Quatro ameaças à Humanidade e uma saída

Coronavírus evidenciou nossa fragilidade diante de grandes calamidades. Há outras iminentes, como catástrofe climática e guerras biológicas. Evitá-las exigirá cooperação internacional e a sabedoria para conter nossa sede de controlar o mundo

Por Ricardo Abramovay, em Outras Palavras

Por maiores que sejam os sofrimentos provocados pelo novo coronavírus, tudo indica que ele não representa risco existencial para a espécie humana. Mas a pandemia imprimiu impressionante atualidade aos trabalhos acadêmicos, vindos de alguns dos mais prestigiosos centros de pesquisa do mundo e cujas perguntas centrais são: por quanto tempo a humanidade vai sobreviver? Quais os riscos existenciais que temos pela frente e que podem interromper uma história de 200 mil anos, que, para nós, parece um tempo gigantesco, mas que corresponde à infância de nossa espécie?

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Crise é maior do que a 1929, diz Belluzzo

por Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena, no TUTAMEIA

O capitalismo como o conhecemos a partir do final da Segunda Guerra Mundial não seguirá sendo o mesmo. A crise atual será maior do que a de 1929. O PIB brasileiro pode cair mais de 10% neste ano se medidas drásticas não forem tomadas. Medidas que sustentem a renda e progressivamente procurem rearticular as cadeias de fornecimento e produção. O contrário do que está fazendo o governo. A visão é do economista Luiz Gonzaga Belluzzo em entrevista ao TUTAMÉIA (acompanhe no vídeo). “É preciso fazer o keynesianismo além do Keynes”, diz.

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A globalização sem limites nos confinou em casa

Minha globalização se dá num espaço menor que a aldeia de Tolstói. Falarei de meu cômodo e serei universal. Olharei por essa janela virtual na qual talvez você me leia e tentarei ser global, como toneladas de lixo informativo da grande mídia garantiram incessantemente.

Por Gilberto Maringoni, no Blog da Boitempo

Toda a lógica societária à qual nos acostumamos desde os anos 1980 se desmanchou no ar nas últimas semanas. Para nós brasileiros, mais exatamente desde o último fim de semana (14/15 de março), quando os números da disseminação do coronavírus mostraram expansão geométrica.

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Pandemia de coronavírus exige esforço inédito de guerra, diz Nicolelis

Em entrevista ao portal Tutaméia, cientista alerta para os riscos da chegada da doença ao Brasil e alerta: “as pessoas estão começando a se dar conta de que tudo que foi construído é um castelo de cartas”

Por Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena, Tutaméia

Para o premiado neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, a passagem do coronavírus pelo país representa muito mais do uma doença que deve atingir milhares de pessoas. “O Brasil nunca passou por algo assim. Essa vai ser a situação de guerra mais complexa, mais multidimensional e mais desafiadora que o país já enfrentou. E não temos um governo capaz de entender a dimensão do que estamos enfrentando. Não vejo o país agindo de uma maneira proporcional ao desafio que vai chegar nos próximos dias”.

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Žižek: Bem-vindo ao deserto do viral! Coronavírus e a reinvenção do comunismo

As infecções virais operam de mãos dadas em ambas as dimensões, real e virtual. Se a epidemia do coronavírus desencadeou um enorme surto de vírus ideológicos (teorias conspiratórias paranoicas, explosões de racismo e xenofobia), também é verdade que a situação deve nos estimular a reinventar o comunismo.

Por Slavoj Žižek, no Blog da Boitempo

A atual propagação da epidemia do coronavírus também desencadeou um enorme surto de vírus ideológicos que se encontravam em estado dormente em nossas sociedades: fake news, teorias conspiratórias paranoicas, explosões de racismo… A necessidade concreta e bem fundamentada de se implementar quarentenas reverberou nas pressões ideológicas de se erguer fronteiras claras e submeter “inimigos” que representariam uma ameaça à nossa identidade a condições de isolamento.

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A crise global, um convite à dissidência. Por Paulo Kliass

Queda no preço do petróleo e coronavírus revelam agonia dos mercados, desconectados com a economia real. No Brasil, mito de “austeridade” já desmorona e nova oportunidade abre-se: revogar a EC 95, que congelou gastos sociais por 20 anos

Em Outras Palavras

Existe uma longa e antiga polêmica entre os estudiosos de linguística a respeito das origens do ideograma utilizado em chinês mandarim para algo próximo ao conceito ocidental corrente de “crise”. Para alguns, ele seria uma síntese do ideograma usado para “perigo” ou “risco” com outro relativo ao termo “oportunidade”. Enfim, apesar da relevância desse debate, no caso prefiro ficar com a expressão popular do italiano “se non è vero, è ben trovato”. Pode até não ser verdade, mas funciona muito bem para ilustrar o nosso caso tratado aqui hoje com vocês.

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A globalização está desprestigiada. Entrevista com Néstor García Canclini

IHU On-Line

O título do livro recente do antropólogo Néstor García Canclini é um tanto apocalíptico: Ciudadanos reemplazados por algoritmos (CALAS). Há um certo pessimismo na atualidade, mas também há um olhar amplo, como uma fotografia batida por um drone que contém informações da muito complexa e interessante situação política, social, cultural da América Latina e também de outros territórios familiares de nossa região.

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Zizek vê o poder subversivo do Coronavírus

Mercados financeiros em pânico. Indústria de automóveis parada. Cidades sem trabalho. Aos poucos, pandemia transtorna normalidade opressora do capitalismo, expõe suas entranhas e mostra: outras formas de estar no mundo são necessárias

Por Slavoj Zizek | Tradução: Simone Paz, em Outras Palavras

A disseminação contínua da epidemia do coronavírus acabou desencadeando, também, certas epidemias de vírus ideológicos que estavam adormecidos em nossas sociedades: fake news, teorias da conspiração paranoicas e explosões de racismo.

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Como a esquerda brasileira morreu. Por Vladimir Safatle

“É um sintoma de que o grupo não é mais capaz de impor outro horizonte econômico-político e só conhece um horizonte de atuação, o ‘populismo'”, escreve Vladimir Safatle, filósofo e professor na USP, em artigo publicado por El País

IHU On-Line

Este é um artigo que gostaria de não ter escrito e não tenho prazer algum em fazer enunciações como a que dá corpo ao título. No entanto, talvez não haja nada mais adequado a falar a respeito da situação política brasileira atual, depois de um ano de Governo Jair Bolsonaro e a consolidação de seu apoio entre algo em torno um terço dos eleitores. Aqueles que acreditavam em alguma forma de colapso do Governo e de sua base precisam rever suas análises. 

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