A França não deve se tornar cúmplice do etnocídio e do ecocídio em curso no Brasil, afirma um grupo de antropólogos e historiadores, entres os quais Philippe Descola e Anais Fléchet. Eles defendem a aplicação de sanções por parte da União Europeia
Do Le Monde, no Carta Maior*
“Desde o dia 22 de agosto, 6000 indígenas, oriundos de 170 povos diferentes, estão acampados na Esplanada dos Ministérios em Brasília em reação à uma ameaça inédita contra seus direitos e suas terras. Atualmente está sendo julgado pelo Supremo Tribunal Federal um pedido feito pelo Estado de Santa Catarina visando a retomada de parte da terra indígena Ibirama-Laklano reivindicada pelo povo Xokleng. Trata-se de um julgamento de suma importância, já que a decisão final terá por consequência a confirmação da doutrina que vigora atualmente em relação às terras indígenas ou sua substituição por outra – muito desfavorável aos direitos dos indígenas.
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