Cotidiano e democracia. Por Cândido Grzybowski

Do Ibase

Diante do desmonte em curso que vivemos no Brasil, a tarefa da reconstrução democrática será árdua e longa, exigindo ousadia e determinação. Não é inevitável e nem está logo ali, mas é possível, desde que acreditemos e apostemos na capacidade da cidadania, como força instituinte e constituinte, em sua viabilização. Não adianta esperar algo das disputas de poder causadoras da atual situação, das forças de direitas aliadas na promoção de soluções autoritárias e fascistas para o país com as forças de esquerda fragmentadas e saudosistas de seu “reformismo conservador”.

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Retrospectiva: proteção a direitos fundamentais marca atuação da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão em 2019

Defesa de direitos sociais e proteção da dignidade humana estiveram no foco dos trabalhos, que também mobilizou Procuradorias Regionais dos Direitos do Cidadão em todo o país

PFDC

O ano de 2019 foi marcado por graves ameaças a direitos sociais e efetivos retrocessos no campo dessas garantias, demandando da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) uma atuação incisiva na defesa de direitos fundamentais e de proteção da dignidade humana.

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Nossa luta é pela hegemonia dos princípios e valores éticos da democracia ecossocial. Por Cândido Grzybowski

No Ibase

O governo do capitão nos impinge uma “guerra” de destruição cultural, social, ambiental, econômica e institucional. Antes de avaliar a sua dimensão prática, considero mais importante, politicamente, ficarmos atentos à sua dimensão simbólica, como discurso que mobiliza “bandos” de seguidores e divide a sociedade de forma binária: nós x eles, os bons brasileiros x os maus, os que merecem viver x os que devem ser abatidos, e assim por diante. Com mensagens e símbolos – como “Brasil acima de tudo e Deus acima de todos”, “Pátria amada Brasil”, “guerra ao marxismo cultural”, “escola sem partido”, “ideologia de gênero”, a tal imagem da “arminha” como ícone de segurança pública, discurso machista, misógino, racista, homofóbico, até chulo, de intolerância com qualquer diversidade – cria-se na esfera pública um clima desagregador. Na prática, é a democracia que está sendo atacada como imaginário de um modo de viver com liberdade de pensamento e ação, de convivência entre todas e todos, reconhecendo entre si o direito de igualdade na diversidade.

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Procurador que denunciou Glenn cometeu crime de abuso de autoridade, dizem juristas

Wellington de Oliveira contrariou a PF e o STF para agir politicamente contra o jornalista, afirmam advogados

Erick Gimenes, Brasil de Fato

O procurador Wellington Divino Marques de Oliveira deve ser enquadrado na Lei de Abuso de Autoridade (nº 13.869) por denunciar sem provas Glenn Greenwald, co-fundador do The Intercept, afirmam juristas ouvidos pelo Brasil de Fato. A acusação contra o jornalista é de participação na invasão de celulares de autoridades brasileiras.

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Por uma nova Declaração dos Direitos Humanos. Por Boaventura de Sousa Santos

Vistos como triunfantes, após a queda do Muro de Berlim, eles estão em frangalhos – tanto os sociais quanto os civis –, pois o capital os vê como obstáculos. Será possível resgatá-los, livrando-os das nódoas do eurocentrismo?

Em Outras Palavras

O grande filósofo do século XVII, Bento Espinosa, escreveu que os dois sentimentos básicos do ser humano (afetos, na sua linguagem) são o medo e a esperança, e sugeriu que é necessário um equilíbrio entre ambos, pois medo sem esperança leva à desistência e a esperança sem medo pode levar a uma auto-confiança destrutiva. Esta ideia pode ser transferida para as sociedades contemporâneas, sobretudo num tempo em que, com o ciberespaço, as comunicações digitais interpessoais instantâneas, a massificação do entretenimento industrial e a personificação massiva do microtargeting comercial e político, os sentimentos coletivos são cada vez mais “parecidos” com os sentimentos individuais, ainda que sejam sempre agregações seletivas. É por isso que a identificação com o que se ouve ou lê é hoje tão imediata (“é isto mesmo que eu penso”, mesmo que nunca se tenha pensado sobre “isto” anteriormente), tal como o é a repulsa (“eu bem tinha razão para odiar isto”, mesmo que nunca se tenha odiado “isto” anteriormente). Os sentimentos coletivos transformam-se assim facilmente numa memória inventada, no futuro do passado dos indivíduos. Claro que isto só é possível porque, na ausência de uma alternativa, a degradação das condições materiais da vida torna-se vulnerável a uma ratificação reconfortante do status quo.

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Mangueira: compositora do samba vencedor de 2019 fala com o Brasil de Fato

Brasil de Fato· 

“A verdade vos fará livre” é o tema do enredo que a Estação Primeira de Mangueira vai levar no Carnaval de 2020. A temática desenvolvida pelo carnavalesco Leandro Vieira trata de uma leitura crítica da biografia de Jesus Cristo, um cristo que defende a diversidade religiosa, a liberdade de pensamento e os direitos das camadas populares.

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Cadê a Opção da Igreja pelos Pobres? Por Gilvander Moreira[1]

No Brasil, misturado com todos os golpes e desmontes de direitos sociais conquistados com muita luta social por direitos durante várias décadas, em tempos de superexploração do sistema do capital, vivemos tempos de fundamentalismos, de céus povoados de anjos e entidades, de demônios por todos os lados, de gritaria de deuses, de promessas, de busca insaciável de bênçãos, de procissões, de peregrinações, de necessidade de expiação, de moralismos, de religiões sem Deus, de salvações sem escatologia, de cristianismos light, de libertações que não vão muito além de uma “espiritualidade” de autoajuda. Nesse contexto de cruéis violências, uma pergunta interpelante está sendo levantada pelos injustiçados da sociedade e por quem está lutando ao lado deles por seus direitos: Cadê a Opção da Igreja pelos Pobres?

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Contagem regressiva: A responsabilidade do campo democrático para evitar a catástrofe. Por Marcos Nobre

Na piauí

Jair Bolsonaro sempre teve clareza de que chegou ao poder por uma confluência única de circunstâncias, uma janela no tempo difícil de se repetir. Desde que se elegeu, tem apenas duas preocupações: evitar o impeachment e se reeleger. A tática para atingir suas metas é a mesma: manter o sólido apoio de uma parcela do eleitorado que não é maioria, mas que é grande o suficiente tanto para resistir a um impeachment como para chegar ao segundo turno em 2022.

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