Guilherme Boulos: É possível afastar Bolsonaro antes de 2022

Dirigente do MTST declarou disposição de se candidatar ao Governo de SP, pois ‘sem um palanque forte no estado, fica difícil ganhar a eleição nacional’

Por Camila Alvarenga, Opera Mundi

No programa 20 MINUTOS ENTREVISTAS desta segunda-feira (19/04), o jornalista Breno Altman entrevistou Guilherme Boulos, dirigente do Movimentos dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e candidato do PSOL às eleições presidenciais de 2018 e à Prefeitura paulista em 2020. O militante, que já disponibilizou seu nome para disputar o pleito ao governo de São Paulo em 2022, analisou o atual cenário político. 

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Quando o Brasil superará sua grande crise? Entrevista especial com Renato Janine Ribeiro, Luiz Carlos Bresser-Pereira e Leda Paulani

Construir uma aliança para enfrentar Bolsonaro em 2022 será difícil, avaliam os intelectuais

No IHU

Ao analisar as crises sanitária, econômica e política do Brasil, o filósofo Renato Janine Ribeiro classifica “a atitude do governo” como “desastrosa; nunca tivemos um presidente tão incompetente na história do país”, diz em entrevista concedida por WhatsApp ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU. Segundo ele, o registro de mais de 300 mil mortes na noite da última quarta-feira [24-03-2021] é um indicativo de que possivelmente o país ultrapassará o número de 500 mil mortos na pandemia. “Mesmo que os governadores, prefeitos, o poder Judiciário e o poder Legislativo ajam do jeito que puderem na ausência da presidência da República, nós não teremos menos de 500 mil mortos. A doença no país está numa curva de subida e vai subir mais ainda”, afirma.

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Desde Cuba, Entrevista a Pepe Mujica: “Es un honor respaldar la candidatura al Nobel de la Paz para los médicos cubanos”

Maribel Acosta Damas, em Mateamargo

Hay un viejo proverbio que se utiliza en Cuba: “Dios protege a la inocencia”. Así parece con esta entrevista, después de todo… Semanas preparándola con José Mujica, ex presidente uruguayo, tupamaro, líder del Frente Amplio. El hombre de nueve balazos en el cuerpo, el que estuvo preso 13 años, el que después de la dictadura siguió aportando a su país y llegó a ser Ministro de Ganadería y Agricultura en el primer gobierno de Tabaré Vázquez en 2005 y luego Presidente del Uruguay entre 2010 y 2015; el que está casado de toda la vida con Lucía Topolansky, la también guerrillera y senadora actual. El Presidente de tres leyes trascendentales: Legalización del aborto (2012), Legalización del matrimonio igualitario (2013), Legalización de la producción y venta de la marihuana (2013). En su gobierno se redujo la pobreza al 12 %, disminuyó la desigualdad, permitió un crecimiento económico del 75 % y se pusieron en marcha importantes inversiones sociales en la salud y la ciencia…

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Retórica do ódio e analfabetismo ideológico

João Cezar de Castro Rocha, professor de Literatura Comparada da Uerj e pesquisador do CNPq analisa o discurso de ódio que capturou o país e o papel das redes sociais nesse fenômeno

Por Marcelo Menna Barreto, no Jornal Extra Classe

João Cezar de Castro Rocha é professor titular de Literatura Comparada da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e Pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Seu livro Guerra cultural e retórica do ódio (Editora Caminhos), lançado no dia 12 de janeiro, é um ensaio escrito em prosa literária que oferece uma descrição inovadora do bolsonarismo. Autor de 13 livros e organizador de cerca de outras 30 publicações, com trabalhos publicados em inglês, alemão, mandarim, espanhol, francês e italiano, Rocha apresenta o que chama de dinâmica própria deste movimento político que tem assolado o Brasil. Para ele, há uma estrutura de pensamento coesa que sustenta o atual presidente da República, através de uma visão de mundo bélica que se expressa em uma linguagem específica: a retórica do ódio. No calor da prisão do deputado federal bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ), Rocha falou ao Extra Classe: “Precisamos substituir a retórica do ódio pela ética do diálogo”.

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“O povo é carvão para queimar”: o projeto genocida da “gestão” da pandemia no Brasil

A população vai acordar para a dimensão da tragédia? A população está ligada nos paredões do Big Brother, está nas ruas comemorando mais um campeonato do Flamengo. Com um governo que jamais promoveu uma campanha nacional de esclarecimento e, pelo contrário, sempre apostou na desinformação e no caos, é possível pensar que a população acorde? A pilha de cadáveres vai crescendo mas o Brasil é grande demais, são 212 milhões de habitantes, o que significam 250 mil mortos diante disso? As pessoas morrem porque foi a vontade de Deus, porque já iam morrer mesmo, porque todo mundo vai morrer um dia. Uma análise sobre a crise pandémica no Brasil e a forma como ela (não) tem sido combatida pelo governo federal. 

Sylvia Debossan Moretzsohn*, em 7 Margens

“A população precisa acordar para a dimensão da nossa tragédia”, disse o neurocientista Miguel Nicolelis em entrevista publicada pelo jornal O Globo em 26 de fevereiro. Professor catedrático na Universidade de Duke, nos EUA, ele esteve até recentemente à frente do Comitê Científico do Consórcio Nordeste para a Covid-19 e, como outros cientistas, vem há meses alertando para o risco de colapso no sistema de saúde do Brasil.

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Dois anos de desgoverno – a excrescência burguesa

Inépcias, insanidades, negacionismos, corrupção endêmica, crise radical na saúde pública e na economia e desprestígio internacional

Por Tarso Genro*, em  A Terra é Redonda

É óbvio que um militante político, inclusive para verificar a universalidade da sua experiência, sempre tende a ligar momentos da sua participação pessoal nas lutas que enfrenta, com fatos históricos relevantes que aparecem no seu cotidiano. No meu caso, faço a ligação de um fato singular que ocorreu comigo, uma carta pública endereçada ao governador João Doria, pela qual eu lhe estimulava a responder em seu nome próprio e do seu Estado às agressões criminosas do Presidente Jair M. Bolsonaro. A Carta pública combinou-se com o aniversário de dois anos trágicos do governo “boçal” de Bolsonaro, como qualificou seu antigo aliado, o General Santos Cruz.

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Uma carta para meus futuros netos. Por Miguel Nicolelis

O que eu aprendi durante a grande pandemia de 2020

Por Miguel Nicolelis*, no El País Brasil

Queridos futuros netos,

Espero que esta missiva lhes encontre em ótima saúde e pleno desfrute de seus amores e paixões num futuro que, lamentavelmente, desafia qualquer predição ou enredo nesta manhã de dezembro de 2020 em que lhes escrevo. Tal estado de coisas se aplica tanto aos meros mortais como a este seu avô ainda não nomeado, quanto para alguns autoproclamados “futuristas”. Embora tão ou mais perdidos que nós, estes últimos empolam a voz para prever, com toda segurança (sic) e devida pompa, como será o nosso modo de viver daqui 10 mil anos, quando máquinas inteligentes (só que não) dominarão o mundo e regularão cada aspecto das nossas vidas “para o bem de toda humanidade” (sic). Convenientemente para esses sacerdotes do Culto da Máquina, ninguém vivo hoje poderá checar a validade dessas profecias, ou falácias, como seu avô gosta de chamá-las.

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