Após reportagem da Ponte, alunos da USP se mobilizam contra homenagens a professor racista

Estudantes querem mudar nomes de sala da Faculdade de Direito e de rua que celebram Amâncio de Carvalho, professor que mumificou Jacinta Maria de Santana

por Beatriz Drague Ramos, em Ponte

Na última semana, a Ponte publicou uma reportagem sobre as duas mortes de Jacinta Maria de Santana, uma mulher negra que teve o corpo embalsamado e exposto como curiosidade científica na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). O corpo mumificado de Jacinta foi utilizado em trotes estudantis no Largo São Francisco, por quase 30 anos, de 1900 a 1929. O autor do “experimento” foi o professor Amâncio de Carvalho.

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Lá onde se forjam a luta e a consciência negra

Líder comunitário aponta: termos como racismo estrutural e interseccionalidade popularizam-se, mas a academia continua distante das periferias. Teoria se faz consciência negra quando a luta coletiva supera a “distinção” individual

por Ricardo Corrêa*, em Outras Palavras

“Malcolm X descobriu a linguagem que se comunicava de um modo geral, de professor universitário a varredor de chão, tudo ao mesmo tempo, sem diminuir o intelecto de qualquer um deles”
John Henrik Clarke

O papo é reto e sem firulas. Não discutirei exceções. Há muitas coisas engasgadas que precisam ser ditas. Neste texto, reside a opinião de um homem negro que atuou como líder comunitário, durante a década de 90 e início dos anos 2000. Na periferia da zona leste de São Paulo, lutei por direitos sociais e acompanhei as mazelas de inúmeros periféricos. Isso posto, digo: estou cansado dos discursos de negros que estão nos ambientes acadêmicos e usam as questões raciais como material de estudo. Não desconsidero a importância das pesquisas desenvolvidas, mas questiono a falta de projetos para os negros que moram nas periferias. Os discursos são cheios de elegância e quem ouve até acredita que a população negra está alinhada no mesmo propósito. Nem imagina que os periféricos desconhecem as discussões praticadas pelos acadêmicos. Enquanto o termo “racismo estrutural” tornou-se conceito da moda, a ponto de estar em processo de banalização, na periferia o racismo ainda é tratado como questão moral (ofensas e xingamentos). Estamos em outra realidade.

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Lélia Gonzalez: família lança acervo digital da obra e da trajetória da pensadora

Hypeness

Batizado como “Lélia Gonzalez Vive” um acervo digital da obra e da trajetória da pensadora mineira foi lançado com o objetivo de manter vivo e de popularizar o legado da ativista, antropóloga, professora, filósofa e uma das pioneiras a tratar sobre feminismo negro no Brasil a partir de uma perspectiva afro-latina-americana.

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MPT comemora aprovação da Convenção Interamericana contra o Racismo pelo Congresso Nacional

Instituição afirma que aprovação do texto em quórum qualificado demonstra o comprometimento do Estado brasileiro com o enfrentamento ao racismo

Por Procuradoria-Geral do Trabalho

Brasília  Em nota pública divulgada nesta quinta-feira (11), o Ministério Público do Trabalho (MPT) comemora a aprovação, pelo Congresso Nacional, do texto da Convenção Interamericana Contra o Racismo, a Discriminação Racial e Formas Correlatas de Intolerância. Na última quarta-feira (10), o Plenário do Senado aprovou por unanimidade, em dois turnos, o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 562/2020, que trata do tema. Com isso, foi atingido o quórum necessário para que a convenção seja incorporada à legislação brasileira com status de Emenda à Constituição. O texto segue agora para promulgação pelo presidente da República.

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Da Revolta dos Malês a uma Revolução Antirracista

A Revolta dos Malês, em Salvador, em 24 de janeiro de 1835 é considerada a mais importante realizada por escravos urbanos nas Américas

Por Raumi Joaquim de Souza*, na Página do MST

A história do Brasil é marcada pelos antagonismos de raças, classes e interesses sociais diversos. A inter-relação dos três pilares terra, raça e classe estão presentes a todo o momento na formação do seu povo. Assim como em todas as regiões do país, na Bahia, há um histórico de revoltas e conflitos agrários, raciais e sociais desde a sua gênese até os dias atuais.

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Se os privilegiados estão cansados, imagine os negros

Em 2020, protestos antirracistas se espalharam pelo mundo. Mas, neste ano, será preciso avançar para além das denúncias, com práticas concretas, e escancarar os privilégios da branquitude e os complexos mecanismo do racismo estrutural

por Ricardo Corrêa*, em Outras Palavras

“Não venho armado de verdades decisivas” − Frantz Fanon

No ano passado, a discussão racial ocupou grande parte dos meios de comunicação e provocou debates em diferentes espaços da sociedade. Ainda que esse movimento tenha acontecido, tardiamente, existem razões para que o tema continue repercutindo.

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As faces do racismo no Rio Grande do Sul

Dados cruzados pela reportagem de diferentes órgãos do Estado revelam o perfil dos que atacam e dos que são vítimas da discriminação.

por Andressa Morais, Daniela Gonzatto, Sara Nedel Paz, Tainara Pietrobelli e William Martins, em Medium Beta Redação / IHU On-Line

Esta reportagem começou a ser produzida há três meses, portanto, bem antes do assassinato de João Alberto de Freitas por funcionários do Carrefour. E as estatísticas que a reportagem teve acesso já anunciavam que João era um alvo em potencial da discriminação pela cor da pele. Pelos dados do Ministério Público do RS relativos a processos judiciais de racismo e injuria racial nos últimos cinco anos, é possível traçar um perfil tanto de quem comete a violência, como quem é vítima dela. Nos dois extremos, estão o gênero masculino. Os homens, representam 72% dos que cometem o crime e 68% dos que sofrem a violência.

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Nota da Coalizão Negra Por Direitos sobre o “Comitê Externo de Diversidade e Inclusão” do Carrefour Brasil

COALIZÃO NEGRA POR DIREITOS, articulação com mais de 150 organizações, coletivos e entidades do movimento negro e antirracista de todo o Brasil, que atuam coletivamente na promoção de ações de incidência política nacional e internacional na defesa dos direitos da população negra brasileira, vem a público expressar seu mais profundo repúdio à postura adotada pela Rede Carrefour na tentativa de tentar invisibilizar a violência racista que levou à óbito João Alberto Silveira de Freitas no interior de uma de suas lojas da cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. 

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“O racismo estrutura a sociedade brasileira, está em todo lugar”. Entrevista com Djamila Ribeiro

IHU On-Line

Foi pelas redes sociais que, na manhã de 20 de novembro, data em que o Brasil celebra o Dia da Consciência Negra, a filósofa, escritora e feminista negra Djamila Ribeiro soube do espancamento e assassinato de João Alberto Freitas, ocorrido em um supermercado Carrefour de Porto Alegre. “Fui ver a fundo do que se tratava e não consegui assistir ao vídeo”, conta. “Até hoje não assisti.”

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