‘E Quanto às Pessoas?’ Desenvolvimento Comunitário Sustentável no Rio, Parte 2—Ferramentas de Planejamento

Esta é a segunda matéria, de uma série de duas partes, de uma resenha do livro ‘Social Sustainability, Climate Resilience and Community-Based Urban Development: What About the People?’ (Sustentabilidade Social, Resiliência Climática e Desenvolvimento Comunitário Urbano: E Quanto às Pessoas?), de Cathy Baldwin e Robin King, incorporando conceitos que contribuem para pensar sobre as favelas do Rio. Leia a primeira parte aqui

por Patricia Basile e Priscilla Mayrink, em RioOnWatch

Sustentabilidade Social, Resiliência Climática e Desenvolvimento Comunitário Urbano: E Quanto às Pessoas? deixa claro que o ambiente construído tem grande impacto sobre a sustentabilidade social* de uma comunidade, como discutido na primeira matéria desta série. Esta matéria enfoca especificamente nas ferramentas apresentadas pelos autores que podem ser úteis para líderes de favelas do Rio que buscam fazer intervenções em seu ambiente construído e social. (mais…)

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Números comprovam a falência da intervenção federal militar no Rio

Por Mário Augusto Jakobskind, no Brasil de Fato

A intervenção federal militar no Rio de Janeiro só fez aumentar os homicídios decorrentes de ações policiais. Mais do que palavras, vale apresentar os números de junho. Em relação ao ano passado, o mês de junho de 2018, segundo dados oficiais, teve um aumento de 59,8% e ainda cresceram 9,2% em comparação com o mês anterior de maio. (mais…)

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‘E Quanto às Pessoas?’ Desenvolvimento Comunitário Sustentável no Rio, Parte 1—Definindo Resiliência

Esta é a primeira matéria, de uma série de duas partes, de uma resenha do livro ‘Social Sustainability, Climate Resilience and Community-Based Urban Development: What About the People?’ (Sustentabilidade Social, Resiliência Climática e Desenvolvimento Comunitário Urbano: E Quanto às Pessoas?), de Cathy Baldwin e Robin King, incorporando conceitos que contribuem para pensar sobre as favelas do Rio. Volte amanhã para a segunda parte

por Kimberly Farnham e Patricia Basile, em RioOnWatch

As favelas do Rio de Janeiro são cada vez mais reconhecidas como inovadoras em termos de seus projetos comunitários de base sustentável. No Vale Encantado, os moradores construíram biodigestores e hortas comunitárias e limitaram suas próprias construções para proteger o ambiente natural ao seu redor. Na Vila Autódromo, os moradores plantaram árvores para construir o ecossistema local, fornecer uma fonte natural de frutas e oferecer sombra aos pedestres. No Morro da Formiga, os moradores administram uma infraestrutura hídrica cooperativamente gerenciada, juntamente com iniciativas de horticultura e apicultura. No entanto, nem todas as favelas têm moradores proativos em iniciativas para o desenvolvimento comunitário e ambiental. O livro Sustentabilidade Social, Resiliência Climática e Desenvolvimento Comunitário Urban: E Quanto As Pessoas?, de Cathy Baldwin (Universidade de Oxford) e Robin King (Instituto de Recursos Mundiais), atribuiriam a diferença ao grau variado de sustentabilidade social entre as comunidades. (mais…)

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O modelo das cidades brasileiras é ruim para a maioria, mas gera lucro para poucos. Entrevista especial com Roberto Andrés

por Patricia Fachin, em IHU On-Line

As políticas públicas de intervenção nas cidades brasileiras, que substituíram bondes elétricos por automóveis e ônibus, têm origem na década de 1930, mas foi em meados dos anos 1950, no governo Juscelino Kubitschek, que esse projeto ganhou uma dimensão nacional, com o plano de metas, que deu ênfase à construção de rodovias. “A partir desse momento, no plano simbólico e prático, as ferrovias, que chegaram a transportar 100 milhões de passageiros por ano entre cidades na década de 1950, foram sendo deixadas de lado e substituídas por rodovias”, lembra o arquiteto Roberto Andrés na entrevista a seguir, concedida por e-mail à IHU On-Line. Esse projeto, explica, foi radicalizado pelos governos militares, que investiram em rodovias, e posteriormente pelo governo Fernando Henrique Cardoso, que “entregou todo o patrimônio da Rede Ferroviária Federal, que já foi a maior empresa pública do país, a concessionárias que tinham pouquíssimas contrapartidas públicas”. (mais…)

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Queremos andar de trem!

No blog da Raquel Rolnik

Mais de uma semana de paralisação dos caminhoneiros, em protesto contra os aumentos sucessivos do diesel. Vimos cidades desabastecidas e vazias, pessoas cancelando viagens nos finais de semana e no feriado. Entre uma ou outra reorganização da vida, aproveitando o ar limpo enquanto percorria a cidade ou parado em filas quilométricas para conseguir gasolina em um posto, talvez você tenha se perguntado: por que não temos muito mais trens para andar na metrópole, para transportar a carga, para nos locomover na cidade e entre cidades? (mais…)

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Cinco anos após morte de Amarildo, família ainda aguarda indenização: ‘Estado tem que pagar por seu erro’

“A vida está embaraçada. É uma coisa que não dá para esquecer. Ninguém tira o Amarildo da cabeça”, diz Elizabete Gomes da Silva, de 54 anos.

Há cinco anos, a viúva de Amarildo de Souza viu o marido sair de casa na Rocinha, no Rio – para nunca mais voltar.

Era 14 de julho de 2013, e o ajudante de pedreiro saíra para comprar limão e alho para temperar os peixes que havia pescado para a família, quando foi detido por policiais e levado para interrogação na Unidade de Polícia Pacificadora no alto da Rocinha, favela em São Conrado, na zona sul da cidade. (mais…)

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Letalidade no Rio e na Baixada demanda a construção de um ‘Pacto Pela Vida’

por Fabio Leon, em RioOnWatch

Sujeitos matáveis, criminalizados pela pobreza, indignos de vida. Não importa os dados produzidos pelas pesquisas acadêmicas e tampouco os gritos de ativistas ou movimentos sociais de direitos humanos, a impressão que se tem é que políticas públicas que poderiam interferir diretamente na redução dos homicídios em massa da população negra, periférica e favelada, protagonizados por agentes do Estado, estacionam em um grau de ineficiência traduzida na falta de rigor de suas aplicações pelas autoridades e poder público. As sensações percebidas por militantes de causas minoritárias é um misto de perplexidade e desânimo, embora tentativas de se discutir a violência por quem sofre as arbitrariedades das forças de segurança permaneçam legítimas. (mais…)

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Smart cities, possibilidades e pesadelos para a democracia

por 

Todo o marketing em torno das smart cities, as tais cidades inteligentes (e há muito marketing, porque por trás delas estão grandes corporações vendendo tecnologia para os governos municipais) fala em cidades humanas e democráticas, a partir da possibilidade de interação do cidadão com o governo e de como essa interação pode promover melhoria da qualidade de resposta das políticas públicas às pessoas. (mais…)

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Lixo químico põe em risco o abastecimento de 12 milhões de pessoas no Rio de Janeiro

Resíduos produzidos pela empresa CSN são acumulados há anos em terreno próximo à margem do rio Paraíba do Sul, o mais importante do estado

por Luciano Velleda, da RBA

Vista de longe, a enorme montanha quase a margem do rio Paraíba do Sul, em Volta Redonda (RJ), até parece parte natural da paisagem. Ledo engano. A formação cinza é na verdade resíduo siderúrgico, chamado de escória de aciaria, e sua presença tão perto do rio representa uma ameaça ao abastecimento de 12 milhões de pessoas, cerca de 80% da população da região metropolitana do Rio de Janeiro. (mais…)

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O voto mais barato do mercado: conversa com André Luiz Lima de Manguinhos, Parte 2

por Edilano Cavalcante, em RioOnWatch

Diante das eleições que se aproximam, eu, Edilano Cavalcante, coordenador do Fala Manguinhos!, conversei com André Lima, morador de Manguinhos, ativista e doutor em história das ciências e saúde pela Fiocruz e funcionário da mesma instituição, a fim de ouvir suas contribuições sobre o assunto. A primeira parte da entrevista tratou de temas mais amplos da política democrática, incluindo as mudanças que ocorreram no voto e seus impactos sobre o nível de participação popular efetiva no momento das eleições. Nessa segunda parte, André fala sobre os impactos das gestões políticas sobre territórios de favela e sobre a participação política de moradores e sua relação com os candidatos que entram nas comunidades somente em período eleitoral. (mais…)

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