A arte de envelhecer – e ensinar – dos povos verdadeiros

Escritora, a exemplo dos anciões indígenas, inicia nova missão: transmitir conhecimentos. Com experiência de 35 anos com povos originários, ela promove, com a presença de várias etnias, trocas de saberes em evento na capital paulista

por Inês Castilho, em Outras Palavras

A jornalista e escritora Angela Pappiani, 64 anos, dá início a sua jornada de anciã: começa a transmitir conhecimento. Essa é a missão das pessoas nessa fase da vida, segundo os povos originários do Brasil.

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CDHM aprova audiência pública sobre acordo do governo brasileiro com os EUA e elege vice-presidentes

No início desta semana, o governo federal assinou em Washington (EUA) um acordo de salvaguardas tecnológicas que permite o uso comercial da Base Aérea de Alcântara, no Maranhão. O acordo prevê que os Estados Unidos possam lançar satélites e foguetes da base maranhense. O território continuaria sob jurisdição brasileira. O conteúdo do acordo não foi divulgado.

Por Pedro Calvi, CDHM

Nesta quarta-feira (20), durante a primeira sessão deliberativa do ano, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) aprovou a realização de uma audiência pública para apurar os detalhes do acordo assinado em Washington e como fica a situação das comunidades quilombolas que vivem na ilha do Cajual, local da base. Para entrar em vigor, o acordo exige a aprovação do Congresso Nacional.

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Justiça mantém reconhecimento da Comunidade Quilombola Caçandoca em Ubatuba (SP)

Área de 890 hectares corresponde a cerca de metade do território reivindicado pela comunidade

Procuradoria Regional da República da 1ª Região

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) atendeu pedido do Ministério Público Federal para manter a portaria que reconheceu o território de 890 hectares da Comunidade de Quilombo da Caçandoca, no município de Ubatuba (SP). Segundo o MPF, os atributos do território tradicional devem ser preservados para garantir a continuidade de reprodução física e cultural da comunidade quilombola, nos termos do que determinam os artigos 215 e 216 da Constituição Federal.

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Pesquisadores indígenas e do Reino Unido se reúnem no Rio para discutir conhecimentos e produção acadêmica de povos tradicionais

“Seminário Internacional sobre Atuação Indígena em Pesquisas Colaborativas e Valorização de Conhecimentos” receberá pesquisadores indígenas de dez países e acadêmicos do Reino Unido entre os dias 20 e 22 de março. Dentre os temas abordados em quatorze estudos de caso estão mudanças climáticas, direito à terra, racismo, preconceitos e valorização dos conhecimentos tradicionais. Na abertura, povo Kuikuro conta mitos e histórias dos céus no Planetário da Gávea

Que papel têm as universidades na construção de narrativas que incorporem e considerem saberes e costumes de povos tradicionais? Como valorizar conhecimentos indígenas, que dialoga m com outro conceito de tempo/espaço, em um mundo tomado por urgências reais e inventadas? É possível criar novas abordagens e metodologias acadêmicas que incluam e respeitem os conhecimentos ancestrais, de forma igualitária e sem hierarquias? Como garantir a atuação de indígenas no desenvolvimento de pesquisas internacionais? Qual a importância destas reflexões em um momento em que direitos das comunidades tradicionais são suprimidos e questionados em várias partes do mundo?

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Dirce Lipu Pereira: a pajé Kaingang que voltou a cantar

Kujan da aldeia Vanuíre, em Arco-Íris (SP), ela conta que era proibida pela mãe de entoar melodias em seu idioma, por medo de que os brancos a matassem, como fez a marcha do café com outros integrantes da etnia

Por Julia Dolce, em De Olho nos Ruralistas

Pajé de etnia Kaingang da Terra Indígena Vanuíre, localizada em Arco-Íris (SP), Dirce Jorge Lipu Pereira ouviu da mãe, durante toda a infância, que não podia cantar. Jandira Umbelino, de quem herdou a pajelança, tinha medo que os brancos ouvissem suas filhas e filhos cantarem na língua indígena e os matassem, como fizeram, décadas atrás, com tantos outros Kaingang. No caso de Dirce, os avisos soavam como castigo. Ela insistia em ouvir as melodias na voz da mãe e, depois de prometer que não cantaria em público, somava sua voz às letras no idioma originário.

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SOS Solar do Cabaceiro: desmatamento para construção de condomínio em área histórica gera protesto na Ribeira, Ilha do Governador, RJ

Do Ilha Notícias

A construção de um condomínio no terreno onde era a Fazenda do Cabaceiro, localizada na Ribeira, foi alvo de uma manifestação realizada no sábado (9), na rua em frente ao empreendimento imobiliário e contou com a presença de um grupo de moradores da região. Os manifestantes condenaram a derrubada de 74 árvores na área da fazenda e consideram ilegal a construção de um condomínio com dois prédios num total de 48 apartamentos.

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As escolas de samba pensam o Brasil

A grande campeã deste carnaval foi Marielle Franco. A vereadora assassinada foi mencionada nos desfiles da Unidos da Vila Isabel, da Paraíso do Tuiuti, da Mangueira, da Vai-Vai, da Pérola Negra, dentre outras escolas e em inúmeras manifestações de rua. Marielle eterna. Marielle presente. Quem ficou eternizada em sambas e na memória coletiva é ela, e não seus algozes!

por Tiaraju Pablo*, em Blog da Boitempo

Carnaval de 2017. Carros alegóricos da Unidos da Tijuca e da Paraíso do Tuiuti sofrem acidentes na concentração dos desfiles. Medo. Correria. Feridos. Os episódios ganham espaço na mídia e ofuscam a beleza dos desfiles e dos sambas daquele ano. Aproveitando-se da diminuição da legitimidade social das agremiações, os setores conservadores da sociedade partem para o ataque. As escolas de samba viram alvo de investigações e, passado o carnaval, o prefeito do Rio de Janeiro, Marcello Crivella (PRB), anuncia o corte pela metade do recurso público destinado a elas. Prenunciava-se o começo do fim de uma das manifestações culturais mais interessantes surgidas em solo brasileiro: o desfile das escolas de samba.

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O apogeu da resistência alegre e da consciência política na passarela do samba. Entrevista especial com Orlando Calheiros

por João Vitor Santos, em IHU On-Line

Desde a última Quarta-Feira de Cinzas, 06-03-2019, quando a Liga das Escolas coroou a Estação Primeira de Mangueira como campeã do carnaval carioca, uma espécie de catarse tomou conta das rodas de conversa e das redes sociais. Todo mundo queria opinar sobre o samba-enredo História para Ninar Gente Grande, em que a agremiação faz uma crítica contumaz à “história tradicional” que elenca heróis que, na verdade, dizimaram outros, os verdadeiros heróis, que até hoje fazem resistência. Até quem não é do samba vibrou com o desfile e disse que a Mangueira despertou a consciência política do brasileiro que, pelo que parece, até bem pouco tempo flertava com a extrema direita racista, misógina e homofóbica. Mas o professor Orlando Calheiros não concorda com essa análise. Para ele, “o samba não faz despertar uma consciência política, o samba é a própria consciência política já desperta desses ‘pobres e periféricos’”.

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“A Igreja Católica está do lado dos indígenas”. Entrevista com Eduardo Viveiros de Castro

Falamos com Eduardo Viveiros de Castro, o antropólogo brasileiro que estudou o povo Araweté e que agora tem as suas fotografias na exposição Resgatar a Diversidade: Pensamento Ameríndio, em Guimarães [Portugal]

por Bruno Horta, publicada por Observador / IHU On-Line

O ataque aos povos indígenas do Brasil representa um ataque ao ecossistema global e por isso não deve preocupar apenas os brasileiros, sustenta o antropólogo brasileiro Eduardo Viveiros de Castro, de 67 anos, que passou longos períodos no interior do estado do Pará a estudar os Araweté, povo quase desconhecido até à década de 80.

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Mostra Ameríndia: Percursos do Cinema Indígena no Brasil em cartaz em Portugal

13 – 17 Março 2019 – Museu Calouste Gulbenkian

No Buala

Mostra Ameríndia integra uma multiplicidade de experiências que nos retiram dos lugares convencionais de olhar e entender o cinema. Nestes filmes, os coletivos indígenas atuam em diferentes níveis. São cineastas no sentido ocidental, apontam a câmera para a sociedade colonial, para o quotidiano da sua aldeia, para os seus rituais, ou ainda para os avanços do agronegócio. Também colaboram com não-indígenas na produção e realização dos seus filmes. 

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