Fórum Gaúcho de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos divulga nota de repúdio ao desmonte da Fundacentro

Nova estrutura organizacional da instituição prevê a extinção de diversas unidades, prejudicando diretamente os trabalhadores

Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul

O Fórum Gaúcho de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos (FGCIA) lançou nota de repúdio ao desmonte e extinção de unidades da Fundacentro, dentre as quais o Centro Estadual do Rio Grande do Sul (Cers). A instituição tem como missão a produção e difusão de conhecimentos que contribuam para a promoção da segurança e saúde dos trabalhadores, visando ao desenvolvimento sustentável, como crescimento econômico, equidade social e proteção do meio ambiente laboral.

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Diante da perseguição à sociedade civil, articulação denuncia para ONU o grave quadro de uso dos agrotóxicos

Em dossiê entregue ao relator do organismo internacional, coletivo detalha a adoção de projeto pelo Estado em favor dos venenos

Por Lizely Borges, em Terra de Direitos / MST

Com o extinção de espaços de participação e controle social pelo Executivo Federal, perseguição às organizações, lideranças populares e pesquisadores e diante da adoção de medidas de estímulo e flexibilização do uso de agrotóxicos pelo Estado brasileiro, um conjunto de mais de 100 organizações – reunidas em torno da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida – entregou em Brasília (DF), nesta terça-feira (03), um dossiê sobre a grave problemática dos agrotóxicos no país para o relator especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para implicações da gestão e eliminação ambientalmente racional de substâncias e resíduos perigosos, Baskut Tuncak.

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A liberação de agrotóxicos e a incidência das doenças onco-hematológicas da criança e do adolescente. Entrevista especial com Silvia Regina Brandalise

Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line

A médica especialista em oncologia pediátrica Silvia Regina Brandalise é uma das referências no tratamento do câncer no Brasil. No entanto, ela prefere se definir como uma “profissional que vive no campo das doenças onco-hematológicas da criança e do adolescente, simplesmente inconformada com a crescente incidência destas enfermidades”. E não é à toa, pois Silvia, trabalhando nos tratamentos, parece materializar a metáfora de “enxugar gelo”. Ao mesmo passo em que a ciência avança na busca pelo combate a essa doença, na outra ponta, fatores que contribuem para o desenvolvimento de cânceres seguem em descontrole. É o caso dos agrotóxicos. “Estudos epidemiológicos internacionais, realizados durante décadas, já demonstraram, de maneira inequívoca, a associação entre exposição ambiental a uma série de poluentes, incluindo os agrotóxicos, e a ocorrência de câncer em crianças”, reitera, na entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line.

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“Os brasileiros mataram meu papai?”

Como a morte de um jovem agricultor na fronteira sojeira com o Brasil levou o Paraguai a ser condenado pela ONU

Por Maximiliano Manzoni, Jazmin Acuña, El Surtidor, Agência Pública/Repórter Brasil

As melancias que Rubén Portillo havia plantado estavam a ponto de serem colhidas quando, em 6 de janeiro de 2011, ele não conseguiu se levantar, enfraquecido pela febre e vômitos. Esses sintomas pareciam diferentes, foi o que pensou sua parceira, Isabel Bordón, ao lembrar das erupções que tinham aparecido ao redor da boca e nos dedos algumas semanas antes. Isabel chamou sua cunhada, Norma Portillo, e pediu que o levasse de casa, a última que sobrara na Colônia Yerutí, até o centro de saúde da comunidade.

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A reclassificação toxicológica dos agrotóxicos e os impactos do glifosato na saúde. Entrevista especial com Luiz Cláudio Meirelles

Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line

A reclassificação toxicológica dos agrotóxicos feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa em agosto deste ano, além de ter rebaixado a classificação toxicológica do glifosato, não reconhece o herbicida como uma substância carcinogênica, com alto potencial de causar câncer em humanos. De acordo com o agrônomo e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz Luiz Cláudio Meirelles, “recentemente o glifosato passou a ser classificado pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer – Iarc, que é vinculada à Organização Mundial da Saúde – OMS, na categoria 2A como um provável carcinógeno para humanos”. Segundo ele, a classificação da Iarc tem gerado polêmica, “porque as agências reguladoras, de forma geral, foram contrárias à posição”.

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Justiça suspende decreto que altera cadastro de agrotóxicos no RS

Decisão foi proferida no âmbito de ação civil pública ajuizada pelo MP/RS e originada de representação do Fórum Gaúcho de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos

Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul

O Juízo da 10ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre acatou pedido liminar em ação civil pública do Ministério Público do Estado do Rio Grande Sul (MP/RS) determinando a imediata suspensão da vigência do Decreto Estadual nº 53.888/2018, que altera o procedimento de cadastro dos produtos agrotóxicos e biocidas instituído pela Lei nº 7.747/1982 e regulamentado pelo Decreto Estadual nº 32.854/1988. A ação civil pública originou-se de representação do Fórum Gaúcho de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos (FGCIA) e outras entidades, as quais apontavam grave retrocesso ambiental com a alteração da legislação.

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Maioria dos estados não têm laboratórios para identificar agrotóxicos em alimentos

Os 82 laboratórios do tipo no país estão localizados em apenas 11 estados, a maioria deles em São Paulo e nenhum na região norte; testes não identificam nem a metade dos ingredientes comercializados

Por Pedro Grigori, Agência Pública/Repórter Brasil

Apesar de ser o maior consumidor de agrotóxico do mundo em números absolutos, o Brasil ainda tem dificuldades em identificar se os resíduos desses produtos estão presentes nos alimentos e na água que a população consome. Um dos principais motivos é o número de laboratórios, tanto público quanto privados, com capacidade de realizar essas análises: são 82 em todo país — localizados em apenas 11 estados, sendo que mais da metade está em São Paulo e não há nenhum na região norte.

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O agro é branco

Levantamento inédito revela que propriedades agropecuárias de negros ocupam metade da área das terras de brancos; entre as maiores propriedades, há quatro brancos para cada negro

Por Bruno Fonseca, Rute Pina, Agência Púbica

As grandes propriedades de terra no Brasil são brancas. Em terras com mais de 10 mil hectares, para quatro produtores rurais brancos há um produtor negro. Já nas pequenas propriedades ocorre o inverso: nos estabelecimentos com menos de 1 hectare, a proporção é de três produtores negros para cada branco. As conclusões são de um levantamento inédito da Agência Pública a partir de dados do último Censo Agropecuário do IBGE, divulgado no final de outubro deste ano. Os dados foram coletados em visitas a mais de 5 milhões de estabelecimentos agropecuários em 2017.

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Esse camponês argentino lutou até a morte contra os estragos causados pelos agrotóxicos

Durante mais de uma década, Fabián Amaranto conviveu com doença neurológica causada por pesticidas e virou símbolo de movimento contra veneno

Por Mariana Simões, Agência Pública/Repórter Brasil

“Com o tempo ele foi deteriorando,” diz o médico clínico Dr. Roberto Lesacano, que atende no estado de Entre Rios, no nordeste da Argentina. “Foi uma coisa progressiva. Cada vez mais foi se deteriorando, até que chegou um momento em que ele não podia mais se mover.” Seu paciente era o camponês Fabián Amaranto Tomasi. Símbolo da luta contra os agrotóxicos na Argentina, Fabián faleceu em setembro do ano passado, aos 52 anos.

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