Em busca do jornalismo perdido, por Elaine Tavares

Em Palavras Insurgentes

O grande livro de Ray Bradbury, Fahrenheit 451, ficção científica escrita em 1953, apontou uma sociedade futura na qual as pessoas teriam uma tela multidimensional na sala de casa e que ali ficaria passando informação sem parar,  o dia todo, e a pessoa, viciada naquela algaravia, não conseguiria mais compreender o mundo criticamente. Tudo se resumiria naquele caleidoscópio de palavras desconexas que perpetuavam o poder de quem mandava. Aquela passagem do livro sempre me causou calafrios. Era o mundo perdido no qual vivia a esposa do personagem principal, o que descobre a beleza dos livros num mundo no qual eles não mais existiam. Continue lendo “Em busca do jornalismo perdido, por Elaine Tavares”

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Bandeira de Aço: doc sobre o disco de Papete/Marcus Pereira é disponibilizado no youtube

Tania Pacheco – Combate Racismo Ambiental

Na segunda metade da década de 1960, um publicitário paulista decidiu produzir discos de fim de ano para serem ofertado a seus clientes. Durante quatro ou cinco natais o presente foi bem recebido, segundo consta; mas a principal consequência do gesto foi outra: a agência de publicidade acabou, e em seu lugar nasceu a Discos Marcus Pereira. Como ele escreveria mais tarde, “É difícil gostar de ser cúmplice de interesses que vivem de estimular, ao delírio, o consumo numa sociedade onde apenas uma minoria tem condições de consumir”. Continue lendo “Bandeira de Aço: doc sobre o disco de Papete/Marcus Pereira é disponibilizado no youtube”

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Em apoio à retomada, cerca de 250 lideranças indígenas chegam à TI Taquara

No CSP Conlutas

Em meio a ataques, que acontecem quase sempre na madrugada, com o cerco de jagunços e pistoleiros, os indígenas que resistem na retomada da aldeia Takuara agradecem a chegada de caciques e cacicas com cerca de mais de 250 líderes indígenas da etnia nhandeva, vindos das aldeias de Yvy Katu e Marangatu.

Este apoio, que deve durar por cerca de 30 dias, reforça a segurança do povo Guarani-Kaiowa neste processo de retomada de terra, sobretudo neste próximo período que se aproxima do prazo final para a execução da reintegração de posse no local de cultivo de soja e da sede da Fazenda. Continue lendo “Em apoio à retomada, cerca de 250 lideranças indígenas chegam à TI Taquara”

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Imigrações: dois naufrágios no Mar Egeu deixam pelo menos 35 mortos

Da Agência Lusa, na Agência Brasil

Pelo menos 35 imigrantes morreram hoje em dois naufrágios no Mar Egeu, ao largo da costa ocidental da Turquia, quando as embarcações em que seguiam tentavam alcançar as ilhas gregas da região, porta de entrada na Europa.

O primeiro naufrágio de uma embarcação que tentava alcançar a ilha grega de Lesbos deixou pelo menos 11 vítimas. O segundo incidente, que provocou 24 mortos, foi registado perto de Edremit, a norte de Dikili e na província de Balikesir. Continue lendo “Imigrações: dois naufrágios no Mar Egeu deixam pelo menos 35 mortos”

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Alberto Calabrese: “O unicórnio azul não vai nos salvar das drogas”

Por Andrea Pérez Calle, na Revista Ajo/Justificando

Com a destreza discursiva de quem está convencido do que diz, porque já se escutou falando mil vezes, Alberto Calabrese sustenta que, em matéria de drogas, “o mundo inventou um problema onde não existia”. A afirmação, inclusive para os difamadores de Eduardo  Feinmann[1], soa no mínimo controvertida, até mesmo zombeteira. Como este homem grisalho de gravata e colete vai dizer que o assunto que hoje inunda os televisores e as agendas eleitorais é uma invenção? Como se atreve a desafiar uma realidade tangível, próxima: amigos mais, familiares menos, todos temos algum conhecido que acabou internado ou submetido a tratamento ambulatorial para deixar uma substância que lhe trouxe problemas. Continue lendo “Alberto Calabrese: “O unicórnio azul não vai nos salvar das drogas””

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Racismo na universidade, por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

Carecem de inteligência os autores dos comentários racistas postados na página UFSC do facebook? Ou são apenas pitibulzinhos desinformados e malformados? Fiquei curioso em saber quem são esses jovens alunos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que debocharam de seus colegas indígenas. Onde cursaram o ensino médio? Como conseguiram passar no vestibular? Com quais professores tiveram aulas, que disciplinas cursaram, o que lhes foi ensinado ou deixado de ensinar? Quais os valores que circulam em suas famílias e o que conversam dentro de casa? Continue lendo “Racismo na universidade, por José Ribamar Bessa Freire”

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Aprender a aprender: um slogan para a ignorância. Entrevista com Demerval Saviani

Por 

Essa ideia da liberdade do aluno, liberdade de aprendizagem, é um enunciado ideológico. O aprendiz nunca é livre. Ele só é livre depois de dominar o objecto de aprendizagem; e quando domina deixou de ser aprendiz», afirma o pedagogo marxista brasileiro Dermeval Saviani, numa entrevista que lhe fizeram Raquel Varela e Sandra Duarte para a Rubra n.º 3 e que fui repescar para contribuir para este interessante debate sobre a educação iniciado pela Mariana Canotilho.

Aqui vai a entrevista completa: Continue lendo “Aprender a aprender: um slogan para a ignorância. Entrevista com Demerval Saviani”

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A saga de uma mãe pelos escuros porões da Justiça paulista

Ianni Scarcelli, mãe de Gabriel, detido por sete meses em uma prisão de São Paulo, relata a experiência vivida pelos dois, compartilhada por 1 milhão de pessoas que cumprem pena, aguardam julgamento ou visitam seus parentes no superlotado sistema penitenciário do Estado

Por Bruno Paes Manso, na Ponte

O sistema penitenciário do Estado de São Paulo abriga atualmente mais de 220 mil presos. Seus familiares, além de os visitarem regularmente e levarem alimentos e itens pessoais (os “jumbos”), lutam para manter seus laços e reintegrá-los ao mundo do lado de fora dos muros. Isso significa que cerca de um milhão de pessoas está, de alguma maneira, vinculada à rotina das prisões paulistas. Continue lendo “A saga de uma mãe pelos escuros porões da Justiça paulista”

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Brasil: Mitos fundadores

Embora desgastadas pelo tempo, as narrativas sobre um Brasil manso e acolhedor com as diferenças sobrevivem e são invocadas para maquiar a secular dificuldade em conviver com o diverso

Por Fábio Rodrigues, em Página 22

Composta em 1939, a emblemática Aquarela do Brasil , que se tornaria a matriz para o  samba-exaltação [1], representa, logo de cara, o Brasil como um “mulato inzoneiro”. Ainda que fique meio escondida por trás do vocabulário pouco acessível de Ary Barroso, há – nesse verso e nessa canção – uma concepção precisa de brasilidade destilada em conformidade com conceitos que haviam entrado no campo de ideias poucos anos antes. Especialmente o de democracia racial desenvolvido com base em estudos de Gilberto Freyre em Casa-Grande & Senzala e o de homem cordial introduzido por Sérgio Buarque de Holanda em Raízes do Brasil. Continue lendo “Brasil: Mitos fundadores”

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Racismo no Brasil: “O crime perfeito”. Entrevista com Djamila Ribeiro

“Na verdade, o racismo é um elemento estruturante, ou seja, ele estrutura todas as relações sociais no Brasil. Mas a gente não encara esse assunto da maneira como deveria. Até hoje, se vemos algum caso de racismo, por exemplo, com um artista, as pessoas acham que é um caso isolado, acham que o racismo se resume somente às ofensas e não percebem que o racismo é um sistema opressor que nega direitos a um determinado grupo conferindo privilégios a outro”.

Por Fernanda Macedo e Magali Cabral, no Página 22

Durante a reunião de pauta desta edição, alguém sugeriu convidar para a Entrevista “aquela colunista da CartaCapital”, cujo nome não lembrava. “Dá um Google e coloca: colunista, CartaCapital, filósofa.” Assim foi feito. Mas o Google em resposta logo perguntou: “Você quis dizer filósofo?” – substantivo masculino. Continue lendo “Racismo no Brasil: “O crime perfeito”. Entrevista com Djamila Ribeiro”

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