Estado de exceção permanente. Por Francisco Fonseca*

Instituições estatais estão fazendo política, de forma sorrateira, ilegal e ilegítima, como é o caso da Operação Lava Jato, expressão e símbolo da seletividade, da perseguição, da imoralidade pública, do patrimonialismo e do proto fascismo

No A Terra é redonda

Desde a criação da Operação Lava Jato, e particularmente desde o golpe de 2016, em larga medida resultado do lavajatismo, o “jogo da política” – entendido como sistema partidário, alianças e disputas eleitorais, como busca, mesmo que historicamente problemática, da representação popular, entre outros aspectos –, em meio à relativa independência das instituições, vem sendo corroído a olhos nus.

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Vilma Reis: Decidimos interromper a hegemonia branca na política

A socióloga tentará ser a primeira mulher negra a governar Salvador e avisa: “Não haverá nada sobre nós, sem nós”

Por Igor Carvalho e José Eduardo Bernardes, no Brasil de Fato

Durante o encontro internacional da Coalizão Negra por Direitos, no mês de novembro, em São Paulo, o movimento negro definiu como uma prioridade a conquista de espaços representação política.

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A destruição da razão como projeto

“Pode-se imaginar para onde se dirige um país que se comprometeu com a idiotice total. As consequências do desprezo ao conhecimento e ao senso comum serão fatais, não só na Amazônia”

Por Philip Lichterbeck, na DW

Cada assassinato de um indígena no Brasil diz algo sobre a relação esquizofrênica do país consigo mesmo. Muitos brasileiros não querem saber sobre as raízes indígenas de seu país e não querem ouvir a mensagem dos primeiros brasileiros sobre paz, respeito e preservação da natureza. É uma mensagem sensata. Mas a extrema direita do Brasil a odeia. Por trás disso há um profundo desprezo pela ciência, pela razão e pelo senso comum. Desprezo este que está se espalhando cada vez mais pelo Brasil. E com consequências mortais.

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Vamos falar de alternativas? Por Rubens R.R. Casara

Na Revista Cult

Para Christian Laval e Pierre Sauvêtre

Neoliberalismo: compreender para se revoltar

neoliberalismo não é um fenômeno passageiro, como demonstra a facilidade com que se adapta às mais variadas circunstâncias e ideologias. Toda vez que é anunciado o fim do neoliberalismo, ele retorna repaginado e mais forte. Mais do que uma ideologia efêmera, esse modo de ver e atuar no mundo transformou o Estado, a sociedade e o indivíduo de uma maneira profunda em atenção aos interesses do mercado e dos detentores do poder econômico. As regras do mercado e a lógica da concorrência passaram a condicionar todas as esferas da vida. Criou-se um “novo sistema de normas que se apropria das atividades de trabalho, dos comportamentos e das próprias mentes. Esse novo sistema estabelece uma concorrência generalizada, regula a relação do indivíduo consigo mesmo e com os outros segundo a lógica da superação e do desempenho infinito”, como escrevem Christian Laval e Pierre Dardot em Comum: ensaios sobre a revolução no século 21 (Boitempo). Deu-se, com o neoliberalismo, uma profunda mutação antropológica que leva seres humanos a se perceberam como “empresas”, tratarem e serem tratados como objetos negociáveis e/ou descartáveis. A acumulação tendencialmente ilimitada do capital é a meta a condicionar a transformação do Estado, das relações sociais e da subjetividade.

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Os fiéis na balança. Por Janio de Freitas

Marcelo Crivella é um pastor evangélico em missão na prefeitura do Rio

Na Folha

O cerco à modesta democracia vem de mais quadrantes do que se tem reconhecido. Os generais do capitão, o próprio e determinadas forças econômicas não são tudo o que pressiona a democracia. Nem, talvez, a força portadora de maiores ambições. O movimento liberticida tem uma dimensão esquecida, que recente arbitrariedade traz à tona.

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Rabino Michel Schlesinger: “Uma sociedade de escuta e diálogo nos aproxima da defesa dos Direitos Humanos”

Por Renato Barreto, na Sur

Desde muito jovem, Michel Schlesinger, nascido em São Paulo, já se envolvia com projetos voltados à comunidade judaica. Após graduar-se em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), ele escolheu dedicar-se ao rabinato, prosseguindo com estudos rabínicos e mestrado no Instituto Schechter, em Jerusalém. Em 2005, completou a sua formação em Israel, recebendo a ordenação rabínica e o seu título de mestre em Talmude e Lei Judaica.

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