ENSP/Fiocruz, UFRJ e Ministério da Saúde lançam Observatório de Saúde da População Negra

Por Tatiane Vargas, no Informe Ensp

A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Ministério da Saúde, lança, no dia 18 de novembro, o Observatório de Saúde da População Negra. A iniciativa representa um marco estratégico na consolidação de políticas públicas voltadas à promoção da equidade em saúde no país, especialmente no contexto da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN).
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Rede de Defensores de Direitos Humanos realiza imersão com lideranças comunitárias do Rio

Nathalia Mendonça, Cooperação Social da Fiocruz

Coordenado pela Cooperação Social da Fiocruz, o projeto Rede de Defensores de Direitos Humanos no Estado do Rio de Janeiro promoveu (26/10) um final de semana de imersão em Paty do Alferes (RJ) com encontro das lideranças comunitárias das três turmas de defensoras e defensores populares. Os coordenadores do projeto e representantes da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro também participaram do evento. Continue lendo “Rede de Defensores de Direitos Humanos realiza imersão com lideranças comunitárias do Rio”

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MPF pede ao Iphan análise para reconhecimento da língua Pajubá como patrimônio imaterial brasileiro

Documento destaca relevância cultural da linguagem como identidade e resistência social

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF) encaminhou ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) ofício no qual solicita a realização de análise técnica do órgão acerca da viabilidade de reconhecimento da linguagem Pajubá – também conhecida como Bajubá – como patrimônio imaterial brasileiro. O pedido, formalizado pelo procurador da República Sérgio Gardenghi Suiama, foi motivado por representação apresentada pela Associação Nacional de Travestis e Transsexuais (Antra). Continue lendo “MPF pede ao Iphan análise para reconhecimento da língua Pajubá como patrimônio imaterial brasileiro”

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Cartografia aborda violações em territórios populares do Rio de Janeiro

Nathalia Mendonça, na AFN

Mapear dados e narrativas das periferias é uma estratégia encontrada por diversos grupos sociais para construção de diagnósticos, produção de memória e para valorização de culturas. Com o objetivo de denunciar violações de direitos e fortalecer espaços de resistência, o projeto Rede de Defensores de Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro, coordenado pela Cooperação Social da Fiocruz, lançou a cartografia Saúde e Defesa de Direitos, sobre os territórios populares do Rio de Janeiro. A cartografia está disponível gratuitamente. Continue lendo “Cartografia aborda violações em territórios populares do Rio de Janeiro”

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Cúpula dos Povos traz demandas e reivindicações da sociedade à COP30

Barqueata será primeiro ato político de extensa programação

Fabíola Sinimbú – Enviada especial* , Brasil de Fato

Movimentos sociais, redes e organizações populares de todo o mundo ser reúnem nesta quarta-feira (12), às margens do Rio Guamá, em Belém (PA), para a abertura da Cúpula dos Povos. Em uma agenda que se estende até o dia 16 de novembro, o encontro deve reunir, na Universidade Federal do Pará, milhares de pessoas com o objetivo de trazer perspectivas sociais e ambientais em encontros paralelos à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). Continue lendo “Cúpula dos Povos traz demandas e reivindicações da sociedade à COP30”

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Saúde mental na democracia das chacinas

Os serviços de atendimento são precários e muitas vezes violentos. As queixas não são legitimadas. Frequentemente, resultam em diagnósticos superficiais e prescrição de remédios psiquiátricos. Como responder ao sofrimento dos que sobreviveram à barbárie?

Por Rachel Gouveia Passos e Deivisson Vianna Dantas dos Santos, em Outra Saúde

Eu fico parindo a dor do meu filho morto todos os dias, porque é a dor de um ser humano que não volta mais”: essa frase poderia ser proferida por uma das diversas mães da última chacina no Rio de Janeiro, mas aparece no livro “Na mira do fuzil: a saúde mental das mulheres negras em questão” 1. No decorrer dos capítulos desta obra é possível ler diferentes depoimentos que narram a dor e a dilaceração ocasionada pelo estado permanente de guerra, tendo a “Guerra às Drogas” a sua principal justificativa, revelando uma certa autorização social, política e econômica para o extermínio, demonstrando que o vivido no mês passado retrata mais um estado permanente de guerra do que algo pontual. Continue lendo “Saúde mental na democracia das chacinas”

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Segurança: o medo como projeto político. Por Ricardo Queiroz Pinheiro

Quando ele vinga, não é preciso oferecer um futuro; basta prometer proteção contra um presente caótico. O político se apresenta como um escudo, não como alternativa. O voto se reduz a um gesto de autopreservação, marcando o triunfo da política como reflexo condicionado

Em Outras Palavras

O medo é o principal ativo político da extrema direita e o motor da distinção que Carl Schmitt, o jurista artífice do nazismo, definiu como fundadora da política: a separação entre amigo e inimigo. Longe de ser um mero subproduto da crise, o medo é um deliberado instrumento de governo. Onde o Estado se retira das garantias sociais, ele preenche o vácuo, oferecendo um inimigo no lugar de um direito. É a emoção que substitui o debate e converte a insegurança cotidiana em poder. Continue lendo “Segurança: o medo como projeto político. Por Ricardo Queiroz Pinheiro”

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Mulheres do Cerrado constroem Protocolos de Segurança de Gênero nas Comunidades e Territórios Tradicionais

“O medo não pode nos calar. Estamos aqui para nos fortalecer, trocar experiências e construir saídas que nos mantenham em segurança, vivas e firmes na luta pelo nosso pedaço de chão, pelo direito de permanecer nos nossos territórios”
(Dona Graça Lima, P.A Remansão – Nova Olinda -TO)

Por Teresinha Menezes, em CPT Piauí

A construção coletiva do protocolo de segurança de gênero de comunidades e territórios tradicionais, liderada por mulheres do Cerrado, representa um marco na luta pela garantia de seus direitos, na proteção e fortalecimento dos modos de vida ancestrais. Em um contexto de crescente ameaças aos direitos humanos, territoriais, ambientais e culturais, as mulheres assumem o protagonismo na formulação de estratégias que garantam não apenas sua integridade física, mas também a continuidade das suas tradições, saberes e relações com a terra e o território em que vivem. Continue lendo “Mulheres do Cerrado constroem Protocolos de Segurança de Gênero nas Comunidades e Territórios Tradicionais”

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Combate à extrema-direita necessita anunciar um projeto de transformação social. Entrevista especial com Luis Felipe Miguel

“A emergência da extrema-direita não é compreensível sem o investimento que bilionários fizeram nela mundo afora”, afirma o cientista político

Por: Patricia Fachin, em IHU

Apesar de a extrema-direita adotar uma retórica “que segue a trilha do fascismo”, classificá-la como fascista é um “esforço para encaixar, em uma única moldura interpretativa, aquilo que é melhor descrito como sendo um conjunto variado de empreendimentos políticos”, pontua Luis Felipe Miguel na entrevista a seguir, concedida por e-mail ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU. Continue lendo “Combate à extrema-direita necessita anunciar um projeto de transformação social. Entrevista especial com Luis Felipe Miguel”

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Os indígenas na centralidade da COP 30: mas, até onde é para valer!

No artigo, Clovis Brighenti, missionário do Cimie Profº Dr. de História da Unila, chama a atenção para “impressão de que os povos indígenas são o centro da COP30, sendo referências, anunciando uma nova relação com o meio ambiente”

Por Clovis Antonio Brighenti, do Cimi

A capital paraense respira COP30 com a imagem dos povos indígenas no centro das atenções. Aparecem como os guardiões das florestas, os que melhor sabem conviver com o meio ambiente, os que mantém profundo respeito pela natureza. Quem chega pelo aeroporto ou pela rodoviária e até mesmo pelos rios, se depara com rostos indígenas estampados em painéis, faixas, outdoor e tantas outras propagandas compondo um mosaico de diversidades, convidando para os debates no evento das Nações Unidas Para o Meio Ambiente. Quem caminha pela cidade se depara com rostos e corpos de pessoas indígenas de todas as regiões da América Latina. É uma multiplicidade de povos, uma diversidade de jeitos de ser, estar e pensar o mundo.  São adornos, pinturas, cocares, epistemes, culturas, jeitos e manifestos que marcam profundamente a distintividade desses povos no grande encontro sobre o clima. Para um desavisado, fica a impressão de que os povos indígenas são o centro da COP30, sendo referências, anunciando uma nova relação com o meio ambiente. Continue lendo “Os indígenas na centralidade da COP 30: mas, até onde é para valer!”

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