“Conhecimento ancestral tem valor”, afirmam comunidades religiosas de matriz africana sobre a destruição do rio Paraopeba

Representantes de povos tradicionais que vivem às margens do Paraopeba destruído contam a importância do rio para a perpetuação dos rituais e sobrevivência nos territórios

No MAB

PCTRAMA é a sigla pela qual os povos e comunidades de tradição religiosa ancestral de matriz africana preferem ser chamados. São comunidades oriundas das nações de Angola, Angola-Muxikongo, Ketu, Jeje, Umbanda, Omolocô e Reinado, e estão localizadas nas cidades de Juatuba, Mateus Leme, Betim, Mário Campos e São Joaquim de Bicas; em Minas Gerais. Cidades vizinhas e afetadas pelo desastre da Vale em Brumadinho, causado pelo rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, em janeiro de 2019. 

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Somente o tempo vai revelar quem somos. Por Leonardo Melgarejo

No Brasil de Fato

Nesta quarta-feira, dia 16 dezembro de 2020, o Comitê de Patrimônio da UNESCO atendendo solicitação conjunta da Argélia, Mauritânia, Marrocos e Tunísia, atribuiu ao cuzcuz a condição de Patrimônio Imaterial da Humanidade.

Isso significa que os conhecimentos, práticas e tradições relacionadas ao preparo e ao consumo do cuzcuz adquiriram status de valor humano inalienável. Algo a ser protegido como característica relevante na história evolutiva do homo sapiens sapiens.

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Como o povo Ashaninka não pegou Covid-19 até agora

Habitantes do Acre, indígenas adotaram uma rígida estratégia de isolamento e resgataram conhecimentos ancestrais

Por Fabio Pontes, na Amazônia Real

Acima, cena de gravação do episódio ‘A morada de Hãkwo’, dirigido por Vincent Carelli e Wewito Pyãko, da série “Nokun Txai – Nossos Txais”, dirigida por Sérgio de Carvalho. Foto: Talita Oliveira

Rio Branco (AC) – O povo Ashaninka chega ao fim de 2020 sem registro de casos de Covid-19 nas aldeias da Terra Indígena Kampa do Rio Amônia, no Acre. É um feito e tanto diante do fato de que o vírus alcançou comunidades quase isoladas, cujo tempo de viagem pode levar dias. Com o rio em boas condições de navegabilidade, chega-se ao território Ashaninka em uma viagem de até oito horas a partir do município de Marechal Thaumaturgo, no Vale do Juruá.

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‘Tem que persistir, ter força’, diz Dona Onete, homenageada de festival de música e feminismo

Festival MANA começa neste sábado, 12. Entre as atrações, a homenageada Dona Onete e Suraras do Tapajós, primeiro grupo de carimbó formado por mulheres indígenas.

Por G1 PA

É tempo de encontros do feminino amazônico. São diferentes gerações e múltiplas vozes que entoam distintos ritmos, mas têm em comum o desejo de narrar suas vivências enquanto nortistas. Neste sábado (12) e domingo (13), o Festival MANA 2.0 traz o carimbó da banda indígena das Suraras do Tapajós, o chorinho de Jade Guilhon e companhia, e celebra o talento de Dona Onete, homenageada desta edição do projeto.

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Conhecimentos ancestrais fortalecidos: Encontro no Tiquié reúne Kumuã para discutir Covid-19 e cria coordenação de saberes tradicionais indígenas

Na Foirn

Algumas voadeiras que circularam pelo Rio Tiquié na primeira semana de dezembro transportaram passageiros com uma missão especial: trocar saberes tradicionais utilizados no enfrentamento à Covid-19 e estabelecer um protocolo indígena de proteção contra essa doença e outras enfermidades que possam atingir os povos do Rio Negro. Nos dias 4, 5 e 6 de dezembro, a comunidade Serra de Mucura, no Rio Tiquié, município de São Gabriel da Cachoeira (AM), recebeu o 1º Encontro de Conhecedores Tradicionais do Rio Tiquié, promovido pela Foirn com apoio do Instituto Socioambiental (ISA):  foram três dias de intensa troca de saberes entre os kumuã (plural de kumu) – como os conhecedores tradicionais são conhecidos na região. A reunião contou com a presença de um pajé que conduziu ritual para proteger indígenas e não indígenas do novo coronavírus.

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“É impossível pensar um projeto de nação sem arte e cultura como parte da estratégia”

Desmonte da cultura do ponto de vista institucional dificultou mais a vida das pessoas que trabalham e vivem do trabalho artístico

Por Jamile Araújo, na Página do MST

Após o golpe de 2016, com o impeachment de Dilma Rousseff (PT), a cultura foi um setor que sofreu um desmonte sistemático, ainda no governo Michel Temer (MDB). Com a posse do então presidente, Jair Bolsonaro (sem partido), o Ministério da Cultura (MinC) foi extinto, passando a existir uma Secretaria Especial de Cultura, hoje subordinada ao Ministério do Turismo.

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Povos originários do Ceará lutam para manter a vida e a tradição

Por Alice Sales da Eco Nordeste, no Marco Zero Conteúdo

“Quem me dera ao menos uma vez
Que o mais simples fosse visto
Como o mais importante
Mas nos deram espelhos e vimos um mundo doente”

Como bem expressa os versos de “Índios”, canção escrita por Renato Russo, cantor e compositor brasileiro, os povos originários do Brasil vêm, ao longo dos séculos, sofrendo pressões que ameaçam sua existência. Entre incêndios nas matas, lutas sangrentas pela demarcação de terras em um país cujo Estado negligencia a causa, e ataques que resultaram nos assassinatos impunes de lideranças indígenas, o ano de 2020 trouxe uma  ameaça tão grande quanto tudo que já enfrentam. Com capacidade de dizimar uma etnia inteira, o coronavírus chegou ao Brasil trazendo dor, incertezas, medos e esperança por dias melhores para os povos indígenas brasileiros.

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Justiça reconhece interferência nos modos de vida dos indígenas afetados por Belo Monte e ordena mudanças

Decisão atende pedidos do MPF em ação judicial de 2015 que apontou ação etnocida da Norte Energia

Ministério Público Federal no Pará

A Justiça Federal em Altamira (PA) reconheceu que as medidas de compensação e mitigação socioambiental promovidas pela Norte Energia desde o início das obras da usina de Belo Monte provocaram interferências significativas “nos traços culturais, modo de vida e uso das terras pelos povos indígenas, causando relevante instabilidade nas relações intra e interétnicas”.

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O ressentimento no Brasil. Por Maria Rita Kehl*

No A Terra é Redonda

“A manchete de ontem, ‘País precisa de 46 anos para atingir níveis de 1o. Mundo’, deixou-me acabrunhado. Basta imaginar em que nível estarão os países de 1o. Mundo daqui a 46 anos.” (carta de leitor da Folha de São Paulo de 1/9/2004).

Os brasileiros, em geral, não se consideram ressentidos. De fato, o imperativo da alegria presente em nossa cultura favorece o esquecimento dos agravos, e não a rememoração ressentida dos erros e sofrimentos passados. Somos uma nação voltada para o futuro, um país “pra frente”. Mas o ressentimento não deixa de estar presente entre nós, disfarçado em formações de linguagem irônicas, cínicas ou queixosas que se parecem – mas não são – com uma crítica progressista em relação a nossas falhas históricas e nossas insuficiências sociais. Falhas que não são interpretadas como dívidas (para com o passado), passíveis de se pagar através da ação presente. Ao contrário, concebemos nossos problemas sociais como insuficiências que nos parecem sempre injustas, de responsabilidade de um outro, de alguém que teria o poder de remediar nossas mazelas, mas não o fez.

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Jovens indígenas elegem representantes e reivindicam reforço na educação e ação contra mudança no clima

Foirn

Os dois novos coordenadores do Departamento de Jovens Indígenas da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (DAJIRN/FOIRN) foram escolhidos nesta sexta-feira, 6 de novembro, durante a IV Assembleia Geral Eletiva de Adolescentes e Jovens Indígenas do Rio Negro – Pandemia da Covid-19 e a Emergência Climática: Desafios para a Juventude Indígena do Rio Negro. Venceram as eleições para coordenar o DAJIRN/FOIRN entre 2021 e 2024 os jovens Elson Kene, de 27 anos, da etnia Baré, e Gleice Maia, de 18 anos, da etnia Tukano. Atualmente, os coordenadores do departamento são Adelina Sampaio, da etnia Desana, e Elson Kene.

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