21
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Na tarde cinzenta de quarta-feira assisto apreensivo pela Globo News a posse do presidente Joe Biden. Temo que o matem. Quatro presidentes americanos foram assassinados quando exerciam as suas funções e nove deles sofreram atentados. Lincoln foi morto em 14 de abril de 1865 com um tiro traiçoeiro, na nuca, por John Both, um sulista, racista, segregacionista, que encerrou a vida do presidente que liderou a Guerra contra a escravidão, no país que nascia para a democracia. Com Trump, os EUA iniciaram sua decadência política interna sem eliminar as raízes miseráveis das chagas culturais da escravidão. A história americana não é rósea, mas violenta externa e internamente, e os atacantes do Capitólio a representam de maneira medular.
Continue lendo “O culpado da mortandade não é o Exército. É Bolsonaro e seus políticos liberais e fascistas”