Contra fraudes em cotas, MPF cobra que UFPA e IFPA criem comissões de verificação da autodeclaração racial

Por todo o país, MPF tem recebido denúncias sobre ocupação ilegal de vagas de cotistas por não-negros e não-indígenas

Ministério Público Federal no Pará

O Ministério Público Federal (MPF) enviou, nesta terça-feira (8), recomendações à Universidade Federal do Pará (UFPA) e ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA) para alertar sobre a necessidade de criação de Comissões Especiais de Verificação da Autodeclaração Étnico-Racial nos processos seletivos de alunos.

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Universidade de Brasília expulsa 15 alunos por fraudar cotas raciais

Outros tiveram seus diplomas ou créditos cassados; medida é considerada histórica

Por Nayá Tawane, no Brasil de Fato

Em uma ação histórica, a Universidade de Brasília (UnB) expulsou 15 estudantes por fraudes em cotas raciais. A reitoria da UnB afirmou que as investigações, que atingiram outras dez pessoas, começaram a partir de uma denúncia do movimento negro em 2017.

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As políticas da desigualdade racial no Brasil: uma república erguida com cotas para os brancos

Nunca houve nada de propositivo na história da República brasileira visando a melhoria das condições de vida da população negra. Muito pelo contrário, o que se constata é a construção ativa de inúmeras políticas afirmativas para brancos, com cotas para imigração, trabalho, terras e crédito.

Por Leonardo Fabri, no Blog da Boitempo

No debate público acerca das relações étnico-raciais no Brasil, especialmente no que tange à assimetria existente entre brancos e negros na sociedade, é muito recorrente a ideia de que os quase quatro séculos de escravidão negra seriam o fator nevrálgico para o “estado da arte” da atual desigualdade racial brasileira. No entanto, essa formulação ignora as inúmeras políticas públicas postas em ação, antes e depois da abolição de 1888, responsáveis pela consolidação de nossa demografia racial e a materialidade do racismo. Sem contar a eficácia de “jogar” para um passado longínquo as causas e os proponentes dessa desigualdade, interditando ações concretas para a superação dessa realidade.

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‘Advocacia da União quer esvaziar significado do feriado da consciência negra’

Para Douglas Belchior, data é reflexão sobre exploração, opressão e ódio mesmo após a abolição. “Povo negro ainda não alcançou a condição de cidadão”

por Cida de Oliveira, da RBA

São Paulo – O parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) contrário à lei municipal que criou o feriado da consciência negra na cidade de São Paulo é racista, na opinião do professor Douglas Belchior. Integrante do movimento negro Uneafro Brasil e da Coalizão Negra por Direitos,  Belchior considera o posicionamento do órgão como parcial, político, alinhado e orientado pelo governo de Jair Bolsonaro.

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PFDC solicita ao governo diagnóstico sobre cotas raciais no ensino superior e estratégias para enfrentamento ao racismo

Medida busca subsidiar análise acerca dessa política pública. A Lei 12.711 determina que, até 2022, seja promovida a revisão do programa

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), do Ministério Público Federal, solicitou à Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, informações sobre o acompanhamento feito pelo órgão quanto à execução da política afirmativa de cotas raciais para acesso ao ensino superior. 

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PFDC contesta projeto de lei que pretende acabar com cotas raciais para acesso ao ensino superior

Nota Técnica encaminhada ao Congresso Nacional aponta importância das ações afirmativas para o acesso à educação e no enfrentamento ao racismo e às desigualdades sociais

PFDC

As ações afirmativas são importante instrumento de combate ao racismo e de promoção da igualdade racial no Brasil, constituindo medidas positivas imprescindíveis para viabilizar o acesso mais igualitário à universidade pública, em caráter de verdadeiro mandamento constitucional. 

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A história de João Victor Teodoro, que via FIES cursa Relações Internacionais para entender e ajudar o mundo

João Victor Teodoro, morador do Pavão-Pavãozinho, tem trabalhado ativamente em sua comunidade, para tornar o mundo um pouco melhor. Através do Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) ele ingressou no Curso de Relações Internacionais na Faculdade Estácio, o que veio a ampliar cada vez mais seu horizonte de ação. Conheça neste perfil um pouco da história de João Victor

por Mareen Butter, em RioOnWatch

O jovem de 26 anos nasceu no Pavão-Pavãozinho, na Zona Sul do Rio, mas aos dois anos sua família se mudou para Botafogo, bairro de classe média. Filho de líder comunitário, João decidiu voltar a morar no morro aos 20 anos, quando saiu de casa devido a conflitos com familiares. O pai de João já havia falecido, mas ainda era muito querido no Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, por ter tentando unir a favela durante seus anos na frente da Associação de Moradores.

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O nome dela é Jhenyfer, ex-aluna de escola pública, negra e aprovada em medicina na USP aos 17 anos: ‘Universidade é para todos’

Jovem defende política de cotas e maior possibilidade de acesso de pobres e negros ao ensino superior.

Por Luiza Tenente, G1

Jhenyfer Rosa, de 17 anos, foi aprovada em medicina na Universidade de São Paulo pelas cotas do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Eram 15 vagas reservadas a ex-alunos de escolas públicas que sejam negros, pardos ou indígenas. A jovem orgulha-se de estar nesse grupo e defende que as universidades deixem de ser elitizadas.

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Políticas afirmativas ajudam a formar geração de intelectuais negros

Reportagem do jornal O Globo mostra perfis de jovens de rica produção acadêmica e intelectual que ingressaram no ensino superior graças às cotas, ao Prouni e ao FIES

Por Redação Spbancarios*

Reportagem publicada no sábado 10 pelo jornal O Globo (leia aqui na íntegra) mostra uma nova geração de intelectuais negros que vem apresentando diferentes produções acadêmicas e culturais. Os autores são os primeiros de suas famílias, e até mesmo de seus bairros, a entrarem para a universidade, graças às políticas afirmativas dos governos petistas de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, como as cotas, o Prouni e o Fies. (mais…)

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A história de Andrezza, cotista da UFF e lutadora por educação da Maré

Moradora da Maré e graduada em publicidade pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Andrezza Francisco Paulo traz consigo uma intensa experiência de vida, apesar dos seus 23 anos. Neste perfil iremos conhecer um pouco sobre sua trajetória e o papel da educação na sua vida

por Mareen Butter, em RioOnWatch

Quando Andrezza tinha seis anos, seu pai morreu de câncer, e neste mesmo ano, Andrezza, sua mãe e sua irmã se mudaram para a Maré. “Foi nesse momento que eu percebi que o mundo não era só flores”, ela lembra. Ana Maria, mãe de Andrezza, sustentava a família fazendo qualquer tipo de trabalho que conseguia, sem contar com a ajuda de ninguém. “Ela chorava muito”, conta Andrezza. A menina se perguntava então como ela podia ajudar a sua mãe, e por fim entendeu que a única possibilidade era estudar. (mais…)

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