Marco temporal e falta de demarcações são formas de violência contra as mulheres indígenas, diz Cimi na ONU

Organização destaca que no Brasil convenções e protocolos internacionais de defesa das mulheres indígenas vêm sendo violados

Por Renato Santana, da Assessoria de Comunicação do Cimi

Para a secretária-adjunta do Conselho Missionário Indigenista (Cimi), Ivanilda Torres dos Santos, a Lei 14701/23, a chamada Lei do Marco Temporal, e a morosidade na demarcação de territórios tradicionais no Brasil são formas de violência institucional contra as mulheres indígenas, ampliando os efeitos da discriminação de gênero presentes nos mais variados espaços ocupados por elas, como o Congresso Nacional. Continue lendo “Marco temporal e falta de demarcações são formas de violência contra as mulheres indígenas, diz Cimi na ONU”

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Pantanal tem este ano maior área queimada em junho

Em 30 dias, fogo consome mais de 411 mil hectares do bioma

Por Fabíola Sinimbú – Repórter da Agência Brasil

O mês de junho teve este ano a maior média de área queimada no Pantanal de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul registrada – desde 2012 – pela série histórica do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais do Departamento de Meteorologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em apenas 30 dias, o fogo consumiu mais de 411 mil hectares do bioma, quando, na média histórica, o Pantanal costuma queimar pouco mais de oito mil hectares. Continue lendo “Pantanal tem este ano maior área queimada em junho”

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Portaria reconhece território quilombola em Taperoá (BA)

No Incra

O Incra reconheceu, por meio da Portaria nº 526, o território quilombola Graciosa, no município de Taperoá, localizado na região do Baixo Sul baiano. O documento foi publicado em 28 de junho (sexta), no Diário Oficial da União, e estabelece 606 hectares como área da comunidade. Continue lendo “Portaria reconhece território quilombola em Taperoá (BA)”

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Comunidades em Rondônia, Amazonas e Acre sofrem com a estiagem dos rios e a contaminação das águas pela poluição e o garimpo ilegal

Por Carlos Henrique Silva, CPT Nacional

Em meio às consequências da crise climática que afetaram mais fortemente a Amazônia em 2023, o ano de 2024 parece trazer perspectivas ainda mais difíceis para a vida das populações tradicionais e ribeirinhas. É o que acontece com as comunidades junto aos rios Madeira (em Rondônia) e Acre (no estado de mesmo nome), que estão percebendo a diminuição rápida dos níveis nos últimos meses, principalmente com o início do “verão amazônico”, como é chamado o período de escassez de chuvas e aumento nas temperaturas de junho a agosto. Continue lendo “Comunidades em Rondônia, Amazonas e Acre sofrem com a estiagem dos rios e a contaminação das águas pela poluição e o garimpo ilegal”

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A pedido do MPF, órgãos fazem ação para fiscalizar o uso de agrotóxicos em terras indígenas de MS

Ação ocorreu após a morte de uma indígena na região por suspeita de envenenamento

Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul

Após solicitação do Ministério Público Federal (MPF), órgãos ambientais e indígenas realizaram uma ação de conscientização e monitoramento do uso de agrotóxicos nas terras indígenas Jaguapiru, Panambizinho e Guyraroká, localizadas nos municípios de Dourados e Caarapó, em Mato Grosso do Sul. A ação foi promovida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), pela Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro/MS), com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Continue lendo “A pedido do MPF, órgãos fazem ação para fiscalizar o uso de agrotóxicos em terras indígenas de MS”

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“Precisamos conter com práticas agroecológicas o fluxo que nos envenena”

Na segunda parte da entrevista exclusiva, Leonardo Melgarejo discute as saídas para o combate as mudanças climáticas, como as práticas agroecológicas

Por Solange Engelmann*, na Página do MST

Como consequência das enchentes no Rio Grande do Sul, que resultaram de um modelo agrícola predatório e incentivos fiscais que promovem a destruição ambiental, o debate tem girado em torno de como tentar mudar o curso de danos ainda mais graves no Brasil e no mundo. Na continuidade da entrevista, Leonardo Melgarejo, agrônomo e membro do Movimento Ciência Cidadã, aborda soluções para os desafios climáticos, a partir do entendimento como os movimentos populares, como o MST, estão atuando para reduzir os impactos das mudanças climáticas e promover o debate sobre adaptação climática entre trabalhadores rurais e urbanos. Continue lendo ““Precisamos conter com práticas agroecológicas o fluxo que nos envenena””

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Do garimpo à agrofloresta

A história de Adamor Santos, liderança da comunidade Samaúma, no Pará. Após infortúnios em busca de ouro, viu as potencialidades da floresta em pé. Lutou contra o “roubo” de terras – e por recursos para produzir. Hoje, produz óleos certificados para a exportação

por Patrícia Kalil, em Outras Palavras

Aos 58 anos, seu Adamor Santos cuida de 80 hectares de floresta viva com centenas de árvores de andiroba, cumaru, copaíba, cupuaçu, cacau, graviola, coco, consorciados com pimenta-do-reino, maracujá, girassol, gergelim e outros alimentos típicos da Amazônia. Ele é um agroflorestor e uma liderança na comunidade de Samaúma, no Assentamento Tapera Velha.  Em 30 de novembro do ano passado, inaugurou a Agroindústria Samaúma Produtos Naturais, que tem como foco a produção e comercialização dos óleos florestais de andiroba, cumaru, copaíba e graviola prensados a frio, além de produzir manteiga de cupuaçu e de cacau de altíssima qualidade. Todos os seus produtos são analisados no Laboratório de Óleos da Amazônia e certificados. Continue lendo “Do garimpo à agrofloresta”

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Educação: O “novo” fascismo com velhas táticas

Em SP, está em curso uma escalada contra a educação – da plataformização alienante das aulas ao ensino cívico-militar. Gestão privatizada de escolas é a nova frente. Como desmercantizá-las? Por que o ultraliberalismo tornou-se a grande tática da ofensiva neofascista?

por Ricardo Normanha, em Outras Palavras

O Governo de São Paulo, sob a gestão do governador de extrema direita Tarcísio de Freitas (Republicanos), está implementando o projeto “Novas Escolas” através de uma parceria público-privada (PPP) para construir e “modernizar” 33 unidades escolares, atendendo 35 mil estudantes dos ensinos fundamental e médio (São Paulo [2024?]). O decreto publicado no último dia 11 de junho concretiza a iniciativa que já vinha sendo noticiada há tempos e faz parte do pacote de “desestatização”, um dos pilares da gestão de Tarcísio em São Paulo, junto com a política de segurança pública baseada no aval para a violência política, no punitivismo e no populismo penal. Continue lendo “Educação: O “novo” fascismo com velhas táticas”

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Bolívia: O que aprender com a resistência andina

El Alto ajuda a compreender a Bolívia insurgente: organização popular, outra cosmovisão política e aposta no Comum. Maior cidade indígena do mundo foi crucial para frear os militares esta semana: assim como fora na Guerra da Água, em 2003

por Célio Turino, em Outras Palavras

El Alto, a cidade com maior população indígena do mundo, mais de 1 milhão de habitantes rodeando a capital da Bolívia, La Paz. Povos aimara, quéchua, mineiros, tecelões, camponeses, gente do altiplano e das terras baixas, como chiquitanos e guaranis. Uma profusão de cores, aromas e histórias, em que é quase possível tocar as montanhas. Wayna Potosí, Illimani, picos montanhosos com mais neve, por mais altos, mas que também começam a perder a cobertura de gelo milenar, mesmo estando a mais de 6 mil metros de altitude. Não há como acessar La Paz sem passar por El Alto, que paira sobre a capital, estando entre oitocentos e quatrocentos metros acima. Continue lendo “Bolívia: O que aprender com a resistência andina”

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Aborto: A insensibilidade dos ternos azuis

Ano passado, país registrou média diária de 126 estupros de menores de 13 anos. Dado não choca arautos do PL 1904 – um caso perverso de desumanização, onde uma moral religiosa, de impingir dor às “pecadoras”, e a secular de dominação política confluem…

Por Lia Zanotta Machado para a coluna da Biblioteca Virtual do Pensamento Social (BVPS), em Outras Palavras

A maternidade desejada é a única possibilidade de aquietar corações e mentes. São muitas as mulheres que se tornam mães e que se querem mães. Não há como ser mãe sem modificar corpos e as formas de suas vidas vividas. Saúde e vida podem estar em risco. Por isso a primazia do querer das mulheres e das pessoas que gestam em relação à maternidade e à interrupção da gravidez. A maternidade desejada depende de circunstâncias e momentos e se dá entre possibilidades e impossibilidades. Como num mundo onde se afirmam a igualdade de direitos de gênero e raça quer-se impor a maternidade obrigatória às mulheres? Continue lendo “Aborto: A insensibilidade dos ternos azuis”

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