Ruralistas deram 54% dos votos que aprovaram urgência na mineração em terras indígenas

Frente Parlamentar da Agropecuária deu 152 dos 279 votos favoráveis à tramitação em urgência do PL 191/2020, considerado inconstitucional pelo MPF; líderes partidários que assinaram requerimento também compõem a bancada do agronegócio

Por Bruno Stankevicius Bassi, no De Olho nos Ruralistas

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), face mais organizada da bancada ruralista, contribuiu com 54,5% dos votos que aprovaram na quarta-feira (09) o requerimento de urgência para a tramitação do Projeto de Lei (PL) 191/2020, que autoriza a mineração em terras indígenas. Dos 279 deputados que apoiaram a pauta, 152 são membros do grupo, que emitiu parecer favorável à medida.

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Aty Guasu e Movimentos Sociais repudiam o despejo ilegal das famílias indígenas na retomada do tekoha Laranjeira Nhanderu, no MS

A ordem de despejo foi executada pela Polícia Militar no sábado, 26, deixando indígenas feridos; os Guarani e Kaiowá haviam retomado uma área do tekoha Laranjeira Nhanderu naquele dia

No Cimi

Em nota de repúdio conjunta, a Aty Guasu – a Grande assembleia Guarani e Kaiowá, e mais de 140 organizações e movimentos sociais, indígenas e indigenistas se pronunciaram nesta terça-feira, 1º de março, denunciando o despejo ilegal das famílias indígenas Guarani e Kaiowá na retomado de uma parte de seu território ancestral de Laranjeira Nhanderu, em Rio Brilhante, no Mato Grosso do Sul. Denunciam ainda uso da força desproporcional empenhada pela tropa de choque da Polícia Militar, que se deslocou sem mandado da capital Campo Grande. A ação deixou pelo menos três indígenas feridos.

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Justiça Federal é competente para analisar caso de suposta tentativa de homicídio contra indígena em MS, opina MPF

Órgão ministerial esclarece que direitos indígenas coletivos são tutelados pela Constituição

O Ministério Público Federal (MPF) defendeu a competência da Justiça Federal para julgar caso de possível tentativa de homicídio contra um indígena da etnia Guarani Caiowá. O entendimento do órgão ministerial foi na análise do conflito de competência apresentado pela Justiça de Mato Grosso do Sul ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo o MPF, as divergências que levaram ao atentado estão relacionadas a conflitos por território, o que torna o caso de interesse da União.

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Em ação ilegal e violenta, polícia militar despeja indígenas Guarani e Kaiowá de retomada no Mato Grosso do Sul

Despejo realizado neste sábado (26) deixou indígenas feridos; comunidade havia retomado área do tekoha Laranjeira Nhanderu ameaçada por assentamento ilegal

Por Tiago Miotto, no Cimi

Na tarde deste sábado (26), o batalhão de choque da Polícia Militar (PM) despejou de forma violenta indígenas Guarani e Kaiowá que haviam realizado uma retomada no território reivindicado como parte do tekoha Laranjeira Nhanderu. A ação policial deixou pelo menos três indígenas feridos com balas de borracha e foi realizada sem mandado judicial.

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Pressionados por assentamento ilegal, indígenas retomam parte do território Laranjeira Nhanderu e sofrem ameaças no MS

Após ameaça de invasão de área em processo de identificação como terra indígena, Guarani e Kaiowá realizaram retomada neste sábado (26); indígenas relatam ameaças de fazendeiros

No Cimi

Na madrugada deste sábado (26), indígenas Guarani e Kaiowá retomaram uma nova parte de seu território ancestral de Laranjeira Nhanderu, em Rio Brilhante (MS), onde está localizada a fazenda “Inho”. Segundo os indígenas, a retomada é uma reação à iniciativa de políticos e agentes de sindicatos locais que pretendem estabelecer um assentamento rural dentro da área reivindicada e em processo de identificação como terra de ocupação tradicional indígena.

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Indígenas denunciam ao Conselho de Direitos Humanos da ONU a escalada da violência no Brasil e a política anti-indígena do atual governo

A 49º sessão do Conselho será realizada de 28/02 a 1º de abril de 2022; a participação das organizações e lideranças indígenas será por videoconferência, devido à pandemia

No Cimi

Na primeira sessão do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2022, lideranças indígenas e organizações indigenistas, entre elas o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), tornam a denunciar o aumento da violência contra os povos originários no Brasil, a constância dos discursos de ódio e a política anti-indígena adotada pelo governo federal.

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Após denúncia do Cimi e ação do MPF, normativa da Funai que facilita grilagem de terras indígenas é suspensa no Maranhão

Justiça Federal do Maranhão suspendeu os efeitos da Instrução Normativa 09 no estado. MPF já obteve 24 decisões contra a medida da Funai em 13 estados do país

Por Tiago Miotto, do Cimi

No dia 16 de fevereiro, a Justiça Federal do Maranhão decidiu suspender os efeitos da Instrução Normativa (IN) 09/2020 da Fundação Nacional do Índio (Funai) sobre as terras indígenas do estado. A normativa liberou a certificação de fazendas sobre terras indígenas não homologadas, incentivando a especulação imobiliária, as invasões e a grilagem nestes territórios.

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