Ana Cláudia Quintana Arantes: “Morrer é o nosso maior exercício de entrega”

Ana Cláudia Quintana Arantes defende que a medicina tem de saber acompanhar os que morrem, respeitando-os. Considera que a missão dos cuidados paliativos é a de “oferecer às pessoas a oportunidade de viverem até ao dia que a morte chega” e permitir-lhes cumprir com os outros “maior exercício de entrega” Está em Portugal a lançar o seu livro “A Morte é um dia que vale a pena viver”

Por São José Almeida, no Público

Nasceu, estudou Medicina e exerce-a em São Paulo, no Brasil. Ana Cláudia Quintana Arantes tem 50 anos e há mais de 20 que se dedica à especialidade de cuidados paliativos, sendo também médica geriatra e gerontologista. É uma das pioneiras em paliativos no Brasil, disciplina que lecciona como professora universitária.

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Evangelização é ferramenta para dominar territórios indígenas desde 1500

Doutrinação de igrejas cristãs demoniza cultura e crença ancestral dos pajés, dividindo aldeias e avançando sobre terras

Por Juca Guimarães, no Brasil de Fato

Desde a colonização do Brasil, a intolerância religiosa e a conversão forçada são usadas como ferramentas de segregação de indígenas e divisão de territórios, com o objetivo de permitir a exploração indiscriminada dos recursos minerais, ambientais, das águas e das terras. No ano passado, quinze organizações e 27 lideranças indígenas lançaram um manifesto contra a perseguição da cultura e dos conhecimentos dos povos indígenas.

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O Triunfo do Abismo

Por Adilson Takuara

É falsa a oposição entre civilização e barbárie, a civilização produz a barbárie. Ouvi recentemente de um mexicano, de nome Genaro e ascendência indígena, que nosso continente há 500 anos foi invadido por bárbaros e a partir de agora passo também a chamar os colonizadores de bárbaros. Como sabemos, a história é contada pelos vencedores e estes chamam de bárbaros os “não civilizados”. Mas quem traz a barbárie a um lugar é o colono, o civilizador.

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ONG ligada à ministra Damares levou malária a indígenas isolados e foi acusada de extrair mogno

Roteiro de missionários incluiu construção de pistas de pouso clandestinas, contrabando de sementes e viagens sem autorização em busca das etnias a serem convertidas; na guerra de propaganda, valeu até fraude em documentário

Por Leonardo Fuhrmann, em De Olho nos Ruralistas

Em seu diário, o missionário Nivaldo Oliveira de Carvalho, da Jocum, contava sobre viagem feita em 1995 rumo a territórios de indígenas isolados no Alto Rio Piranha, na Amazônia. “O diabo não esta satisfeito em perder terreno para nós e vai tentar o que estiver ao alcance para nos fazer recuar, voltar atrás”, escreveu. “Mas em nome do Senhor Jesus Cristo continuaremos até o tempo determinado pelo Senhor. Neste local, certamente nem a Funai, nem a Polícia Federal poderá nos encontrar”.

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El parto indígena, un ritual de vida

Por Verónica Endara, El Telegrafo

Ambientar espiritualmente una habitación es indispensable dentro de las comunidades indígenas porque es donde se dará la bienvenida al bebé, según cómo se lo reciba, él será con el mundo.

Dentro de la cosmovisión indígena el parto es un ritual ancestral. La partera cumple un papel fundamental en este acto, pues es quién, de acuerdo con sus saberes y tradiciones, da la bienvenida al recién nacido.

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Como Joênia Wapichana se tornou a primeira indígena a chegar à Câmara dos Deputados

Por Adriana Negreiros, na piauí

Passava um pouco do meio-dia quando, na esperança de amenizar o calor, Joênia Wapichana puxou as mangas da camiseta branca até os ombros e a transformou numa regata com desenhos de libélula. No interior da maloca, onde quase cem integrantes da comunidade indígena Tabalascada começaram a se reunir nas primeiras horas da manhã, a temperatura ultrapassava os 30 graus. Apesar do forno, Wapichana não abdicou da calça jeans e manteve os longos cabelos soltos, cujos fios negros se misturavam às penas azuladas de um brinco. No instante em que os fogos de artifício a convocaram para o palco improvisado, ela ainda saboreava um picolé de frutas envolto em saco plástico – o popular dindim, como se fala no Norte, ou chupe-chupe, ao modo do Sudeste. Cruzou a maloca sob gritos e aplausos, arrastando as sapatilhas pretas pelo piso rústico de cimento e tentando dar um fim à guloseima antes de saudar a plateia.

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3º Congresso Internacional dos Povos Indígenas da América Latina (CIPIAL) 2019: inscrições de trabalho até 18/01/2019

Parentes, aliadas, aliados, pesquisadoras e pesquisadores,

Somos três indígenas acadêmicos e convidamos vocês para inscreverem os seus trabalhos no Simpósio Temático: “Trajetórias de acadêmicos indígenas: impactos presentes e perspectivas de futuro” (ST 58), que integra o 3º Congresso Internacional Povos Indígenas da América Latina (CIPIAL), que ocorrerá Brasília/DF entre 3 a 5 de julho de 2019.

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Povos da megadiversidade: O que mudou na política indigenista no último meio século. Por Manuela Carneiro da Cunha

Na Piauí

Em 1967, o ministro do Interior, general Afonso Augusto de Albuquerque Lima, ordenou a realização de uma comissão de inquérito administrativo para apurar os delitos praticados pelo Serviço de Proteção aos Índios (SPI). Queria punir funcionários e moralizar o órgão. Nomeou para presidir a comissão o procurador federal Jáder de Figueiredo Correia. A iniciativa havia tardado quatro anos e derivava das graves denúncias de desmandos administrativos e financeiros no relatório de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), de 1963. Jader de Figueiredo Correia fez valer que a CPI havia apenas examinado os anos de 1962 e 1963 e ainda assim só três inspetorias do SPI, uma no Amazonas e duas no Mato Grosso. O ministro foi levado a estender o âmbito do inquérito a todo o Brasil.

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“Medidas sobre demarcações indígenas são racistas”, diz relatora da ONU

Em entrevista à DW, relatora especial das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas critica a decisão de Bolsonaro de transferir atribuições à pasta da Agricultura. “É um retrocesso”, diz Victoria Tauli-Corpuz.

Na Deutsche Welle

A transferência da responsabilidade pela demarcação de terras indígenas e quilombolas da Fundação Nacional do Índio (Funai) para o Ministério da Agricultura é vista como um retrocesso pela relatora especial da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas, Victoria Tauli-Corpuz.

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O poder da Caverna Sagrada Kamukuwaká – Mitos, Matas e Desafios

Por Alenice Baeta*, para Combate Racismo Ambiental

Em setembro de 2018 foi noticiada a depredação de conjuntos de grafismos rupestres antiquíssimos na caverna Kamukuwaká, situada no município de Paranatinga, estado do Mato Grosso, às margens do rio Tamitatoala ou Batovi, Alto Xingu, na Bacia Amazônica.

Esta caverna, que fica próxima de uma grande cachoeira, é considerada sagrada e de grande importância histórica e espiritual para as onze etnias indígenas que vivem no Xingu. Segundo a cosmologia do povo Wauja ou Waurá (falantes da língua maipure, da família arawak), esta gruta seria lar do ancestral guerreiro Kamukuwaká, que ali teria se defendido dos ataques do inimigo, o Kamo, que invejava a sua beleza e a sua força, transformando a sua casa em pedra, tentando atacá-lo; mas com a ajuda de pássaros foi aberto um buraco no teto rochoso, e assim Kamukuwaká e seus familiares conseguiram escapar para o céu, livrando-se da emboscada.

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