Antes pescadores e agora forçosamente agricultores, indígenas juruna receberam casa novas, energia e galinheiros. As compensações pela construção da usina, no entanto, tem um alto custo
Verena Glass, Xingu Vivo / Repórter Brasil
“Antigamente a gente tinha vida. Hoje temos agenda”, sentencia Leiliane Juruna, a Bel, vice-liderança da aldeia juruna Muratu, na Terra Indígena Paquiçamba, localizada na Volta Grande do rio Xingu, no Pará. Em sua nova casa de madeira – idêntica a outras 15, construídas pelo Consórcio Norte Energia como parte do Componente Indígena do Projeto Básico Ambiental (PBA-CI) da hidrelétrica de Belo Monte -, Bel faz artesanato em frente à televisão, mas dá uma parada para conversar. Continue lendo “O alto preço da modernidade de Belo Monte na vida da aldeia de Muratu”










