“A maior quantidade e o mais rápido possível”: colonos israelenses buscam terras na Síria e no Líbano

Poucas horas depois da queda do regime de Bashar al-Assad, as forças israelenses já entravam em território sírio para conquistar aquela encosta do Monte Hermon/Jabal A-Shaykh e a zona de contenção entre a Síria e as Colinas de Golã, ocupadas por Israel há mais de meio século. Mas o exército não foi o único que reagiu rapidamente; o mesmo aconteceu com o movimento de colonos israelenses.

Por  Illy Pe’ery*, no IHU

“Temos que conquistar e destruir. Tanto quanto possível e o mais rápido possível”, escreveu um membro do Uri Tsafon – um grupo fundado no início deste ano para promover a colonização israelense do sul do Líbano – no grupo de WhatsApp da organização. “Precisamos verificar se, de acordo com as novas leis sírias, os israelenses estão autorizados a investir em imóveis e começar a comprar terras lá”, escreveu outro membro. Num outro grupo WhatsApp de colonos, os membros partilharam mapas da Síria e tentaram identificar potenciais áreas de colonização. Continue lendo ““A maior quantidade e o mais rápido possível”: colonos israelenses buscam terras na Síria e no Líbano”

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EPE não consegue justificar exploração de petróleo na foz do Amazonas

A estatal rebate artigos que criticam a busca por combustíveis fósseis com narrativas rasas e infundadas acionadas por defensores do petróleo “até a última gota”.

ClimaInfo

Shigueo Watanabe Jr. e Alexandre Gaspari, do ClimaInfo, questionaram em artigo no Valor quanto valerá em 2050 o petróleo da Foz do Amazonas – se de fato ele houver nas quantidades preconizadas pelos defensores da exploração de combustíveis fósseis na região. Para mostrar que, além de problemática ambiental e climaticamente, essa exploração causará prejuízos financeiros à Petrobras e, por tabela, à sociedade brasileira, usaram projeções da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) divulgadas no início de dezembro. Continue lendo “EPE não consegue justificar exploração de petróleo na foz do Amazonas”

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Garimpo ilegal ocupa quase 14 mil hectares em Unidades de Conservação na Amazônia

Segundo o Greenpeace, o garimpo ocupa 13,8 mil hectares em 15 Áreas Protegidas na Amazônia; entre setembro e outubro, a atividade devastou 330 hectares.

ClimaInfo

A retomada da fiscalização ambiental e do combate ao garimpo ilegal na Amazônia ainda não foi suficiente para conter o avanço deste crime nas Unidades de Conservação (UC) da Amazônia. Um levantamento divulgado pelo Greenpeace Brasil na semana passada mostrou que o garimpo ocupa atualmente 13.814 hectares em 15 Áreas Protegidas (APs) na região. Continue lendo “Garimpo ilegal ocupa quase 14 mil hectares em Unidades de Conservação na Amazônia”

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Desistiremos de revogar as contrarreformas?

Reverter os retrocessos de Temer e Bolsonaro no Trabalho e Previdência foi bandeira popular. Por que ela saiu de cena, após a vitória de Lula? Quais os caminhos para resgatá-la? Como o debate pode ganhar aderência na sociedade, para além do movimento sindical?

Por Andressa Brito Vieira(1), em Outras Palavras

Desde o início de outubro de 2024, o governo Lula (PT) começou a discutir um novo pacote de ajuste fiscal, que foi anunciado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, somente em 27 de novembro. Desde o anúncio o burburinho tem sido grande. De um lado, está o mercado que ficou “nervoso” com a proposta de isenção do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) para quem recebe até R$ 5 mil por mês, como fica explícito nas manchetes: “’Dúvida no mercado é se o pacote reduz risco fiscal’, diz ex-secretário do Tesouro” (Portal O Globo, 29/11/2024); “Dólar renova máxima histórica e fecha a R$ 5,99 após pacote fiscal e isenção do IR; bolsa afunda” (Portal CNN Brasil, 28/11/2024). Continue lendo “Desistiremos de revogar as contrarreformas?”

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Sobre o paradoxo do “pobre de direita”… Por Everaldo Fernandez*

Jessé Souza sugere que o fenômeno deve-se a escolhas morais e subjetivas, não econômicas. O racismo culturalizado no Brasil seria chave para entendê-lo. E a materialidade das condições de vida? Sem isto, debate se reduz à intentos de como “falar linguagem do povo”

Em Outras Palavras

“Torcei, virai, mas eis a lei da vida: primeiro, o pão, depois, a moral”
Bertolt Brecht, Ópera dos três vinténs

O pobre de direita é sem dúvida um fenômeno mundial, basta pensar no segundo mandato alcançado por Trump. E, mais, não se trata somente da Argentina governada por Milei ou do Brasil que elegeu Bolsonaro. Continue lendo “Sobre o paradoxo do “pobre de direita”… Por Everaldo Fernandez*”

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Povos e comunidades tradicionais do Amazonas publicam Carta reivindicando a regularização fundiária dos Territórios de Uso Comum (TUC)

Por Carlos Henrique Silva*, em CPT

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) Regional Amazonas marcou presença nos dias 02 e 03 de dezembro, no 1º Encontro dos Territórios de Uso Comum do Amazonas, junto ao Ministério Público Federal (MPF) e organizações parceiras, como o Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), a Coordenação Estadual de Articulação de Quilombos do Amazonas (Conaq-Amazonas) e o Instituto de Educação do Brasil (IEB). Continue lendo “Povos e comunidades tradicionais do Amazonas publicam Carta reivindicando a regularização fundiária dos Territórios de Uso Comum (TUC)”

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Encontro promove diálogos sobre políticas públicas para autonomia das mulheres do campo

Mulheres camponesas e quilombolas discutem a importância de se organizar coletivamente para que o acesso à financiamentos promova emancipação das mulheres nas comunidades

Por Marília Silva, em CPT Goiás

Mulheres das comunidades acompanhadas pela CPT Goiás participaram, entre os dias 5 e 7 de dezembro, do 4º Encontro Estadual de Mulheres do Cerrado, em Hidrolândia (Goiás). Na atividade, as elas puderam olhar para suas realidades pessoais e comunitárias e refletindo sobre os desafios para sua liberdade e segurança, sobre as razões de se organizar coletivamente e sobre os caminhos para ampliar sua autonomia produtiva e renda. Continue lendo “Encontro promove diálogos sobre políticas públicas para autonomia das mulheres do campo”

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Tentativa de golpe de Estado afronta democracia e buscava levar o país a um novo período sombrio

Prisão preventiva de ex-ministro general, Braga Netto, evidencia a persistência de elementos antidemocráticos nas Forças Armada; Cimi reafirma seu compromisso na defesa dos direitos e da democracia

Cimi

No Brasil houve uma clara e violenta tentativa de golpe de Estado contra a democracia após as eleições de outubro de 2022, com participação de membros do Exército brasileiro e da cúpula de governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. O avanço nas investigações da Polícia Federal no inquérito sobre a trama golpista confirma a gravidade do que estava em curso naquele momento. Continue lendo “Tentativa de golpe de Estado afronta democracia e buscava levar o país a um novo período sombrio”

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Mesmo após devolução do Manto Tupinambá, povo indígena do sul da Bahia segue sem demarcação de seu território ancestral

Em incidência junto a órgãos públicos em Brasília, lideranças Tupinambá cobram, mais uma vez, a emissão da portaria declaratória, etapa na qual a demarcação encontra-se emperrada desde 2009

Por Maiara Dourado, do Cimi

Dez lideranças do povo Tupinambá de Olivença desembarcaram na última semana, entre os dias 9 e 13 de dezembro, em Brasília para cobrar, mais uma vez, o andamento do processo de demarcação de seu território. A Terra Indígena (TI) Tupinambá de Olivença, localizada na região sul da Bahia, aguarda há mais de 15 anos a portaria declaratória, cuja assinatura e publicação depende apenas de decisão do governo federal, que atribui ao Ministério da Justiça (MJ) a competência de declarar as terras indígenas no Brasil. Continue lendo “Mesmo após devolução do Manto Tupinambá, povo indígena do sul da Bahia segue sem demarcação de seu território ancestral”

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Histórias de liberdade: banco de dados resgata cartas de alforria na Bahia

Levantamento mostra como a liberdade e a escravidão eram negociadas durante o Brasil Colônia e Império

Por Bianca Muniz | Edição: Mariama Correia, Agência Pública

Antônio, natural da costa da África, foi escravizado em Alagoas no início do século 17 e obteve sua liberdade por 350 mil-réis. No entanto, mesmo após seis anos de alforria, seu antigo senhor, Joaquim do Ó, tentou voltar a escravizá-lo repetidamente. Para proteger sua liberdade, Antônio registrou sua carta de alforria em um tabelionato distante do seu ex-senhor, em Salvador. Continue lendo “Histórias de liberdade: banco de dados resgata cartas de alforria na Bahia”

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