Neepes/ENSP promoveu encontro de saberes, sabores e linguagens artísticas entre academia e movimentos populares

Por Joyce Enzler, no Informe Ensp

O lançamento do Núcleo de Ecologias, Epistemologias e Promoção Emancipatória da Saúde (NEEPES) na Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Manguinhos, promoveu o encontro de acadêmicos, moradores do território, indígenas, estudantes, ambientalistas, lideranças de movimentos populares, poetas, artistas e as comidas agroecológicas do Terrapia. De acordo com o coordenador do Núcleo, Marcelo Firpo, o lançamento do NEEPES é o compromisso com uma agenda de pesquisa e produção de conhecimento que articule linguagens artísticas, acadêmicas e populares em torno das lutas por saúde territoriais, dignidade e saúde, tanto no campo como na cidade. 

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Boaventura de Sousa Santos: “Se o Escola sem Partido tiver futuro, o Brasil não tem futuro”

Por Bruna Castelo Branco, Ag. A TARDE

Boaventura de Sousa Santos é um intelectual, cientista social, escritor e, sobretudo, educador português. Por isso, olha com preocupação para os caminhos que o atual Ministério da Educação (MEC) tem traçado para o Brasil. “O que é trágico nesse momento do país é que as fábricas do ódio, do medo e da mentira estão se transformando nas políticas públicas de educação”, opina ele. Mesmo que de longe, lá de Portugal, onde dirige o Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e dá aula na Faculdade de Economia – que, inclusive, ajudou a fundar em 1973 – Boaventura tem um olhar especial sobre o Brasil.

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O fetichismo e as formas políticas: o Estado burguês na forma burlesca. Por Mauro Luis Iasi

A bizarrice burlesca do governo atual não é uma característica contingente. Ela é a forma necessária do Estado burguês em um momento em que nenhuma racionalidade minimamente séria consegue mais ligar as intensões neoliberais aos resultados obtidos

“Se há um idiota no poder
é porque os que o elegeram
estão bem representados.”
Barão de Itararé

No Blog da Boitempo

Marx estava convencido de que o fetichismo da mercadoria constituía a base real daquilo que Hegel entendia como uma das dimensões da alienação: o estranhamento, esse processo pelo qual as objetivações humanas se distanciam daqueles que as criaram e se voltam contra ele como uma força hostil que os controla.

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As incessantes fábricas do ódio, do medo e da mentira. Por Boaventura de Sousa Santos

Em Alice/CES/UC

Quando o respeitado Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, renunciou ao cargo em 2018, a opinião pública mundial foi manipulada para não dar atenção ao facto e muito menos avaliar o seu verdadeiro significado. A sua nomeação para o cargo em 2014 fora um marco nas relações internacionais.

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Não adianta olhar para o Fórum Econômico Mundial. Por Cândido Grzybowski

do Ibase

Enquanto buscamos nos situar diante da conjuntura política brasileira, devemos também procurar entender como outras resistências se organizam diante da onda de autoritarismo e fascismo mundial e o que propõem como alternativa. Não adianta olhar para Banco Mundial, FMI, OMC, ONU, Fórum Econômico Mundial. De tais esclerosadas instituições nada a esperar com capacidade de dar algum sinal, pois todas são parte da mesma crise. É preciso ir e ver além.

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A crise do PT vista por dentro

Só uma grande reviravolta – como a que Jeremy Corbyn liderou na Inglaterra – tornaria o partido novamente relevante. Mas haverá caminhos, em meio a vasta burocratização? Dez teses incômodas

Por Eduardo Mancuso*, em Outras Palavras

1. Entre 1988 e 2016, após superar a ditadura militar, o Brasil experimenta o seu mais longo período de democracia com estabilidade política, promulga a chamada Constituição Cidadã, realiza sete eleições para a Presidência da República, conquista avanços civilizatórios com a universalização de direitos e de políticas sociais. O golpe do impeachment (sem crime de responsabilidade) contra a presidenta Dilma, cassa 54 milhões de votos e encerra o ciclo de governos do PT, conquistado em quatro vitórias eleitorais consecutivas, e joga o país em uma longa crise político-institucional. O golpe parlamentar capitaneado por PSDB/MDB, com aval do STF e cobertura da mídia, rompe o pacto democrático, manipulando hipocritamente a bandeira da corrupção contra o Partido dos Trabalhadores e derruba a experiência de governo liderada por Lula – um projeto nacional de desenvolvimento com soberania e inclusão social.

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Boaventura e os caminhos da esquerda: “Maioria do Brasil nunca viveu na democracia”

Em entrevista, o professor português discute alternativas para a esquerda e analisa ascensão da extrema direita

Lu Sudré e Pedro Ribeiro Nogueira*, Brasil de Fato 

“Não faltam alternativos no mundo, o que falta, de fato, é um pensamento alternativo das alternativas”, disse certa vez o professor, sociólogo e pensador português Boaventura Sousa Santos. Interessado em ideias que promovam a emancipação social e tendo dedicado sua vida e atividade intelectual à descolonização de pensamentos e alternativas ao capitalismo tardio, Boaventura recebeu a reportagem do Brasil de Fato, na cobertura do hotel em que se hospedou em São Paulo no fim de dezembro de 2018.

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Boaventura: “Desordem jurídica” protagonizada pelo STF é uma perversão perigosa

Em entrevista ao Brasil de Fato, sociólogo português afirma que caos institucional instaurou no Brasil

Lu Sudré, Brasil de Fato

A legalidade da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, detido desde abril na Superintendência da Polícia Federal (PF) de Curitiba, voltou ao centro do cenário político brasileiro após o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a soltura de todos os presos com condenações após decisão em segunda instância nesta quarta-feira (19). Cinco horas depois, em resposta ao pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, o ministro plantonista Dias Toffoli derrubou a decisão

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Série M: Tensões do G20: China, Estados Unidos e Bolsonaro

Por Beatriz Bandeira de Mello e João Feres Júnior, no Manchetômetro

Pela primeira vez a Cúpula do G20 aconteceu na América do Sul. Realizado na Argentina entre os dias 30 de novembro e 1º de dezembro, o evento reuniu os chefes de Estado das vinte maiores economias do mundo. Atualmente, a Cúpula passa por uma revisão paradigmática, dez anos após a primeira reunião ocorrida em meio à turbulência provocada pela crise econômica de 2008. Com o propósito de oferecer uma resposta à crise, orientada pelo multilateralismo, pelo desenvolvimento sustentável e pela cooperação, hoje o G20 enfrenta os desafios de uma guinada protecionista, liderada pelos Estados Unidos, no que tange ao comércio internacional e os desafios das mudanças climáticas.

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