Comunicadores indígenas em ação na Amazônia

Rede Wayuri completa terceira oficina de formação e lança vídeo documentário sobre o trabalho iniciado em novembro de 2017

Por Juliana Radler, no ISA

Reunidos entre os dias 5 e 12 de agosto na ilha de Duraka, Terra Indígena Médio Rio Negro I, em São Gabriel da Cachoeira (AM), 15 integrantes da Rede Wayuri de Comunicação Indígena participaram da III Oficina de Formação da Rede para trabalhar técnicas de audiovisual com foco na prática de reportagens e documentários.

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Discurso e mídia na Amazônia: uma escola sem aula. Por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

“Há, portanto, toda uma geografia ( e uma cronologia) cultural da verdade”. (Foucault citado por Rosário Gregolin em “Mídia, Poder e Resistência”).

No Rio, um professor guarani confessa que na escola de sua aldeia ele faz o maior esforço para não dar aulas. Em Roraima, a funcionária da Secretaria de Educação censura um docente makuxi por se ausentar da sala no horário de trabalho. No Amazonas, um educador waimiri-atroari interrompe a alfabetização de seus alunos para sair correndo com a turma atrás de uma paca. Afinal, que escola indígena é essa? Esses e outros fatos foram relatados na mesa redonda “Memória e Educação Escolar Indígena: Diálogos Interculturais” no “IV Colóquio Internacional Discurso e Mídia na Amazônia: interculturalidade e resistência” (DCIMA) realizado em Marabá (PA) de 7 a 9 de agosto.

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A picada da jararaca e o desprezo ao conhecimento dos Kumuã do Alto Rio Negro

Na segunda parte da reportagem especial, o choque entre a cultura, os conhecimentos tradicionais diante do sistema de saúde que se pretende universalizado e a história da menina que teve a vida salva pelo bahsese (terapia ancestral).

Por: Fábio Zuker, na Amazônia Real

São Gabriel da Cachoeira (AM) – O surgimento do Centro de Medicina Indígena Bahserikowi`i, em Manaus, começa com uma história traumática para a família do antropólogo João Paulo Lima Barreto, idealizador do projeto. Apesar do convívio diário que tivemos em Pari-Cachoeira e na comunidade São Domingos Sávio com Luciene Lima Barreto, ela se recusou a contar sobre o acidente que quase tirou a sua vida. Consentiu, porém, que seu pai, José Maria Barreto (também chamado de Ahkuto, em Tukano), a contasse à reportagem da Amazônia Real.

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Os Kumuã do Alto Rio Negro: especialistas da cura indígena

Nesta primeira reportagem, um mergulho nas técnicas do bahsese (terapia ancestral), como os indígenas tratam as doenças e lutam para preservar seus conhecimentos tradicionais.

Por: Fábio Zuker, na Amazônias Real 

São Gabriel da Cachoeira (AM) O pólo Base São José II, do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) de São Gabriel da Cachoeira, está sem médicos desde que Cuba revogou a parceria com o governo brasileiro, em novembro de 2018. Foi uma resposta ao então presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que desprezou a ajuda providencial dos profissionais cubanos.

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Sabendo Quem Somos: livro que será lançado hoje (8) discute apagamento da memória familiar e descolonização

A obra “Sabendo Quem Somos: memória familiar e descolonização” propõe uma discussão sobre colonialidade e apagamento de origens não brancas

Cimi

A obra Sabendo Quem Somos: memória familiar e descolonização, publicada pela editora D’Placido, será lançada hoje, dia 8 de agosto, no Café Objeto Encontrado, em Brasília, um dia antes da primeira marcha das mulheres indígenas do Brasil. A data do lançamento foi escolhida em homenagem ao Dia Internacional dos Povos Indígenas.

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Projeto Memórias Indigenistas lança disco e filme etnográfico sobre a história da resistência indígena no NE

Evento de lançamento ocorreu ontem (5), em Recife. Os materiais audiovisuais poderão ser acessados de forma gratuita no site do projeto

Cimi

A história da resistência indígena no Nordeste, a partir da década de 1970, ganha uma sistematização inédita. Na terça-feira (6), às 18h30, o disco “Memórias Sonoras” e o filme etnográfico “O Corte dos Arames” serão lançados durante evento na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), localizada na capital Recife. Os conteúdos audiovisuais são frutos das pesquisas no acervo do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) Regional Nordeste, restauros dos materiais levantados e trabalho de curadoria realizado pela coordenação do projeto Memórias Indigenistas.

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Davi Kopenawa: “Bolsonaro é o que nós, Yanomami, chamamos de xauara, possui um pensamento adoecido”

Davi Kopenawa diz que riquezas e vidas estão ameaçadas: ‘Mataram pelo ouro, agora para produzir bijuteria’, diz

PARINTINS, AM – Há quase 20 anos, em meio às celebrações dos 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil, o líder Yanomami Davi Kopenawa passou por Parintins, no Amazonas, na chamada marcha indígena, rumo ao Monte Pascoal, em Porto Seguro. Durante a jornada, em pleno governo do presidente (e sociólogo) Fernando Henrique Cardoso, foi recebido por bombas de gás lançadas pela Polícia Militar e precisou retroceder. Era o começo de sua luta pública. “Na festa da celebração do Brasil, descobri qual era nosso lugar nisso tudo. Percebi que a maioria não gostava nem de ficar perto de índio. Foi lá a primeira vez que me deparei com a violência policial”, conta o xamã, um dos nomes mais importantes na luta indígena do país.

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MPF recomenda que SPU garanta território para catadores de mangaba em Aracaju (SE)

Área no bairro 17 de Março sofre com invasões e é pleiteada pela Prefeitura do Município para projeto de urbanização

Ministério Público Federal em Sergipe

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou à Superintendência do Patrimônio da União (SPU) que não efetive a cessão ou qualquer outro tipo de transferência da área federal onde está localizada a “Invasão das Mangabeiras”, no bairro 17 de Março, em Aracaju (SE), até que sejam garantidos os direitos da comunidade tradicional de catadores e catadoras de mangaba que realiza suas atividades no local há mais de 40 anos. A prefeitura negocia com a SPU a cessão da área para um projeto de urbanização e construção de moradias populares. 

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RJ- Parque Lage recebe Dia Internacional dos Povos Indígenas

Evento reunirá indígenas de dezenas de etnias para entoar cânticos e danças, levantar debates, vender artesanatos tradicionais e promover a troca de conhecimento

Por O Dia

A energia da floresta paira sobre as árvores do Parque Lage. O Dia Internacional dos Povos Indígenas 2019 reúne indígenas de dezenas de etnias para entoar cânticos e danças, levantar debates, vender artesanatos tradicionais e promover a troca de conhecimento. No final de semana do dia 3 e 4 de agosto acontece, então, a grande feira cultural com entrada franca.

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Terra tradicional, reza, roça e mutirão: o segundo encontro roça e Bem Viver Kaiowá e Guarani

“Quem tem roça tá sossegado para comer com sua família. Quem não tem, não tem paradeiro” – Nhande Ru Ataná Teixeira

Por Lídia Farias de Oliveira – CIMI/MS e Sandra Procópio – FAIND/MS

Na cosmovisão Kaiowá e Guarani, Tekohá é “o lugar onde se poder Ser”, é como estes povos definem terra/território tradicional, o lugar onde se respeita o modo de ser destes povos, com suas culturas, crenças, línguas e tradições. Este conceito de terra indígena, onde são permitidos os usos e costumes dos povos indígenas e as relações com as terras tradicionais, também está garantido na Constituição Federal de 1988, em seu artigo 231.São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens ( Art. 231. CF/88).

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