O que vende o MBL? (II)

Grupo agora hesita: será ventríloquo de um governo deplorável? Ou praticará, como no Paraná, intimidação e violência, rompendo de vez os limites entre a fala e os atos fascistas?

Por Fran Alavina – Outras Palavras

Retomando a discussão: uma visibilidade violenta e deformada

No primeiro momento deste artigo buscou-se desnudar as relações entre a precarização do “mundo político” e do “mundo do trabalho” que abrem um horizonte histórico no qual movimentos do tipo MBL são possíveis. Tal movimento opera no registro da política como negócio, cuja “mercadoria”, não material, mas simbólica, é a satisfação dos desejos e paixões na forma de participação em um grupo que reúne indivíduos de mesma “aspiração política”. Em grupos como o MBL, este agrupamento de indivíduos não opera com determinações de classe, não representam um grupo ou setor social determinado, definido, (pelo menos aparentemente), porém, usando de termos frouxos, por isso de fácil manipulação, como o termo Livre que adjetiva o movimento, pode se difundir sem amarras. Isto é, alcançar uma maior variabilidade de público: desde aqueles que já leram um pouco sobre liberalismo e neoliberalismo até àqueles proto-fascistas que querem apenas fazer do ódio o sentido de suas aspirações políticas. Odiar em grupo parece ser melhor que odiar sozinho: eis um dos mais lucrativos mecanismos passionais do grupo. Trata-se, pois, de orientar o ódio na direção mais lucrativa. Do lado dos que odeiam não pode haver distinções, a massa que odeia tem como único liame o reconhecimento de uma paixão violenta, tal como consumidores compulsivos que independentemente dos produtos consumidos se reconhecem tão somente na vontade de consumir. Continue lendo “O que vende o MBL? (II)”

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Sem Terra reocupam fazenda São Sebastião em Atalaia

Os Sem Terra denunciam também o descumprimento do acordo judicial após o último despejo, quando os antigos proprietários instalaram guaritas e homens armados para intimidar os camponeses e camponesas

Por Gustavo Marinho
Da Página do MST

Na manhã desta terça-feira (22), trabalhadores e trabalhadoras rurais realizaram duas grandes ações na luta pela terra em Alagoas. Na Zona da Mata Alagoana, no município de Atalaia, diversas famílias Sem Terra reocuparam a antiga Fazenda São Sebastião, onde mais de 70 famílias foram despejadas na área conhecida como Acampamento São José. Continue lendo “Sem Terra reocupam fazenda São Sebastião em Atalaia”

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“As pessoas dizem ‘tem que morrer mesmo’ porque não é o filho delas”, afirma pai de jovem morto na Cidade de Deus

Diante do caixão com o corpo do filho, o pastor Leonardo Martins da Silva tira o smartphone do bolso e mexe na tela como quem checaria uma mensagem. No aparelho, começa a tocar uma canção evangélica – o som abafado marca os últimos momentos do velório. Continue lendo ““As pessoas dizem ‘tem que morrer mesmo’ porque não é o filho delas”, afirma pai de jovem morto na Cidade de Deus”

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Combate ao tráfico de drogas e o genocídio da juventude negra, por Roberto Malvezzi (Gogó)

EcoDebate

Se há um consenso na política de combate ao tráfico de drogas é que ela é de alto custo e absolutamente inócua. Longas matérias conversando com gente do BOPE, especialistas no assunto e mesmo pessoas ligadas ao tráfico, tem esse ponto em comum.

Entretanto, dos 30 mil jovens mortos por homicídio a cada ano no Brasil, 77% são negros (https://anistia.org.br/campanhas/jovemnegrovivo/). Continue lendo “Combate ao tráfico de drogas e o genocídio da juventude negra, por Roberto Malvezzi (Gogó)”

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O grileiro dos Jardins

O maior desmatador da história recente da Amazônia é filho de um rico e tradicional pecuarista de São Paulo. Ele próprio operava sediado no bairro dos Jardins, na capital. Até ser preso, comandava um esquema sofisticado de desmatamento, grilagem e falsificação no Pará, que contava até com profissionais de geoprocessamento para enganar os satélites de monitoramento. Denunciado por índios, o caso levou a recente operação conjunta entre o IBAMA, a Polícia Federal, o Ministério Público e a Receita Federal, revelando detalhes sobre como hoje se organiza o crime na expansão da fronteira agropecuária amazônica

por Juliana Tinoco – CPT

Operação Kaypó

Era fevereiro de 2014. Luciano Evaristo, Diretor de Proteção Ambiental do IBAMA, chegava na garagem da sede da instituição em Brasília e conseguia ouvir um burburinho alto vindo do escritório. Dentro de seu gabinete, pintados para guerra, mais de trinta índios kayapós esperavam por ele com arcos e flechas. Luciano teve o cuidado de pedir que depositassem as armas antes de começarem a conversa. Continue lendo “O grileiro dos Jardins”

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Delações da Odebrecht podem ajudar a frear golpes contra os trabalhadores, por Leonardo Sakamoto

Blog do Sakamoto

Quem diria que a Odebrecht pode dar, afinal de contas, uma mão para a garantia da dignidade no Brasil.

As delações dos quase 80 executivos da Odebrecht que devem ser assinadas com o Ministério Público Federal, até esta sexta (25), podem dificultar a aprovação do Pacote de Redução do Estado Brasileiro, que está sendo levado a cabo pelo governo Michel Temer – com a ajuda de sua base de sustentação no Congresso Nacional e a anuência vistosa ou silenciosa de algumas figuras do Judiciário. Como são cerca de 200 políticos envolvidos em sombrias negociações com a empresa, dos mais diferentes partidos, para os mais diferentes gostos, a porrada por tornar tudo mais lento. Continue lendo “Delações da Odebrecht podem ajudar a frear golpes contra os trabalhadores, por Leonardo Sakamoto”

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Saúde lança campanha para reduzir em 20% mortalidade entre crianças indígenas

Aline Leal – Repórter da Agência Brasil*

O Ministério da Saúde lançou nesta quarta-feira (23), em Manaus, um programa voltado para a saúde da criança indígena, com a meta de reduzir em 20% a mortalidade nessa faixa da população até 2019.

Dados da pasta mostram que a mortalidade infantil indígena, 31,28 por mil nascidos vivos, é mais que o dobro da média geral nacional, de 13,8. Continue lendo “Saúde lança campanha para reduzir em 20% mortalidade entre crianças indígenas”

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STF: Pedido de vista suspende julgamento sobre leis que proíbem uso de amianto

No STF

Pedido de vista do ministro Dias Toffoli suspendeu o julgamento de quatro ações ajuizadas pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI) impugnando leis de três estados (PE, RS e SP) e do Município de São Paulo que proíbem a produção, comércio e uso de produtos com amianto nos respectivos territórios. A CNTI alega que as leis seriam inconstitucionais porque, ao impor restrição maior que a prevista em lei federal, teriam invadido competência privativa da União para legislar sobre o tema. Continue lendo “STF: Pedido de vista suspende julgamento sobre leis que proíbem uso de amianto”

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Após ocupação, povos e comunidades tradicionais cobram governo em reunião

Por Tiago Miotto e Renato Santana, Cimi

A ocupação realizada pela Articulação dos Povos e Comunidades Tradicionais no Palácio do Planalto na manhã desta terça-feira, 22, fez o governo federal se mexer. No final da tarde, representantes do Poder Executivo se reuniram com lideranças indígenas, quilombolas, pescadoras e quebradeiras de coco. A segurança do Palácio do Planalto impediu a entrada de água e comida aos manifestantes e, depois de quatro horas de ocupação, em negociação, os povos e comunidades tradicionais arrancaram do governo uma agenda pela parte da tarde. Continue lendo “Após ocupação, povos e comunidades tradicionais cobram governo em reunião”

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“O que observamos é uma banalização da violência, onde há decisões policiais e não judiciais”, diz juiz

A Renap do Rio Grande do Sul realizou um encontro estadual para debater o estado de exceção, manifestações públicas e formas de resistência

Por Catiana de Medeiros, da Página do MST

Na medida em que avançam as repressões policiais e de governos contra os protestos populares no país, diversas organizações têm discutido a liberdade de expressão e a luta dos povos pela manutenção de direitos. Somando a esse tipo de iniciativa, a Rede de Advogadas e Advogados Populares (Renap) do Rio Grande do Sul realizou, dias 18 e 19 deste mês, um encontro estadual em Porto Alegre para debater o estado de exceção, manifestações públicas e formas de resistência. O evento, coordenado pelo advogado Jacques Alfonsin, envolveu, entre outras representações, movimentos populares, juízes, estudantes que ocupam universidades e professores. Continue lendo ““O que observamos é uma banalização da violência, onde há decisões policiais e não judiciais”, diz juiz”

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