Saberes tradicionais de quilombolas protegem meio ambiente no Vale do Ribeira, em SP

Comunidades da região estão dispensadas de licença para plantar e colher produção agroecológica devido à pandemia

Redação Brasil de Fato 

Comunidades quilombolas localizadas na região do Vale do Ribeira, no sudeste de São Paulo, estão dispensadas do licenciamento prévio para o manejo da mata e plantação de roças tradicionais em meio à pandemia do novo coronavírus.

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“Somos prova de que é possível”: MST é referência em agroecologia

Famílias sem terra do Paraná dão exemplos de cooperativismo, produção orgânica e solidariedade em meio à pandemia

Por Pedro Stropasolas, em Brasil de Fato

Enquanto o agronegócio avança e busca hegemonizar a economia rural no Brasil, é a produção agroecológica nos assentamentos e acampamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que vem alimentando a população mais vulnerável.

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Lançamento Tecendo Redes de experiências em Saúde e Agroecologia

Atividade de Lançamento apresenta processo inédito de sistematização de experiências em saúde e agroecologia a partir da plataforma virtual 

Na próxima terça-feira, dia 07 de julho às conexões entre a Saúde e Agroecologia estarão no centro dos diálogos.  O Seminário organizado pela Fiocruz, pela Associação Brasileira de Agroecologia (ABA-Agroecologia) e pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) lança um amplo processo de pesquisa que buscará identificar as práticas desenvolvidas por muitas organizações e coletivos.

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Nota de repúdio pela extinção do Circuito Carioca de Feiras Orgânicas pela Prefeitura do Rio

À Vossa Excelência, Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro Marcelo Crivella

Ao Senhor Secretário Municipal Claudio José Pereira de Souza – SMDEI

Rio de Janeiro, 16 de junho de 2020

NOTA DE REPÚDIO / SOLICITAÇÃO RECONSIDERAÇÃO

A AARJ enquanto representação da sociedade civil composta por agricultores e agricultoras familiares orgânicas e agroecológicas, e instituições de representação de apoio técnico e as organizações que abaixo firmam essa carta repudiam a RESOLUÇÃO SMDEI “N” Nº 069 de 10 de junho de 2020, da prefeitura municipal do Rio de Janeiro, que revoga o Regimento Interno do Circuito Carioca de Feiras Orgânicas e extingue o Conselho Gestor e a Governança instituídos pelo Regimento Interno do Circuito Carioca de Feiras Orgânicas, bem como as reuniões realizadas por esses grupos.

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Proteção dos conhecimentos tradicionais dos povos e comunidades é tema de debate online

Atividade marca o lançamento da cartilha sobre a Lei da Biodiversidade, conhecida como “Lei da Biopirataria”

Terra de Direitos

Na véspera do Dia Internacional da Biodiversidade, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) e celebrada em 22 de maio para promover a conservação e proteção da diversidade de vida no planeta, o Grupo de Trabalho sobre Biodiversidade da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) e a Terra de Direitos promovem, na noite desta quinta-feira (21), um debate online com destaque para a reflexão sobre a proteção dos conhecimentos tradicionais dos povos e comunidades tradicionais. O debate será transmitido simultaneamente nas redes sociais da Terra de Direitos e ANA a partir das 18h30.

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Agroecologia ou Colapso (3). Por Paulo Petersen e Denis Monteiro

Luta por superar a agrícola industrial é, ao mesmo tempo, uma prática, uma ciência e um movimento. A direita (e, às vezes, parte da esquerda) acusam-na de arcaica, anárquica e utópica. Talvez aí esteja, paradoxalmente, sua potência

Por Paulo Petersen e Denis Monteiro*, em Outras Palavras

A agroecologia tem sido definida a partir de três acepções interdependentes: como uma prática, como um enfoque científico e como um movimento social. Como prática social, ela se expressa nas variadas formas por meio das quais a agricultura familiar camponesa, indígena e povos e comunidades tradicionais organizam seu trabalho para a produção diversificada de alimentos e outros produtos agrícolas, por meio de processos cooperativos desenvolvidos em estreita interação com as dinâmicas ecológicas e socioculturais dos territórios nos quais se enraizam. Ao empregar abordagens sistêmicas e participativas, a agroecologia articula conhecimentos de fronteira de diferentes disciplinas científicas com saberes bioculturais populares. Ao mesmo tempo, apresenta-se como uma teoria crítica que formula um questionamento radical à agricultura industrial e ao regime alimentar corporativo. Em sua dimensão política, organiza-se como um movimento social emergente que articula sujeitos explicitamente envolvidos em sua construção prática e teórica, além de crescentes segmentos da sociedade que se acercam às suas ideias e experiências a partir de seu engajamento nas lutas por justiça social e ambiental, pela integridade ecológica dos biomas, pela saúde coletiva, pela economia social e solidária, pela igualdade entre homens e mulheres, contra o racismo e a LGBT+fobia e por relações mais equilibradas entre o mundo rural e as cidades. Sinteticamente, a agroecologia se afirma pela sinergia virtuosa entre prática social, teoria científica e movimento político, condensando em um todo indivisível seu enfoque analítico, sua capacidade operativa e sua força social transformadora.

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Agroecologia ou Colapso (2). Por Paulo Petersen e Denis Monteiro*

É um erro pensar que o movimento agroecológico limita-se a produzir orgânicos, em “um nicho diferenciado”. Seu foco é reorientar a agricultura segundo lógicas que se oponham e subvertam as do mercado capitalista

Outras Palavras

A esperança equilibrista tem que continuar
(Para Aldir Blanc)

Uma força social latente bloqueada pelos impérios alimentares

Em tempos de pandemia, cabe uma discussão específica relacionada aos impactos sobre a saúde pública resultantes do controle exercido pelas megacorporações sobre os sistemas alimentares. Segundo uma comissão científica organizada pela prestigiosa revista médica The Lancet, a globalização uniformizante dos padrões de produção e consumo alimentar é responsável pela criação e a interação sinérgica de três fenômenos agravantes de problemas de saúde em todo o mundo: a obesidade, a desnutrição e as mudanças climáticas. Como os três possuem causas e efeitos em comum e alimentam-se reciprocamente, a comissão identificou o processo como um fenômeno singular, que designou de sindemia global. 

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