A resistência negra no Brasil e seu caráter revolucionário

“Ser Sem Terra é ser vítima de um problema social gerado pela negação histórica”, afirma jovem Sem Terra

Por Coletivo de Comunicação da Bahia
Da Página do MST

O Brasil é o segundo país em população negra no mundo. Com todo esse contingente, o mínimo esperado era termos políticas públicas que resguardassem e assegurassem direitos, mas, ao invés disso, o que se vê é um país que nega o seu racismo estrutural.

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Diáspora no divã: Coletivo Negro de Psicologia da Baixada Fluminense luta contra as subjetividades do racismo

por Fabio Leon, em RioOnWatch

Quando abordamos os processos de invisibilização da população negra no país, alguns aspectos se tornam mais evidentes a partir do momento que encaramos o racismo como protagonista nesses processos históricos. Na psicologia não poderia ser diferente. Assim como alguns ofícios nascidos de uma sociedade exclusivista, trata-se de uma carreira que apresenta um grande déficit de profissionais negros.

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Uma teologia como chave para oprimidos resistirem à aspereza da vida. Entrevista especial com Ronilso Pacheco

Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line

Para compreender as lógicas da Teologia Negra, é preciso compreender as lógicas de opressão e as formas de resistências que se configuram. Por isso, o teólogo Ronilso Pacheco vai conceituá-la como uma forma de resposta da  comunidade negra a toda opressão que sofre, inclusive no aspecto religioso. É uma aproximação da vida cotidiana de quem vive essa opressão, seja na periferia ou mesmo nos locais mais centrais que consegue acessar. “A Teologia Negra não se fecha num mundo espiritualizado e abstrato, mas considera aquilo que marca em especial a história material do povo negro”, pontua, na entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line. Para tanto, apoia-se em dois conceitos básicos: “territorialidade” e “corporalidade”.

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Em cerimônia na PFDC, Relatorias Nacionais de Direitos Humanos da Plataforma Dhesca assumem mandato 2019-2020

Coletivo realiza visitas in loco para analisar situação dos direitos humanos no país. Ao final das missões são apresentados relatórios a diferentes instâncias do Estado brasileiro

Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC)*

No âmbito da cooperação mantida entre as duas instituições, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), do Ministério Público Federal, sediou em 14 de agosto a cerimônia de posse dos novos relatores e relatoras nacionais de direitos humanos da Plataforma Dhesca Brasil.

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Por uma vida livre de todas as formas de violência, sem racismo e sem sexismo

Mulheres se unem na organização da Marcha das Margaridas 2019

Da Contag / MST

12 de agosto de 1983. Naquele dia, a mando de fazendeiros e pelas mãos de pistoleiros armados, Margarida Maria Alves seria assassinada na porta da sua casa, em frente ao marido e ao filho. Uma tentativa brutal de silenciar uma líder que ousou romper com os padrões de gênero e, por doze anos, presidiu o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, na Paraíba, denunciando o abuso e o descumprimento dos direitos de trabalhadoras(es) na região. 

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Mulheres negras denunciam nas ruas o racismo por trás de pautas do governo Bolsonaro

Movimento autônomo afirma que pacote “anticrime” e reforma da Previdência vão impactar mais na vida da população preta

por Rute Pina, em Brasil de Fato

Com nove grandes temas e reivindicações, mulheres negras fizeram um ato na contra o racismo em São Paulo (SP) nesta quinta-feira (25), Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha.

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25 de julho: A visibilidade da mulher negra e a luta para romper o silêncio

A data oportuniza a discussão sobre os meios para superar a opressão histórica sobre as mulheres negras

por Fabiana Reinholz, em Brasil de Fato

Mesmo pertencendo a maior parcela da população, uma vez que vivemos em um país no qual temos uma maioria de negros e mulheres, as mulheres negras permanecem sendo as mais exploradas e negligenciadas socialmente. Realidade que pode ser constatada nos dados que tratam do mercado de trabalho, no mapa da violência ou na representatividade política. A frente e por trás disso, o racismo e preconceito, cada vez mais arraigados. O dia 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Afro-Latina, Americana e Caribenha e também Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, é uma boa oportunidade para a reflexão sobre essa situação.

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Dia da Mulher Negra: Eroldina Soares e sua história de tristeza e luta

Ela nunca admitiu ser chamada de negra, prefere ‘morena’, e é o símbolo da luta dessas mulheres e vítima do racismo estrutural

por Guilherme Soares Dias, em CartaCapital

Eroldina Soares nasceu em 25 de julho de 1936, em uma fazenda chamada Braunal na borda do Brasil com o Paraguai. Neta de uma escravizada liberta, chamada Vitória, ela nunca admitiu ser chamada de negra, prefere “morena”, mas é o símbolo da luta dessas mulheres e vítima do racismo estrutural e estruturante da nossa sociedade. Ela faz parte da geração que migrou do campo para a cidade, é resistência, sabedoria, alegria e fortaleza. Enfrentou um marido machista, a fome, enchentes, aguentou ser empregada doméstica por anos, conviveu com a solidão da mulher negra, com um cabelo que estava fora dos padrões de beleza, mas seguiu sua trajetória dançando, sorrindo e ensinando o que era bem viver na prática.

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Descolonizar o saber e o poder. Por Boaventura Sousa Santos*

O que está em jogo é muito e o pragmatismo impõe-se. A resposta à extrema-direita racista tem de ser tanto política como jurídica e judicial

Público

Os conflitos sociais têm ritmos e intensidades que variam consoante as conjunturas. Muitas vezes acirram-se para atingir objectivos que permanecem ocultos ou implícitos nos debates que suscitam. Num período pré-eleitoral em que as opções políticas sejam de espectro limitado, os conflitos estruturais são o modo de dramatizar o indramatizável.

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