Em menos de 6 horas, delegado conclui que PM que matou jovem negro desarmado agiu em legítima defesa

Policiais alegam que atiraram em Rogério Ferreira da Silva Júnior porque tiveram a impressão de que ele iria “sacar arma”; vítima fez 19 anos no dia de sua morte

por Arthur Stabile, em Ponte

A Polícia Civil de São Paulo considera que os policiais militares agiram em legítima defesa ao atirar e matar Rogério Ferreira da Silva Júnior, no domingo (9/8), no Parque Bristol, na zona sul da cidade de São Paulo. O jovem negro estava desarmado e levou um tiro.

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Pará prende assassino de Zé Cláudio e Maria

Por Marizilda Crupe, especial para a Amazônia Real

Santarém (PA) – Claudelice dos Santos, irmã caçula de José Cláudio Ribeiro da Silva, não conteve as lágrimas ao saber da recaptura de Lindojhonson Silva Rocha, um dos condenados pelo assassinato de seu irmão e da sua cunhada, Maria do Espírito Santo, no Projeto Agroextrativista Praialta Piranheira, em Nova Ipixuna, sudeste do Pará. Lindonjhonson encontrava-se foragido depois de fugir da Penitenciária Mariano Antunes, em Marabá (PA), em novembro de 2015. 

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ONG Global Witness divulga o maior número de ativistas ambientais e lutadores pela terra assassinados em um ano no mundo

ONG Global Witness revelou hoje que em 2019 houve o maior número de defensores ambientais e lutadores pela terra assassinados em um único ano, com 212 pessoas mortas por defenderem pacificamente suas casas e resistirem à destruição da natureza. O Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking, com 24 assassinatos.

por Global Witness / CPT

O relatório anual da ONG também esclareceu o papel urgente que os defensores e lutadores pela terra e pelo meio ambiente desempenham no combate à degradação do clima, opondo-se a indústrias com utilização intensiva de carbono e insustentáveis, que estão acelerando o aquecimento global e os danos ambientais. Aponta como, sob o aumento da repressão e da vigilância durante o lockdown da pandemia da Covid-19, a proteção desses ativistas e lutadores torna-se ainda mais imprescindível para a reconstrução de um planeta mais seguro e mais verde.

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Três meninos do Brasil; parlamentares relatam para ONU execuções sumárias

Parlamentares reportaram a Agnes Callamard, Relatora Especial para execuções extrajudiciais, sumárias ou arbitrárias da ONU, três casos de execução de jovens brasileiros por forças policiais. As famílias de Magno Satiro Alves Gomes, Thiago Henrique Moura Soares e Maykon Douglas Ribeiro Lima autorizaram a iniciativa. São casos nos quais a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados teve atuação direta. O documento pede providências à ONU, como emissão de recomendações.

por Pedro Calvi / CDHM

Na volta para casa

31 de maio de 2009.

Magno Sátiro Alves Gomes voltava para casa com dois amigos. Eles, que iam pouco mais atrás, foram abordados por policiais militares, que ordenaram virarem para o muro e colocaram as mãos na cabeça. É o que relatam.

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Líder de movimento agrário é ameaçado de morte em região onde Dorothy Stang foi assassinada

Erasmo Alves Teófilo atua com 54 famílias em Anapu (PA); “armamento dobrou com Bolsonaro e a violência só aumentou”, diz integrante da Comissão Pastoral da Terra. Ameaças a líderes de movimentos sociais não são novidade em Anapu. Um dos assassinatos mais emblemáticos aconteceu em 12 de fevereiro de 2005, quando a missionária americana naturalizada brasileira Dorothy Stang, 73 anos, foi assassinada com seis tiros à queima roupa, um deles na cabeça.

por Arthur Stabile, em Agência Ponte / CPT

Duas coisas movem Erasmo Alves Teófilo, 32 anos: dar condições para 54 famílias de agricultores viverem de forma sustentável em Anapu, cidade no Pará a 374 quilômetros da capital Belém, e assegurar a sua própria vida. O líder do movimento de trabalhadores rurais convive com ameaças de morte de forma recorrente.

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MP do Rio de Janeiro investiga “Caso João Pedro” em atendimento à sentença da “Favela Nova Brasília”; presidência da CDHM atuou no caso

O Ministério Público do Rio de Janeiro, cumprindo parte de sentença proferida em 2017 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) no julgamento do caso “Favela Nova Brasília x Brasil”, comunicou, nesta quarta-feira (8), à presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM), que abriu investigação sobre o assassinato, por forças policiais, do menino João Pedro. Em maio, o presidente da CDHM, Helder Salomão (PT/ES), oficiou o Procurador-Geral de Justiça, José Eduardo Gussem, pedindo providências para esclarecer o caso e a imputação das sanções legais, e posteriormente reiterando os pedidos, considerando reportagem que noticiou que o delegado que investiga o caso estava na ação policial que matou João Pedro. Gussem assinou a resposta desta quarta à CDHM.

por Pedro Calvi / CDHM

João Pedro Matos Pinto, 14 anos, morreu baleado no dia 18 de maio dentro da casa do tio em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, durante uma operação da Polícia Federal com apoio das polícias civil e militar do estado. De acordo com a família, João Pedro estava brincando com os primos quando traficantes teriam pulado o muro para fugir da polícia e então o jovem foi atingido. Já as polícias afirmam que o adolescente foi atingido durante um confronto com esses criminosos.

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Familiares de vítimas da violência policial e nos presídios fazem relatos à presidência da CDHM; denúncias serão enviadas para a ONU

Por Pedro Calvi / CDHM

“O servidor púbico que você paga mata seu filho, na rua ou dentro de casa. Todos os dias entram nas casas matando. Ainda temos que lidar com a pandemia, tem casa com 10 pessoas amontoadas e se sair para sentar na calçada, é morto. Vivemos uma situação terrível não só no Ceará, mas em todo país. Uma situação que destrói sonhos, deixa famílias adoecidas, mães com depressão. Basta de tanta morte na periferia, de só os pobres serem bandidos. Bandidos estão nos gabinetes, na presidência do país. É muito importante essa ajuda para levar nossa dor para a ONU, porque é uma dor que não passa. Não aguentamos mais.”

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