Agroecologia, um campo para a justiça climática

Às vésperas da COP30, Congresso de Agroecologia, reforça: agendas alimentar e ambiental caminham juntas. Diversas experiências, inclusive o local que a sediará, mostram que uma produção sustentável é possível. Mas depende de investimentos robustos do Estado

Por Glauco Faria, em Outras Palavras

A emergência climática e a necessidade de se conquistar a segurança e a soberania alimentar fizeram com que a discussão sobre A agroecologia ultrapassasse os muros da academia e começasse a ganhar corpo no espaço público. E se, como conceito, ela nasceu como proposta de ciência critica, pouco a pouco foi ganhando a participação de pequenos agricultores, quilombolas e indígenas que transformaram sua prática e seu conhecimento, estabelecendo uma nova dinâmica que pode ser fundamental não só para o futuro do Brasil, mas como do próprio planeta, cada vez mais em risco. (mais…)

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Na Paraíba, agentes populares em saúde debatem soberania alimentar e combate aos agrotóxicos

Discussões resultantes do processo de formação do Programa de Agentes Educadoras e Educadores Populares de Saúde (AgPopSUS), que tem como principal objetivo estimular ações de promoção da saúde.

Por Maria Jardilene*, Brasil de Fato

O programa Agentes Educadores e Educadoras Populares de Saúde (AgPopSUS) é uma iniciativa do Ministério da Saúde (MS), ancorada na Política Nacional de Educação Popular em Saúde (PNEPS-SUS). Criado para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e garantir que comunidades de todo o país tenham voz e protagonismo na defesa do direito à saúde, o programa já formou milhares de agentes em todo o Brasil. (mais…)

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Por que precisamos falar de sistemas alimentares na COP30?

A forma como os sistemas agroalimentares vêm sendo tratados nos espaços multilaterais compromete o enfrentamento às mudanças climáticas

Arilson Favareto e Nadine Marques, Le Monde Diplomatique Brasil

A presidência brasileira da COP 30, que acontecerá em Belém, já traz uma novidade: pela primeira vez, os sistemas alimentares são mencionados como eixo prioritário da agenda climática. Não é um detalhe técnico. Existe nisso potencial para uma mudança capaz de transformar o debate global sobre o clima e a forma como produzimos e consumimos alimentos. (mais…)

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As mineiras que enfrentam o machismo com agroecologia

Em Poço Fundo (MG), camponesas eram excluídas na cooperativa de agricultores. Organizaram-se para romper barreiras de gênero e lançar o Café Feminino, uma linha sustentável e orgânica. Agroecologia depende mais de transformações sociais que de tecnologias “verdes”…

Por Savia Coimbra Porto Santos, em Outras Palavras

Fala-se cada vez mais em transição ecológica como uma mudança profunda em nossas formas de produzir energia, cultivar alimentos, circular mercadorias e viver em sociedade. Como definem Pochmann, Costa e Amorim (2023), a transição ecológica implica enfrentar simultaneamente os limites ecológicos, expressos na crise ambiental, e os limites sociais, expressos na desigualdade estrutural, propondo mudanças profundas nos modos de produzir, consumir e organizar a vida social. (mais…)

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Agroecologia e Artivismo: Quando a luta também está à mesa

Construção de outro sistema agroalimentar passa por “estalos” que geram novas sensibilidades, em que a resignação dá lugar a resiliência. Silvio Tendler nos mostrou o potencial do artivismo. E emerge uma cena cultural que propõe caminhos para desenvenenar a vida

Por Suzana Prizendt, em Outras Palavras

Por terra, arte e pão: defender a alegria como uma trincheira!”
Grito de luta entoado por integrantes da Escola de Arte do MST

(vivemos) num mundo em que quem manda é o deus Mercado, que é um deus implacável, invisível, tremendo filho da puta… que manda esquecer a identidade entre os direitos humanos e os direitos da natureza”. Com as palavras acima, ditas pelo escritor uruguaio Eduardo Galeano, encerrava-se mais uma sessão do filme O veneno está na mesa, dirigido pelo cineasta Silvio Tendler. Estávamos em 2011 — ano em que a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida foi lançada. Após cada exibição, a reação do público era inequívoca: surpresa, indignação e vontade de agir frente à situação dramática em que se encontra o país — desde 2008, o campeão mundial no uso de agrotóxicos. (mais…)

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‘Não há como falar de soberania sem falar de comida’; especialistas debatem alimentação, crise climática e democracia

Por Bruna Abinara, no Informe Ensp

“Não há como falar de soberania sem falar de comida.” A conexão entre o acesso à alimentação de qualidade e a construção de um Brasil soberano foi o foco da mesa “Insegurança Alimentar e Saúde Pública: desafios em tempos de emergências climáticas”. Realizado nesta quinta-feira (4/9), o evento expandiu o debate sobre a saúde em relação à “Soberania Nacional e Democracia”, mote da celebração do aniversário de 71 anos da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz). A atividade está disponível no canal da ENSP no Youtube; assista!  (mais…)

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No Vale do São Francisco, assentamentos lutam por água e renda digna em meio à fruticultura bilionária

Dependência de atravessadores é outro grande desafio à produção de frutas em assentamentos da região

Por Rodrigo Chagas, no Brasil de Fato / MST

O Vale do São Francisco é uma das regiões mais ricas do país quando se trata de produção agrícola. Reconhecida nacional e internacionalmente por sua fruticultura irrigada e vitivinicultura — produção de uvas e vinhos —, a área movimenta bilhões de reais por ano. Segundo dados oficiais, os projetos de irrigação mantidos pela Codevasf alcançaram um Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 8,15 bilhões em 2024, um aumento de 43% em relação a 2023. São mais de 125 mil hectares cultivados, com uma produção de 4,42 milhões de toneladas de itens agrícolas, especialmente frutas como manga e uva. (mais…)

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