MP lança aplicativo para mapear casos de racismo na Bahia

Disponível aos usuários a partir do dia 19, ‘Mapa do Racismo’ possibilitará ampliação da atuação estratégica do MP baiano

Ministério Público da Bahia

Casos de racismo sofridos ou testemunhados em todo o estado da Bahia poderão ser denunciados ao Ministério Público estadual com mais agilidade e segurança pelo cidadão por meio do celular. No próximo dia 19, o MP baiano lança o aplicativo ‘Mapa do Racismo’, que a partir de então já estará disponível para qualquer cidadão que queira baixá-lo no seu aparelho telefônico móvel. O ‘Mapa’ é uma iniciativa do Grupo de Atuação Especial de Proteção dos Direitos Humanos e Combate à Discriminação (Gedhdis), coordenado pela promotora de Justiça Lívia Vaz, e do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos (Caodh), coordenado pela promotora de Justiça Márcia Teixeira.

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“Sentia que não fazia parte desse ambiente”: os desafios de ser negro e da periferia em uma universidade

Jovens estudantes relatam o racismo e os obstáculos no cotidiano do campus universitário. Na PUC-Rio, coletivos como o Nuvem Negra e o Bastardos da PUC lutam por mudanças institucionais

por Felipe Betim, em El País

Os primeiros meses de aula na faculdade foram os mais difíceis para Juliana do Nascimento Costa. “Eu me sentia desconfortável. Chegava em casa chorando porque não queria estar aqui, não me identificava”, conta ela, que aos 21 anos estuda Cinema na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), um curso “muito elitista” no qual, segundo diz, os alunos geralmente possuem uma vivência muito diferente da sua: todos viajam para fora do país, falam inglês fluentemente, têm pais que trabalham em grandes empresas e conversam sobre grandes cineastas, músicos e escritores. No início ela nem sabia por que se sentia tão incomodada. Assim como não compreendia por que muitas pessoas pediam informações sobre como conseguir uma bolsa de estudos na universidade, já que no início pagava a mensalidade normalmente — só mais recentemente conquistou uma bolsa. (mais…)

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‘A Favela Grita’: Ecoando a Voz de Marielle na Maré

Jack Morris, em RioOnWatch

Na tarde do dia 8 de agosto, a Luta pela Paz realizou um seminário intitulado “A Favela Grita: Mulheres Negras Construindo Narrativas”. O seminário atraiu uma multidão tão grande que os membros da plateia saíam pelas portas da academia de artes marciais, onde o evento foi realizado no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio. “A Favela Grita” foi uma continuação de um seminário sobre representatividade e resistência (realizado pela Luta pela Paz duas semanas antes), pois também discutiu a atitude de força no contexto da identidade feminina negra e refletiu sobre o legado de Marielle. O objetivo por trás do evento pode ser melhor resumido pela pergunta feita por Rafael, um membro da plateia e morador da Maré: “As pessoas tendem a focar no número de mortes quando falam do povo negro. O que vocês pretendem fazer para reconhecer a nossa história de forma positiva?” (mais…)

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Casos Rafael Braga e os 23 do RJ: “embora tenhamos uma democracia formal, vivemos numa lógica muito autoritária”

IHU On-Line

Para além do acirramento da violência urbana, do desemprego e outras mazelas que fazem parte do cotidiano do Rio de Janeiro, também vemos uma escalada de autoritarismo no judiciário fluminense em relação a manifestações e movimentos sociais, que ficou clara com a recente condenação de 23 manifestantes a sete anos de prisão a partir de um processo considerado inconsistente pela defesa e por organizações de direitos humanos. Além disso, o caso de Rafael Braga, o primeiro preso e condenado nas manifestações de 2013, segue desfavorável ao réu e repleto de arbitrariedades. Sobre este contexto conversamos Carlos E. Martins, advogado carioca que acompanha manifestações e manifestantes desde 2013, e um dos defensores de Rafael Braga. (mais…)

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Djamila Ribeiro: ‘Não tem problema maior hoje no Brasil do que discutir o racismo’

por Luís Eduardo Gomes, em Sul21

Djamila Ribeiro talvez seja a principal referência intelectual negra da atualidade. Autora de dois best sellers que estiveram entre os mais vendidos nas recentes edições da Bienal do Livro de São Paulo e Flip — Quem tem medo do feminismo negro? (2018) e O Que é Lugar de Fala? (2017) –, Djamila tem se tornado uma fala cobiçada no circuito nacional de palestras. Nesta sexta-feira (17), o Teatro Dante Barone, da Assembleia Legislativa, lotou para ouvir sua conferência “Lugar de Fala: discutindo subjetividades e grupos sociais”, no Encontro Gaúcho da Psicologia. (mais…)

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Biblioteca da Unicamp sofre pichações racistas e ameaças

Com teor de ameaça, as pichações na Unicamp continham suásticas e mensagens como “Vai ter Massacre #Columbine” e “Poder Branco”

Revista Fórum

A Biblioteca Antonio Candido, do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) e banheiros do Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior de São Paulo, amanheceram nesta quarta-feira (15), com pichações racistas, desenhos de suásticas e com mensagens de ameaça em mesas, paredes e telas de computadores. (mais…)

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Discriminación y racismo a los pueblos indígenas y originarios

A propósito del día internacional de los pueblos indígenas

Por Luis Hallazi, en Servindi

La tragedia ante la muerte de 10 personas fruto de una intoxicación masiva en el centro poblado de San José de Ushua, Ayacucho; despierta muchas interrogantes, pero si vamos un poco más allá, representa una larga historia de tragedias que se resumen en la inmensa grieta de desigualdad cultural, social y económica entre el mundo rural y urbano, producido en gran medida por la discriminación y racismo institucional, que debería hacernos reflexionar a propósito del día internacional de los pueblos indígenas y originarios. (mais…)

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Luta por creches, feminista e descolonizadora

Livro discute creche como direito da criança e questiona divisão sexual e racial do trabalho. Espaço da primeira vivência coletiva humana deve ser revolucionário

Por Christiane Gomes, em Outras Palavras

A crise que atinge a democracia e os direitos humanos em diversos cantos do mundo tem, obviamente, características próprias em cada território. No Brasil, discursos e ações liberais e de direita se afirmam ao mesmo tempo em que resistências se concretizam e se fazem presentes. Nesta disputa de narrativas, os feminismos populares se mostram como força motriz. As mulheres estão na linha de frente de grande parte das lutas sociais no Brasil e em outros países. (mais…)

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Debate sobre racismo é ridicularizado durante campanha eleitoral para Conselho de Medicina de SP

por Eliane Gonçalves, em EBC

Os debates ficaram acirrados quando a neurocirurgiã Diana Lara Santana, que integra uma das chapas que disputam a nova direção do CREMESP, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, divulgou no Facebook que uma de suas plataformas de campanha é o combate ao preconceito racial contra médicos e contra a população negra. (mais…)

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