Estudo revela que 70% dos jovens assassinados em Belo Horizonte são negros

Capital é mais perigosa que Rio e São Paulo para essa parcela da população. As regiões de maior incidência de crimes do tipo são a Granja de Freitas, Barreiro e Aglomerado da Serra

por Gustavo Werneck e Junia Oliveira, em Estado de Minas

Duplamente vulneráveis: se a juventude já é uma época da vida considerada mais suscetível a mortes violentas em países como o Brasil, jovens negros estão ainda mais expostos ao risco. É o que mostra relatório feito pela primeira vez em Belo Horizonte, indicando que 70% das pessoas assassinadas na capital na faixa dos 15 aos 29 anos são negras. As regiões de maior incidência de crimes do tipo são a Granja de Freitas e o Bairro Taquaril, no Leste da capital, áreas da Região do Barreiro e o Aglomerado da Serra, na Centro-Sul. “São mortes evitáveis, um potencial de vida desperdiçado pela negligência do poder público e indiferença da sociedade”, ressaltou, ontem, a presidente da Comissão Especial de Estudo do Genocídio da Juventude Negra e Pobre da Câmara Municipal, vereadora Áurea Carolina (Psol), ao citar dados do trabalho que teve a participação do professor doutor Rodrigo Ednilson de Jesus, da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). (mais…)

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Caravana faz “tour” por territórios que resistem ao racismo ambiental no Rio de Janeiro

Instituto Pacs

Acontece entre os dias 23 e 26 de maio, a Caravana Territórios contra o Racismo Ambiental no Rio de Janeiro.  Construída pelo Instituto Pacs, a atividade conta com a participação de pessoas que se organizam em lutas nascidas no Rio de Janeiro, Maranhão e Ceará e irá visitar territórios atingidos por portos, mineradoras e pela especulação imobiliária em Magé, Caxias, Santa Cruz e Paraty. (mais…)

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Por que mulheres negras são as que mais morrem na gravidez e no parto?

A tenista Serena Williams escancarou os dados relacionando racismo e mortalidade materna nos EUA. No Brasil, a realidade não é diferente

por Isabela Cavalcante no Metropoles

Serena Williams emocionou os seguidores de suas redes sociais após falar das dificuldades sofridas no pós-parto. A tenista, de 36 anos, deu a luz ano passado a sua primeira filha e quase morreu devido a uma embolia pulmonar.

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Movimento Anti-Racismo no Brasil se inspira em Martin Luther King Jr. e Marielle Franco

“A injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em todos os lugares. Estamos presos em uma rede inescapável de mutualidade, atados em um único laço do destino. Algo que aja sobre alguém diretamente age sobre todos indiretamente.” ― Martin Luther King Jr., Carta de Uma Prisão em Birmingham

por Hari Pannum, em RioOnWatch

Cinquenta anos separam os assassinatos do grande defensor dos direitos civis dos Estados Unidos, Martin Luther King Jr., e da vereadora do Rio, Marielle Franco. No entanto, a discussão do racismo nunca foi tão primordial para o povo do Rio de Janeiro. No dia 5 de abril, um evento organizado pelo movimento de juventude RUA em parceria com o Teatro do Oprimido, conduziu uma discussão inspiradora no Centro de Teatro do Oprimido no Centro do Rio. O painel contou com Ronilso Pacheco, integrante do grupo de estudantes negros do Coletivo Nuvem Negra, da PUC Rio; Daniella Monteiro, membro do RUA e do Movimento Negro Unificado (MNU); e Wesley Teixeira, também do RUA e do Pré-Vestibular Popular + NÓS. A noite também incluiu uma gama de talentos musicais em homenagem a Marielle Franco, incluindo o Grupo Maracatu Baques do Pina, Banda XIX, e Supremacia Records, entre muitos outros. (mais…)

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A luta pela não violência e o fim do racismo: um movimento do passado, do presente e do futuro. Entrevista especial com Maria Clara Sales Carneiro Sampaio

por Patricia Fachin, em IHU On-Line

O ativismo de Martin Luther King Jr. pela não violência e o fim do racismo “fez parte de um movimento social bastante maior, mais antigo e que continuou depois de seu assassinato”, diz a historiadora Maria Clara Sales Carneiro Sampaio à IHU On-Line. “No meu ponto de vista, que talvez seja diferente de outros estudiosos do tema, suas contribuições mais preciosas se dividem em duas vertentes: os subsídios para filosofias da não-violência para o Ocidente e uma capacidade de comunicar e de provocar o pensamento crítico absolutamente extraordinária. Sobre esta última, seus discursos, por exemplo, são ao mesmo tempo fáceis de se compreender e profundamente eruditos. Seus escritos são politicamente e literariamente muito ricos, incluem interpretações complexas da filosofia cristã, mas também se utilizam de estruturas shakespearianas. Suas mensagens eram ao mesmo tempo compreensíveis e belas para pessoas com diferentes graus de erudição”, frisa. (mais…)

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Conheça Bárbara Querino, jovem modelo negra presa duas vezes com provas frágeis. “É a regra”

por Gabriel Brito, em Correio da Cidadania

Ainda no rescaldo do assassinato de Marielle Franco, e as reflexões a respeito de um possível salto de qualidade no caráter da violência estatal e paraestatal no Brasil, trazemos ao leitor mais uma crônica do apartheid que marca as relações sociais e institucionais no país. Em entrevista ao Correio, Bruno Cândido Sankofá, advogado de defesa de Bárbara Querino, modelo de 20 anos residente na zona sul de São Paulo, conta detalhes de suas duas prisões, sob acusação de roubo, baseadas em imagens mostradas na televisão. (mais…)

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Crime de injúria racial não prescreve, afirma Ministério Público Federal

Por determinação da Constituição, todos os tipos penais relativos à pratica de racismo, além de imprescritíveis, são inafiançáveis e puníveis com reclusão

Procuradoria-Geral da República

A injúria racial é um crime inserido no conceito constitucional de racismo e, portanto, não prescreve. Esse é o posicionamento defendido pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em um habeas corpus que será julgado pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). O caso, sob a relatoria do ministro Edson Fachin, envolve uma mulher condenada a um ano de reclusão por ter ofendido verbalmente, em razão da cor da pele (injúria racial), uma frentista que trabalhava num posto de combustível no Distrito Federal. (mais…)

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A mídia independente como instrumento educativo social de combate ao racismo ambiental no Brasil

Por Elissandro Santana, para Desacato.info

É inegável que o Estado, durante séculos, negou justiça, amparo e reparação aos povos negros. Além disso, nada fez no sentido de combater a cultura branca da opressão, da violência e da intolerância contra todo e qualquer valor negro na sociedade, nas instituições religiosas.

É em meio a estas insustentabilidades político-cultural-racistas que desponta a mídia alternativa como um instrumento em favor dos oprimidos, dentre eles, os povos negros. (mais…)

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O poder de assassinar pessoas sem o risco de ser punido, por Jacques Távora Alfonsin

“A diferença entre a opressão humana, como senhora da estrutura soberana socioeconômica, mandante dessa realidade, e a exclusão social da conjuntura que a expressa aparece clara nesses números, não exclusivos do meio rural, como se sabe, mas também do meio urbano”, escreve Jacques Távora Alfonsin, procurador aposentado do estado do Rio Grande do Sul e membro da ONG Acesso, Cidadania e Direitos Humanos

IHU On-Line

O assassinato da vereadora negra Marielle está sendo objeto de opiniões as mais apaixonadas e controvertidas, como sempre acontece quando morre algum/a defensor/a de direitos humanos que tenha se notabilizado em defender gente pobre. A violência do chamado “sistema” sócio econômico e político vigente no Brasil, atualmente estreitando os laços históricos que o servem dentro do Estado, nem está mais preocupada em mostrar o seu poder de agressão ao direito alheio, especialmente se esse for considerado contrário a qualquer dos seus interesses. (mais…)

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