As eleições municipais deste ano expressaram o “cansaço cívico” da população, que pode ser observado nos números: mais de um terço do eleitorado não votou em ninguém no segundo turno, avalia o sociólogo
Por Patricia Fachin e João Vitor Santos, no IHU
Se neste ano os brasileiros viram os índices de desemprego e de pobreza urbana aumentarem, em 2021 “a crise social irá se acentuar”, diz Sérgio Amadeu da Silveira à IHU On-Line. No campo da política, especula, “o maior combate será pela narrativa do que poderá tirar o Brasil da lama”. Até lá, assim como fizeram nas eleições deste ano, os partidos vão girar em torno da disputa de três articulações que tentam se rearranjar tendo em vista o pleito de 2022. “As eleições foram o primeiro teste para três grandes tentativas de rearticulação: a primeira, foi a da extrema direita abalada pela incompetência de Bolsonaro e pelas disputas com os lavajatistas; a segunda, trata-se da tentativa de os neoliberais reconstruírem uma direita com cara de centro; a terceira, abriu a disputa pela liderança e pela pauta das esquerdas”, pontua.
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