Tragédia em Mariana: julgamento na Inglaterra é esperança para tribo indígena em Minas

Cerca de 500 índios Krenak, que vivem no Leste do Estado, tiveram a vida afetada pela contaminação do Rio Doce

Por Mateus Parreiras, em O Estado de Minas

A dádiva ancestral, que alimenta de peixes e purifica a tribo a cada geração nas águas do Rio Doce é algo que o pequeno Tembràm Krenak, de 4 anos, apenas ouviu falar. Ao contrário de seus familiares e do restante da tribo, que cresceu aprendendo as tradições e a religião imersos nas águas, o pequeno índio teve interrompida sua formação plena de Krenak porque as águas do Rio Doce estão poluídas pelos rejeitos de minério que lá se encontram desde o rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana, em novembro de 2015.

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Livro digital sobre memória dos saberes tradicionais em território Guarani-Kaiowá será lançado, em 23/7

Por Verônica Almeida, no Informe Ensp

O ObservaPICS lança, dia 23 de julho, o livro digital Pohã Ñana (Plantas Medicinais): fortalecimento, território e memória Guarani e Kaiowá, mais um produto da pesquisa Práticas tradicionais de cura e plantas medicinais mais prevalentes entre os indígenas da etnia Guarani-Kaiowá,  na região Centro-Oeste coordenada pelos pesquisadores Paulo Basta, da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp-RJ), e Islândia Carvalho (Fiocruz Pernambuco), coordenadora do observatório. Além dos dois, são organizadores da publicação Aparecida Benites (Kuñatãi mbo`y arandu) e Ananda Meinberg Bevacqua (Kunãtai tucamby).

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Nota de Esclarecimento do TJ-SP sobre o episódio do desembargador em Santos

Em relação ao episódio ocorrido em Santos, ontem (18), quando o desembargador Eduardo Almeida Prado Rocha de Siqueira foi multado por um Guarda Civil Municipal por não utilizar máscara enquanto caminhava na praia, o Tribunal de Justiça de São Paulo informa que, ao tomar conhecimento, determinou imediata instauração de procedimento de apuração dos fatos; requisitou a gravação original e ouvirá, com a máxima brevidade, os guardas civis e o magistrado.

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Covid mata anciãs que curam, rezam e lutam, e deixa povos indígenas órfãos

Por Carlos Madeiro, no Universa

A anciã Mônica Renhinhãi’õ era uma índia xavante que vivia na aldeia Aõpá, no município de Alto Boa Vista (MT), e faria 100 anos na última quarta-feira. Vinte cinco dias antes do seu aniversário, entretanto, a Covid-19 a levou.

Entre os xavantes, as mulheres são as guardiãs das sementes que dão os frutos. Apesar da idade avançada, Mônica integrava desde 2018 o grupo chamado “Mulheres coletoras de sementes da terra indígena Marãiwatsédé”. Quem participava do grupo conta que ela trabalhava todo os dias.

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Desembargador ex-coordenador da Área da Saúde do TJ-SP humilha guarda após multa por não usar máscara em SP: ‘Analfabeto’

Por Isabella Lima, G1 Santos

Um desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo foi flagrado humilhando um Guarda Civil Municipal de Santos, no litoral de São Paulo, após ser multado por não utilizar máscara enquanto caminhava na praia. Um vídeo obtido pelo G1 neste domingo (19) mostra Eduardo Almeida Prado Rocha de Siqueira chamando o GCM de ‘analfabeto’, rasgando a multa e jogando o papel no chão e, por fim, dando uma ‘carteirada’ ao telefonar para o Secretário de Segurança Pública do município, Sérgio Del Bel, para que o mesmo ‘intimidasse’ o Guarda Municipal.

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Mulheres de militares maquiam, dão roupas e causam aglomeração de ianomâmis

Por Rubens Valente, no UOL

Uma “ação social” feita por mulheres de militares na Terra Indígena Yanomami no final de junho incluiu maquiagem no rosto de mulheres indígenas, pintura de unhas, distribuição de roupas para famílias que vivem seminuas por costume e tradição, e estímulo à aglomeração de crianças, sem máscaras. Elas ficaram próximas num pula-pula, em fila para distribuição de doces e numa recreação.

“Isso que fizeram foi um desrespeito total. Essa doação de roupas… O povo Yanomami não é mendigo. Pula-pula? Não precisamos de pula-pula. Provocaram aglomeração! A ação do governo foi muito errada”, disse à coluna Junior Hekurari Yanomâmi, presidente do Condisi-Y (Conselho Distrital de Saúde Yanomami e Yekuana). “Precisamos de apoio do governo é para conter a covid-19, que está entrando, espalhando nas aldeias.”

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MPF questiona construção em área do Terreiro da Gomeia em Duque de Caxias (RJ)

Prefeito anunciou em rede social a construção de creche no local, que pertence ao patrimônio histórico e cultural e está em processo de tombamento

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF) solicitou ao prefeito de Duque de Caxias e às secretarias municipais de educação e cultura informações sobre a intenção de construir creche em imóvel do Terreiro da Gomeia, na Baixada Fluminense (RJ). A informação da construção foi dada pelo prefeito em rede social e contraria a proteção ao patrimônio histórico relacionado ao terreiro,  que se encontra inclusive em processo de tombamento. A solicitação faz parte do Inquérito Civil nº 1.30.017.000099/2019-94.

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Saberes tradicionais de quilombolas protegem meio ambiente no Vale do Ribeira, em SP

Comunidades da região estão dispensadas de licença para plantar e colher produção agroecológica devido à pandemia

Redação Brasil de Fato 

Comunidades quilombolas localizadas na região do Vale do Ribeira, no sudeste de São Paulo, estão dispensadas do licenciamento prévio para o manejo da mata e plantação de roças tradicionais em meio à pandemia do novo coronavírus.

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Mãe Yanomami recebe corpo de bebê que ficou dois meses no IML de Roraima

Júnior Yanomami, presidente do Condisi-Y, disse que indígenas da aldeia Onkopiu “estão tristes pela morte e em luto”. Sesai não explica a demora do traslado

Por Emily Costa e Kátia Brasil, da Amazônia Real

Boa Vista (RR) e Manaus (AM) – Uma das quatro mães da etnia Yanomami que pedem o direito de fazer o ritual funerário dos corpos de seus filhos nas aldeias, conforme a tradição da etnia, recebeu o cadáver da criança – uma menina -, na aldeia Onkopiu, na região de Auaris, no território em Roraima, nesta quarta-feira (1º). O Instituto Médico Legal (IML) de Roraima informou à agência Amazônia Real que o corpo do bebê recém-nascido, pertencente ao subgrupo Sanöma, ficou por dois meses na câmara frigorífica, em Boa Vista, aguardando uma posição de traslado da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), órgão do Ministério da Saúde. 

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