Da Revolta dos Malês a uma Revolução Antirracista

A Revolta dos Malês, em Salvador, em 24 de janeiro de 1835 é considerada a mais importante realizada por escravos urbanos nas Américas

Por Raumi Joaquim de Souza*, na Página do MST

A história do Brasil é marcada pelos antagonismos de raças, classes e interesses sociais diversos. A inter-relação dos três pilares terra, raça e classe estão presentes a todo o momento na formação do seu povo. Assim como em todas as regiões do país, na Bahia, há um histórico de revoltas e conflitos agrários, raciais e sociais desde a sua gênese até os dias atuais.

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Se os privilegiados estão cansados, imagine os negros

Em 2020, protestos antirracistas se espalharam pelo mundo. Mas, neste ano, será preciso avançar para além das denúncias, com práticas concretas, e escancarar os privilégios da branquitude e os complexos mecanismo do racismo estrutural

por Ricardo Corrêa*, em Outras Palavras

“Não venho armado de verdades decisivas” − Frantz Fanon

No ano passado, a discussão racial ocupou grande parte dos meios de comunicação e provocou debates em diferentes espaços da sociedade. Ainda que esse movimento tenha acontecido, tardiamente, existem razões para que o tema continue repercutindo.

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As faces do racismo no Rio Grande do Sul

Dados cruzados pela reportagem de diferentes órgãos do Estado revelam o perfil dos que atacam e dos que são vítimas da discriminação.

por Andressa Morais, Daniela Gonzatto, Sara Nedel Paz, Tainara Pietrobelli e William Martins, em Medium Beta Redação / IHU On-Line

Esta reportagem começou a ser produzida há três meses, portanto, bem antes do assassinato de João Alberto de Freitas por funcionários do Carrefour. E as estatísticas que a reportagem teve acesso já anunciavam que João era um alvo em potencial da discriminação pela cor da pele. Pelos dados do Ministério Público do RS relativos a processos judiciais de racismo e injuria racial nos últimos cinco anos, é possível traçar um perfil tanto de quem comete a violência, como quem é vítima dela. Nos dois extremos, estão o gênero masculino. Os homens, representam 72% dos que cometem o crime e 68% dos que sofrem a violência.

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Nota da Coalizão Negra Por Direitos sobre o “Comitê Externo de Diversidade e Inclusão” do Carrefour Brasil

COALIZÃO NEGRA POR DIREITOS, articulação com mais de 150 organizações, coletivos e entidades do movimento negro e antirracista de todo o Brasil, que atuam coletivamente na promoção de ações de incidência política nacional e internacional na defesa dos direitos da população negra brasileira, vem a público expressar seu mais profundo repúdio à postura adotada pela Rede Carrefour na tentativa de tentar invisibilizar a violência racista que levou à óbito João Alberto Silveira de Freitas no interior de uma de suas lojas da cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. 

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“O racismo estrutura a sociedade brasileira, está em todo lugar”. Entrevista com Djamila Ribeiro

IHU On-Line

Foi pelas redes sociais que, na manhã de 20 de novembro, data em que o Brasil celebra o Dia da Consciência Negra, a filósofa, escritora e feminista negra Djamila Ribeiro soube do espancamento e assassinato de João Alberto Freitas, ocorrido em um supermercado Carrefour de Porto Alegre. “Fui ver a fundo do que se tratava e não consegui assistir ao vídeo”, conta. “Até hoje não assisti.”

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ONU pede reformas urgentes contra racismo estrutural no Brasil

Alto Comissariado para os Direitos Humanos condena morte de Beto Freitas em Carrefour como ato deplorável e insta governo brasileiro a reconhecer o racismo persistente no país. “É o primeiro passo para combatê-lo.”

por Deutsche Welle

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos condenou nesta terça-feira (24/11) o assassinato de João Alberto Silveira Freitas, ocorrido num supermercado Carrefour em Porto Alegre, como “deplorável” e uma triste amostra do racismo estrutural que aflige o país.

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Há racismo estrutural, SIM! Por Gilvander Moreira*

Na noite de 19 de novembro de 2020, véspera do Dia da Consciência Negra, nosso irmão negro JOÃO ALBERTO SILVEIRA FREITAS foi barbaramente linchado e assassinado, em Porto Alegre, RS, em um supermercado da Rede Carrefour. Primeiro, nosso abraço solidário à família do João Alberto, ao pai João Batista Freitas, aos filhos, à companheira Milena Borges Alves, aos amigos e amigas. João Alberto Silveira Freitas, um homem negro de 40 anos, outro George Floyd brasileiro, barbaramente assassinado por um segurança e um policial militar que trabalhava como segurança (na prática, jagunços, que de humanos só têm a aparência). João Alberto Silveira Freitas, mais um irmão NEGRO assassinado e martirizado no Brasil racista.

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Manifesto de juízes contra curso sobre racismo envolve manutenção de privilégios

‘Privilégios, corporações e racismo são engrenagens do mesmo projeto de exclusão social’, escreve Agassiz Almeida Filho

Por Agassiz Almeida Filho*, em CartaCapital

Um grupo de trinta e quatro juízas e juízes pernambucanos surpreendeu o País, nos últimos dias, assinando um manifesto contra um curso sobre o racismo oferecido pela Associação de Magistrados do Estado de Pernambuco. A insurreição dos juízes ocorreu, segundo o documento, por causa da “infiltração ideológica das ‘causas sociais’ nas pautas levantadas” pela entidade, justificando-se, além disso, pela necessidade de “proteção incondicional da magistratura; corporativismo, no melhor sentido do espírito de corpo, de proteção e sobrevivência.” Ambos os aspectos do manifesto desafiam qualquer tipo de interpretação possível da ordem constitucional de 88.

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Dayse Brilhante, vítima de racismo em Manaus, luta contra impunidade

Por Nicoly Ambrozio, em Amazônia Real

Cinco meses se passaram, mas aquelas frases permanecem vivas na mente de Dayse de Oliveira Brilhante, de 22 anos. “Essa negra tem que morrer”, “essa negra não deveria estar passando por aqui”, “macaca”. Os ataques racistas que a universitária ouviu jamais poderão ser esquecidos; tampouco as agressões físicas que sofreu em 25 de junho dentro do condomínio que mora, na zona centro-sul de Manaus. Um homem branco,  muito maior do que ela, a agarrou pelos braços para que duas mulheres a agredissem. “Essas mulheres socavam a minha cabeça e a minha nuca com força, me chamando de preta suja”, lembra a jovem. 

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Dia da Consciência Negra no Brasil: “nossa vida está sempre por um fio”

CPT

Nesta sexta-feira (20) em que o Brasil celebrou a força e a resistência que a população negra vive no país desde a colonização, o testemunho de Márcia Palhano, da Comissão Pastoral da Terra do Maranhão (CPT Maranhão), denuncia: “eu, enquanto mulher preta, sei o quanto é desafiador a nossa vida que está sempre, infelizmente, por um fio”. E o bispo referencial das Pastorais Sociais do Maranhão e presidente da Comissão Sociotransformadora da CNBB, dom José Valdeci Santos Mendes, acrescenta: “precisamos unir as forças e dizer não a todo o tipo de opressão e de negação da vida”.(Vatican News)

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