STF diz sim aos voos de envenenamento

Ineficaz contra os mosquitos, perigosíssima para a saúde humana e defendida por poderoso lobby, pulverização aérea de cidades tem aval do Supremo. Leia também: suicídio entre indígenas é o triplo da média nacional e mais

Por Maíra Mathias e Raquel Torres, em Outra Saúde

O STF E O INSETICIDA QUE VEM DO CÉU

Em 2016, quando os casos de microcefalia assustavam o mundo e a epidemia de zika se tornava uma das maiores emergências de saúde pública já enfrentadas no Brasil, a então presidente Dilma Rousseff enviou ao Congresso Nacional uma medida provisória que listava uma série de medidas que poderiam ser tomadas pelas autoridades públicas quando fosse verificada uma “situação de iminente perigo” pela presença do mosquito Aedes aegypti. Durante a tramitação da MP, o deputado federal Valdir Colato (MDB-SC) apresentou uma emenda para incluir na lista a permissão da pulverização aérea de inseticidas para o controle do inseto. Colato, hoje à frente do Serviço Florestal Brasileiro, é autor do projeto que revoga a lei de crimes ambientais e libera a caça.

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Como a Monsanto sabotou pesquisas sobre câncer

Corporação tentou desacreditar IARC, agência da ONU que relacionava o glifosato à doença. Houve pressão sobre parlamentares e patrocínio de pesquisas “amigas”. Leia também: novo relatório da OMS sobre suicídio no mundo

Por Maíra Mathias e Raquel Torres, em Outra Saúde

SEM PUDOR

Desde que a Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer (IARC, na sigla em inglês) classificou o glifosato como “provável carcinógeno” em 2015, congressistas dos Estados Unidos têm pressionado para drenar o financiamento do organismo ligado à ONU. E, no Intercept, Lee Fang examina (e cita) documentos que indicam como esse ataque político foi, em parte, “roteirizado pela Monsanto”, recentemente comprada pela Bayer: “Arquivos recém-divulgados pelo escritório de advocacia Baum Hedlund incluem e-mails, documentos e transcrições de depoimentos da empresa, mostrando que os advogados e lobistas da Monsanto orientaram os legisladores, coordenando esforços para questionar a credibilidade da IARC e reduzir o apoio dos EUA ao organismo internacional”. 

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Em seminário, sociedade civil discute soberania alimentar, redução de agrotóxicos e acesso à terra

Debate defendeu a agroecologia como caminho para levar comida saudável para à população brasileira

Por Iris Pacheco e Hony Riquison, em Página do MST

Nesta terça-feira (03) ocorreu o Seminário Terra e territórios: alimentação saudável e redução de agrotóxicos, realizado no Auditório Nereu Ramos na Câmara dos Deputados, em Brasília

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Agronegócio concentra as maiores taxas de suicídio entre trabalhadores

Entre 2007 e 2015, casos de trabalhadores da agropecuária que tiraram a própria vida cresceu o dobro da média nacional. Exposição aos agrotóxicos é considerada a principal causa

Por Cida de Oliveira, em Rede Brasil Atual / MST

O agronegócio é o setor econômico que concentra as maiores taxas de suicídio entre trabalhadores. De 2007 a 2015 foram registrados 77.373 suicídios, cerca de 8.597 por ano. Corresponde a uma mortalidade anual de 8,9 por 100.000 indivíduos em 2007, e de 10,5 em 2015. O dado consta da edição de agosto do Boletim Epidemiológico do Centro Colaborador da Vigilância dos Agravos à Saúde do Trabalhador do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

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Comer é um ato político: sociedade civil se mobiliza por uma alimentação saudável e acesso à terra

Pedro Calvi, CDHM

Nesta terça-feira (3/9), quatro comissões da Câmara dos Deputados reuniram agricultores familiares, estudantes, empresários e organizações não-governamentais (ONGs) no seminário “Terra e Territórios: Alimentação Saudável e Redução de Agrotóxicos”. A ideia de reunir todos os segmentos que produzem alimentação saudável e são ligados à democratização do acesso à terra surgiu diante dos retrocessos nas políticas públicas e de participação social. E, principalmente, para articular setores rurais e urbanos, agrários e ambientalistas diante do aumento da disputa pela terra nos territórios brasileiros. O seminário é uma parceria entre as comissões de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), de Legislação Participativa (CLP), de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e de Agricultura (CMADS), Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR).

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MPF, MPT e MPE ajuízam ação para proibir uso do glifosato em MT

A ação foi ajuizada sob a modalidade coletiva passiva

Por MPE/MPT/MPF-MT

O Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Trabalho (MPT-MT) e o Ministério Público Estadual (MP-MT) ajuizaram na última semana uma ação civil pública (ACP) em face da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja), da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) e da Associação Mato-Grossense do Algodão (Ampa) para proibir que produtores rurais do Estado do Mato Grosso utilizem qualquer agrotóxico que contenha o princípio ativo glifosato. A ação procura resguardar a saúde da coletividade de trabalhadores rurais expostos aos agrotóxicos, com efeitos que se desdobram para resguardar, também, o meio ambiente natural e a saúde coletiva.

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MPF pede à Justiça recuperação de igarapé em área indígena no Pará assoreado pelo agronegócio

Falta de fiscalização está gerando prejuízos à vida dos Munduruku da aldeia Açaizal, no oeste do estado

Ministério Público Federal no Pará

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação na Justiça Federal pedindo que o estado do Pará e o município de Santarém sejam obrigados a elaborar e executar um plano de recuperação do igarapé do Açaizal, único localizado no território indígena Munduruku do planalto santareno. A monocultura da soja e do milho e a pecuária têm assoreado o curso d’água, gerando impactos ao meio ambiente e à saúde dos indígenas.

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70% dos agrotóxicos usados no Brasil são considerados “altamente perigosos”

Brasil responde por 1/5 do consumo mundial. Pesquisa realizada pela ONG Suíça Public Eye em parceria com a Campanha Permanente Contra os agrotóxicos e pela Vida será lançada nesta quinta (29) na 18ª Jornada de Agroecologia, em Curitiba

Da Página do MST

A pesquisa reúne dados detalhados sobre como a Syngenta ganha bilhões vendendo agrotóxicos altamente perigosos em países pobres. Dos 120 ingredientes ativos de agrotóxicos produzidos pela empresa, 51 não estão autorizados em seu país de origem, a Suíça; 16 deles foram banidos devido ao impacto à saúde humana e ao meio ambiente. Mas a Syngenta continua a vendê-los em países onde as normas costumam ser mais fracas ou menos rigorosamente aplicadas, como é o caso do Brasil.

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Municípios “ambientais” em extinção

A devastação começou também pelos nomes. Referências a preservação de águas, árvores e animais, principalmente no Norte e Centro-Oeste, foram apagadas. Nesse ritmo, até as aves-símbolo dos estados precisarão ser repensadas…

por Silvio Reis, em Outras Palavras

Se municípios assumissem o compromisso oficial de preservar a essência do seu nome de origem, o Brasil seria bem mais ambiental. A implantação desse equilíbrio ecológico não permitiria os recentes 378 focos de incêndio em Tangará da Serra (MT), em nome da preservação de pássaros. Para não compactuar com mais de meio bilhão de abelhas mortas, Colmeia (TO), Guaxupé (MG) e Irati (SC) não usariam agrotóxicos à base de Sulfoxaflor e outros venenos.  

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Agrotóxico foi usado “como agente laranja” em comunidades indígenas, diz procurador

Em entrevista, membro do MPF explica que Justiça livrou fazendeiro e empresa que pulverizaram pesticida sobre índios Guyra Kambi’y no MS, apesar de um vídeo comprovar o ataque

Por Pedro Grigori, Agência Pública/Repórter Brasil

No sexto dia do ano de 2015, a comunidade indígena de Guyra Kambi’y, na região de Dourados, no Mato Grosso do Sul, amanheceu com o barulho de um avião agrícola que voava baixo pelo céu. “Olha o veneno, tá passando até em cima de nós agora”, diz uma indígena em vídeo gravado no momento da pulverização. A comunidade, de cerca de 150 pessoas, fica ao lado de uma lavoura de soja, separada apenas por uma estrada de terra com menos de 15 metros de largura.

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