Esse camponês argentino lutou até a morte contra os estragos causados pelos agrotóxicos

Durante mais de uma década, Fabián Amaranto conviveu com doença neurológica causada por pesticidas e virou símbolo de movimento contra veneno

Por Mariana Simões, Agência Pública/Repórter Brasil

“Com o tempo ele foi deteriorando,” diz o médico clínico Dr. Roberto Lesacano, que atende no estado de Entre Rios, no nordeste da Argentina. “Foi uma coisa progressiva. Cada vez mais foi se deteriorando, até que chegou um momento em que ele não podia mais se mover.” Seu paciente era o camponês Fabián Amaranto Tomasi. Símbolo da luta contra os agrotóxicos na Argentina, Fabián faleceu em setembro do ano passado, aos 52 anos.

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De Olho nos Ruralistas e O Joio e o Trigo unem-se no projeto “Brasil Sem Veneno”

Dois veículos da imprensa independente produzirão material multimídia sobre os impactos dos pesticidas na saúde e no ambiente; cobertura apoiada pela Campanha Contra Agrotóxicos depende de financiamento coletivo

De Olho nos Ruralistas

O governo Jair Bolsonaro já liberou 410 novos agrotóxicos em 2019. Hoje, quase 2.500 tipos de veneno estão disponíveis para comercialização no Brasil, um dos maiores consumidores do planeta. As evidências científicas dos danos individuais e coletivos provocados por essas substâncias só aumenta, mas as informações sobre os perigos chegam distorcidas para a população. Os grandes veículos de imprensa evitam tocar no assunto — em todas suas implicações econômicas — e alguns chegam a incentivar a utilização desses produtos.

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Glifosato deixa de ser considerado “extremamente tóxico” após mudança da Anvisa

Levantamento inédito mostra que 93 produtos com glifosato tiveram classificação reduzida pelo governo Bolsonaro – ao mesmo tempo que o cerco ao pesticida se fecha no mundo

Por Pedro Grigori, Agência Pública/Repórter Brasil

O cenário mundial não está favorável aos fabricantes de glifosato. O herbicida enfrenta vetos em países europeus e mais de 18 mil ações nos tribunais nos Estados Unidos que relacionam o seu uso a doenças como o câncer.

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MPF em Juína instaura investigação sobre utilização de agrotóxicos na região

Uma reportagem publicada na Internet foi a base para a instauração do procedimento investigativo

Procuradoria da República em Mato Grosso

O Ministério Público Federal em Juína (MPF/MT) instaurou procedimento para investigar a utilização de agrotóxicos na região de abrangência do órgãos, que é composta pelos municípios Aripuanã, Brasnorte, Castanheira, Colniza, Cotriguaçu, Juara, Juína, Juruena, Novo Horizonte do Norte, Porto dos Gaúchos, Rondolândia e Tabaporã. O objetivo da investigação é identificar o impacto sinérgico do uso de agrotóxicos nas comunidades indígenas e bens ambientais no período de janeiro a outubro de 2019 na região.

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Lei que prevê compra de itens da agricultura familiar para a merenda completa 10 anos

Agricultora de assentamento do MST exalta produção sem agrotóxicos, em contrapartida às políticas de Bolsonaro

Igor Carvalho, Brasil de Fato

Desde 2009, a Lei 11.497 determina que ao menos 30% do repasse feito aos estados e municípios pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) deve ser utilizado pelos governos para a aquisição de itens alimentícios produzidos pela agricultura familiar.

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Como Florianópolis se tornou o primeiro município brasileiro livre de agrotóxicos

Lei aprovada por unanimidade na Câmara Municipal torna crime aplicar e armazenar pesticidas na capital catarinense

Por Pedro Grigori, Agência Pública/Repórter Brasil

Florianópolis será o primeiro município brasileiro a banir agrotóxicos de seu território. Uma lei aprovada na Câmara Municipal e sancionada pelo prefeito, Gean Loureiro (sem partido), na última quarta-feira (9/10) tornará crime punível com multa armazenar e aplicar qualquer tipo de pesticida na Ilha de Santa Catarina, parte insular da capital catarinense.

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CDHM vai debater denúncias de violência contra geraizeiros na região do Matopiba

Pedro Calvi, CDHM

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) faz, no dia 30 de outubro (quarta-feira), às 14h, audiência pública para analisar denúncias de violência contra a comunidade geraizeira de Formosa do Rio Preto, no oeste baiano. O povo tradicional vive próximo da Fazenda Estrondo. A fazenda abriga 22 empreendimentos do setor agropecuário administrados por três empresas: Delfin Rio S/A Crédito Imobiliário, Colina Paulista S/A e a Companhia de Melhoramentos do Oeste da Bahia (CMOB). No total, são 305 mil hectares, dos quais 150 mil com plantio de soja, milho e algodão. O empreendimento na Fazenda Estrondo é considerado um dos territórios mais conflituosos da região por causa de inúmeras denúncias de fraudes por meio de práticas de grilagem, crimes ambientais e trabalhistas.

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O amargo sabor da fruticultura brasileira

Relatório aponta: produção de frutas é bilionária, mas superexplora trabalhadores no Nordeste. Empregos temporários e exposição a venenos são práticas comuns. Redes como Carrefour e Pão de Açúcar fazem vista grossa às violações…

por Rôney Rodrigues, em Outras Palavras

As frutas que chegam à mesa de milhões de brasileiros — e são exportadas para diversos países — podem ter uma sórdida origem: a superexploração do trabalho no Nordeste, grande polo desse cultivo no país. Apontado como o terceiro maior produtor de frutas do mundo, gera cerca de R$ 40 bilhões por ano. De acordo com a pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM) de 2017, realizada pelo IBGE, o Brasil não garante salários e condições dignas a grande parte dos trabalhadores que estão no campo plantando e colhendo. Para agravar a situação, as grandes redes de supermercado, principais compradoras da produção frutífera, fazem vista grossa às violações trabalhistas de seus fornecedores.

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Costa Rica: campeona mundial del capitalismo verde

Pronunciamiento del Colectivo de Geografía Crítica “24 de Abril” por motivo del premio “Campeones de la Tierra”, recientemente otorgado a Costa Rica por parte de la ONU

Hablar de ambiente en Costa Rica es una polémica tarea. Por un lado, se ha convertido en un signo de orgullo internacional, un amplificador del nacionalismo y una noticia agradable que nos conforta en medio de nuestras angustias cotidianas. Por otro, es un triste conteo de fracasos, un interminable recuento de las consecuencias más perversas -por lo general ocultas- del modelo de desarrollo y una alerta de que no estamos haciendo las cosas tan bien como nos dicen. 

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Fórum Gaúcho de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos solicita retirada do regime de urgência do PL que altera Código Estadual do Meio Ambiente do RS

Solicitação foi encaminhada ao governador do Estado na terça (8)

Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul

O Fórum Gaúcho de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos (FGCIA) solicitou ao governador do Estado do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, a retirada do regime de urgência da tramitação do projeto de lei nº 431/2019, de autoria do Poder Executivo, que altera o atual Código Estadual do Meio Ambiente do RS (Lei 11.520/2000).

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