Conselho do Povo Terena irá à Justiça contra posse de coordenador da Funai

Conselho considerou discurso do capitão reformado José Magalhães “racista”, “retrógrado” e “anticonstitucional”

Por Silvia Frias, no Campo Grande News

Racista, retrógrado, preconceituoso e anticonstitucional são alguns dos termos usados por indígenas de Mato Grosso do Sul sobre o discurso adotado pelo novo coordenador regional da Funai (Fundação Nacional do Índio) de Campo Grande. O capitão reformado do Exército, José Magalhães Filho, diz que é preciso “socializar o índio” e sugere, inclusive, casamento de meninas com brancos. O Conselho do Povo Terena irá protocolar ação na Justiça Federal pedindo a impugnação dele do cargo.

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Gratidão aos povos indígenas (porque os brasileiros devem)

Por Fernando Schiavini*, em Associação União das Aldeias Apinajé-PEMPXÀ

O que os brasileiros conhecem das contribuições dos indígenas à formação do Brasil e dos brasileiros, além das inevitáveis histórias da “bisavó pega a laço”? Porque a história e a mídia enaltecem a participação dos europeus e dos negros na formação da cultura brasileira e os indígenas continuam discriminados, como se em nada houvessem contribuído com ela?

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Histórico pecuarista de Regina Duarte inclui apoio a fazendeiros contra indígenas no MS: “Voltei a sentir medo”

Latifundiária há quase duas décadas, nova secretária especial de Cultura fez declaração em 2009 em Dourados, pivô dos conflitos contra os Guarani Kaiowá e outras etnias; ela se referia à criação de portarias da Funai para a criação de reservas indígenas no Estado

De Olho nos Ruralistas

A nova secretária de Cultura do governo Bolsonaro se sente à vontade no campo. Há quase duas décadas, Regina Duarte cria gado da raça Brahman em uma fazenda em Barretos, interior de São Paulo. Convidada para falar da sua atividade na 45ª edição da Expoagro, evento apoiado pela  Bunge  que aconteceu em 2009 em Dourados (MS), a atriz disse “sentir medo” das portarias da Fundação Nacional do Índio (Funai) para a criação de reservas indígenas no Mato Grosso do Sul.

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Coiab: Nota de Repúdio contra a nomeação de missionário da MNTB para o Setor de Isolados da Funai

A Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira – COIAB vem a público, de forma curta e direta, denunciar os crimes de genocídio e etnocídio que serão cometidos contra os nossos parentes isolados e de recente contato caso se concretize a nomeação de uma pessoa ligada às atividades de proselitismo religioso para o setor da Funai que atua com esses nossos parentes. 

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Farinhada na Serra do Padeiro: “Mulheres Indígenas plantando e colhendo para garantir a soberania alimentar”

O lançamento do livro O retorno da Terra, da antropóloga Daniela Alarcon, foi uma das atividades da Farinhada dos Tupinambá

Por Olinda Muniz Wanderley* e Haroldo Heleno, Cimi Regional Leste

Aconteceu no período de 12 a 15 de dezembro de 2019, na aldeia Serra do Padeiro do povo Tupinambá de Olivença, no sul da Bahia, a 9ª Farinhada das mulheres da Serra do Padeiro, que este ano teve como tema: “Mulheres Indígenas plantando e colhendo sustentabilidade e garantindo a soberania alimentar em seus territórios”. Aproximadamente 150 pessoas participaram do evento, além das próprias Tupinambá, mulheres indígenas dos povos Pataxó (extremo sul da Bahia), Pataxó Hã-Hã-Hãe (sul da Bahia), Tumbalalá (norte da Bahia), estudantes, representantes de movimentos sociais, universidades.

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Indígenas reagem a ação de evangélicos da igreja de Silas Malafaia em aldeia Pankará

Por Raíssa Ebrahim, no Marco Zero

Parte da comunidade indígena Pankará de Serrote dos Campos, zona rural de Itacuruba, foi surpreendida pela chegada de um ônibus da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec), do Pastor Silas Malafaia, com cerca de 50 fiéis que viajaram quase 500 quilômetros do Recife ao Sertão para evangelizar os indígenas e pregar a palavra de Deus. O fato lembra o ano de 1500, mas aconteceu no último sábado (25).

A chegada do grupo terminou gerando um conflito interno na aldeia e instaurou um clima de tensão. A atuação de grupos externos que fragiliza a unidade dos povos e cria rivalidades internas é um filme que se repete em diversas aldeias.

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Arqueólogos descobrem conjunto de ilhas artificiais pré-coloniais na Amazônia

Pesquisadores atribuem construções monumentais a populações indígenas da Amazônia Antiga

Por Júlia de Freitas, Instituto Mamirauá

‘É construção de índio’, explicaram os ribeirinhos sobre o lugar onde moram: as cerca de 20 ilhas artificiais recentemente descobertas por arqueólogos do Instituto Mamirauá na região do Médio e Alto Solimões, na Amazônia.  As ilhas são sítios arqueológicos de antigas aldeias construídas em áreas de várzea nos períodos pré-colonial e colonial.

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Resistência e luta marcam a cultura das parteiras tradicionais no Brasil

Entre ameaças e novas fronteiras na cidade, parteira tradicional indígena conta sua realidade dentro e fora da aldeia

Marina Duarte de Souza, Brasil de Fato

“Quando você vê um filho chegar na terra, ou um neto, um bebê, de qualquer pessoa, você vê uma estrela. Por isso, que diz ‘dar à luz’, você vê a sua estrela brilhando na sua frente”. O relato é da parteira tradicional indígena Dxony Fulni-ô, 37 anos, ao entoar uma de suas cantigas ao acompanhar um nascimento.

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Nota de solidariedade ao povo Munduruku: O resgate de suas Itig’a deve ser entendido como a única ação que lhes restava possível

A luta do povo Munduruku tem mostrado o caminho que os povos indígenas devem seguir. Se antes assim já era, com a ascensão do projeto da extrema-direita resistir e avançar torna-se imperativo. Desta forma, o resgate das Itiğ’a, realizado pelos Munduruku, deve ser entendido como a única ação que lhes restava possível.

Esta nota de solidariedade, assinada por intelectuais, ativistas e organizações, apoiando o resgate de 12 urnas funerárias, ação realizada de forma espontânea e com recursos próprios dos Munduruku, mostra que os povos indígenas não estão sozinhos. Milhões de pessoas, em todo o mundo, os apoiam, assim como apoiam suas expressões culturas, cosmovisões e modos de vida.

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Narrativas indígenas, chave para outras subjetividades

Em SP, um curso sobre as histórias tradicionais dos xavantes, karajás, mehinakus e paiters. Fora do cânone literário, são baseadas na vivência oral e nas afirmações de identidade e revelam as cosmovisões dos povos originários

Outras Palavras

Nos dias 21 e 22 de janeiro, das 14h às 17h, Angela Pappiani reúne as pessoas interessadas em romper barreiras e enxergar novas possibilidades de estar no mundo num encontro com as narrativas tradicionais indígenas no espaço Escrevedora Centro Literário.

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