MPF apura obra de estrada sem licença ambiental em Terra Indígena no Xingu (MT)

Ibama aplicou multa de meio milhão após relatório apontar danos ao meio ambiente com a supressão de 143 hectares de vegetação nativa

Procuradoria da República em Mato Grosso

O Ministério Público Federal (MPF) abriu inquérito civil para investigar a construção de uma estrada de 143 km dentro da Terra Indígena Parque do Xingu, na região de Querência, no Mato Grosso, sem o devido licenciamento ambiental. A obra resultou em multa de pouco mais de R$ 500 mil, aplicada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) à prefeitura de Querência. Continue lendo “MPF apura obra de estrada sem licença ambiental em Terra Indígena no Xingu (MT)”

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Cinco massacres esquecidos contra indígenas e ribeirinhos

Brutalidade, impunidade e apagamento marcam a longa história de violência contra populações indígenas e ribeirinhas. Relembre cinco casos recentes marcantes

por Tainã Mansani, em DW

Às margens dos rios e nas trilhas de florestas, histórias que o tempo tentou apagar ressurgem nas vozes dos sobreviventes. Uma dessas vozes, a de Antônio Monteiro, ecoa na lembrança dos corpos de seus familiares boiando no rio próximo à sua casa. Aos 72 anos, ele sobreviveu a uma das maiores chacinas recentes contra indígenas e ribeirinhos no Brasil: o Massacre do Rio Abacaxis, ocorrido em agosto de 2020, no interior do Amazonas. Continue lendo “Cinco massacres esquecidos contra indígenas e ribeirinhos”

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“Tenho a esperança de que nossa civilização entre em colapso e possamos construir sobre novos alicerces”. Entrevista com Tim Ingold

Ele tinha 8 ou 9 anos quando, voltando do colégio, viu algo entre os arbustos. Parecia o cano de um rifle. Receoso, aproximou-se e descobriu que o objeto era, na verdade, um telescópio. Estava nas mãos de um idoso que simplesmente “observava a lua”. A recordação da infância, relatada pelo antropólogo Tim Ingold em seu novo livro, subsidia a encruzilhada existencial que propõe: devemos almejar a conquista do futuro, como o jovem astronauta que almeja chegar a outros planetas, ou devemos reaprender o assombro e o “anseio” do idoso, cuja atenção se une ao brilho da lua em um arco de correspondência?

A entrevista é de Daniel Arjona, publicada por El Mundo, 29-07-2025. A tradução é do Cepat, em IHU

Tim Ingold (Kent, Reino Unido, 1948), um dos pensadores mais influentes da antropologia contemporânea, professor emérito da Universidade de Aberdeen (Escócia), explora de modo radical, em suas pesquisas, as relações entre seres humanos, meio ambiente, técnica e percepção. La cuerda de las generaciones: Repensar la continuidad en tiempos de ruptura (Alianza Editorial, 2025) nasce justamente de sua participação no grupo de trabalho interdisciplinar Enfrentando o Antropoceno, organizado pela Universidade Duke (Estados Unidos). Foi durante essas conversas sobre a crise planetária que Ingold se convenceu de que grande parte da nossa dificuldade em abordar o futuro reside em uma ideia tóxica sobre como as gerações se relacionam. Continue lendo ““Tenho a esperança de que nossa civilização entre em colapso e possamos construir sobre novos alicerces”. Entrevista com Tim Ingold”

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Radiografia do feminicídio no Brasil

Punições endurecem, mas mortes saltam: Em nove anos, houve aumento de 186% dos casos registrados. Dentre estas, não estão inclusas as mulheres trans. Uma variedade de estudos mostra as múltiplas camadas que levam a um crime quase sempre evitável

Por Mônica Manir, na Revista Fapesp

“Estou aqui porque eu tinha uma filha de lindos olhos verdes.” Assim um pai se apresentou à socióloga Eva Alterman Blay num encontro no apartamento dela no bairro de Santa Cecília, região central de São Paulo, há cerca de 20 anos. Blay, que desde a década de 1970 é engajada na questão da violência contra a mulher, costumava receber em sua residência pessoas ligadas aos movimentos sociais. O homem, levado ao apartamento por uma colega da socióloga, trazia consigo um desabafo e um arrependimento. Revelou que, diante da intenção da filha de se separar do marido porque ele a agredia, havia pedido paciência: “Quem sabe ele muda, você muda e as coisas se ajeitam”. Dias depois, a moça foi morta com um tiro no olho dado pelo companheiro. “Também estou aqui porque acho que o trabalho que vocês fazem tem de continuar”, arrematou o homem. Continue lendo “Radiografia do feminicídio no Brasil”

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Nota do Conselho de Lideranças do Povo Guató em repúdio a criação de RDS e ampliação de parque sobre suas terras

NOTA DE REPÚDIO ÀS PROPOSTAS DE CRIAÇÃO DA “RDS BARRA DO SÃO LOURENÇO” E AMPLIAÇÃO DA ÁREA DO PARQUE NACIONAL DO PANTANAL MATO-GROSSENSE SOBRE TERRAS TRADICIONALMENTE OCUPADAS PELO POVO GUATÓ

O Conselho de Lideranças do Povo Guató no Guadakan/Pantanal vem a público repudiar as pessoas e instituições envolvidas na imposição de duas propostas ao nosso povo, especialmente à comunidade da Aldeia Barra do São Lourenço, quais sejam: (1) criação de uma RDS (Reserva de Desenvolvimento Sustentável), chamada “RDS Barra do São Lourenço”; (2) ampliação da área do Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense. São áreas definidas pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), cujos espaços incidem sobre terras tradicionalmente ocupadas nos municípios de Corumbá e Poconé. Continue lendo “Nota do Conselho de Lideranças do Povo Guató em repúdio a criação de RDS e ampliação de parque sobre suas terras”

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Análise Política do Projeto de Lei nº 410 de 2025:A Reforma Agrária para os ricos continua!

Mais um esforço do governo estadual para entregar as terras públicas devolutas

Alberto Paulo Vásquez*, na Página do MST

Há poucos meses, no dia 05 de maio de 2025, chegou silenciosamente mais um projeto de lei do governador Tarcísio sobre “privatização de patrimônio público”. Desta vez trata da alteração de três leis de regularização fundiária, uma legislação que se consolidou no Estado de São Paulo a partir de 2003 e que permite regularizar como privada as terras públicas estaduais devolutas sem que se faça licitação ou outros trâmites típicos da alienação de bens públicos. Trata-se do PL nº 410 que busca alterar a lei nº 17.557 que criou o Programa Estadual de Regularização de Terras devolutas de 2022, da lei nº 16.475 de 2017 que permitiu a regularização de posse em terras devolutas das Regiões Administrativa de Registro e de Itapeva de 2017 e da lei nº 11.600 sobre regularização de terras devolutas do Pontal de 2003, atualizada em 2012. Continue lendo “Análise Política do Projeto de Lei nº 410 de 2025:A Reforma Agrária para os ricos continua!”

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As mulheres seguem em fileira por amor a essa pátria

Por Helenna Castro – CPT/BA*

No campo e na cidade, a classe trabalhadora segue em defensiva contra diferentes tipos de ataques a direitos sociais, como os trabalhistas, previdenciários e ambientais. As mulheres figuram como as principais e mais convictas lideranças em nossos territórios, mas seus clamores são abafados. Continue lendo “As mulheres seguem em fileira por amor a essa pátria”

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Indígenas Pankararu e Pataxó ocupam a Fazenda Cristal em ato de denúncia e resistência contra mineradoras no Vale do Jequitinhonha

A ocupação se dá após 13 anos de espera da constituição da Reserva Indígena Cinta Vermelha Jundiba; organizações indigenistas, ambientalistas e de direitos humanos tem manifestado apoio à ocupação

Por Cimi e Cimi Regional Leste

Em gesto de resistência e denúncia, cerca de 100 indígenas dos povos Pankararu e Pataxó ocuparam pacificamente os 560 hectares da Fazenda Cristal, localizada no município de Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais (MG), no último domingo (27). A ação ocorre após 13 anos de espera pela efetivação completa da constituição da Reserva Indígena Cinta Vermelha Jundiba (ACVJ), recomendada por estudos técnicos iniciados em 2012 e concluídos em 2015. Continue lendo “Indígenas Pankararu e Pataxó ocupam a Fazenda Cristal em ato de denúncia e resistência contra mineradoras no Vale do Jequitinhonha”

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Trabalho flexível, lazer flexível: Netflix e o desejo “on demand”

Por Anna Kornbluh, no Blog da Boitempo

O fluxo é primordial para a distribuidora Netflix, cuja breve história resume as profundas mudanças na circulação de vídeo a partir da década de 1990 que passaram a ser mudanças em sua produção. Revolucionando a circulação de vídeo ao contornar a locadora física, que, por sua vez, tinha revolucionado o consumo da imagem em movimento, a Netflix foi fundada em 1998 como uma locadora de DVDs por e-mail com um catálogo de 925 títulos — basicamente todos os filmes em DVD existentes na época, visto que esse mídia existia há apenas três anos. O auge do DVD foi em 2011, quando a Netflix entregou discos para 14 milhões de assinantes através do serviço postal dos Estados Unidos; depois disso, em 2012, a Netflix passou de distribuidora de conteúdo para produtora de conteúdo, estreando sua série original Lilyhammer, seguida, em 2013, pelo sucesso estrondoso House of Cards1. Esse mesmo ano foi o divisor de águas em que a renda de anúncios na televisão foi eclipsada pela renda de assinaturas de provedores de TV a cabo e streaming2. Nesses seus quase catorze anos de juventude, a companhia cresceu rapidamente de um modelo “pague por disco” para um modelo de assinatura que oferecia consumo virtualmente ilimitado para seus 203 milhões de usuários — convertendo-se na maior empresa de mídia digital do mundo, no nível de corporações tradicionais como AT&T, que, em contraste, é uma senescente de 136 anos de idade. Continue lendo “Trabalho flexível, lazer flexível: Netflix e o desejo “on demand””

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Gaza – um terrorismo de Estado. Por Michae Löwy

Enquanto Gaza arde sob o terrorismo de Estado, a resistência persiste — não apenas nas ruínas, mas nas vozes judias e palestinas que se recusam a calar. O futuro não será escrito por Netanyahu, mas por aqueles que ousam sonhar com uma terra onde justiça não tenha bandeira

Em A Terra é Redonda

Quem governa Israel?

Benjamin Netanyahu e sua claque são os herdeiros de um movimento que nunca escondeu sua natureza criminosa. Continue lendo “Gaza – um terrorismo de Estado. Por Michae Löwy”

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