Investigação pioneira avalia as consequências de tais construções no equilíbrio climático e social nas cidades. Grupo de pesquisa da UFSM parte da realidade de Balneário Camboriú, que abriga 8 dos 10 maiores prédios do Brasil
Por Elstor Hanzen, no IHU
Muitas vezes, de costas às demandas climáticas e sociais, a construção de arranha-céus no Brasil vem recebendo pressão política e econômica. Dois estados do Sul têm suscitado debates sociais, urbanísticos e ambientais sobre a função e o impacto desses empreendimentos. Em Porto Alegre, a edificação de um prédio de 130 metros de altura, com cinco torres, recebeu aval da prefeitura da capital. No estado vizinho, a cidade catarinense de Balneário Camboriú é símbolo dessa política, abrigando oito dos dez maiores arranha-céus do Brasil. Lá, a chamada selva de vidros, prédios com mais de 80 andares em vidro espelhado, já produziu seus efeitos climáticos e sociais. Continue lendo “Arranha-céus afetam temperatura, velocidade do vento e criam apartheid social. Entrevista especial com Cássio Wollmann”