Como a internet está matando a democracia

Em entrevista à Pública, o pesquisador e autor inglês Jamie Bartlett diz que hoje em dia cuidar do nosso comportamento online é mais importante que votar

Por Ethel Rudnitzki, Agência Pública

“Fomos muito ingênuos”, adverte o pesquisador e jornalista inglês Jamie Bartlett. Para ele, nos primórdios da internet “havia uma ampla visão de que o simples fato de tornar a informação mais disponível e permitir que todos pudessem criar e compartilhar informação transformaria o nosso ambiente em mais informado, politizado e racional.”

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James Green: “A esquerda não volta ao poder se não fizer uma renovação total. É um processo de 8 a 12 anos”

Historiador e brasilianista norte-americano conversa com o EL PAÍS sobre ditadura brasileira e a renovação que o campo progressista terá que enfrentar

Por Felipe Betim, El País Brasil

James Green já foi chamado de “namorado” da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), com quem foi visto passeando nos Estados Unidos em 2017. Ambos se aproximaram quando ela ainda estava na presidência e ele escrevia um livro sobre o militante de esquerda Herbert Daniel, que participou da luta armada durante a ditadura, foi amigo de Rousseff e teve que, numa época em que a homossexualidade era vista como um desvio burguês pela esquerda, reprimir sua sexualidade. Revolucionário e gay: A extraordinária vida de Herbert Daniel foi lançado no Brasil em agosto de 2018 pela editora Civilização Brasileira. Historiador e brasilianista norte-americano, Green estudou ciências sociais na Universidade de São Paulo (USP) no final dos anos 70 e ajudou a fundar o PT em plena transição para a democracia. Hoje, conta, vem ao Brasil ao menos quatro vezes por ano.

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MPF RJ celebra acordo (TAC) com a NET para veiculação de programa de Direitos Humanos

Acordo, negociado pelo MPF no Rio de Janeiro, prevê veiculação de 31 mil inserções nos canais pagos da operadora

Ministério Público Federal no Rio de Janeiro assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Claro – operadora do serviço de televisão por assinatura NET. Pelo TAC, a empresa se comprometeu a desenvolver, produzir e veicular, em onze canais de programação por ela distribuídos, campanhas publicitárias voltadas à promoção dos direitos humanos e especificamente dos direitos culturais.

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MEC manda email para escolas pedindo que cantem o hino e leiam slogan do governo

Por Renata Cafardo , no Estadão

O Ministério da Educação (MEC) mandou nesta segunda para todas as escolas do País um email pedindo que as crianças sejam perfiladas para cantar o hino nacional e que o momento seja gravado em vídeo e enviado para o governo.

O email pede ainda que seja lida para elas uma carta do ministro Ricardo Vélez Rodríguez, que termina com o slogan do governo “Brasil acima de tudo. Deus acima de todos.”

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Oposição derruba decreto de Mourão que dificultava acesso a dados do governo

General publicou o decreto na condição de presidente da República, durante a viagem de Jair Bolsonaro (PSL) à Suíça

Redação Brasil de Fato

A Câmara dos Deputados derrubou nesta terça-feira (19) o decreto do governo federal que modificava a Lei de Acesso à Informação e dificultava o acesso a dados públicos. A aprovação é considerada uma vitória dos parlamentares de oposição ao governo Bolsonaro (PSL), que criticaram a medida desde a publicação em Diário Oficial, no dia 24 de fevereiro.

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Crítica da AJD ao Pacote “Anti-Crime” do Ministério da Justiça e Segurança Pública

AJD

A Associação Juízes para a Democracia (AJD), entidade não governamental, de âmbito nacional, sem fins corporativos, vem a público oferecer suas fundadas críticas ao Pacote de Medidas apresentado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública:

1) É inaceitável que um projeto que se autodenomina “anti-crime” tenha como um de seus principais pilares o aumento das hipóteses de excludente de ilicitude, especialmente para os casos de homicídios por agentes de segurança. A proposta não só ignora o já avantajado índice de violência policial no país como desvela a premissa que sustenta uma política pública homicida: a ideia de que a morte possa ser estimulada como mecanismo de combate à criminalidade, ao arrepio das mais comezinhas normas internacionais de proteção aos direitos humanos.

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As incessantes fábricas do ódio, do medo e da mentira. Por Boaventura de Sousa Santos

Em Alice/CES/UC

Quando o respeitado Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, renunciou ao cargo em 2018, a opinião pública mundial foi manipulada para não dar atenção ao facto e muito menos avaliar o seu verdadeiro significado. A sua nomeação para o cargo em 2014 fora um marco nas relações internacionais.

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Entidades articulam criação de Frente em Defesa da Democracia e dos Direitos Humanos

Objetivo é unir deputados e senadores do campo democrático em defesa de pautas comuns contra o avanço conservador

por Cristiane Sampaio, em Brasil de Fato

Em ato político realizado nesta terça-feira (12) na Câmara dos Deputados, entidades da sociedade civil organizada provocaram deputados e senadores para a criação de uma Frente Parlamentar Mista em Defesa da Democracia e dos Direitos Humanos.  

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Reconstruir o imaginário democrático mobilizador. Por Cândido Grzybowski

Do Ibase

O ciclo democrático inaugurado nos anos 80 do século XX teve como inspiração e força mobilizadora irresistível o movimento “Diretas-Já”. Com o pipocar de resistências à ditadura militar e de demandas de direitos de cidadania em uma enorme diversidade de movimentos sociais no seio da sociedade civil brasileira, tanto nas cidades como no campo, criaram-se as condições para forjar a emergência da grande coalizão pela democracia.  A transição de regime e a Constituição de 1988 foram conquistas memoráveis ao apontarem para a instituição de um Estado Democrático de Direitos entre nós, mas nasceram contaminadas por um pacto de poder conciliador que praticamente blindava mudanças substanciais na estrutura socioeconômica, aguçadas pela expansão capitalista selvagem da ditadura. Além disso, conquistamos tal democracia num contexto em que, no mundo todo, a globalização capitalista neoliberal começava a criar raízes e tomava forma, puxada pela lógica de acumulação e domínio das grandes corporações econômicas e financeiras. Porém, entre nós, não matava o sonho de radicalizar a democracia como processo transformador da sociedade, do Estado e da economia, baseado no poder instituinte e constituinte da cidadania ativa, a partir da sociedade.

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Gilmar entre nós. Por Janio de Freitas

Não seria injusto que ele experimentasse o tratamento dos não privilegiados

Na Folha

Gilmar Mendes é propenso a sentir-se perseguido, ao que sugerem muitas atitudes suas no Supremo e fora dele. A mais recente, essa de que a Receita Federal investiga o casal Mendes à semelhança da Gestapo nazista, é a primeira a ter ao menos uma utilidade. Está na exposição, pelo ministro, da sua crença de haver nestes tempos brasileiros “uma estratégia deliberada de ataque reputacional a alvos predeterminados”.

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