Europa – um futuro norte-americano? Por Boaventura de Sousa Santos

A crescente integração da Europa no universo ideológico dos EUA tem muitas outras dimensões no plano cultural e político

Em A Terra é Redonda

Os EUA possuem o maior PIB do mundo: 23 triliões de dólares. Das 10 maiores empresas de capital financeiro, 3 têm sede nos EUA. Aí surgiu, no Silicon Valley, a tecnologia que transformou as nossas vidas. A indústria global de entretenimento e da mídia é predominantemente norte-americana. A produção científica deste país trouxe avanços extraordinários em múltiplos domínios, nomeadamente na área da saúde.

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Estaríamos vivendo no Brasil o colapso de nossas instituições?

No Brasil de hoje as instituições pararam de funcionar e parece ter entrado em colapso

Por Olivia Silva Telles e Chico Whitaker*, em A Terra é Redonda

No fim do mês de junho do corrente ano, ativistas reunidos no núcleo Todos pelo Bem Comum avaliaram as iniciativas da sociedade civil brasileira, desde o primeiro ano do mandato do atual presidente da República, para que as instituições republicanas impedissem que suas ações e omissões provocassem o descalabro que o país está vivendo.

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Boaventura de Souza Santos: o encolhimento do Ocidente

Fracasso na guerra contra a Rússia pode acelerar um longo declínio. Mas com ele vêm arrogância e ambições irreais. E há perigo à frente – porque os impérios não se admitem nem como espaços subalternos, nem em relações igualitárias

Em Outras Palavras

O que os ocidentais designam por Ocidente ou civilização ocidental é um espaço geopolítico que emergiu no século XVI e se expandiu continuamente até ao século XX. Na véspera da Primeira Guerra Mundial, cerca de 90% do globo terrestre era ocidental ou dominado pelo Ocidente: Europa, Rússia, as Américas, África, Oceânia e boa parte da Ásia (com parciais excepções do Japão e da China). A partir de então o Ocidente começou a contrair: primeiro com a revolução Russa de 1917 e a emergência do bloco soviético, depois, a partir de meados do século, com os movimentos de descolonização. O espaço terrestre (e logo depois, o extraterrestre) passou a ser um campo de intensa disputa. Entretanto, o que os ocidentais entendiam por Ocidente foi-se modificando. Começara por ser cristianismo, colonialismo, passando a capitalismo e imperialismo, para se ir metamorfoseando em democracia, direitos humanos, descolonização, auto-determinação, “relações internacionais baseadas em regras” – tornando sempre claro que as regras eram estabelecidas pelo Ocidente e apenas se cumpriam quando servissem os interesses deste – e, finalmente, em globalização.

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Os valores europeus. Por Boaventura de Sousa Santos

O eurocentrismo faz uma caricatura degradante do resto do mundo

Em A Terra é Redonda

Uma das características do pensamento dominante consiste em contrastar os princípios que subscreve com as práticas dos que se lhe opõem. Na época moderna, tudo começou com a expansão colonial do século XV e XVI pela mão dos portugueses e dos espanhóis sob a tutela do Vaticano. Missionários, descobridores, conquistadores anunciavam a “boa nova” de uma religião tida por única e a única verdadeira, cujos princípios garantiam a igual dignidade de todo o ser humano perante a criação divina e o direito de todos a libertarem-se da superstição e a abraçarem a nova civilização, e a aceder a todos os benefícios que dela decorriam.

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Extrativismo e autoritarismo – afinidades e convergências. Por Henri Acselrad

Introdução do organizador ao livro recém-lançado

Em A Terra é Redonda

A partir do golpe parlamentar de 2016, a discussão sobre a crise da forma democrática brasileira repôs em pauta o papel político das elites empresariais no país. Multiplicaram-se perguntas sobre como se fez possível a normalização de discursos e atos criminosos praticados ostensivamente por grupos no poder; ou sobre o jogo de conveniências que teria feito os poderosos empurrarem o país nas mãos de agentes empenhados em desmontar as dimensões públicas do Estado.

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Metade do mundo condena a guerra na Ucrânia mas não confia no Ocidente

As recentes declarações do Papa Francisco sobre os motivos da guerra na Ucrânia e do candidato brasileiro Lula da Silva sobre a falta de vontade do poder ucrâniano negociar a paz mostram que o conflito na Ucrânia não é visto de forma igual em todo o planeta.

Por AbrilAbril

O Papa Francisco, nascido na Argentina, sugeriu, em entrevista do jornal Corriere della Serra, que a NATO poderá ter motivado a invasão da Rússia à Ucrânia. O Papa disse que a NATO «ladrou» à porta da Rússia e que isto pode ter forçado a invasão da Ucrânia.

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As opiniões de Lula sobre a Ucrânia. Por Chris Thornhill

O debate político atual na maioria dos Estados democráticos é moldado por um consenso que silencia ou marginaliza as críticas às motivações militares ocidentais

No A Terra é Redonda

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tornou-se objeto de críticas, tanto no Brasil como na arena internacional, por suas declarações sobre a guerra na Ucrânia. Em vez de receber uma dura condenação, porém, deveria ele receber um reconhecimento positivo por expressar uma resposta ao conflito que revela que políticos com claras credenciais internacionais na promoção da democracia são capazes de refletir criticamente sobre a posição ocidental hegemônica em relação ao conflito militar.

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