O delírio liberal-fascista. Por Tarso Genro

As mentiras fragmentárias em sequência transformaram a locução presidencial em disseminação de mentiras absolutas.

Em A Terra é Redonda

Bom lembrar, neste momento de crise nacional, as suas raízes no tempo social. As tarefas históricas não resolvidas, o crescimento de uma burocracia que reproduz – no interior da estrutura do Estado – as divisões de classe e de renda que existem na sociedade, bem como a formação cultural das elites governantes, dizem muito sobre o estado da nossa crise.

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“Bolsonaro é um candidato fortíssimo e as instituições estão em colapso”, alerta Marcos Nobre

Por Laércio Portela, no Marco Zero Conteúdo

Para aqueles que acham que o presidente Jair Bolsonaro está enfraquecido e chegará cambaleante à eleição presidencial de 2022, uma conversa com o cientista social e professor da Unicamp Marcos Nobre serve como um choque de realidade. Para Nobre, o apoio a Bolsonaro só deve crescer daqui até a disputa eleitoral com a ampliação da vacinação e a melhora gradual da economia.

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Para Boaventura, será preciso se manter nas ruas para garantir ‘eleições livres’ em 2022

Sociólogo português afirma que omissão de jornais sobre atos de sábado mostra que “elites brasileiras não aprenderam absolutamente nada”

Por Vitor Nuzzi, da RBA

A omissão em parte do noticiário das manifestações do último sábado (29) é demonstração de que “as elites brasileiras não aprenderam absolutamente nada” sobre a democracia, segundo o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos. “Penso que se não houver gente na rua até 2022 podemos ver o processo (político-eleitoral) altamente comprometido”, afirmou o professor e diretor emérito do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Ao lado do cineasta Silvio Tendler, ele participou, ontem (31) à noite, de debate organizado pelo Sindicato dos Professores do Rio de Janeiro (SinproRio), que está completando 90 anos.

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A crise do progressismo pode ensejar o surgimento de um novo ciclo, marcado pela forte atuação dos movimentos sociais e de “partidos-movimento”? Entrevista especial com Juliano Medeiros

Para o historiador e líder político, a novidade está no fato de os movimentos de nosso tempo terem outra configuração que busca a superação das crises da combalida democracia liberal

Por Ricardo Machado, no IHU

Quando as perspectivas políticas mais à esquerda chegaram ao poder, especialmente na América Latina, logo se descobriu que há posições à direita da esquerda ou mais ao centro, se formos levar em conta espectros políticos maiores. Para o historiador, pesquisador e líder partidário Juliano Medeiros, esse modelo foi, na verdade, ungido pelo ideal de democracia liberal. Fato é que tudo isso ruiu. “A crise da democracia liberal se revela no crescente ceticismo manifestado por milhares de pessoas em todo o mundo, seja através do surgimento de processos de contestação, seja pelo fortalecimento de forças políticas que prometem superar os limites da democracia liberal dando voz às maiorias excluídas das decisões que realmente afetam sua vida”, avalia Juliano, em entrevista concedida por e-mail ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

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Pela graça de Deus. Por Marilena Chaui

O “autoritarismo social” como origem e forma da violência no Brasil.

Em A Terra é Redonda

Desde a Idade Média até a Revolução Francesa, um homem se tornava rei por meio de uma cerimônia religiosa na qual era ungido e consagrado pelo papa. A cerimônia possuía quatro funções principais: em primeiro lugar, afirmar que rei é escolhido por uma graça divina, sendo rei pela graça de Deus, devendo representa-lo na Terra (ou seja, não representa os súditos, mas Deus); em segundo, que o rei é divinizado, passando a ter, além de seu corpo humano mortal, um corpo místico imortal, seu corpo político; em terceiro, que o rei é Pai da Justiça, isto é, sua vontade é lei (ou como diz o adágio: o que apraz ao rei tem força de lei); em quarto, que é Marido da Terra, isto é, o reino é seu patrimônio pessoal para fazer dele e nele o que quiser.

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O vírus mais contagiante. Por Maria Rita Kehl

Reflexões sobre a banalização da maldade durante o governo de Jair. M. Bolsonaro.

Em  A Terra é Redonda

Seria bom escrever que o vírus mais contagiante é o da esperança. Ou o da solidariedade universal. Talvez até seja verdade – haja vista a melhora no ânimo das esquerdas desde o momento em que Lula despontou como candidato apto a derrotar Bolsonaro em todas as pesquisas.

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Guilherme Boulos: É possível afastar Bolsonaro antes de 2022

Dirigente do MTST declarou disposição de se candidatar ao Governo de SP, pois ‘sem um palanque forte no estado, fica difícil ganhar a eleição nacional’

Por Camila Alvarenga, Opera Mundi

No programa 20 MINUTOS ENTREVISTAS desta segunda-feira (19/04), o jornalista Breno Altman entrevistou Guilherme Boulos, dirigente do Movimentos dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e candidato do PSOL às eleições presidenciais de 2018 e à Prefeitura paulista em 2020. O militante, que já disponibilizou seu nome para disputar o pleito ao governo de São Paulo em 2022, analisou o atual cenário político. 

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Quando o Brasil superará sua grande crise? Entrevista especial com Renato Janine Ribeiro, Luiz Carlos Bresser-Pereira e Leda Paulani

Construir uma aliança para enfrentar Bolsonaro em 2022 será difícil, avaliam os intelectuais

No IHU

Ao analisar as crises sanitária, econômica e política do Brasil, o filósofo Renato Janine Ribeiro classifica “a atitude do governo” como “desastrosa; nunca tivemos um presidente tão incompetente na história do país”, diz em entrevista concedida por WhatsApp ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU. Segundo ele, o registro de mais de 300 mil mortes na noite da última quarta-feira [24-03-2021] é um indicativo de que possivelmente o país ultrapassará o número de 500 mil mortos na pandemia. “Mesmo que os governadores, prefeitos, o poder Judiciário e o poder Legislativo ajam do jeito que puderem na ausência da presidência da República, nós não teremos menos de 500 mil mortos. A doença no país está numa curva de subida e vai subir mais ainda”, afirma.

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Desde Cuba, Entrevista a Pepe Mujica: “Es un honor respaldar la candidatura al Nobel de la Paz para los médicos cubanos”

Maribel Acosta Damas, em Mateamargo

Hay un viejo proverbio que se utiliza en Cuba: “Dios protege a la inocencia”. Así parece con esta entrevista, después de todo… Semanas preparándola con José Mujica, ex presidente uruguayo, tupamaro, líder del Frente Amplio. El hombre de nueve balazos en el cuerpo, el que estuvo preso 13 años, el que después de la dictadura siguió aportando a su país y llegó a ser Ministro de Ganadería y Agricultura en el primer gobierno de Tabaré Vázquez en 2005 y luego Presidente del Uruguay entre 2010 y 2015; el que está casado de toda la vida con Lucía Topolansky, la también guerrillera y senadora actual. El Presidente de tres leyes trascendentales: Legalización del aborto (2012), Legalización del matrimonio igualitario (2013), Legalización de la producción y venta de la marihuana (2013). En su gobierno se redujo la pobreza al 12 %, disminuyó la desigualdad, permitió un crecimiento económico del 75 % y se pusieron en marcha importantes inversiones sociales en la salud y la ciencia…

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Retórica do ódio e analfabetismo ideológico

João Cezar de Castro Rocha, professor de Literatura Comparada da Uerj e pesquisador do CNPq analisa o discurso de ódio que capturou o país e o papel das redes sociais nesse fenômeno

Por Marcelo Menna Barreto, no Jornal Extra Classe

João Cezar de Castro Rocha é professor titular de Literatura Comparada da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e Pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Seu livro Guerra cultural e retórica do ódio (Editora Caminhos), lançado no dia 12 de janeiro, é um ensaio escrito em prosa literária que oferece uma descrição inovadora do bolsonarismo. Autor de 13 livros e organizador de cerca de outras 30 publicações, com trabalhos publicados em inglês, alemão, mandarim, espanhol, francês e italiano, Rocha apresenta o que chama de dinâmica própria deste movimento político que tem assolado o Brasil. Para ele, há uma estrutura de pensamento coesa que sustenta o atual presidente da República, através de uma visão de mundo bélica que se expressa em uma linguagem específica: a retórica do ódio. No calor da prisão do deputado federal bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ), Rocha falou ao Extra Classe: “Precisamos substituir a retórica do ódio pela ética do diálogo”.

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