Agora todos podemos ser presos como terroristas, por Cândido Grzybowski*

No Ibase

Na semana passada, foi aprovada pelo Congresso a lei antiterrorismo. Agora, para entrar em vigor, só depende da sanção da presidenta Dilma. Melhor seria um veto a uma lei tão fora de contexto no caso do Brasil. Afinal, por que uma lei assim? O que ela visa? Temo a lei pelo que ela pode significar como limitação de direitos civis e políticos fundamentais para a cidadania. Pior de tudo, ela foi votada sem grande debate. 

Existe, sem dúvida, uma espécie de acordo no plano multilateral que recomenda aos países adotarem leis específicas antiterrorismo. Desde os atentados de 11/09/2001 nos EUA, leis antiterror vêm sendo aprovadas em diferentes países, dotando os Estados de um poder repressor inimaginável. Leis deste tipo, na verdade, não criam proteção cidadã, mas dotam os sistemas de segurança dos Estados de um poder repressivo cujo efeito maior, até aqui, tem sido a limitação das liberdades de manifestar-se e exercer plenamente a cidadania. Nada a ver com aquele espírito de cooperação e mútuo respeito, com responsabilidade, para não nos acabarmos totalmente, espírito que surgiu da destruição e barbárie da Segunda Guerra Mundial, quando foi criada a ONU e, em seguida, a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Hoje, caminhamos para a barbárie novamente. Continue lendo “Agora todos podemos ser presos como terroristas, por Cândido Grzybowski*”

Ler maisAgora todos podemos ser presos como terroristas, por Cândido Grzybowski*

MPF/PB convoca sociedade para consulta pública sobre poluição do rio Gramame

Comunidades do Distrito Industrial serão ouvidas sobre impactos causados pela degradação

MPF

O Ministério Público Federal na Paraíba (MPF/PB) vai realizar, no dia 14 de março, consulta pública sobre os impactos da poluição do rio Gramame sobre a comunidade Mumbaba. O objetivo da consulta é prestar esclarecimentos à população e ouvir as indagações e demandas das comunidades afetadas pelo problema.

Conforme o edital de convocação, o evento trará o debate sobre os diversos impactos causados pela poluição da bacia do Gramame e, em especial, do riacho Mussuré, sobre as comunidades existentes no Distrito Industrial, principalmente sobre a comunidade Mumbaba. Continue lendo “MPF/PB convoca sociedade para consulta pública sobre poluição do rio Gramame”

Ler maisMPF/PB convoca sociedade para consulta pública sobre poluição do rio Gramame

Portaria do Incra reconhece Território Quilombola Lagoa Santa (BA)

Incra

O Território Quilombola Lagoa Santa, localizado entre os municípios de Ituberá e Nilo Peçanha, no Baixo Sul da Bahia, teve a portaria de reconhecimento publicada pelo Incra no Diário Oficial da União (DOU) da sexta-feira (26). A autarquia reconhece e declara como terras da comunidade quilombola uma área de 653 hectares, onde vivem 35 famílias.

Além de consolidar o território quilombola, a portaria também dá legitimidade ao conteúdo do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID), publicado em 2014. O relatório é composto por um conjunto de peças que aborda a história de formação e ocupação do território, considerando a ancestralidade, a tradição, a organização socioeconômica e condições agroambientais, bem como o levantamento cartorial dos incidentes no território identificado. Continue lendo “Portaria do Incra reconhece Território Quilombola Lagoa Santa (BA)”

Ler maisPortaria do Incra reconhece Território Quilombola Lagoa Santa (BA)

Professor universitário ataca direitos constitucionais indígenas em CPI

Por Mônica Carneiro, Funai

Em Audiência Pública Ordinária da Comissão Parlamentar de Inquérito instaurada para investigar a atuação da Funai e do Incra nos procedimentos relacionados à regularização fundiária de territórios indígenas e quilombolas, realizada na última quinta-feira (26), o professor Denis Rosenfield, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), afirmou que o procedimento de demarcação de terras indígenas atualmente empregado pela Fundação Nacional do Índio tem sido feito à revelia do que preconiza a legislação brasileira. Continue lendo “Professor universitário ataca direitos constitucionais indígenas em CPI”

Ler maisProfessor universitário ataca direitos constitucionais indígenas em CPI

A mobilização social na Chapada do Araripe

Os conhecimentos para enfrentar a seca têm sido disseminados no Araripe: ‘nós mudamos a ideia do combate a seca para a de convivência com o semiárido.’

Najar Tubino, Carta Maior

Ouricuri (PE) – Araripe em tupi guarani significa “onde o dia começa primeiro”, traduz a altitude da serra, mas hoje em dia o grande significado no sertão é a conscientização de agricultores e agricultoras, a disseminação do conhecimento da agricultura camponesa e a capacidade de enfrentar a seca, com a aplicação de tecnologias de convivência com o semiárido. Esta história também é a linha do tempo da Caatinga, a organização mais antiga que atua na região, quase 30 anos de dedicação e 10 mil cisternas de placa construídas. A cisterna é uma novidade histórica no semiárido. A transformação é visível, porque onde tem mais de uma cisterna, incluindo a de produção, a paisagem é totalmente diferente. Continue lendo “A mobilização social na Chapada do Araripe”

Ler maisA mobilização social na Chapada do Araripe

A “morte natural” de presos em São Paulo: o Estado mata, simplesmente deixando morrer

Análise sobre a reportagem “Em um ano e meio, 721 detentos morreram no Estado de São Paulo” por Camila Nunes Dias, socióloga, professora da UFABC (Universidade Federal do ABC) e pesquisadora-colaboradora do NEV-USP (Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo)

Na Ponte

Os dados e as informações trazidas na reportagem impressionam tanto pelo seu “conteúdo” quanto pela sua “forma”. Inicialmente, teço alguns comentários sobre a descrição do jornalista a respeito do acesso (ou da falta de) aos dados. Continue lendo “A “morte natural” de presos em São Paulo: o Estado mata, simplesmente deixando morrer”

Ler maisA “morte natural” de presos em São Paulo: o Estado mata, simplesmente deixando morrer

PRR2 cobra reparação total de danos ambientais do Porto do Açu (RJ)

MPF rebate recursos de estaleiro OSX e de operadora para restringir ação

MPF

O Ministério Público Federal (MPF) se opôs, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), aos recursos especiais do estaleiro OSX e do Porto do Açu Operações, responsáveis pelo complexo logístico portuário em construção em São João da Barra, no Norte fluminense. O MPF/RJ processou o grupo empresarial EBX para paralisar as obras por salinizarem o Canal de Quitingunte com danos ao meio ambiente e ao consumo humano. As empresas questionaram a decisão judicial que considerou como área atingida todo o 5º distrito (Pipeiras), como quis o MPF (o juiz em Campos considerou inicialmente apenas os danos comprovados ao canal). Continue lendo “PRR2 cobra reparação total de danos ambientais do Porto do Açu (RJ)”

Ler maisPRR2 cobra reparação total de danos ambientais do Porto do Açu (RJ)

Amazônia registra 47 dos 50 casos de assassinatos por conflitos no campo, afirma relatório da CPT

De acordo com a Pastoral da Terra , relatório apresenta casos de conflitos emblemáticos enfrentados por comunidades dos estados que compõem a Amazônia Legal

Por Helen Miranda, A Crítica

Dos 50 assassinatos registrados no Brasil por situação conflituosa no campo, 47 foram na Amazônia, sendo 20 em Rondônia, 19 no Pará, 6 no Maranhão, 1 no Amazonas e 1 em Mato Grosso, informou o membro da coordenação executiva nacional da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Ruben Siqueira durante o lançamento da publicação “Amazônia, um bioma mergulhado em conflitos – Relatório Denúncia”. Continue lendo “Amazônia registra 47 dos 50 casos de assassinatos por conflitos no campo, afirma relatório da CPT”

Ler maisAmazônia registra 47 dos 50 casos de assassinatos por conflitos no campo, afirma relatório da CPT

Quatro indígenas estão na primeira turma de Direito da UEA em Tabatinga

Curso é ministrado direto de Manaus, por meio de videoconferência

EBC

As aulas do curso de Direito da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), no município de Tabatinga, começaram nessa segunda-feira (29). Na turma, com cerca de 40 alunos, estão quatro indígenas das etnias Cocama e Ticuna.

“O Curso realmente está sendo maravilhoso, porque estamos fazendo parte de uma nova construção do sistema educacional da UEA, mediado por tecnologia”, ressalta o aluno Gracildo Kocama. Continue lendo “Quatro indígenas estão na primeira turma de Direito da UEA em Tabatinga”

Ler maisQuatro indígenas estão na primeira turma de Direito da UEA em Tabatinga

A volta às aldeias Tupinambá e Pataxó, por Egon Heck

Egon Heck, do Secretariado Nacional

“Voltaremos para as nossas bases, mais encorajados e mais conscientes de nossas responsabilidades, como povos indígenas, quanto a gravidade da crise no país e nossa responsabilidade em contribuir com a construção de alternativas que passem por maior justiça social, desconcentração da renda e novas formas de exercício de poder, que evitem a vergonhosa corrupção e malversação do dinheiro público”.

Conforme a Federação das Nações Indígenas Pataxó e Tupinambá – FINPAT,  articuladora da presença da delegação indígena em Brasília, “esperamos ter dado nossa contribuição com a luta dos povos indígenas pelos nossos direitos. Continue lendo “A volta às aldeias Tupinambá e Pataxó, por Egon Heck”

Ler maisA volta às aldeias Tupinambá e Pataxó, por Egon Heck