A quem interessa a narrativa dos ‘hackers criminosos’ na #VazaJato? Por Leandro Demori, Glenn Greenwald

No The Intercept Brasil

No último domingo [9], o Brasil foi surpreendido por três reportagens explosivas publicadas pelo TIB. Nelas, nós mostramos as entranhas da Lava Jato e mergulhamos fundo em poderes quase nunca cobertos pela imprensa. Quase todos os jornalistas que eu conheço preferem se manter afastados disso: apontar o dedo para procuradores e juízes é, antes de tudo, perigoso em muitos níveis – eles têm razão.

As primeiras reações dos envolvidos no escândalo foram essas: O MPF preferiu focar em hackers, e não negou a autenticidade das mensagens. Sergio Moro disse que não viu nada de mais, ou seja: não negou a autenticidade das mensagens.

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Moro sugere encaminhamento de operação contra Intercept

A ideia de que o crime está em andamento confere a Moro uma carta na manga: pode recorrer ao “estado de flagrante delito” para, mais cedo ou mais tarde, deflagrar ações que atinjam o site

Por Jornal GGN

Em entrevista publicada pelo Estadão na última sexta-feira (14), Sergio Moro fez uma declaração que demonstra que o jornalismo do Intercept Brasil pode estar na mira da Polícia Federal.

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Coletivo Advogad@s Pela Democracia pede ao STJ a prisão preventiva de Moro, Deltan, Lima, Tessler e Gerum; veja a notícia-crime

Por Conceição Lemes, no ViOMundo

O Coletivo Advogadas e Advogados pela Democracia (CAAD) acaba de protocolar no Superior Tribunal de Justiça (STJ) uma notícia-crime contra o ex-juiz Sérgio Moro e os procuradores federais Deltan Dallagnol, Laura Gonçalves Tessler,  Carlos Fernando dos Santos Lima (aposentado) e Maurício Gotardo Gerum ( junto ao TRF da 4ª Região).

Segundo a notícia-crime,

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Delinquência múltipla. Por Janio de Freitas

A imprensa e a Justiça aceitaram e incensaram as condutas de Moro e Deltan

Na Folha

Nada aconteceu ao acaso nesta etapa fúnebre do nosso fracasso como país. A partir de tal premissa, é preciso dizer que os atos delinquentes de Sergio Moro, Deltan Dallagnol e outros da Lava Jato só puderam multiplicar-se por contarem com o endosso de vozes e atitudes que deveriam eliminá-los. É preciso, pois, distribuir as responsabilidades anexas à delinquência, não pouco delinquentes elas mesmas.

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Sociedade sem Lei (1). Por Leonardo Isaac Yarochewsky

No Empório do Direito

“Enquanto os homens exercem
Seus podres poderes
Morrer e matar de fome
De raiva e de sede
São tantas vezes
Gestos naturais”

(Caetano Veloso)

As revelações em conta-gotas – em doses maiores causaria mal à saúde – trazidas pela reportagem do site The Intercept: “chats privados revelam colaboração proibida de Sergio Moro com Deltan Dallagnol na Lava Jato”, está agitando a comunidade jurídica e estarrecendo a sociedade.

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Estude e embranqueça: o inacreditável nazista da Educação

Por Fernando Brito, no Tijolaço

Até que seria de se esperar de um governo ligado tão profundamente às milícias tivesse fixação em “Mão Branca”.

Afinal, era um personagem que os grupos de extermínio criaram – ou que, em algumas versões, absorveram da criatividade da mídia, interessada em vender jornais –  colocando cartazes sobre cadáveres, no final dos anos 70/início dos 80.

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Xadrez do dossiê Intercept. Por Luis Nassif

Além disso, o Intercept dá as cartas do jogo. Tem uma mina inesgotável de dados. É um jogo de poker em que quem dá as cartas, o Intercept, consegue controlar o resultado. Principalmente quando sabe que o adversário não tem mais que um par de paus.

No GGN

Dizia Vitor Hugo que nada é mais poderoso que uma ideia que chegou no tempo certo.

Tome-se o caso Lava Jato no seu auge e, agora, depois do dossiê Intercept. As mesmas cenas, o mesmo jogo político, as mesmas arbitrariedades, mas, agora, vistas de uma ótica diferente e produzindo reações completamente opostas.

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Punitivismo, antipolítica e avanço da direita: o caso da Lava Jato. Por Luis Felipe Miguel

No Justificando

Quando a Lava Jato eclodiu, muita gente a apoiou de boa fé. Os vieses da operação eram evidentes a qualquer olhar um pouco atento, mas era possível admitir o discurso de que, cedo ou tarde, a “limpeza” iria alcançar todos.

Desde o começo, os métodos eram, digamos, heterodoxos, mas também era fácil aceitar que um tanto a mais de “pressão” era o preço a pagar para romper o ciclo de impunidade. Mesmo à esquerda, colava a ideia de que a corrupção – sempre vista como um problema do caráter de alguns indivíduos, não um elemento sistêmico da relação entre capital e política – era o maior problema nacional.

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Não se pode tergiversar com os princípios constitucionais. Por Claudio Lemos Fonteles, Álvaro Augusto Ribeiro Costa, Manoel Lauro Wolkmer de Castilho e Wagner Gonçalves

No blog de Claudio Fonteles

Em 21 de fevereiro de 2016, o então juiz federal Sergio Moro, em conversa com o procurador da república Deltan Dallagnol, diz:“Olá. Diante dos últimos desdobramentos talvez fosse o caso de inverter a ordem das duas planejadas”.

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