Organizações que atuam na Amazônia relatam medo e intimidação

Lideranças e ONGs denunciam casos de roubo e vigilância e alertam contra o aumento das invasões e da violência em terras indígenas. Grupos condenam prisões injustificadas e veem tentantiva de intimidação do governo.

Por Nádia Pontes, Deutsche Welle

Alessandra Munduruku, uma das lideranças mais ativas de sua etnia, que habita as margens do rio Tapajós, convive há anos com ameaças. Mas o roubo que sofreu no último sábado (30/11) elevou a tensão: ladrões arrombaram a casa dela, em Santarém, no Pará, e levaram computador, pen drives, celular, cartões de memória e relatórios de atividades e pesquisas do povo munduruku.

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A batalha pelo ouro roxo

Conflito entre quilombolas e fazendeiro teve tentativa de homicídio e uso de milícia; MPF cita “risco de morte” se decisão judicial em área rica em açaí não for cumprida

Por Julia Dolce, Agência Pública

Alfredo Batista Cunha contorna o mapa com os dedos para mostrar a terra pleiteada pela comunidade remanescente de quilombo do Gurupá, na Ilha do Marajó, uma região no Pará de mais de 10 mil hectares disputada por pretos quilombolas e brancos fazendeiros. A titulação do território, já conquistada pelos quilombolas na Justiça, envolve a disputa do açaí, conhecido como “ouro roxo” paraense.

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Quilombola recebe ameaça de morte no agreste de Pernambuco

Na CPT NE2

Um dos principais líderes quilombolas de Pernambuco e presidente da associação da comunidade quilombola de Castainho, no agreste do estado, José Carlos Lopes, 63, sofreu nova ameaça de morte em decorrência de sua atuação frente à associação da comunidade e à luta em defesa de seu território. A ameaça ocorreu no último domingo, dia 15/09/19, quando testemunhas receberam o recado de que iriam tirar a vida do quilombola, havendo inclusive comprado toucas ninjas para executar a ação.

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Madeireiros ameaçam indígenas Tembé e MPF requisita operação urgente na Terra Indígena Alto Rio Guamá (PA)

O pedido foi enviado à PF, com cópia para o Exército, para que as operações da Garantia de Lei e Ordem decretada pelo governo federal evitem o conflito

Ministério Público Federal no Pará

O Ministério Público Federal (MPF) requisitou à Polícia Federal e ao comando do Exército em Belém (PA) que, por meio da Garantia de Lei e Ordem decretada pelo governo federal, seja feita operação urgente para evitar ataques de madeireiros contra indígenas do povo Tembé, na Terra Indígena Alto Rio Guamá, em Paragominas, no nordeste do estado. O pedido também foi enviado à Fundação Nacional do Índio (Funai) e ao governador do Pará, Helder Barbalho.

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Nota do Sindicato dos Jornalistas do Pará e da Federação dos Jornalistas contra ameaças ao jornalista Adecio Piran, que denunciou o ‘Dia do Fogo’

Fenaj

O Sindicato dos Jornalistas do Estado do Pará (Sinjor-PA) e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) manifestam repúdio, indignação e denunciam as ameaças feitas contra o jornalista ADECIO PIRAN, proprietário do jornal Folha do Progresso, que circula no município de Novo Progresso no sudeste do Pará.

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Cerco se fecha e índios isolados da Amazônia brasileira correm risco de extermínio

Lançado nesta terça-feira (23/7), novo livro do ISA apresenta um panorama das principais ameaças aos indígenas em isolamento voluntário

Clara Roman, ISA

O cerco se fecha para os indígenas isolados no Brasil. Novas frentes de expansão e exploração avançam sobre a Amazônia, reduzindo a floresta e comprometendo a existência desses povos, que dependem intrinsecamente da mata para sobreviver. São 114 registros em toda a Amazônia, segundo a Fundação Nacional do Índio (Funai), 28 deles confirmados.

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Talíria Petrone: “O ataque a mulheres eleitas é um ataque à democracia”

Deputada ameaçada de morte aguarda desde abril por escolta no Rio de Janeiro; mulheres são maioria entre deputados ameaçados

Por Anna Beatriz Anjos, Agência Pública

Após alguns meses de tentativas de diálogo com o Governo do Rio de Janeiro, a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) tem ido a público pedir proteção. Escoltada em Brasília por agentes do Departamento de Polícia Legislativa (Depol), ela quer segurança também em seu estado de origem. A preocupação se deve a ameaças de morte que circulam na deep web, o submundo virtual, das quais foi informada em abril pelo próprio Depol, acionado, por sua vez, pela Polícia Federal do Rio.

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Roteiro MPF destaca atuação preventiva na proteção a defensores de direitos humanos no campo

Publicação reúne orientações práticas para lidar com casos de ameaças a defensores. Objetivo é garantir a integridade de vítimas e a continuidade da luta pelo direito à terra

Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC)

O que fazer após ser comunicado de ameaça a um defensor de direitos no campo? Quais medidas devem ser adotadas? Como funcionam os programas de proteção? De que modo ferramentas de comunicação podem reduzir a vulnerabilidade de uma pessoa sob risco?

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Ameaçada de morte, deputada federal relata omissão do governo do Rio

Parlamentar Talíria Petrone (PSOL-RJ) afirma que governo de Wilson Witzel (PSC-RJ) não se manifestou diante de pedidos de escolta

Por Victor Ohana, Carta Capital

A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) denunciou novas ameaças de morte, nesta quinta-feira 27. Segundo a parlamentar, em abril deste ano, a Polícia Federal já havia recebido informações de conversas ofensivas na deep web. Desde então, ela é escoltada por agentes da Polícia Legislativa em Brasília, mas seu pedido de proteção no Estado do Rio de Janeiro ainda não foi atendido pelo governador Wilson Witzel (PSC-RJ).

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Prefeito recomenda que população receba equipe da Funai “à bala”, denuncia autarquia ao MPF no Pará

Prefeito de Itaituba incitou moradores ao crime em reunião que divulgou área delimitada para estudos de identificação de Terras Indígenas, informaram servidores do órgão

Ministério Público Federal no Pará

O Ministério Público Federal (MPF) abriu investigação na última sexta-feira (14) para apurar denúncias de servidores da Fundação Nacional do Índio (Funai) de que o prefeito de Itaituba (PA), Valmir Climaco, teria incitado a população a receber “à bala” um grupo de trabalho da autarquia responsável por estudos para a criação de Terras Indígenas no sudoeste do Pará.

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