Estapafúrdio produzido por Bolsonaro e apoiado por generais tem a ver com intenções definidas. Por Janio de Freitas

Intenções inconfessas que enlaçam as atitudes do presidente têm corrido sem dificuldade

Na Folha

A incógnita mais expressiva, dentre as muitas atuais, é simples como formulação e inalcançável na resposta. Dado que estão explicitados os indícios de golpismo e a incompetência espetaculosa dos militares no governo, o que fará o Exército na possível transformação da pandemia em tragédia de massa, um país sufocado pela peste, carente de tudo menos de morte?

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As eleições de 2022 à sombra do Capitólio. Por Luiz Edson Fachin

No Conjur

Encontra-se a democracia numa sala de emergência.. qAssim como nos hospitais, a racionalidade se preserva se forem seguidas as regras, as evidências e as ações pautadas na devida justificação.

Recentemente, na condenável invasão do Capitólio norte-americano, o que ocorreu foi nitidamente o oposto: 1) a não aceitação do resultado eleitoral em eleição normal e legítima; 2) a incitação à usurpação de outro poder; 3) violência e mortes. Relevante observar o evento reprovável pela perspectiva inversa, daquilo que poderia ter acontecido e não ocorreu: não prosperou a violação da ordem jurídica democrática com um golpe de Estado, e isso por três razões fundamentais: as Forças Armadas e de segurança se mantiveram em suas funções; a reação protetiva da democracia das lideranças políticas e da sociedade foi enfática; e a comunidade internacional repudiou a tentativa de golpe.

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Mais de 200 entidades pedem revogação da portaria assinada por Damares que altera Política de Direitos Humanos

Na Terra de Direitos

Em nota pública divulgada nesta sexta-feira (12), 211 entidades, movimentos sociais e organizações da sociedade civil se manifestaram pela revogação da Portaria 457/2021, do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, que estabelece a criação de um grupo de trabalho composto apenas por membros do ministério para analisar e alterar a Política Nacional de Direitos Humanos (PNDH). A Terra de Direitos é uma das organizações que assina o documento.

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Boaventura: a grande disputa pelo antissistema

Divórcio entre Capitalismo e Democracia produziu a enorme instabilidade política que marca o Ocidente. Muitos atacam o establishment. Mas quem vencerá: os que já não suportam as lógicas do capital, ou os que nunca admitiram a democracia?

Por Boaventura de Sousa Santos*, em Outras Palavras

O crescimento global da extrema-direita voltou a dar uma nova importância ao conceito de antissistema em política. Para entender o que se está a passar é necessário recuar algumas décadas. Num texto deste tipo não é possível dar conta de toda a riqueza política deste período. As generalizações serão certamente arriscadas e não faltarão omissões. Mesmo assim, o exercício impõe-se pela urgência de dar algum sentido ao que, por vezes, parece não ter sentido nenhum.

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Confronto no federalismo brasileiro durante a pandemia aumenta riscos sanitários e ameaça a democracia, mostra pesquisa

No Informe Ensp

“Um forte estresse sobre os mecanismos de governança no Brasil fez com que o nosso federalismo institucional, pactuado, democrático e participativo não desse conta de enfrentar uma situação que junta a pandemia e o pandemônio, um autoritarismo exacerbado por um lado e uma situação que exige agilidade para tomadas de decisão de outro”, explica a cientista política Sonia Fleury, pesquisadora do CEE-Fiocruz, ao falar da pesquisa Novo Federalismo no Brasil? Tensões em Tempos de Pandemia de COVID-19, desenvolvida pelo Centro.

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YouTube de Bolsonaro leva a canais investigados no STF por desinformação e atos antidemocráticos

Canal do presidente recomenda youtubers que lucraram com acesso privilegiado ao governo e minimizam a pandemia

Por Texto: Ethel Rudnitzki, Laura Scofield, Agência Pública

Quem assiste ao canal oficial de Jair Bolsonaro no YouTube pode ser levado a vídeos de apoiadores do presidente que disseminam desinformação sobre a pandemia de coronavírus, publicam conteúdos contra as instituições e são investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por associação a atos antidemocráticos.

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E agora, que o neoliberalismo está em ruínas?

Wendy Brown, filósofa feminista, provoca: fracassa, em meio à pandemia, ideia de organizar a sociedade a partir do individualismo e mercados. Está evidente a necessidade do Comum. Mas contra a direita, é preciso ressignificar a liberdade

Wendy Brown, entrevistada por Verónica Gago, no Le Monde Diplomatique Cono Sur / Outras Palavras / Tradução: Simone Paz

A filósofa, cientista política e professora Wendy Brown conversou com Verónica Gago no ciclo de debates feministas “Conversas Latino-Americanas”, poucos dias após a derrota de Trump, e na véspera do lançamento de seu livro “Nas ruínas do neoliberalismo. A ascensão da política antidemocrática no Ocidente”. Na palestra, Brown abordou a sobrevivência do trumpismo, a demonização da democracia pelo neoliberalismo e a necessidade de redefinirmos o conceito de liberdade para a esquerda, a fim de separá-lo da carga agressiva e antiestatal que lhe é atribuída pela direita.

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Sinais de Cidadania Viva. Por Cândido Grzybowski

No Ibase

Muito se tem falado e escrito sobre as recentes eleições municipais, quem perdeu, quem ganhou, o que esperar das majoritárias de 2022, o péssimo desempenho dos candidatos apoiados por Bolsonaro, as conquistas de partidos da direita “civilizada” – qualificada pela grande mídia de “centrão” –, o aparecimento de lideranças novas na esquerda como Guilherme Boulos e Manuela D´Ávila, entre tantas outras. Sem dúvida, análises possíveis e, sobretudo, reveladoras das narrativas e disputas políticas que qualquer eleição desencadeia no espaço público. Mesmo nossa agredida democracia mostra, a seu modo, que nada acabou e que tudo é possível. Um dia depois de outro, sem definições a priori, é história em construção permanente, por sujeitos em ação, mesmo em meio a grandes adversidades.

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Oposição brasileira ganha terreno com democratas, e Haaland já está no governo

Por Mariana Sanches, da BBC News Brasil em Washington

Se o presidente brasileiro Jair Bolsonaro demorou 38 dias para reconhecer a vitória de Joe Biden à Presidência dos Estados Unidos e patina para estabelecer conexões com os democratas, a oposição ao seu governo no Brasil tem se mostrado mais efetiva em construir pontes com a nova administração, que começará oficialmente no dia 20 de janeiro.

E uma parte importante dessa conexão tem sido operada por meio de lideranças indígenas, com quem Bolsonaro tem acumulado embates.

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