Violações de direitos humanos por agrotóxicos: o Brasil seguirá por caminhos tóxicos?

Artigo debate ações do Brasil sobre agrotóxicos na perspectiva da 45ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU

Por Naiara Bittencourt, Fran Paula e Iris Pacheco*, do Sul 21

Em meio a queimadas e inúmeras consequências da Covid-19, o Brasil segue na contramão das orientações de órgãos internacionais para lidar com as tragédias. Não foi por acaso que nesta segunda-feira (21) se colocou em posição de confronto às recomendações do relatório sobre resíduos tóxicos na 45ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, apresentado por Marcos Orellana. Em meio às falas da sociedade civil, em apoio ao documento internacional, quatro organizações se manifestaram sobre o Brasil, dentre as dez admitidas.

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Relator da ONU sobre resíduos tóxicos, Baskut Tuncak, apresenta relatório sobre missão realizada ao Brasil em 2019

A primeira atividade da visita oficial ocorreu na CDHM; o documento, que trata de agrotóxicos, mineração e Covid-19, pede investigação internacional sobre atuação do governo brasileiro.

por Pedro Calvi / CDHM

“O Brasil está em um estado de profunda regressão dos princípios, leis e padrões de direitos humanos, em violação ao direito internacional. Para apoiar suas ações e omissões, o Governo continua a negar verdades científicas incontestáveis e a introduzir injustificadamente incertezas e argumentos míticos”.

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Apesar de lobby pelo agrotóxico, Anvisa mantém proibição do paraquate

Após intensa campanha de fabricantes de agrotóxicos e de produtores rurais, votação acirrada dentro da agência confirma o banimento do agrotóxico letal. Retirada do produto do mercado deve ocorrer no dia 22 de setembro

Por Hélen Freitas, em Agência Pública/Repórter Brasil

Após intensa disputa nos bastidores, a Anvisa decidiu manter a proibição do agrotóxico paraquate a partir de 22 de setembro. A decisão foi tomada hoje em reunião da diretoria colegiada com um placar apertado: 3 votos por manter a proibição, 2 votos por adiar em um ano. O adiamento abria a possibilidade de liberação do produto, já que o prazo seria justamente para a indústria de agrotóxicos apresentar novos argumentos em defesa do paraquate. 

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Brasil é 2º maior comprador de agrotóxicos proibidos na Europa, que importa alimentos produzidos com estes químicos

Prática traz lucro para multinacionais e transfere riscos de saúde para trabalhadores e meio ambiente brasileiros

Por André Cabette Fábio, Hélen Freitas, Ana Aranha, Agência Pública/Repórter Brasil

Dados inéditos revelam que o Brasil é o segundo maior comprador de agrotóxicos fabricados em solo europeu, mas proibidos para uso na União Europeia e Inglaterra. A prática já era conhecida, mas pela primeira vez se revela a importância do Brasil neste mercado. Foram 10 mil toneladas em 2018, e 12 mil em 2019. Mais da metade (77%) saiu da fábrica da Syngenta na Inglaterra, onde a empresa produz o agrotóxico paraquate.

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EXCLUSIVO: Agrotóxicos paraquate e glifosato mataram 214 brasileiros na última década

Levantamento inédito revela que produtos são usados em tentativas de suicídio: mais de 14 mil pessoas usaram pesticidas para esse fim, segundo dados do Ministério da Saúde

Por Bruno Fonseca, Pedro Grigori, Thays Lavor, Agência Pública

Dois dos agrotóxicos mais populares no país foram os responsáveis pela morte de 214 brasileiros na última década. Os herbicidas paraquate e glifosato levaram cinco pessoas por semana ao atendimento médico de emergência entre 2010 e 2019. No mesmo período, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estudou se retirava ou não os produtos do mercado, e considerou que apenas o paraquate representava risco à saúde. Mas, previsto para sair das prateleiras do Brasil em 22 de setembro deste ano, a decisão está agora sob pressão do lobby de empresas fabricantes de pesticidas, que tentam suspender a proibição. 

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Anvisa atropela as próprias regras e pode voltar a autorizar agrotóxico letal

Agência colocou em pauta a revisão do paraquate, agrotóxico proibido na União Europeia e com data para ser banido no Brasil. Pesquisa usada como argumento pela indústria foi suspensa pela Unicamp

Por Ana Aranha, Hélen Freitas, Agência Pública/Repórter Brasil

Contrariando resolução da própria agência e atropelando normas internas sobre transparência e participação, a Anvisa pode reverter nesta semana a proibição de um dos agrotóxicos mais letais do mundo. O paraquate é proibido na União Europeia e está com data marcada para ser banido no Brasil: 22 de setembro deste ano. Classificado como extremamente tóxico, o órgão regulador decidiu proibi-lo em 2017 devido a evidências de que ele gera mutações genéticas e doença de Parkinson nos trabalhadores que o aplicam.

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Gigantes dos agrotóxicos são principais financiadores de Congresso Brasileiro do Agronegócio

Bayer e FMC patrocinam evento que terá a presença dos ministros da Agricultura, da Infraestrutura e do presidente do BC; pesquisa da ONG suíça Public Eye e do Greenpeace mostra Brasil como principal consumidor de produtos altamente tóxicos no campo

Por Leonardo Fuhrmann, em De Olho nos Ruralistas

Grandes empresas produtoras de agrotóxicos e uma organização ligada a elas estão entre os principais financiadores da 19ª edição do Congresso Brasileiro do Agronegócio, encontro organizado pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e pela B3, que será transmitido online, em razão da pandemia de Covid-19, na manhã desta segunda-feira (03). Estão previstas as participações dos ministros da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, e do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

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Unicamp suspende pesquisa financiada pelo lobby para liberar agrotóxico letal

Após denúncia da Repórter Brasil e Agência Pública, Comitê de Ética da universidade suspendeu pesquisa financiada por produtores de soja que visava reverter a proibição do Paraquate

Por Ana Aranha, em Agência Pública/Repórter Brasil

Após revelações em matéria da Repórter Brasil e da Agência Pública, o comitê de Ética da Unicamp suspendeu pesquisa conduzida em laboratório da Faculdade de Ciências Farmacêuticas que estava sendo usada para liberar o uso de agrotóxico letal. A reportagem denunciou que, antes mesmo de ser concluída, a pesquisa era peça central do lobby para reverter a proibição do paraquate, classificado como “extremamente tóxico” e um dos agrotóxicos mais usados no Brasil. O produto está com data marcada para ser banido em setembro deste ano, segundo decisão tomada pela Anvisa em 2017 com base em evidências de que ele pode gerar mutações genéticas e a doença de Parkinson nos trabalhadores rurais.

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Como o agronegócio atua para garantir a pulverização de agrotóxicos pelo ar

Contamos a história de uma lei vitoriosa e duas derrotadas pelo lobby das entidades agropecuárias e aeroagrícolas. Disputa chega agora ao STF

Por Pedro Grigori, Agência Pública/Repórter Brasil

Imagine viver em uma região onde é comum ter problemas respiratórios. Em que no começo da noite, o cheiro de produtos tóxicos invade as casas, levando os moradores a sofrer com dores de cabeça, náuseas e vômitos. Surgem casos de câncer, algumas mulheres grávidas sofrem abortos espontâneos e bezerros nos pastos passam a nascer sem órgãos. Essa é a história que contam os moradores do município de Boa Esperança, no interior do Espírito Santo. A revolta com a situação levou mais de 10% da população da cidade a assinar um projeto de lei de iniciativa popular para proibir a pulverização aérea de agrotóxicos.

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“Pantanal não é visto como espaço onde vive gente”, avalia agricultora Miraci

Conversa com animadora de sementes tradicionais aconteceu em live no canal da Campanha contra os agrotóxicos no último dia 15

Por Campanha permanente contra os agrotóxicos e pela vida / MST

O Pantanal tem sofrido com o avanço do agronegócio a tentativa de excluir sua porção seca dos limites do bioma. A maior planície inundável do planeta, que abrange 2% do território brasileiro, tem sido diariamente atingida pelo uso intenso de agrotóxicos na região. Esses impactos vão além da biodiversidade, afetando não somente animais, mas também as pessoas que vivem ali.

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