Vale do Javari: Funai diz que não vai exonerar coordenador de sede ocupada pelos Matís

O protesto continua em Atalaia do Norte. Os indígenas estão envolvidos em conflitos que resultaram nas mortes de dois Matís e ao menos nove Korubo, em 2014

Elaíze Farias – Amazônia Real

A ocupação de cerca de 100 índios, entre eles 62 da etnia Matís, da sede da Coordenação Regional do Vale do Javari da Fundação Nacional do Índio (Funai), em Atalaia do Norte (AM), completa nesta terça-feira (26) uma semana sem negociação. A principal reivindicação dos indígenas para acabar com o protesto, a exoneração do coordenador Bruno Pereira, não foi aceita pela Presidência da Funai. Continue lendo “Vale do Javari: Funai diz que não vai exonerar coordenador de sede ocupada pelos Matís”

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O alto preço da modernidade de Belo Monte na vida da aldeia de Muratu

Antes pescadores e agora forçosamente agricultores, indígenas juruna receberam casa novas, energia e galinheiros. As compensações pela construção da usina, no entanto, tem um alto custo

Verena Glass, Xingu Vivo / Repórter Brasil

“Antigamente a gente tinha vida. Hoje temos agenda”, sentencia Leiliane Juruna, a Bel, vice-liderança da aldeia juruna Muratu, na Terra Indígena Paquiçamba, localizada na Volta Grande do rio Xingu, no Pará. Em sua nova casa de madeira – idêntica a outras 15, construídas pelo Consórcio Norte Energia como parte do Componente Indígena do Projeto Básico Ambiental (PBA-CI) da hidrelétrica de Belo Monte -, Bel faz artesanato em frente à televisão, mas dá uma parada para conversar. Continue lendo “O alto preço da modernidade de Belo Monte na vida da aldeia de Muratu”

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Movimentos ocupam Secretaria da Fazenda contra privatização da Celg, em GO

A ocupação ocorre em paralelo a uma audiência com os ministros da Casa Civil, Jaques Wagner, e da Secretaria-Geral da Presidência, Ricardo Berzoini, em Brasília

Da Página do MST*

Na manhã desta quarta-feira, manifestantes ligados ao MST e à Central Única dos Trabalhadores de Goiás (CUT) ocuparam a sede da Secretaria da Fazenda do Estado de Goiás.  Continue lendo “Movimentos ocupam Secretaria da Fazenda contra privatização da Celg, em GO”

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A internet em disputa: tensões e desafios políticos. Entrevista especial com Rafael Evangelista

“O ideal seria estarmos construindo espaços na rede que permitam o debate, que servem ao pensamento e à formação autônoma, com informações que nos permitam, sem passar panos quentes, distinguirmos quais são os campos opostos e onde cada um está”, afirma o pesquisador

Por Leslie Chaves e Patricia Fachin – IHU On-Line

As diversas camadas que formam o que habitualmente “chamamos de internet”, são composta por diferentes desafios políticos, os quais, de modo geral, estão divididos em dois grupos: o daqueles “que pensam a internet em seus princípios originais, como uma grande rede de comunicação e de compartilhamento de conhecimento, e aqueles atores que querem a internet voltada fundamentalmente para o comércio, de coisas materiais, de produtos culturais e de dados pessoais”, descreve Rafael Evangelista na entrevista a seguir, concedida à IHU On-Line, por e-mail. Continue lendo “A internet em disputa: tensões e desafios políticos. Entrevista especial com Rafael Evangelista”

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Organizações do Brasil manifestam solidariedade aos representantes da União Nacional de Camponeses de Moçambique diante das ameaças e agressões físicas

Integrantes da Campanha Internacional “Não ao ProSavana” e da Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale estiveram reunidos nos dias 21 e 22 de janeiro, no Rio de Janeiro. Em Carta Aberta – enviada hoje aos representantes de Brasil, Japão e Moçambique -, participantes declaram “irrestrito apoio e solidariedade aos representantes da União Nacional de Camponeses (UNAC) diante das ameaças e tentativas de agressões físicas que sofreram no dia 11 de janeiro de 2016”. A CPT, enquanto Articulação das CPT’s do Cerrado, participou do encontro. Confira o documento na íntegra:

CPT

Brasil, 25 de janeiro de 2016 Continue lendo “Organizações do Brasil manifestam solidariedade aos representantes da União Nacional de Camponeses de Moçambique diante das ameaças e agressões físicas”

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¿Qué son los crímenes económicos y ecológicos internacionales?

Por Juan Hernández Zubizarreta y Pedro Ramiro* – Servindi

La Corte Penal Internacional es una institución permanente facultada para ejercer su jurisdicción sobre los crímenes más graves de trascendencia internacional de conformidad con el Estatuto de Roma. Esta corte tiene competencia respecto al crimen de genocidio, los crímenes de lesa humanidad, los crímenes de guerra y el crimen de agresión.

Todos estos crímenes son violaciones muy graves de las normas imperativas del Derecho Internacional; no obstante, el seguimiento de los mismos, a la fecha de hoy, debe ser complementado con la persecución de los crímenes económicos y ecológicos. Continue lendo “¿Qué son los crímenes económicos y ecológicos internacionales?”

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Desaparecimentos forçados no México são marcados pela negligência das autoridades

Cristina Fontenele – Adital

O desaparecimento forçado de pessoas no México é marcado pela impunidade, investigações negligentes e números subestimados. Os 43 estudantes de Ayotzinapa, desaparecidos em setembro de 2014, se juntam aos mais 27 mil casos de desaparecimento, segundo dados oficiais. Desde 2006, as organizações da sociedade civil e de direitos humanos têm observado um incremento no número de ocorrências e estimam que sejam mais de 33 mil as pessoas desaparecidas. Familiares das vítimas e organizações de direitos humanos seguem cobrando medidas efetivas do Estado. Continue lendo “Desaparecimentos forçados no México são marcados pela negligência das autoridades”

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Governos progressistas da AL seguem atados a lógica de exploração da natureza, diz ex-ministro de Correa

Economista equatoriano Alberto Acosta diz que não há governos de esquerda na América Latina e propõe retomada de conhecimentos indígenas sul-americanos

Marsílea Gombata – Opera Mundi

As promessas do desenvolvimento, que conquistaram o mundo a partir dos anos 1950, não se realizaram. E nunca se realizarão. Baseado em um sistema de exploração e desigualdades há décadas, o suposto progresso advindo do desenvolvimento é ilusório – quando não nefasto. É o que defende Alberto Acosta no livro “O Bem Viver – Uma oportunidade para imaginar outros mundos” (Editora Elefante e Editora Autonomia Literária), que chega nesta semana ao Brasil. Continue lendo “Governos progressistas da AL seguem atados a lógica de exploração da natureza, diz ex-ministro de Correa”

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Novas metodologias para pesquisa com línguas indígenas serão apresentadas na Unicamp

Diego Freire | Agência FAPESP

O conhecimento sobre as origens das línguas nativas da América do Sul e seus parentescos está diante de um desafio metodológico: a pesquisa tradicional não tem se mostrado capaz de fazê-lo avançar mais na história dos povos que deram origem às línguas indígenas faladas atualmente.

Para apresentar e discutir novas metodologias na área, pesquisadores de diversos países se reunirão na Escola São Paulo de Ciência Avançada Putting Fieldwork on Indigenous Languages to New Uses, de 21 de março a 6 de abril, no Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). As inscrições serão encerradas no dia 15 de fevereiro. Continue lendo “Novas metodologias para pesquisa com línguas indígenas serão apresentadas na Unicamp”

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A Funai e a farsa da política dos “índios isolados”

Antropóloga Barbara Arisi relata o conflito no Vale do Javari (AM) e critica a falta de diálogo entre o governo e os povos indígenas da região

por Felipe Milanez — CartaCapital

Barbara Arisi é antropóloga, professora de etnologia indígena da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) e trabalha há uma década junto aos Matis, povo que vive no Vale do Javari, no Amazonas.

Sua dissertação sobre a relação dos Matis com os indígenas em isolamento voluntário Korubo é referência para se pensar a política pública sobre os “índios isolados” e o respeito aos povos indígenas (pode ser acessada no repositório da UFSC). Continue lendo “A Funai e a farsa da política dos “índios isolados””

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