Descolonizar o saber e o poder. Por Boaventura Sousa Santos*

O que está em jogo é muito e o pragmatismo impõe-se. A resposta à extrema-direita racista tem de ser tanto política como jurídica e judicial

Público

Os conflitos sociais têm ritmos e intensidades que variam consoante as conjunturas. Muitas vezes acirram-se para atingir objectivos que permanecem ocultos ou implícitos nos debates que suscitam. Num período pré-eleitoral em que as opções políticas sejam de espectro limitado, os conflitos estruturais são o modo de dramatizar o indramatizável.

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Cresce parcela da população que se declara negra no Brasil, segundo IBGE

Resultado pode ser atribuído às políticas de ação afirmativa e também aos debates propostos pelo movimento negro

por Jaqueline Deister, em Brasil de Fato

A última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na semana passada revelou um aumento na população que se autodeclara negra e uma redução na que se identifica como branca. Segundo a pesquisa, em 2018, a população branca representava 43,1% , a parda 46,5% e a preta 9,3%. Os registros do IBGE apontam que, se comparado com os últimos seis anos, a população que se declara negra aumentou em 4,7 milhões. Isso significa que no ano passado 19,2 milhões de pessoas passaram a se entender como negras.

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Comandante dos Bombeiros manda apurar denúncias de racismo e assédio no Colégio Militar Dom Pedro II, no DF

O Metrópoles recebeu dezenas de relatos. Entre eles, um novo caso: livro cobrado no PAS foi vetado por abordar a homossexualidade

por Gabriela Furquim, em Metrópoles

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), coronel Carlos Emilson Ferreira dos Santos, abriu, nessa segunda-feira (27/05/2019), investigação para apurar as denúncias de discriminação racial e assédio moral dentro do Colégio Dom Pedro II.

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Racismo estrutural e a criminalização do aborto no Brasil

por Lívia Casseres*, em Sur Conectas

Este trabalho tem como objetivo lançar uma perspectiva antirracista sobre a discussão constitucional em torno da criminalização do aborto inaugurada com a propositura da Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) n˚. 442, ação judicial perante o Supremo Tribunal Federal brasileiro que questiona a constitucionalidade do crime de aborto.2 A partir dos dados coligidos pela Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, em correlação com os indicadores do campo da saúde, pretende-se demonstrar que os tipos penais dos artigos 124 e 126 do Código Penal, a par de não oferecerem a proteção do bem jurídico que declaram tutelar, reproduzem desigualdades constitucionalmente proibidas.

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Kabengele Munanga, o antropólogo que desmistificou a democracia racial no Brasil

Professor recebe homenagens pela luta contra todas as formas de discriminação racial: “Todos os racismos são abomináveis e cada um faz as suas vítimas a seu modo. O brasileiro não é o pior, nem o melhor, apenas tem suas peculiaridades”

Por Lilian Milena, em Carta Maior

O professor dr Kabengele Munanga, antropólogo brasileiro-congolês, é uma das principais referências na questão do racismo na sociedade brasileira. Seus estudos, realizados desde a década de 1970, foram responsáveis por romper a visão eurocêntrica da antropologia, repensar a participação dos negros na história do país e, ainda, consolidar os estudos preparatórios para a Constituição de 1988, no eixo que tange os Diretos Humanos e combate à toda a forma de racismo no Brasil.

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Racismo: “Um policial não tem o direito de ser ignorante sobre certos assuntos”

Existem diferentes formas de racismo. O fato de que quem mais morre de tiro e de fome no Brasil é preto revela o racismo estrutural do nossos país

Por Martel Alexandre del Colle, em Justificando

Eu gosto bastante de filmes de super-herói. Costumo assistir todos os filmes da Marvel e alguns da DC, porém tenho amigos bastante intelectuais que consideram esse tipo de entretenimento muito vazio. O tipo de filme que não vai lhe causar nenhuma grande reflexão. Obviamente, eu respeito a opinião deles, mas eu confesso meu encantamento com os últimos títulos da Marvel.

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Kabengele Munanga: Antropólogo homenageado diz que silêncio é marca do racismo no Brasil

Por Daniel Mello, na Agência Brasil

Antropólogo e professor da Universidade de São Paulo (USP), Kabengele Munanga é Originário do Congo, professor e desenvolve pesquisas sobre populações afro-brasileiras na USP desde a década de 1970. Ele foi um dos homenageados na Faculdade de Direito da USP, durante a abertura de dois dias de seminário sobre discriminação racial. Ao comparar as discriminações contra negros e indígenas no Brasil, Munanga afirmou que uma das peculiaridades desses processo no país é “o silêncio, o não dito, que confunde todos os brasileiros e brasileiras vítimas e não vítimas.”

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131 anos após Lei Áurea, negros seguem à margem do mercado de trabalho

Os números do racismo estrutural no País devem ser questionados ativamente pelos empregadores, dizem especialistas

por Giovanna Galvani, em CartaCapital

O 13 de maio de 1888 poderia ser uma data lembrada pelos bons frutos que deixou, já que marca o dia da assinatura que acabou com a escravidão no Brasil. Poderia. A Lei Áurea tinha apenas 1 parágrafo e nenhuma maneira de dar oportunidades aos ex-escravos do País. O martírio continuaria.

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