Defensoria Pública de SP e Defensoria da União ajuízam ação civil pública pedindo atendimento emergencial às vítimas do Edifício Wilton Paes de Almeida

Na DPESP

A Defensoria Pública de São Paulo (DP-SP) e a Defensoria Pública da União (DPU) ingressaram na tarde desta segunda-feira (21) com uma ação civil pública que solicita a disponibilização de atendimento emergencial às famílias que viviam no Edifício Wilton Paes de Almeida – que desabou após incêndio ocorrido na madrugada do dia 1º de maio. A ação foi proposta perante a Justiça Federal de São Paulo em face da União, do Estado e do Município de São Paulo. (mais…)

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Ação coletiva pede que exploração de bauxita no Pará seja suspensa

Atingidos pelo vazamento em Barcarena protocolaram petição na Justiça Federal

Lilian Campelo, Brasil de Fato

A Associação dos Caboclos, Indígenas e Quilombolas da Amazônia (Cainquiama), de Barcarena (PA), ajuizou ação coletiva à Justiça federal para que seja suspensa a exploração de bauxita da empresa Mineração Paragominas S/A, que pertence ao grupo norueguês Norsk Hydro. (mais…)

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Implosão do Antigo Prédio do IBGE, Parte 2: Legitimidade do Ato de Ocupar

por Émilie B. Guérette, em RioOnWatch

Da senzala à ocupação

Uma coisa que Crivella parece esquecer, é que as senzalas do passado, tal como as ocupações do presente, não eram meramente habitações sujas e sem água, mas também lugares de cultura e resistência. Elas têm um significado político profundo do qual os negros escravizados do passado e os ocupantes de hoje são muito mais conscientes do que ele aparenta perceber. Invocar a memória da escravidão sem reconhecer que populações escravizadas lutaram durante 350 anos para ganhar a sua liberdade, através de atos cotidianos de resistência, rebeliões, fuga e a criação de quilombos, é perpetuar uma visão muito parcial da história. Esta visão passiva e vitimista das populações escravizadas não faz honra aos séculos de resistência das populações negra e indígena no Brasil, que até hoje lutam para sobreviver, ser reconhecidas e manter suas culturas vivas. Da mesma forma, chamar os ex-ocupantes da IBGE de ‘escravos’ é usar um termo redutor que não reconhece as estratégias de sobrevivência, a extrema inventividade e a resiliência que caracterizava a vida dentro da ocupação, sem falar da consciência política ativa e do orgulho que sentiam alguns moradores ao terem conquistado um espaço para si e tê-lo transformado em lar. Se o prefeito insistir em se referir ao imaginário da escravidão para falar de moradia, em vez de invocar as senzalas, seria mais justo ele comparar as ocupações a quilombos. (mais…)

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Carta Política do Encontro de Articulação da Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares (Renap)

A Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares reuniu-se através de suas e seus articuladoras e articuladores, em Brasília, no dia 05 de maio de 2018, para debater com movimentos sociais populares, organizações de direitos humanos e advogados e advogadas as agendas políticas da advocacia popular e os papeis da Renap na atual conjuntura política.

A reunião de articulação da RENAP realizou-se em função de deliberação do XXII Encontro Nacional, realizado no mês de setembro de 2017, na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais, onde se decidiu por realizar a presente atividade com o objetivo de desenvolver, no campo das lutas populares anticapitalistas, antirracistas e antipatriarcais, avaliações sobre o lugar político da RENAP e suas tarefas na atual conjuntura de acirramento das lutas populares. (mais…)

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“Cracolândia”: dois erros graves e uma solução possível

blog da Raquel Rolnik

Há exatamente um ano, a Prefeitura de São Paulo, em conjunto com a Polícia Militar do Estado, realizou uma ação violenta em um conjunto de quarteirões do bairro dos Campos Elísios, onde então se localizava um cenário de consumo e venda de drogas a céu aberto denominado pela imprensa, desde o final dos anos 1990, de “Cracolândia”. Coordenada pelo Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil, sob as ordens do governador Geraldo Alckmin, a investida teve início, na manhã do domingo 21 de maio, com a dispersão de pessoas por meio de tiros de bala de borracha e bombas de gás lacrimogêneo e continuou nos dias seguintes. (mais…)

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A Casa do Menor de Nova Iguaçu e o Home Theater de Sérgio Cabral

por Fabio Leon, em RioOnWatch

Tinguá é uma região bastante bucólica de Nova Iguaçu, cercada por morros com densa vegetação e áreas de proteção ambiental. O que quebra a visão de tanto verde são as comunidades em seu entorno e um trecho do Arco Metropolitano, cuja imponência da construção destoa completamente das outras habitações bem mais simples. A rodovia é uma lembrança material do que nos leva a Tinguá: o ex-Governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, foi acusado de embolsar, junto com uma organização criminosa composta por nove pessoas, quase R$47 milhões de propina da Carioca Engenharia, empreiteira beneficiada com várias encomendas do governo do Estado, em troca de fraudes em licitações e superfaturamento de obras públicas, incluindo as do já citado Arco Metropolitano. (mais…)

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Museus de Contranarrativas e Resistência, Parte 5: Museu das Remoções #SemanaDeMuseus

“Remoções não removem apenas pessoas, elas apagam histórias.”  (Arquiteta urbanista Diana Bogado)

Por Gitanjali Patel , no Rio On Watch

Museu das Remoções, na Vila Autódromo, foi fundado ha exatamente dois anos, em 19 de maio de 2016, e hoje comemora seu segundo aniversário com exposição, lançamento, debate e festa na Vila. Ele, então, representa o museu comunitário mais recém-criado da cidade, localizado na Zona Oeste, à beira da Barra da Tijuca. (mais…)

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Museus de Contranarrativas e Resistência, Parte 4: Horto Florestal #SemanaDeMuseus

Esta é a quarta matéria, de uma série de cinco partes, sobre museus comunitários e resistência nas favelas do Rio em homenagem à 16ª Semana de Museus (16 a 20 de maio de 2018).

Por Gitanjali Patel, no Rio On Watch

“A missão é justamente desvelar e iluminar cada vestígio da história da comunidade e reconstruir suas memórias de acordo com a voz e a ingerência de seus moradores, na afirmação identitária de seus cidadãos.” (Museu do Horto) (mais…)

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Ocupações crescem também na extrema periferia de São Paulo

blog da Raquel Rolnik

A verdadeira explosão no número de ocupações em imóveis vazios na área central, tema que emergiu no debate público a partir do incêndio e desabamento de um edifício ocupado, tem acontecido também nas extremas periferias de São Paulo, sobretudo nas zonas leste, norte e sul da cidade. Os motivos são, primeiro, um aumento vertiginoso nos preços de terrenos desde 2006, impulsionado pelo boom imobiliário e aumento da disponibilidade de crédito na cidade, desacompanhado de qualquer política fundiária e medida de regulação. (mais…)

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