Remédios institucionais contra o autoritarismo

São essenciais para a proteção das minorias, a alternância de poder e a garantia de valores, princípios e objetivos

Murilo Gaspardo, Brasil de Fato

Tornou-se lugar-comum afirmar que o Brasil luta, simultaneamente, contra dois vírus: o novo coronavírus e o autoritarismo. Diferentemente do primeiro, para o qual ainda não temos vacina ou tratamento plenamente eficaz, contra o segundo há remédios institucionais forjados e aperfeiçoados desde as Revoluções Liberais do Século XVIII, e disponíveis na Constituição Federal.

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Jornalismo, autonomia universitária e a defesa democrática da UFRGS

Por Sandra Bitencourt*, no Sul21

Um dos grandes pesquisadores do jornalismo no mundo, Michael Schudson (2008), ao responder por que este é importante para a qualidade da democracia aponta entre os motivos a missão de investigar, analisar, favorecer a empatia social e mobilizar. Podemos acrescentar a capacidade de impulsionar virtudes para a vida pública.

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Democracia está segura por fiapos, diz diretora de “Democracia em vertigem”

por Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena, no TUTAMÉIA

“A democracia no Brasil caiu precipício abaixo. Temos mais militares no governo do que tínhamos durante a ditadura militar, temos um governo que é antigoverno, que tem em cada ministério um ministro responsável por destruir o que ele deveria construir, e temos essa rede de fake News que cria universos paralelos e deslegitima, destrói o poder do quarto poder, que é a imprensa. Temos ainda o Supremo, que equilibra algumas coisas, e o Congresso, que continua com seus problemas endêmicos, com um Centrão fisiológico, mas também tem uma oposição que está fazendo um papel muito importante… Então está sendo segurada a fiapos. Não sei até quando.”

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Governo Bolsonaro é “estado de golpe”, afirma historiadora Lilia Schwarcz

Em entrevista à Pública, Schwarcz, autora de vasta obra sobre a história do Brasil, expõe as raízes autoritárias, machistas e racistas de nossa sociedade – que ajudaram a eleger Jair Bolsonaro –, comenta a polêmica criada por seu texto sobre Beyoncé, e fala de pandemia e futuro

Por Giulia Afiune, Agência Pública

Mesmo sem ter dado um golpe de estado, as ações autoritárias de Bolsonaro estão aos poucos corroendo a Constituição e a democracia. É o que afirma a antropóloga e historiadora Lilia Schwarcz, autora de uma série de livros sobre a história e a cultura do país, entre os quais “Sobre o autoritarismo brasileiro” (2019) e “Brasil: uma biografia” (2015). 

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Piauí abre matéria sobre Bolsonaro e STF: “Vou intervir!”

O dia em que Bolsonaro decidiu mandar tropas para o Supremo

Por Monica Gugliano, na piauí

A temperatura em Brasília não passou de 27ºC naquela sexta-feira, mas o ambiente estava tórrido no gabinete presidencial, no Palácio do Planalto. Ainda pela manhã, Jair Bolsonaro fora informado que o ministro Celso de Mello, o decano do Supremo Tribunal Federal, consultara a Procuradoria-Geral da República para saber se deveria ou não mandar apreender o celular do presidente e do seu filho Carlos Bolsonaro. Era uma formalidade de rotina, decorrente de uma notícia-crime apresentada por três partidos, mas a mera possibilidade de que seu celular viesse a ser apreendido deixou Bolsonaro transtornado. No seu gabinete, a reunião das 9 horas começou com um pequeno atraso. Estavam presentes dois generais: o ministro-chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto, e o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos. O terceiro general a participar do encontro, Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, achando que aquele 22 de maio de 2020 seria um dia tranquilo, marcara uma consulta médica na parte da manhã. Foi o último a chegar à reunião. Agitado, entre xingamentos e palavrões, o presidente saiu logo anunciando sua decisão:

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Deborah Duprat: ‘Algo grave se passa com esse país para Bolsonaro persistir na Presidência’

Ao programa Entre Vistas, jurista fala em caminhos para a defesa da democracia e dos direitos humanos. E avalia que MP precisa retomar seu projeto constitucional

Por Redação RBA

“Não adianta dizer que aceitamos qualquer coisa com a saída de Bolsonaro, nós precisamos projetar que queremos preservar o espírito da Constituição de 1988.” É a defesa da Carta Magna que marca a participação da jurista Deborah Duprat, aposentada desde maio como subprocuradora-geral da República, convidada desta semana do programa Entre Vistas, da TVT

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Nossa democracia não admite mais governo irresponsável, diz Kenarik

Por Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena, do TUTAMÉIA

“O Brasil não aguenta. Não aguentamos mais viver dessa forma. Não há mais como a gente aguentar um governo irresponsável, que cometeu crime de responsabilidade. Bolsonaro é o autor desses crimes”. O desabafo é de Kenarik Boujikian, desembargadora aposentada, que participou da elaboração do pedido de impeachment protocolado na Câmara dos Deputados no último dia 14/7. Reunindo assinaturas de líderes de entidades populares e intelectuais de várias áreas, a petição disseca a multiplicidade de crimes praticados pelo presidente contra a Constituição e contra o povo.

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