Duas escritoras indígenas: a batalha da poesia. Por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

“Si me permiten hablar”(Domitila Chungara- 1978)
“In vain I tried to tell you” (Dell Hymes, 1981)

Os filiados ao Partido Sem Literatura (PSL vixe vixe) se perguntam: Poesia se come com farinha? Afinal, para que servem poetas? A complicação aumenta quando se trata de poetas indígenas e podemos indagar: as narrativas orais ameríndias, de autoria individual ou coletiva, são apenas material etnográfico ou fazem parte da literatura? Qual o impacto delas na literatura brasileira? Por que autores e autoras indígenas permanecem excluídos da escola, da mídia, dos cursos de letras das universidades e não figuram na história da nossa literatura?

(mais…)

Ler Mais

MPF visitou comunidade quilombola de Barra do Parateca, em Carinhanha (BA)

Órgão apresentou andamento dos pedidos judiciais de demarcação de terras e identificou problemas na promoção da saúde e da educação nas comunidades

Ministério Público Federal na Bahia

O Ministério Público Federal (MPF) realizou, no dia 15 de outubro, visita à Comunidade Quilombola de Barra do Parateca, situada no município de Carinhanha (BA). Encontro contou com a presença, ainda, de representantes da Comunidade Quilombola de Tomé Nunes, por sua vez, situada no município de Malhada (BA). Ambas as comunidades localizam-se a cerca de 780 km de Salvador – capital baiana. A intenção foi conhecer a realidade das comunidades quilombolas nos municípios e levantar suas principais necessidades relativas às políticas públicas de saúde e educação, bem como em relação à existência de conflitos fundiários.

(mais…)

Ler Mais

Diversas etnias se unem pela regeneração do Rio Doce no Encontro Ancestral

Evento acontece de 1 a 3 de novembro na comunidade de Areal e está com inscrições abertas

Por Vitor Taveira, Século Diário

Localizada nas proximidades da foz do Rio Doce, a comunidade de Areal, em Linhares (norte do Estado), se prepara para receber a quarta edição do Encontro de Cultura Ancestral, que reúne diversos grupos étnicos, ativistas e movimentos sociais e culturais para pensar a articulação em prol da regeneração dos afetados pelo crime do rompimento da barragem de mineração da Samarco/Vale-BHP em Mariana (MG).

(mais…)

Ler Mais

Projeto que cria Conselho Municipal das Comunidades Tradicionais será votado nesta sexta (27) em Ilhabela (SP)

Projeto de lei é resultado de dois anos de trabalho conjunto do MPF, Prefeitura e comunidades tradicionais de Ilhabela

Procuradoria da República no Estado de S. Paulo

Ocorre nesta sexta-feira (27), às 14 horas, na Câmara Municipal de Ilhabela (SP), sessão extraordinária onde será apreciado e votado projeto de lei que cria o Conselho Municipal das Comunidades Tradicionais de Ilhabela (CMCT). A iniciativa foi idealizada pela Procuradoria da República no Município de Caraguatatuba (unidade do MPF que atua no litoral norte de São Paulo) e por integrantes das comunidades tradicionais de Ilhabela.

(mais…)

Ler Mais

É preciso interrogar o pragmatismo político e a eficácia simbólica do tradicionalismo. Entrevista especial com Letícia Borges Nedel

Por: Vitor Necchi, em IHU On-Line

Em sua trajetória de historiadora, Letícia Borges Nedel pesquisa a formação e a atuação das elites culturais no Brasil, em especial no Rio Grande do Sul, investigando questões como a participação de intelectuais situados na periferia do processo de modernização da pesquisa social brasileira em processos de institucionalização de memórias e saberes locais.

(mais…)

Ler Mais

Fiocruz lança documentário sobre tradições de indígenas

Nathállia Gameiro, Fiocruz Brasília

O dia 13 de setembro marca os 12 anos da aprovação da Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas pela Organização das Nações Unidas (ONU). O documento garante a eles o direito de dizer e determinar como querem viver, ter seus sistemas próprios de educação, saúde, financiamento e resolução de conflitos; o direito de que sejam consultados antes de qualquer medida legislativa e administrativa que lhes afete; o direito à reparação quando suas terras forem ocupadas indevidamente, ou se alguma propriedade cultural, intelectual ou religiosa foi utilizada sem consentimento; e o direito de manter seus próprios meios de comunicação em suas línguas. 

(mais…)

Ler Mais

Comunicadores indígenas em ação na Amazônia

Rede Wayuri completa terceira oficina de formação e lança vídeo documentário sobre o trabalho iniciado em novembro de 2017

Por Juliana Radler, no ISA

Reunidos entre os dias 5 e 12 de agosto na ilha de Duraka, Terra Indígena Médio Rio Negro I, em São Gabriel da Cachoeira (AM), 15 integrantes da Rede Wayuri de Comunicação Indígena participaram da III Oficina de Formação da Rede para trabalhar técnicas de audiovisual com foco na prática de reportagens e documentários.

(mais…)

Ler Mais

Discurso e mídia na Amazônia: uma escola sem aula. Por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

“Há, portanto, toda uma geografia ( e uma cronologia) cultural da verdade”. (Foucault citado por Rosário Gregolin em “Mídia, Poder e Resistência”).

No Rio, um professor guarani confessa que na escola de sua aldeia ele faz o maior esforço para não dar aulas. Em Roraima, a funcionária da Secretaria de Educação censura um docente makuxi por se ausentar da sala no horário de trabalho. No Amazonas, um educador waimiri-atroari interrompe a alfabetização de seus alunos para sair correndo com a turma atrás de uma paca. Afinal, que escola indígena é essa? Esses e outros fatos foram relatados na mesa redonda “Memória e Educação Escolar Indígena: Diálogos Interculturais” no “IV Colóquio Internacional Discurso e Mídia na Amazônia: interculturalidade e resistência” (DCIMA) realizado em Marabá (PA) de 7 a 9 de agosto.

(mais…)

Ler Mais

A picada da jararaca e o desprezo ao conhecimento dos Kumuã do Alto Rio Negro

Na segunda parte da reportagem especial, o choque entre a cultura, os conhecimentos tradicionais diante do sistema de saúde que se pretende universalizado e a história da menina que teve a vida salva pelo bahsese (terapia ancestral).

Por: Fábio Zuker, na Amazônia Real

São Gabriel da Cachoeira (AM) – O surgimento do Centro de Medicina Indígena Bahserikowi`i, em Manaus, começa com uma história traumática para a família do antropólogo João Paulo Lima Barreto, idealizador do projeto. Apesar do convívio diário que tivemos em Pari-Cachoeira e na comunidade São Domingos Sávio com Luciene Lima Barreto, ela se recusou a contar sobre o acidente que quase tirou a sua vida. Consentiu, porém, que seu pai, José Maria Barreto (também chamado de Ahkuto, em Tukano), a contasse à reportagem da Amazônia Real.

(mais…)

Ler Mais