Consciência negra é coisa de preto?

A história de resistência do povo negro encontrou no 20 de novembro sua data de celebração, mas o mito da democracia racial ainda faz crer que essa luta não tem sentido

por Pai Rodney — CartaCapital

Afinal, por que precisamos do Dia da Consciência Negra? E consciência negra é só pra negros? Qual a dificuldade em entender o sentido da data? Perguntas oportunas, necessárias, especialmente quando se percebe que alguns setores sempre ameaçam se rebelar contra o feriado e ainda há cidades que o revogam sem o menor constrangimento. (mais…)

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El mestizaje como pretexto para esconder el racismo y la desigualdad

Censo: El mestizaje cultural como pretexto para esconder el racismo y la desigualdad social

Por Rodrigo Montoya Rojas – La Mula / Servindi

El lamentable censo de población del 22 de octubre ha despertado el inconsciente colectivo de peruanas y peruanos confundidos por no saber qué opción escoger debido a la absurda identificación entre biología (“raza”) y cultura.   (mais…)

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‘Somos uma sociedade amedrontada’. O medo e a violência, dois problemas dos novos tempos. Entrevista especial com Renato Sérgio de Lima

Patricia Fachin – IHU On-Line

O drama da violência, “em especial aquela que gera cerca de 60 mil mortes intencionais anuais”, revela que a sociedade brasileira “aceita que determinados segmentos sociais e demográficos sejam tidos como cidadãos de ‘segunda classe’ e/ou ‘matáveis’”, diz Renato Sérgio de Lima, Diretor-Presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública – FBSP à IHU On-Line. (mais…)

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Crianças negras são mais ativas nos espaços distantes do racismo

Pesquisa mostra como o contato dos pequenos com as culturas ancestrais estimula maior participação e criatividade

Por Antonio Carlos Quinto – Jornal da USP

m uma escola pública de Salvador, na Bahia, o contato de crianças negras com suas culturas ancestrais as torna mais participativas e criativas, principalmente no que se refere às suas conquistas e interesses em relação aos adultos. “Existe naquele espaço uma participação intensa das crianças em atividades como dança, grafite, teatro e percussão”, conta a educadora Míghian Danae Ferreira Nunes. Por um período de cerca de um ano (2014-2015), ela acompanhou cerca de 14 crianças, com idade média de quatro anos, estudantes da escola municipal Malê Debalê, localizada no bairro de Itapuã, em Salvador, para seu estudo de doutorado desenvolvido na Faculdade de Educação (FE) da USP. (mais…)

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Carta Urgente aos Jornalistas e Organizações Internacionais: Religiões Afro-brasileiras Sob Ataque

RioOnWatch

A carta abaixo, recentemente divulgada entre mídias internacionais e órgãos de direitos humanos, foi escrita por Heloisa Helena Costa Berto, ex-moradora da Vila Autódromo, em consequência ao aumento perturbador dos ataques violentos aos seguidores de religiões afro-brasileiras e a seus locais religiosos em todo o Brasil. O número de casos relatados de intolerância religiosa no Estado do Rio de Janeiro cresceu quase 40% este ano em relação ao mesmo período do ano passado. Os números do ano passado, no entanto, já tiveram um aumento de 119% em relação aos reportados em 2015. Esses dados abrangem os casos em que os seguidores de Candomblé e Umbanda foram espancados, torturados e até mortos e casos em que indivíduos foram forçados a destruir os seus próprios artefatos sagrados e centros religiosos. No contexto de uma força crescente de líderes evangélicos conservadores na política em todo o Brasil, as autoridades até agora não tomaram medidas efetivas para proteger os direitos dos cidadãos à religião ou, de fato, proteger suas vidas e casas contra ataques. (mais…)

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As cotas raciais e a percepção dos privilégios

Filha de empregada doméstica, comecei a trabalhar aos 15. Porém, sou branca: a cor da pele abriu-me portas. Começo a percebê-lo ao cavar camadas da memória, graças à inquietação de meus alunos negros

Por Berenice Bento* – Outras Palavras

Entro em sala de aula. Olho para os lados. Somos cerca de 40 pessoas para mais um dia de aula, entre eles, pelo menos 30% de estudantes negros/as. Há também a presença de estudantes gays e lésbicas, que exibem, orgulhosos/as, símbolos e camisetas que os/as identificam com causas dos ativismos LGBTTs. (mais…)

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Advogado negro é alvo de ataques racistas com símbolo da Ku Klux Klan

Em um poste na frente de seu escritório, os dizerem “negro, antifa, comunista e macumbeiro” se referiam ao advogado Marco Antonio André

por Victória Damasceno — CartaCapital

Perplexidade. Foi este o sentimento que tomou conta do advogado Marco Antonio André na segunda-feira 24 quando se deparou com um cartaz com os dizeres “Negro, comunista, antifa e macumbeiro” em frente ao seu escritório de advocacia em Blumenau (SC). Um símbolo da Ku Klux Klan (KKK), seita racista norte-americana, acompanhava os dizeres e dirigia a palavra diretamente a ele. (mais…)

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Em Meio à Crescente Violência Religiosa-Racial, Caminhada Reúne Milhares em Apoio à Tolerância Religiosa

Tyler Strobl – RioOnWatch

Milhares de pessoas foram às ruas de Copacabana no domingo, 17 de setembro, para participar da 10ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa e exigir tolerância religiosa e respeito à luz da violência contínua contra os praticantes e os locais de culto das religiões afro-brasileiras como Candomblé e Umbanda. Múltiplos grupos religiosos de toda a região metropolitana participaram para mostrar uma frente unida contra a intolerância e a violência baseada no ódio. “A passeata é para a gente poder mostrar nossa cara, combater a intolerância e fazer com que as pessoas saibam que cada um tem seu espaço, que ninguém é melhor nem pior que ninguém, e principalmente todos têm a liberdade para expressar seu dogma, sua religiosidade, sua forma de pensar”, refletiu Saulo D’Iemanjá, um praticante de Umbanda da Zona Norte do Rio. (mais…)

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Wòn kò lè gbà á lówó wa! O proselitismo racista não vai nos privar da nossa ancestralidade

Winnie Bueno e Marcela Lisboa* – Justificando

As expressões religiosas das tradições de matriz africana são atravessadas por um histórico de supressões de direitos, limitações e criminalizações que se inserem desde o período colonial até o auge daquilo que conhecemos por estado democrático de direito. No período colonial, as ordenações do reino criminalizavam com pena capital as tradições religiosas de matriz africana, bem como punia organizações festivas, associativas, políticas e religiosas dos escravizados. Já na vigência do Império, o código criminal elencava uma série de punições dispostas a frear a rebeldia dos negros e negras contra a escravidão, entre essas leis figuravam aquelas que puniam a existência de uma fé distinta da cristã de cunho católico, diretamente relacionada com a imagem universal de civilidade e humanidade. (mais…)

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Intolerância religiosa: a livre expressão do racismo brasileiro

Joice Berth* – Justificando

No Rio de Janeiro, umbandistas do Centro Espírita Irmãos Frei da Luz foram agredidos com pedradas pelos frequentadores de uma Iurd situada ao lado desse Centro, na Abolição. Uma adepta da Tenda Espírita Antônio de Angola, no bairro do Irajá, foi mantida por dois dias em cárcere privado numa igreja evangélica em Duque de Caxias, com o objetivo de que esta renunciasse à sua crença e se convertesse ao evangelismo. Em Salvador, […], uma iniciada no candomblé teve sua casa, no bairro de Tancredo Neves, invadida por trinta adeptos da Igreja Internacional da Graça de Deus, que jogaram sal grosso e enxofre na direção das pessoas ali reunidas durante uma cerimônia religiosa […] Em São Luís, capital maranhense, alguns fiéis da Assembleia de Deus residentes no bairro acusaram os chefes do Terreiro do Justino, localizado na Vila Embratel, de sequestro de um bebê, filho de um casal de frequentadores da igreja que residia na vizinhança. Acreditavam que o bebê teria sido raptado para ser sacrificado nos ritos do terreiro. […] O terreiro, fundado há 104 anos, é um dos mais antigos da cidade e vem sofrendo pressões por parte dos evangélicos do bairro para que seja transferido dali. […] Uma mãe-de-santo da Cidade Tiradentes em São Paulo reclamou de um carro de som, contratado por uma igreja neopentecostal das imediações, que parava ou circulava insistentemente em frente ao seu terreiro para anunciar em alto volume as “sessões de descarrego” realizadas na referida igreja. (SILVA, 2007, p. 12-14) (mais…)

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