Vilma Reis: Decidimos interromper a hegemonia branca na política

A socióloga tentará ser a primeira mulher negra a governar Salvador e avisa: “Não haverá nada sobre nós, sem nós”

Por Igor Carvalho e José Eduardo Bernardes, no Brasil de Fato

Durante o encontro internacional da Coalizão Negra por Direitos, no mês de novembro, em São Paulo, o movimento negro definiu como uma prioridade a conquista de espaços representação política.

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Exportações, bote salva-vidas de Bolsonaro

Cúpula dos BRICS revela: nem só de desvarios se faz um governo, é preciso pitadas pragmáticas. Elites ajudaram-no a se eleger – agora cobram crescimento. Diante de ineficaz alinhamento aos EUA, pode apostar em outras parcerias…

por Paulo Kliass*, em Outras Palavras

O saldo político, econômico e diplomático da 11ª Cúpula dos BRICS, realizada em Brasília entre 13 e 14 de novembro, pode ser analisado sob diferentes pontos de vista. De qualquer maneira, tratou-se de um evento de expressão inegável, que contou com a participação direta e presencial dos chefes de Estado dos 5 países do bloco.

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O indígena, o operário e o poder militar-religioso. Por Debora Diniz e Giselle Carino

No El País

As democracias latino-americanas são frágeis e suas crises profundas. A Organização dos Estados Americanos não garante a lisura do processo eleitoral que levou Evo Morales à reeleição. O processo judicial da Lava Jato que terminou na prisão do ex-presidente Lula se mostrou repleto de irregularidades. Morales foi pressionado a renunciar e conseguiu asilo político no México. Lula, após 580 dias na prisão, planeja uma caravana de esperança pelo país. Nos dois países se fala em polarização da política.

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Wallerstein, o sociólogo da descolonização. Por Boaventura de Sousa Santos

Ele difundiu o conceito de sistema mundo, que permitiu às ciências sociais enxergar além dos espaços nacionais. Longe de se limitar à teoria, apoiou movimentos anticoloniais e reconstruiu comunidades científicas em países liberados

por Boaventura de Sousa Santos*, em Outras Palavras

A morte de Immanuel Wallerstein é uma perda irreparável para as ciências sociais. Foi, sem sombra de dúvida, o mais notável sociólogo norte-americano do século XX e o de maior projeção internacional. O seu maior mérito foi ter levado gerações sucessivas de sociólogos a deixarem para trás a unidade de análise em que se tinham treinado (as sociedades nacionais) e a debruçarem-se sobre o sistema mundo (a economia-mundo e o sistema de Estados soberanos).

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O novo plano colonial para a América Latina

Tudo indica que movimentos “anticorrupção”, golpe em Dilma e Lava Jato foram operações conjuntas entre Washington e as elites brasileiras. Petrobrás fortalecida e política externa altiva eram ameaças à geopolítica estadunidense na região

Um ensaio de Samuel Pinheiro Guimarães, em Outras Palavras

1. Os objetivos estratégicos dos Estados Unidos para a América Latina e, em especial para o Brasil, são importantes para compreender a política externa e interna brasileira, inclusive a Operação Lava Jato.

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A Lava Jato destruiu as construtoras brasileiras para entregar obras do país às empreiteiras dos EUA

A destruição das empreiteiras não só removeu um poderoso competidor internacional das firmas estadunidenses, como também, abriu um dos maiores mercados de infraestrutura para empresas como a Halliburton e suas filiais, assim como para outras grandes construtoras dos Estados Unidos.

Por Gonzaga Alves, no GGN

Os governos do Brasil e dos Estados Unidos assinaram dia 01 de agosto de 2019 um memorando, para entregar bilionárias obras de infraestrutura do país a construtoras estadunidenses. O acordo foi possível porque a Lavajato destruiu as empreiteiras brasileiras, que chegaram a ser as mais avançadas e competitivas do mundo, o que é comprovado pelas frequentes vitórias em concorrências internacionais. A proposta abre as portas do Brasil para empresas como a Halliburton e suas subsidiárias, consideradas as mais corruptas do planeta.

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Por um Fanon revolucionário

Por João Carvalho, no blog da Boitempo

Introdução

“Os filósofos têm apenas interpretado o mundo de maneiras diferentes; a questão, porém, é transformá-lo.”[1] Frantz Fanon foi um desses transformadores. Em sua obra, bem como em sua vida, sempre soube aliar a teoria à prática não apenas para compreender e tornar cognoscível o mundo que o cercava e o mundo dentro de si, mas, sobremaneira, para transformá-lo. Dentre as ferramentas de seu vasto arsenal teórico, além de Freud e Hegel,  se encontravam Marx, Lênin e Mao.

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Descolonizar o saber e o poder. Por Boaventura Sousa Santos*

O que está em jogo é muito e o pragmatismo impõe-se. A resposta à extrema-direita racista tem de ser tanto política como jurídica e judicial

Público

Os conflitos sociais têm ritmos e intensidades que variam consoante as conjunturas. Muitas vezes acirram-se para atingir objectivos que permanecem ocultos ou implícitos nos debates que suscitam. Num período pré-eleitoral em que as opções políticas sejam de espectro limitado, os conflitos estruturais são o modo de dramatizar o indramatizável.

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