Em entrevista, pontífice criticou os “soberanismos” e defendeu o Sínodo da Amazônia, investigado pela Abin de Bolsonaro. “A ameaça da vida das populações e do território deriva de interesses econômicos e políticos dos setores dominantes da sociedade”
Por Redação RBA
São Paulo – Em entrevista concedida ao jornal italiano La Stampa, publicada na sexta-feira (9), o Papa Francisco criticou o nacionalismo exacerbado e os efeitos do populismo.
“O soberanismo é uma atitude de isolamento. Estou preocupado porque se ouvem discursos que se assemelham aos de Hitler em 1934. ‘Primeiro nós. Nós… nós…’: são pensamentos que dão medo. O soberanismo é fechamento. Um país deve ser soberano, mas não fechado. A soberania deve ser defendida, mas também devem ser protegidas e promovidas as relações com os outros países, com a Comunidade Europeia. O soberanismo é um exagero que sempre acaba mal: leva às guerras”, afirmou o líder religioso.
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