A colonização do Oeste foi a saída conservadora para a questão agrária no Brasil. Entrevista especial com Rafael Assumpção de Abreu

No IHU

Talvez o processo de reprimarização da economia que tornou o Brasil refém do agronegócio para manter a estabilidade da balança comercial não seja, tão simplesmente, um acontecimento espontâneo, mas, sim, um projeto político de longo prazo. Voltemos um pouco na história. Desde a primeira metade do século XX, de Cândido Rondon a Getúlio Vargas, a ocupação do Oeste por parte da população branca se tornou um projeto de Estado. Os habitantes do Sul do Brasil foram os escolhidos para ocuparem os territórios. “É importante ter em mente que a concepção de que indivíduos da região Sul do país deveriam ser os alvos do processo de ocupação não nasceu com os projetos de colonização na Ditadura Militar. Anteriormente, na campanha da Marcha para Oeste, Getúlio Vargas manifestou a preferência por colonos do Sul, pois estes possuiriam uma mentalidade mais europeia e empresarial”, salienta Rafael Assumpção de Abreu, professor e pesquisador, em entrevista por e-mail à IHU On-Line.

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Prazo para renovação de documento de agricultores familiares volta ser de dois anos, a pedido do MPF

Recomendação expedida pelo GT Agroecologia do MPF pedia revisão de prazo da Declaração de Aptidão (DAP), que dá acesso aos programas de compras das populações extrativistas

Atendendo à recomendação expedida pelo Grupo de Trabalho Agroecologia (GT Agroecologia) do Ministério Público Federal (MPF), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) alterou o prazo de validade da Declaração de Aptidão (DAP) ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que passa de um para dois anos. A mudança foi assinada pela titular do Mapa, Tereza Cristina Dias.

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Sem verbas públicas, pesquisas sobre agrotóxicos seriam interrompidas

Pesquisadores da Universidade Federal falam sobre importância de investimentos para evitar interrupção dos estudos

Ana Carolina Caldas, Brasil de Fato

Você já imaginou ter em casa um reagente para descobrir se um alimento que você vai consumir contém agrotóxico? Pois esta é uma das pesquisas que vêm sendo desenvolvidas na Universidade Federal do Paraná (UFPR). No Brasil, 80% das pesquisas em ciência e tecnologia estão ligadas a programas de universidades públicas. Porém, com o corte de recursos federais que acontece desde 2017, esta e outras pesquisas estão em risco.  

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Antes do Ceará, 8 municípios já haviam proibido fumigação aérea de agrotóxicos

Em janeiro, estado foi o primeiro a proibir pulverização em todo seu território; empresários cearenses se articulam para derrubar a lei e estão “mapeando” deputados estaduais

Por Thays Lavor, Agência Pública/Repórter Brasil

Enquanto no Congresso Nacional avançam projetos de lei que buscam flexibilizar e impulsionar o uso de agrotóxicos no país, diversas cidades brasileiras já possuem leis que proíbem a sua pulverização aérea. Além do estado do Ceará, o primeiro a proibir a prática em todo o território, um levantamento inédito da Agência Pública e Repórter Brasil revela que 8 cidades proibiram a prática para proteger a saúde da população. Além delas, três municípios também vetaram o uso em Áreas de Proteção Ambiental (APAs). E outros três impuseram restrições, como um perímetro de segurança nas áreas urbanas. Outras quatro cidades estão com projetos de lei tramitando nas Câmaras Municipais.

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Castanha-do-Brasil e maracujá correm risco de extinção diante das ameaças à polinização

Agrotóxicos e desmatamento são os vilões das abelhas, besouros, borboletas e aves no Brasil, conforme relatório divulgado por doze pesquisadores; docente da UFSCar diz que liberação de agrotóxicos pelo governo afetará ainda mais a população de insetos

Por Igor Carvalho, em De Olho nos Ruralistas

O uso de agrotóxicos e o desmatamento são os grandes vilões do sistema de polinização feito por diversos animais, especialmente a abelha, em plantas utilizadas para a produção de alimentos no Brasil. O alerta é responsabilidade de doze pesquisadores que elaboraram o “Relatório Temático de Polinização, Polinizadores e Produção de Alimentos no Brasil”, pesquisa realizada em parceria entre a Rede Brasileira de Interações Planta-Polinizador e a Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos.

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Governo libera registro de mais de um agrotóxico por dia neste ano

As últimas permissões de venda foram publicadas no Diário Oficial de segunda-feira, 12 dos 19 produtos aprovados agora são extremamente tóxicos

Por Pedro Grigori, Agência Pública/Repórter Brasil

Em 42 dias desde que Jair Bolsonaro assumiu a presidência da República, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou a autorização de 57 novos produtos elaborados com agrotóxicos. Em média, mais de um por dia. As últimas aprovações foram divulgadas na edição desta segunda-feira, dia 11 de fevereiro, do Diário Oficial da União. São 19 produtos, dos quais 12 foram classificados como extremamente tóxicos – maior grau toxicológico possível.

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A contaminação do meio ambiente e a mortandade das abelhas no RS. Entrevista especial com José Renato de Oliveira Barcelos

IHU On-Line

“Há uma disputa de narrativas, há várias opiniões no sentido contrário, ou seja, o problema está colocado e precisa ser resolvido de alguma maneira”, resume José Renato de Oliveira Barcelos, especialista em direito ambiental, ao comentar os discursos de apicultores e agricultores que divergem sobre as implicações do uso de agrotóxico nas lavouras gaúchas.

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Referência em políticas de combate à fome, Consea fechou as portas nesta quarta (30)

Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) teve suas atividades encerradas pelo governo Bolsonaro

Rafael Tatemoto, Brasil de Fato 

O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) encerrou suas atividades nesta quarta-feira (30), por conta das mudanças administrativas trazidas pela Medida Provisória 870 de 2019, editada pelo governo Bolsonaro. 

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“Quem aprova os dirigentes é financiado pelos setores regulados”

O especialista em regulação da publicidade de medicamentos, Álvaro Nascimento, comenta os conflitos de interesses da Anvisa, que completa 20 anos

por Maíra Mathias, em Outra Saúde

Durante as eleições, a Anvisa foi condenada por candidatos como o próprio Bolsonaro e Ciro Gomes, sob acusações de corrupção. Ciro chegou a dizer que se sentia tentado a fechar todas as agências reguladoras. Há ainda as costumeiras críticas à morosidade no registro de produtos, algo especialmente comum entre as indústrias reguladas pela agência – elas desejam que novos medicamentos e agrotóxicos, por exemplo, cheguem mais rápido às nossas prateleiras.

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Agrotóxico, veneno, defensivo? Entenda a disputa pelo nome desses produtos agrícolas

Projeto de lei pode banir o termo “agrotóxico”, mas seu criador diz que substituição por “defensivos agrícolas” ou “fitossanitários” é tendenciosa

Por Pedro Grigori, Agência Pública/Repórter Brasil

O Congresso Nacional deve decidir este ano se o nome “agrotóxico” será banido ou não do país. Caso o Projeto de Lei (PL) 6.299/2002, conhecido pelos opositores como “Pacote do Veneno”, seja aprovado, o termo será substituído nos documentos oficiais e nas embalagens dos produtos mandatoriamente por “pesticida”, “defensivo agrícola” ou “defensivo fitossanitário”. Mas a palavra, de uso quase exclusivo por aqui, tem um pai e criador – e ele é totalmente contra a mudança.

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