Pachamama e os frutos das mulheres Sem Terra!

“Ser mulher é fazer com que a gente seja protagonista da nossa própria história”, diz Geneci Andriolli

Por Rafaela Ferreira, em Página do MST

O primeiro encontro com ela foi ao observá-la cuidando de uma de suas companheiras. Pegou uma garrafa com água, misturou óleo, esfregou nas mãos para massagear os pés de uma das mulheres deitadas. Fiquei ali parada, reparando na sequência. “Por que não faz a entrevista com Geneci?”, a pergunta feita por uma companheira me tira desse transe. “Ela é da saúde”, completou, quando me viu retornar os olhos à cena.

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Na luta contra as opressões atuais, mulheres camponesas se aprofundam na história do feminismo

Luiza Mahin, Teresa de Benguela, Sojourner Truth, Olympe de Gouges, Emily Davison. Esses nomes que são desconhecidos para muitos/as correspondem a mulheres que fizeram parte da história das lutas femininas, no Brasil e no mundo, mas, que muitas vezes são esquecidas. Com o objetivo de aprofundar o conhecimento sobre o movimento de mulheres por igualdade e direitos, a segunda etapa da Formação Continuada Gênero e Agroecologia da Rede Mulher do Sertão do São Francisco teve como tema a história do feminismo.

por Comunicação CPT Juazeiro

A Formação, que tem como público mulheres camponesas, aconteceu entre os dias 29 de fevereiro e 1º de março, no Centro de Formação Dom José Rodrigues, em Juazeiro (BA). No encontro, agricultoras, pescadoras e apicultoras conheceram a origem do feminismo através dos marcos históricos – a exemplo da Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã (1791) e do movimento sufragista -, das heroínas negras e das chamadas “ondas feministas”, momentos históricos que abrangem um conjunto de reivindicações e conquistas do movimento organizado de mulheres.

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Araguaína (TO) recebe a “Feira das Mulheres Camponesas do Cerrado” nos dias 3 e 4 de março

O Dia Internacional das Mulheres é comemorado em 8 de março no mundo inteiro. Para celebrar essa data, a Comissão Pastoral da Terra (CPT), em conjunto com a Cáritas Diocesana e o Núcleo de Agroecologia da UFT (Neuza), organiza a “Feira das Mulheres Camponesas do Cerrado: elas por elas e pelas outras”, nos próximos dias 3 e 4 de março, na Comunidade São João Batista, no bairro São João, em Araguaína (TO).

Fonte / Imagem: Rafael Oliveira / CPT Araguaia-Tocantins

Aberta ao público, a feira terá início às 7h e dará destaque aos saberes e aos alimentos produzidos pelas mulheres de diversas comunidades rurais da região. Terá muito arroz, feijão, farinha de puba, abóbora, mandioca, hortaliças, bolos, artesanatos entre outros.

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Fascinante é produzir comida de verdade. George Monbiot está errado. Por Denis Monteiro

Soluções para fome e devastação não virão de tecnologias como carne artificial e vegetais in vitro. Alternativa é Agroecologia, capaz de enfrentar corporações, gerar empregos e nos reconectar com a natureza

No Outras Palavras

“A aranha tece puxando o fio da teia
A ciência da abelha
Da aranha e a minha
Muita gente desconhece”

(Na Asa do Vento – João do Vale e Luiz Vieira)

Causou perplexidade, entre movimentos sociais e cientistas engajados com a construção de sistemas agroalimentares democráticos e saudáveis, ler no portal Outras Palavras e na CartaMaior o artigo “A fascinante comida pós-agro e seus incômodos1, de George Monbiot, publicado originalmente no The Guardian. A perplexidade talvez tenha sido ainda maior porque muitos de nós estamos relendo os textos e ouvindo entrevistas e palestras da Mestra Ana Primavesi, cientista brilhante, defensora da agroecologia, que nos deixou aos 99 anos no dia 5 de janeiro de 2020.

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Ana Maria Primavesi: a pioneira semeadora da Agroecologia

Por Sucena Shkrada Resk*, Blog Cidadãos do Mundo

A construção da história se tece com ícones. Quando se trata da Agroecologia, a personagem que emerge é da engenheira agrônoma e Doutora em Cultura de Solos e Nutrição Vegetal Ana Maria Primavesi, que partiu para o outro plano, aos 99 anos, no último dia 5 de janeiro, deixando um importante legado para a atual e as próximas gerações: o ensinamento prático e teórico de como é possível cultivar e manejar o solo em consonância com a conservação socioambiental. Premiada inúmeras vezes, ao longo de sua carreira, o que é digno de nota é que sempre se manteve humilde e solícita para compartilhar seus conhecimentos.

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Agricultura urbana: as potências e o risco

Pauta pode voltar ao Congresso. Além de estimular alimentação adequada, promoveria saúde básica junto ao SUS e auxiliaria no planejamento urbano e preservação ambiental. Desde que não seja capturada pelo mercado e vire artigo de luxo…

Por Viviane Tavares, na EPSJV/Fiocruz / Outras Palavras

Bem no meio de uma praça com ponto de ônibus e comércio tem alface, mamão e ervas aromáticas – e tem também alimentação saudável, autoestima, educação ambiental, sociabilidade, ocupação do espaço urbano e trabalho coletivo. Essa é a horta comunitária da Praça Edmundo Rego, que fica no Grajaú, bairro da zona norte do Rio de Janeiro, que desde 2015 se mantém por trabalho voluntário dos moradores da região. Hoje, além de fazer a manutenção do cultivo em eventos mensais, o coletivo promove debates sobre segurança alimentar com estudantes, manejo de águas e incentivo à multiplicação de hortas em outros espaços públicos em parceria com o movimento InterHortas.

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Seca no RS: camponeses perdem produção e alimento pode escassear nas mesas da cidade

Safra do feijão está comprometida e hortifrutigranjeiros estão ficando escassos nas feiras agroecológicas

Marcos Corbari, Brasil de Fato

A severa estiagem que vem atingindo o Rio Grande do Sul – algumas regiões do estado estão com baixa precipitação desde o início de novembro – vem alertando diferentes segmentos para a escassez de gêneros alimentícios importantes para o autoconsumo das famílias camponesas e também para as populações urbanas. O Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) está reforçando seu alerta junto às autoridades para que não se espere mais tempo para colocar em prática políticas emergenciais de suporte aos pequenos produtores atingidos, especialmente àqueles que tem nas culturas afetadas o principal meio de sustento de suas famílias.

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Despatriarcalizar el ecologismo y ecologizar el feminismo

Con una trayectoria de más de diez años, aunque con periodos más altos y más bajos, en la actualidad la Comisión de Ecofeminismos de Ecologistas en Acción (EA) de Madrid se compone de unas diez personas que participan de manera activa y estable en las actividades de la comisión, aunque el grupo de apoyo para eventos concretos es mayor. Ecología Política realizó una entrevista de manera colectiva un viernes en Lavapiés, con seis de sus participantes.

por Marién González Hidalgo*, en Ecología Política / Servindi

El pasado mes de septiembre de 2019 participamos de las III Jornadas Ecofeministas en Chinchón (Madrid), (1) organizadas por vosotras y por el colectivo Somos Garaldea. Cada año las jornadas suscitan más interés, y en esta oportunidad se llegaron a inscribir trescientas personas. ¿Creéis que hay un auge de los ecofeminismos? Y, si es así, ¿a qué creéis que se debe?

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Coletiva Popular une e empodera mulheres pretas em Quintais do Bosque das Caboclas, em Campo Grande

por Carla Souza, em RioOnWatch

No dia 5 de outubro, foi realizado em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, um mutirão no quintal de Hellen Andrews, que fica no Bosque das Caboclasuma comunidade na Estrada dos Caboclos que se desenvolveu a partir de uma ocupação urbana. Esse mutirão, que contou com o apoio do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ), construiu uma cisterna ecológica que aproveitará a água da chuva para vários fins. O quintal de Dona Hellen é um dos três quintais do Bosque das Caboclas selecionados em um edital do Fundo Casa para projetos de reparo em moradias devido às chuvas. O Bosque das Caboclas concentra um subgrupo de um coletivo feminino, a Coletiva Popular de Mulheres da Zona Oeste (CPMZO), que visa utilizar os espaços de moradia para reunir mulheres locais e debater diversos assuntos e suas necessidades.

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Gênero e agroecologia são temas de formação continuada da Rede Mulher Sertão do São Francisco

Formação da Rede Mulher discute sobre patriarcado e suas formas de dominação com cerca de 35 agricultoras, apicultoras, pescadoras dos municípios de Juazeiro, Sento Sé, Pilão Arcado, Remanso, Campo alegre de Lourdes, Casa Nova, Curaçá, na Bahia. 

por Comunicação Irpaa / CPT

Com a proposta de ser uma formação modular, o primeiro encontro aconteceu nos dias 06 e 07 de novembro, no Centro de Formação Dom José Rodrigues, em Juazeiro (BA). A violência contra a mulher e a divisão injusta do trabalho foram as principais evidências reconhecidas pelas mulheres como a maior expressão do patriarcado.

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