ONG ligada à ministra Damares levou malária a indígenas isolados e foi acusada de extrair mogno

Roteiro de missionários incluiu construção de pistas de pouso clandestinas, contrabando de sementes e viagens sem autorização em busca das etnias a serem convertidas; na guerra de propaganda, valeu até fraude em documentário

Por Leonardo Fuhrmann, em De Olho nos Ruralistas

Em seu diário, o missionário Nivaldo Oliveira de Carvalho, da Jocum, contava sobre viagem feita em 1995 rumo a territórios de indígenas isolados no Alto Rio Piranha, na Amazônia. “O diabo não esta satisfeito em perder terreno para nós e vai tentar o que estiver ao alcance para nos fazer recuar, voltar atrás”, escreveu. “Mas em nome do Senhor Jesus Cristo continuaremos até o tempo determinado pelo Senhor. Neste local, certamente nem a Funai, nem a Polícia Federal poderá nos encontrar”.

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El parto indígena, un ritual de vida

Por Verónica Endara, El Telegrafo

Ambientar espiritualmente una habitación es indispensable dentro de las comunidades indígenas porque es donde se dará la bienvenida al bebé, según cómo se lo reciba, él será con el mundo.

Dentro de la cosmovisión indígena el parto es un ritual ancestral. La partera cumple un papel fundamental en este acto, pues es quién, de acuerdo con sus saberes y tradiciones, da la bienvenida al recién nacido.

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Como Joênia Wapichana se tornou a primeira indígena a chegar à Câmara dos Deputados

Por Adriana Negreiros, na piauí

Passava um pouco do meio-dia quando, na esperança de amenizar o calor, Joênia Wapichana puxou as mangas da camiseta branca até os ombros e a transformou numa regata com desenhos de libélula. No interior da maloca, onde quase cem integrantes da comunidade indígena Tabalascada começaram a se reunir nas primeiras horas da manhã, a temperatura ultrapassava os 30 graus. Apesar do forno, Wapichana não abdicou da calça jeans e manteve os longos cabelos soltos, cujos fios negros se misturavam às penas azuladas de um brinco. No instante em que os fogos de artifício a convocaram para o palco improvisado, ela ainda saboreava um picolé de frutas envolto em saco plástico – o popular dindim, como se fala no Norte, ou chupe-chupe, ao modo do Sudeste. Cruzou a maloca sob gritos e aplausos, arrastando as sapatilhas pretas pelo piso rústico de cimento e tentando dar um fim à guloseima antes de saudar a plateia.

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3º Congresso Internacional dos Povos Indígenas da América Latina (CIPIAL) 2019: inscrições de trabalho até 18/01/2019

Parentes, aliadas, aliados, pesquisadoras e pesquisadores,

Somos três indígenas acadêmicos e convidamos vocês para inscreverem os seus trabalhos no Simpósio Temático: “Trajetórias de acadêmicos indígenas: impactos presentes e perspectivas de futuro” (ST 58), que integra o 3º Congresso Internacional Povos Indígenas da América Latina (CIPIAL), que ocorrerá Brasília/DF entre 3 a 5 de julho de 2019.

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Povos da megadiversidade: O que mudou na política indigenista no último meio século. Por Manuela Carneiro da Cunha

Na Piauí

Em 1967, o ministro do Interior, general Afonso Augusto de Albuquerque Lima, ordenou a realização de uma comissão de inquérito administrativo para apurar os delitos praticados pelo Serviço de Proteção aos Índios (SPI). Queria punir funcionários e moralizar o órgão. Nomeou para presidir a comissão o procurador federal Jáder de Figueiredo Correia. A iniciativa havia tardado quatro anos e derivava das graves denúncias de desmandos administrativos e financeiros no relatório de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), de 1963. Jader de Figueiredo Correia fez valer que a CPI havia apenas examinado os anos de 1962 e 1963 e ainda assim só três inspetorias do SPI, uma no Amazonas e duas no Mato Grosso. O ministro foi levado a estender o âmbito do inquérito a todo o Brasil.

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“Medidas sobre demarcações indígenas são racistas”, diz relatora da ONU

Em entrevista à DW, relatora especial das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas critica a decisão de Bolsonaro de transferir atribuições à pasta da Agricultura. “É um retrocesso”, diz Victoria Tauli-Corpuz.

Na Deutsche Welle

A transferência da responsabilidade pela demarcação de terras indígenas e quilombolas da Fundação Nacional do Índio (Funai) para o Ministério da Agricultura é vista como um retrocesso pela relatora especial da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas, Victoria Tauli-Corpuz.

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O poder da Caverna Sagrada Kamukuwaká – Mitos, Matas e Desafios

Por Alenice Baeta*, para Combate Racismo Ambiental

Em setembro de 2018 foi noticiada a depredação de conjuntos de grafismos rupestres antiquíssimos na caverna Kamukuwaká, situada no município de Paranatinga, estado do Mato Grosso, às margens do rio Tamitatoala ou Batovi, Alto Xingu, na Bacia Amazônica.

Esta caverna, que fica próxima de uma grande cachoeira, é considerada sagrada e de grande importância histórica e espiritual para as onze etnias indígenas que vivem no Xingu. Segundo a cosmologia do povo Wauja ou Waurá (falantes da língua maipure, da família arawak), esta gruta seria lar do ancestral guerreiro Kamukuwaká, que ali teria se defendido dos ataques do inimigo, o Kamo, que invejava a sua beleza e a sua força, transformando a sua casa em pedra, tentando atacá-lo; mas com a ajuda de pássaros foi aberto um buraco no teto rochoso, e assim Kamukuwaká e seus familiares conseguiram escapar para o céu, livrando-se da emboscada.

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As línguas indígenas, o Brasil e a Unesco em 2019. Por José Ribamar Bessa Freire

“A história da América é também a história de suas línguas, que temos de lamentar quando já mortas, de visitar e cuidar quando doentes, de celebrar com alegres cantos de vida quando faladas”. (Bartolomeu Meliá – 2010)

No Taqui Pra Ti

Em uma das línguas guarani, o homem denomina sua  irmã de  (t)xereindy, que significa algo assim como “luz de minha vida”. Já a mulher chama seu irmão de (t)xekywy, em livre tradução “aquele que está sempre ao meu lado”. Essa é uma das formas de marcar com léxico específico as relações entre irmãos segundo o gênero e o lugar que ocupam. A antropóloga guarani Sandra Benites, explica:

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4º Intercâmbio da Rede Favela Sustentável: A ‘Luta, Força e Resistência’ do Quilombo do Camorim

“Luta, força e resistência” foram as palavras que Adilson Almeida usou para apresentar a Rede Favela Sustentável (RFS) à sua comunidade.

Por Jessica Depies, no Rio On Watch

Fundador e presidente da Associação Cultural Quilombo do Camorim  (ACUQCA), Adilson nasceu e cresceu no Quilombo do Camorim, uma comunidade de descendentes de africanos escravizados fugidos cuja história remonta aos anos 1600, e que faz divisa com o Parque Estadual Pedra Branca. Adilson e seus co-diretores criaram a ACUQCA para proteger e promover as riquezas históricas, culturais e ambientais do quilombo, localizado na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

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Pedros Negros: a tradição natalina racista que sobrevive no interior de São Paulo

Por Ana Clara Barbosa, no The Intercept Brasil

Quando me perguntam sobre minhas lembranças de Natal da minha infância, tenho a resposta bem clara: cheiro de bala, som de buzinas e sapatos na janela do quintal. Isso porque eu cresci em Holambra, colônia holandesa no interior de São Paulo, e por lá as tradições são um pouco diferentes daquelas que vemos no resto do Brasil.

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