Quilombo Mesquita promove II Festa do N’golo

Por Daiane Souza

O Grupo Cultural Som de Kilombo, da comunidade Quilombo Mesquita, de Goiás, a 45Km de Brasília, promoverá nos próximos dias 20 e 21 de julho a II Festa do N’golo, com os objetivos de fortalecer a produção de renda autossustentável e de enriquecer o calendário cultural da comunidade. A primeira edição da festa ocorreu em 2018 para batizar uma bebida ancestral – o N’golo – que, a base de quiabo-de-angola, está presente nas principais celebrações Mesquita há praticamente três séculos.

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O incrível mapa interativo que permite escutar as línguas e sotaques do mundo

Por Luiz Antonio Ribeiro , em Notaterapia

As variações linguísticas e, principalmente, de sotaques são, sempre, uma grande marca da diversidade das culturas dos países, estados e regiões. Se você mora, por exemplo, no Rio de Janeiro e vai para o Nordeste, já começa a perceber uma mudança no jeito de falar, tanto no sotaque quanto no vocabulário. Pensando nisso, o ex-engenheiro de softwares da Microsoft, David Ding, desenvolveu um mapa interativo on-line que permite ouvir trechos de falas de diversas regiões do mundo todo. Trata-se de uma ferramenta gratuita e muito útil para quem ama as línguas e tem curiosidade sobre como elas são ao redor do mundo ou, simplesmente, para quem está aprendendo determinado idioma.

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Casa de reza dos Guarani-Kaiowá, na aldeia Jaguapiru, é destruída pelo fogo

Por Helio de Freitas, no Campo Grande News

A principal casa de reza dos Guarani-Kaiowá na reserva indígena de Dourados, cidade a 233 km de Campo Grande, foi destruída por incêndio na madrugada desta segunda-feira (8).

O fogo queimou totalmente a estrutura de madeira coberta por capim sapé. Com pelo menos 17 mil moradores, a reserva de Dourados é a mais populosa do país.

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Para as parteiras indígenas da Amazônia, o parto natural é um ato comunitário

Nas aldeias de Tabatinga, no Amazonas, parteiras ticunas repetem tradições ancestrais e aprofundam a cada geração seu conhecimento sobre a melhor maneira de vir ao mundo

Por Rodrigo Pedroso, Agência Pública

“Aqui morreram três filhos meus”, comenta, econômica nas palavras, Lourdes Araújo Firmino. Era de manhã e acabávamos de passar em frente ao hospital militar, na avenida principal da cidade de Tabatinga, no Amazonas. Os dois primeiros, Francisquinho e Francisco, nasceram com complicações e morreram após o parto. Mas foi Maria, a última, quem mais deixou marcas na sua vida. Lourdes, então com 36 anos, obesa e diabética, tivera uma gravidez considerada de risco pelos médicos militares. Ainda assim, Maria chegou saudável ao final da gestação.

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Recomendação do MPF é acatada por secretarias municipais de Educação para abordarem cultura e história indígena local em sala de aula

Objetivo é levar aos estudantes o conhecimento sobre quem são verdadeiramente os “índios” da região onde moram e quais aspectos dos grupos étnicos estão presentes no município

Procuradoria da República em Mato Grosso

Cuiabá, capital de Mato Grosso, acaba de completar 300 anos. Seus primeiros habitantes, antes mesmo da chegada dos bandeirantes, foram os indígenas da etnia Boe (Boróro), dos quais muito ainda se vê no modo de falar, na culinária e na cultura da cidade. Nas escolas municipais de Cuiabá, desde 2016, principalmente no período de comemorações alusivas ao Dia do Índio, as crianças passaram a conhecer ainda mais a história e a cultura desses habitantes originais da região.

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Ministério Público Federal em Erechim realiza reunião com indígenas de Cacique Doble

Evento discutiu pedido de grupo indígena pela escolha de um novo cacicado

Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul

No dia 19 de junho de 2019, o Ministério Público Federal realizou, na sede da Procuradoria da República no município de Erechim, RS, reunião com indígenas da Terra Indígena de Cacique Doble, visando à mediação entre o grupo de oposição, o qual reivindica a realização de eleições para a troca do cacicado, e o grupo que compõe a liderança atual.

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Retomada. Por Cacique Babau

Uma das mais importantes lideranças indígenas do país conta como seu povo retomou suas terras, enfrentando aqueles que a violavam e o governo brasileiro, que se recusava a demarcá-las. Este ensaio foi produzido a partir das aulas que o autor ministrou no âmbito da Formação Transversal em Saberes Tradicionais da UFMG, em 2017.

No Piseagrama

O direito da terra é uma proposta tão linda, que sempre foi violada. O homem determinou-se como seu dono. Criou parlamentos e leis para mandar na terra, destruir, dividir, modificar e cavar a terra, como se ela não tivesse direitos. Somos muito ingratos. Pisamos a terra, a chutamos, cavamos a terra e, quando morremos, somos enterrados na terra. Tiramos dela nosso alimento e a envenenamos. Queremos usá-la à exaustão, não importando o desejo dos outros, homens ou animais. O homem é muito ruim, muito cruel. Ele não é merecedor da terra. Uma mãe perfeita como ela, que tem tudo, mas que é violentada o tempo todo.

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À sombra de Machado, as línguas indígenas. Por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

“O tupi encontrou a incredulidade geral, o riso, a mofa, o escárnio; e levou-o  à loucura” (Lima Barreto: Triste fim de Policarpo Quaresma, 1911)

Foi um momento histórico a mesa-redonda sobre “As línguas indígenas no Brasil do século XXI” realizada na terça (11) na Academia Brasileira de Letras (ABL). Desde sua fundação, é a primeira vez que um presidente da entidade discursa em guarani dentro do santuário da língua portuguesa. Marco Lucchesi abriu o evento dando as boas-vindas aos caciques e líderes que vivem no Rio de Janeiro: “Pende uvyxa kuery Peju porã”. Soou como uma reparação a Policarpo Quaresma, personagem de Lima Barreto, funcionário do Arsenal de Guerra.

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Os índios, a cerveja e o papel higiênico Trump. Por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

O povo indígena Hupda do Alto Rio Negro (AM) foi surpreendido com rótulos de cerveja vendida no mercado, que contém palavras de sua língua traduzidas de forma imprecisa e condenável. A empresa Cervejas e Chopes Rio Negro, de Manaus, além de não consultá-los, aceitou nominá-los como Maku, termo depreciativo que em Arawak significa “selvagem, sem língua”, apesar da notória riqueza de seu acervo fonético e tonal. É que o Hup-de Nehérn (“língua de gente) – é assim que eles denominam sua língua – pertence à família linguística Nadahup, sem parentesco com as outras famílias, como o basco em relação às línguas neolatinas.

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Nota sobre o encerramento do Projeto Culturas Vivas

Por Centro de Trabalho Indigenista

Desde o início de 2018 o Centro de Trabalho Indigenista – CTI vinha desenvolvendo, por meio de Colaboração firmada com a Secretaria de Cultura do Distrito Federal, um conjunto de ações e iniciativas voltadas à preservação e dinamização do Memorial dos Povos Indígenas, por meio do projeto Culturas Vivas. A parceria com a Secretaria de Cultura do DF teve como fundamento jurídico o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil Lei (MROSC), expresso pela Lei Federal nº 13.019/2014, e por outras normas como Decreto Distrital nº 37.843 de 2016 e a Portaria nº 67 de 09 de março de 2018. O projeto previa 02 anos de execução, e teria vigência até o final do ano de 2019.

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