Tragedia: “La dominación está unida y la resistencia está fragmentada”

El conocimiento occidental ha impuesto un programa en todo el mundo basado en la imposibilidad de pensar otro mundo distinto al capitalista. Boaventura de Sousa habla de “epistemicidio” para definir cómo ese programa occidental ha subyugado el conocimiento y los saberes de otras culturas y pueblos

Por Pablo Elorduy, en El Salto / Servindi

Boaventura de Sousa (Coimbra, Portugal, 1940) estuvo en Madrid para presentar Justicia entre Saberes. Epistemologías del Sur contra el epistemicidio (ediciones Morata) una crítica a la jerarquía que el pensamiento occidental ha establecido contra los otros pueblos del mundo. De Sousa saca una pequeña grabadora para registrar la conversación con El Salto. Está acostumbrado a este tipo de conversaciones. No en vano, ha recorrido el mundo como organizador del Foro Social Mundial, ha trabajado en la Universidad de Wisconsin-Madison en Estados Unidos y la de Warwick, en Reino Unido.  (mais…)

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Michael Löwy: O romantismo revolucionário de Maio de 1968

O espírito romântico de Maio de 1968 não é composto somente de “negatividade”. Ele está carregado também de esperanças utópicas, de sonhos libertários e surrealistas, de “explosões de subjetividade”. A reivindicação do direito à subjetividade estava inseparavelmente ligada à impulsão anticapitalista radical que cruzava, de um lado a outro, o espírito de Maio de 1968.

Por Michael Löwy, no Blog da Boitempo

O espírito de 1968 é uma poderosa bebida, uma mistura apimentada e embriagadora, um coquetel explosivo composto de diversos ingredientes. Um de seus componentes – e não o menor deles – é o romantismo revolucionário, isto é, um protesto cultural contra os fundamentos da civilização industrial-capitalista moderna e uma associação, única em seu gênero, entre subjetividade, desejo e utopia – o “triângulo conceitual” que, segundo Luisa Passerini, define 19681. (mais…)

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A economia se descolou da vida das pessoas. Uma análise do documento ‘Oeconomicae et pecuniariae quaestiones’. Entrevista especial com Luiz Gonzaga Belluzzo

IHU On-Line

O que está exposto no documento  Oeconomicae et pecuniariae quaestiones — Considerações para um discernimento ético sobre alguns aspectos do atual sistema econômico-financeiro, publicado na semana passada pelo Vaticano, “é o descolamento do funcionamento da economia capitalista, comandada pela finança, da vida concreta das pessoas”, diz o economista Luiz Gonzaga Belluzzo à IHU On-Line, ao comentar o texto, na entrevista a seguir, concedida por telefone. “Há no texto um tratamento muito interessante dessas relações entre o que podemos chamar de a ‘ética cristã’, particularmente católica, e o movimento da economia hoje, e as dificuldades que há na vida das pessoas por causa do funcionamento da economia. É uma combinação muito rica do ethos moral católico da igualdade e da fraternidade, que se retomou pelo Iluminismo”, frisa. (mais…)

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Defensoria Pública e Educação em Direitos Humanos em um mundo em crise: qual caminho seguir? Por Wagner Giron de la Torre*

Fonte: Cadernos da Defensoria Pública do Estado de São Paulo

“Temos de educar o povo, de forma a impedi-lo que pule no nosso pescoço”
Ralph Waldo Emerson – filósofo.

Considerações necessárias para o desenvolvimento do tema

Os horizontes da contemporaneidade reprimem qualquer boa expectativa com relação ao tema da educação em direitos humanos. Nos dias que correm – apesar do discurso diluído com certa insistência sobre os direitos humanos na ordem política como um todo – falar-se sobre dignidade humana se afigura um tanto quanto difícil. (mais…)

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Sabedoria: “os exploradores terão vida efêmera”, por Gilvander Moreira*

Na Bíblia, no livro de Sabedoria, que é teologia política, em Sab 1,16 – 2,20, em gênero literário poético, o sábio desnuda o estilo de vida dos injustos e exploradores que são, de fato, mortais, pois serão varridos da história – por nada acrescentarem de bom à história da humanidade. Com ironia fina, o autor demonstra a estupidez das ações e crenças dos injustos e opressores, que “serão como se nunca tivessem existido e terão vida efêmera” (Sab 2,2.5). Eles vivem no hedonismo e gozando a vida à custa do sangue de muitos (Cf. Sab 2,6), em festas luxuosas e orgias (Cf. Sab 2, 7.9). Vivem rindo à toa, como já denunciava Raul Seixas na música Ouro de tolo: “… você aí parado com a boca aberta cheia de dentes, esperando a morte chegar…” (mais…)

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Relatório vê cumplicidade de bancos europeus em Mariana

Para ONG alemã, grandes instituições financeiras europeias foram coniventes com o desastre ao manterem relações comerciais com a BHP e a Vale, acionistas da Samarco.

Na DW

Grandes instituições financeiras europeias também têm uma parcela de culpa no desastre de 2015 em Mariana, por não excluírem de suas relações comerciais a BHP Billiton e a Vale, acionistas da Samarco, acusa um relatório divulgado nesta sexta-feira (11/05) pela ONG Facing Finance, de Berlim. A ONG afirma que 25,8 bilhões em investimentos, empréstimos e títulos foram disponibilizados por bancos europeus às duas empresas entre 2010 e 2017, apesar de já haver evidências de falhas no gerenciamento da represa desde 2007.  (mais…)

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O Brasil do golpe à luz de Gramsci

Baseada no mote “Já fizemos e faremos de novo”, discurso da esquerda pode ter-se tornado repetitivo e vazio. Faltam ideias generosas, como o resgate da democracia e a reinvenção da política

Por Luiza Dulci*, em Outras Palavras

Antonio Gramsci, importante teórico marxista e fundador e militante do Partido Comunista Italiano, viveu num dos períodos mais efervescentes do século XX, os anos 1920, quando os movimentos operários viviam o auge da sua organização política em diversos países do continente. A esperança revolucionária, no entanto, foi derrotada pela ascensão dos movimentos fascistas, dos quais o próprio Gramsci foi vítima direta. Na prisão, dedicou-se àquela que é sua obra mais conhecida, Os cadernos do cárcere, escrita, portanto, no calor do fracasso revolucionário. (mais…)

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