Nota de solidariedade ao povo Munduruku: O resgate de suas Itig’a deve ser entendido como a única ação que lhes restava possível

A luta do povo Munduruku tem mostrado o caminho que os povos indígenas devem seguir. Se antes assim já era, com a ascensão do projeto da extrema-direita resistir e avançar torna-se imperativo. Desta forma, o resgate das Itiğ’a, realizado pelos Munduruku, deve ser entendido como a única ação que lhes restava possível.

Esta nota de solidariedade, assinada por intelectuais, ativistas e organizações, apoiando o resgate de 12 urnas funerárias, ação realizada de forma espontânea e com recursos próprios dos Munduruku, mostra que os povos indígenas não estão sozinhos. Milhões de pessoas, em todo o mundo, os apoiam, assim como apoiam suas expressões culturas, cosmovisões e modos de vida.

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Narrativas indígenas, chave para outras subjetividades

Em SP, um curso sobre as histórias tradicionais dos xavantes, karajás, mehinakus e paiters. Fora do cânone literário, são baseadas na vivência oral e nas afirmações de identidade e revelam as cosmovisões dos povos originários

Outras Palavras

Nos dias 21 e 22 de janeiro, das 14h às 17h, Angela Pappiani reúne as pessoas interessadas em romper barreiras e enxergar novas possibilidades de estar no mundo num encontro com as narrativas tradicionais indígenas no espaço Escrevedora Centro Literário.

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Povo Tremembé da Barra do Mundaú realiza a XI Festa do Murici e do Batiputá

Do batiputá é extraído óleo que serve tanto para preparar alimentos como para fins medicinais

Da Redação Brasil de Fato

De 07 a 11 de janeiro, o Povo Tremembé da Barra do Mundaú realiza a XI Festa do Murici e do Batiputá, tradicional festejo que celebra a colheita dos frutos murici e batiputá que representam o alimento e a cura, respectivamente. Do murici é feito aluá, doce e suco. Já do batiputá é extraído óleo que serve tanto para preparar alimentos como para fins medicinais no combate à dor reumática, gripe, gastrite e inflamações. As atividades acontecem no Ponto de Cultura Recanto dos Encantados, localizado na Terra Indígena Tremembé da Barra do Mundaú, em Itapipoca (CE).

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Nota: Resgate das Itiğ’a pelo povo Munduruku

Por Ipereg Ayu Munduruku

Nós pajés, guerreiras, mulheres, crianças e lideranças do povo Munduruku do alto, médio Tapajós e baixo Teles Pires, resgatamos a mãe dos peixes, a mãe das queixadas, mãe da tartaruga, mãe do jabuti, mãe do tracajá e outros que vocês, pariwat (não indígena), não entendem. São espíritos dos nossos antepassados. Eles estavam sofrendo desde que as Usinas Hidrelétricas Teles Pires e São Manoel destruíram nossos lugares sagrados (Karobixexe e Dekoka’a) e deixaram eles presos no lugar onde não deveriam estar, fazendo nosso povo sofrer consequências.

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Com texto sobre massacre indígena, aluna de escola pública de RO ganha Olimpíada de Língua Portuguesa

A estudante Karoline Vitória, de Espigão do Oeste, concorreu com mais de 11 mil alunos de todo o país. Confira o texto ganhador na íntegra.

Por G1 RO*

As memórias de um atentado que aconteceu na década de 60 contra o povo indígena Cinta-Larga se tornou uma história premiada nacionalmente nesse mês de dezembro na Olimpíada de Língua Portuguesa, promovida pelo Ministério da Educação (MEC) e parceiros.

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Povo Munduruku resgata 12 urnas funerárias de museu no Mato Grosso

Os artefatos de cerâmica foram retirados dos lugares sagrados da etnia durante a construção das barragens das hidrelétricas de São Manoel e Teles Pires

Por Juliana Arini, especial para a Amazônia Real

Cuiabá (MT) – Na madrugada do Natal (25) um grupo de 70 indígenas Munduruku resgatou doze urnas funerárias do Museu de História Natural do município de Alta Floresta, no Mato Grosso. Os artefatos de cerâmica, onde estão sepultados os restos mortais dos ancestrais desse povo, haviam sido retirados, à revelia dos Munduruku, dos lugares sagrados durante as obras da construção das barragens das hidrelétricas de São Manoel e Teles Pires, em 2010.

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Indígenas MuUnduruku tomam museu em MT para exigir devolução de urnas sagradas

Por Folhapress, no Diário de Pernambuco

Setenta indígenas da etnia mundurucu tomaram nesta terça-feira (24) o Museu de História Natural de Alta Floresta (MT) em protesto contra a apropriação de 12 urnas funerárias sagradas e desenterradas durante a construção das usinas hidrelétricas Teles Pires e São Manoel, no rio Teles Pires.

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Maior comunidade quilombola do RN, Capoeiras mantém forte suas raízes e tradições

Comunidade localizada no município de Macaíba foi formada no século XIX por negros libertos do interior do estado

Da Redação Brasil de Fato

Segundo a Fundação Cultural Palmares, há 60 comunidades quilombolas no Rio Grande do Norte. Dessas, pelo menos 22 comunidades já se reconheceram como tal e 20 estão em processo de regularização e reconhecimento pelo INCRA. Capoeiras é considerada a maior comunidade quilombola do estado e está localizada na área rural de Macaíba, há 65 km de Natal. Atualmente, conta com 350 famílias em seu território. É forte a ideia que todos compartilham de um mesmo traço genealógico, resultando na compreensão que seus habitantes pertencem a uma mesma família, no que fortalece o sentido de comunidade e identidade.

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A festa das línguas em Belém: entre falantes e ficantes. Por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

Dizem que as línguas, como os gatos, têm várias vidas. Será que os brasileiros estão interessados em conhecer as vidas das línguas faladas dentro do território nacional? Os conhecimentos que nelas circulam e a beleza de suas narrativas e de seus cantos têm tudo a ver com a qualidade de vida de nossos filhos e netos, mas ainda são poucos os que fazem a ligação entre a diversidade de línguas e o destino daquele Brasil que não quer “futurar-se”.  Olhe a seu redor e me diga se familiares, vizinhos, amigos e colegas de trabalho têm consciência da importância das 274 línguas indígenas para a construção desse país.

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