Para além do impeachment. Por Márcio Sotelo Felippe

Na Revista Cult

O impeachment de Bolsonaro é absolutamente necessário para cessar o estado de anomia político-moral que ceifa a vida de brasileiros. Cada dia que passa significa a morte de milhares deles. As mãos manchadas de sangue não são mais só as do capitão. São de todas as forças que se movem por interesses políticos, por cálculos estratégicos (“deixa sangrar que ganhamos em 2022” etc.), por interesses pessoais e mesquinhos objetivamente coniventes com a barbárie eugenista do presidente.

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“O capitalismo é a principal ameaça contra a humanidade”, diz secretário da Alba-TCP

Sacha Llorenti, recém eleito secretário executivo da plataforma, analisa os desafios para a integração regional

Michele de Mello, Brasil de Fato

Na última cúpula da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América – Tratado de Comércio dos Povos (Alba-TCP), Sacha Llorenti foi eleito o novo secretário executivo do bloco. O ex-embaixador boliviano na Organização das Nações Unidas (ONU) foi indicado pelo seu antecessor David Choquehuanca, atual vice-presidente boliviano, logo depois que seu país retomou a participação ativa na Alba-TCP.

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A Pandemia e o desrespeito à vida: “O povo está sendo matado por falta de conhecimento”. Por Gilvander Moreira[1]

Considero inegável que a espiral de violência e morte que avassala o povo brasileiro é causada pela superexploração do sistema capitalista, máquina cruel de moer vidas, que funciona dia e noite, sob direção da classe dominante que vive no luxo, mas com sangue nas mãos. A elite, por sua vez, goza o luxo e as benesses do poder econômico e político à custa de muito sangue da classe trabalhadora e do apunhalamento das entranhas da mãe Terra gerando extermínio de fontes de água e desertificação de territórios. O mito do progresso e do desenvolvimento econômico só para a classe dominante, que extermina diariamente as condições de vida no planeta Terra, nossa única Casa Comum, gerou a pandemia do novo coronavírus. A ideologia dominante, a crise dos partidos políticos e os falsos religiosos impuseram no Executivo Federal um desgoverno fascista que só sabe matar, tem sede de sangue. Os fascistas continuam no poder pela conivência do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional acovardados que, diante de dezenas de crimes de responsabilidades cometidos por Jair Bolsonaro, seguem não apenas omissos, mas cúmplices da escalada de morte no nosso país, propondo apenas medidas paliativas que disfarçam a crueldade dos mil jeitos de matar em curso e, pior, fazem politicagem diante das lágrimas do povo em desespero. Cegado e anestesiado, até quando o povo aceitará morrer aos poucos sem se rebelar massivamente?

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Chamado para uma Transição Ecossocial no Brasil será lançado hoje, às 19h

O “Chamado para uma Transição Ecossocial no Brasil” convida todas e todos comprometidos com as causas ecológicas e sociais a subscreverem nossa convocação. O Chamado para uma Transição Ecossocial no Brasil será lançado publicamente nesta segunda-feira (14), às 19h.

Por Fórum Popular da Natureza

Nossa casa comum, o Planeta Terra, está doente e precisa de cuidados – isto está cada vez mais evidente. Os efeitos acumulados da exploração da natureza são tamanhos que, se quisermos sobreviver, temos que mudar nosso modo de vida e de sociedade e a forma como nos relacionamos com o Planeta que habitamos e compartilhamos com tantos outros seres – a Terra que gera e nutre nossa e toda vida nela existente e dela dependente.

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Leda Paulani: Com Bolsonaro, nação vai para o ralo

No TUTAMÉIA

“Destruíram o Estado, destruíram as empresas públicas, destruíram o governo democrático que tinha sido eleito, elegeram um governo autoritário. É muita paulada junta para você querer que ainda haja força na esquerda para fazer propostas. Mas elas têm sido feitas. Mas qual a condição política de implementá-las? A gente tem um nó político hoje que passa em primeiro lugar por tirar esse povo do governo. Enquanto Bolsonaro e a sua trupe estiverem aí, a gente vai fazer proposição, espernear, apresentar propostas, mas que condição se teria? O jogo é sujo, bruto, em cima de mentira, de falsidade. Há muita limitação. Você vai propor o quê com um governo desses, com Guedes, Damares, Ricardo Salles, Pazuello? Não tem o que falar. É Fora Bolsonaro!. Não tem jeito”.

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A disputa em 2022 será pela narrativa do que poderá tirar o Brasil da lama. Entrevista especial com Sérgio Amadeu da Silveira

As eleições municipais deste ano expressaram o “cansaço cívico” da população, que pode ser observado nos números: mais de um terço do eleitorado não votou em ninguém no segundo turno, avalia o sociólogo

Por Patricia Fachin e João Vitor Santos, no IHU

Se neste ano os brasileiros viram os índices de desemprego e de pobreza urbana aumentarem, em 2021 “a crise social irá se acentuar”, diz Sérgio Amadeu da Silveira à IHU On-Line. No campo da política, especula, “o maior combate será pela narrativa do que poderá tirar o Brasil da lama”. Até lá, assim como fizeram nas eleições deste ano, os partidos vão girar em torno da disputa de três articulações que tentam se rearranjar tendo em vista o pleito de 2022. “As eleições foram o primeiro teste para três grandes tentativas de rearticulação: a primeira, foi a da extrema direita abalada pela incompetência de Bolsonaro e pelas disputas com os lavajatistas; a segunda, trata-se da tentativa de os neoliberais reconstruírem uma direita com cara de centro; a terceira, abriu a disputa pela liderança e pela pauta das esquerdas”, pontua.

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Racismo e ‘lawfare’ nos Estados Unidos

Por Franklin Frederick, em Alai

‘E a primeira coisa que a estrutura de poder dos EUA não quer é que os negros comecem a pensar internacionalmente.’ (Malcolm X – Autobiografia)

‘A cor não é uma realidade humana ou pessoal; é uma realidade política’. (James Baldwin, ‘The Fire Next Time’)

Os EUA, com a cumplicidade das oligarquias locais, usou de ‘lawfare’ para derrubar os governos de Manuel Zelaya em Honduras em 2009; de Fernando Lugo no Uruguai em 2012 e de Dilma Rousseff no Brasil em 2016. O ‘lawfare’ também foi utilizado pela perseguição política contra Christina Kirchner na Argentina, contra Rafael Correa no Equador e contra o Ex-Presidente Lula no Brasil. O ‘lawfare’ tornou-se assim o principal instrumento do Império para impedir o avanço das forças progressistas na América Latina. Antes de sua aplicação internacional, porém, o ‘lawfare’ foi amplamente utilizado pelos EUA na opressão e perseguição política de sua própria população negra em luta por igualdade racial e direitos civis. Deste modo, a origem do ‘lawfare’ está intrinsecamente ligada ao racismo e à manutenção das hierarquias impostas pelo capitalismo.

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