Carta da 1ª Romaria da Terra e das Águas em Defesa da Agricultura Familiar Agroecológica

A 1ª Romaria da Terra e das Águas pela Agricultura Familiar Agroecológica ocorreu nos municípios de Belterra, Mojuí dos Campos, Alenquer e Santarém, no Pará, nos dias 27 e 28 de julho. “Nossa peregrinação não se encerra nesta romaria, mas segue a cada dia, somando-se a novas pessoas sempre em busca da vitória e da liberdade para viver em paz”, afirmam, em trecho da Carta, os romeiros e as romeiras. Confira o documento final na íntegra:

CPT Santarém

Nos dias 27 e 28 de julho de 2019 realizamos a primeira Romaria da Terra e das Águas pela Agricultura Familiar Agroecológica, que envolveu trabalhadores rurais, agricultores e agricultoras familiares dos municípios de Belterra, Mojuí dos Campos, Alenquer e Santarém. Foram meses de preparação e construção desta Romaria que teve como objetivo valorizar a agricultura familiar agroecológica, mostrar sua importância histórica nestes municípios para a conservação da vida e da saúde das pessoas do campo e da cidade. Também denunciamos as ameaças pelas quais passa a agricultura familiar agroecológica em nossa região devido ao avanço agressivo do monocultivo da soja para dentro das comunidades na região.

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FAO e países lusófonos querem impulsionar agricultura familiar

Da ONU News – Brasil, na Agência Brasil

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) anunciaram nesta quinta-feira (18) a criação de um centro de treinamento para promover a agricultura familiar sustentável. Com sede em São Tomé e Príncipe, a instituição vai promover trocas de conhecimento entre técnicos, professores de escolas agrícolas e pequenos produtores.

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Alex Atala registra marcas da baunilha do Cerrado, alimento tradicional dos quilombolas

Instituto criado pelo chef paulista transforma a especiaria em marcas exclusivas e obtém financiamento de R$ 424 mil para pesquisa; kalungas recebem menos de 10% do valor e afirmam que são excluídos das decisões sobre o produto

Por Caio de Freitas Paes, em De Olho nos Ruralistas

No Território do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga, maior quilombo do Brasil, que engloba os municípios goianos de Cavalcante, Monte Alegre e Teresina de Goiás, existem especiarias e alimentos únicos, cultivados há gerações pelas comunidades quilombolas. São preciosidades como o arroz de pilão, o gergelim e a pimenta-de-macaco, típicas da Chapada dos Veadeiros, que encantam os visitantes e fortalecem a agricultura familiar e agroecológica na região.

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Argentina: Un impulso a la agroecología desde la huerta escolar

Compartimos una interesante actividad desarrollada por integrantes del Mercado Cooperativo y Solidario que coordina el Colectivo Juana Azurduy, con la huerta familiar de la Escuela Primaria N° 7 en la localidad de Junin, en la zona noroeste de la provincia de Buenos Aires, Argentina.

Servindi

Un impulso a la agroecología

La Verdad, 6 de julio, 2019.- Días atrás, productores hortícolas de nuestra ciudad, integrantes del Mercado Cooperativo que coordina el Colectivo Juana Azurduy, realizaron un aporte muy valioso a una propuesta de huerta familiar que la Escuela Primaria N°7 viene desarrollando como parte de su proyecto institucional.

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Luta pela terra, caminho de emancipação. Por Gilvander Moreira[1]

Para Combate Racismo Ambiental

Em Campo do Meio, sul de Mina Gerais, Obed Vieira De Jesus, 47 anos, Sem Terra assentada no Assentamento Nova Conquista II no ex-latifúndio da ex-usina Ariadnópolis, na luta pela terra se libertou de um marido machista e, além de conquistar um pedaço de terra, resgatou a saúde de seus filhos e uma vida digna e feliz. Obed narra assim sua luta: “Vim de Campinas, SP. Antes, morei no Vale da Ribeira, em Ribeirão Preto, SP. Eu sempre fui do lar. Meu ex-marido não permitia que eu trabalhasse fora de casa. Sou mãe de dez filhos e seis netos. Dei linha no companheiro e hoje estou livre, cuidando dos meus filhos. A luta pela terra tem sido o nosso caminho de libertação, pois na cidade não tinha dinheiro que dava. Eu e meus filhos sofremos demais durante muitos anos. Cidade pra mim é um inferno. Lá na cidade, mesmo que a gente ganhe muito, a gente gasta muito e sofre demais. Com fé em Deus e no MST, que somos nós povo do campo, nós não vamos mais ser despejados. Pra mim a vida digna é na terra, porque a cidade é um inferno, não canso de repetir. Os escravizados da cidade acham que se eles vierem lutar pela terra, eles vão morrer de fome. Aqui eu trato todos meus filhos com remédios caseiros. Por isso estamos aqui cultivando nossa horta comunitária medicinal do Grupo de Mulheres Raízes da Terra. Aqui a gente vive com 700 reais por mês, eu e meus filhos, enquanto meus parentes lá de Sumaré, SP, com três mil reais por mês passam fome lá na cidade.”

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Quintais produtivos e agroecologia no semiárido

No Dia Mundial do Meio Ambiente e como parte da campanha “Agroecologia é o Caminho”, assentados falam sobre quintais produtivos no Nordeste

Por Aline Oliveira e Solange Engelmann, na Página do MST

“A gente se organiza através dos quintais produtivos, produzindo vários produtos para garantir alimentação saudável das famílias, livre de agrotóxicos, pra gente poder ter uma saúde de melhor qualidade e também melhorar a nossa renda”. O depoimento é da assentada da reforma agrária do Ceará, Izabel Santos de Souza, de 61 anos, que vive no Assentamento Monte Alegre, no município de Tamburi.

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Assentados fazem feira com cerca de 60 variedades de feijão orgânico no RS

Sementes são produzidas por 17 famílias em dois assentamentos do MST no interior de Piratini, na região Sul

Por Catiana de Medeiros, na Página do MST

A Associação de Produtores Ecológicos Conquista da Liberdade (Apecol) realizou nesta quarta-feira (29) a 5ª Feira do Feijão Orgânico de Piratini, na região Sul do Rio Grande do Sul. O evento aconteceu na Praça Inácia Machado, no centro da cidade, e teve a participação de representantes dos poderes executivo e legislativo municipal, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), além de deputados, estudantes e produtores de alimentos orgânicos.

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Cacau e chocolate agroecológico: conheça a produção que cresce no norte do país

Produzido em comunidades indígenas, assentamentos e quilombos, o cacau se transforma em chocolate de alta qualidade

Por Luciana Console, no Brasil de Fato / MST

O Brasil é um dos maiores produtores de cacau no mundo e é no Norte e no Nordeste que se concentram as plantações da semente, cujo principal derivado é o chocolate. Mas não é qualquer chocolate. A produção do alimento na forma agroecológica aumentou na região nos últimos anos. Só no sul da Bahia, são cerca de 40 marcas de chocolate artesanal e agroecológico.

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