Sakamoto: Anistia já! Para quem furta por fome, não para quem espanca democracia

Por Leonardo Sakamoto, no UOL

A maioria dos brasileiros (54%) é contra anistiar Jair Bolsonaro para livrá-lo da cadeia, enquanto 39% são a favor disso, segundo pesquisa Datafolha. Ou seja, a punição ao ex-presidente para que cumpra a condenação por tentativa de golpe de Estado ultrapassou a polarização da sociedade entre direita e esquerda, com uma parcela dos não-alinhados defendendo Justiça.

A pesquisa também aponta que 61% são contra qualquer tipo de perdão aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, enquanto 33% querem anistia. (mais…)

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E quem mora longe?

Quando o transporte público custa caro e funciona mal, não é apenas um problema de mobilidade. É a reprodução diária da desigualdade urbana e racial

Por Katarine Flor, Le Monde Diplomatique Brasil

A gratuidade no transporte público não é uma utopia distante. Hoje, 138 municípios brasileiros já adotaram a tarifa zero de forma integral, beneficiando milhões de pessoas. Hoje a maioria dessas cidades é de pequeno e médio porte, mas em termos relativos, também há experiências em cidades maiores, como Teresina (PI), com cerca de 900 mil habitantes, onde a tarifa zero vale para o sistema sobre trilhos. Além disso, metade da população beneficiada vive em municípios com mais de 100 mil habitantes, e já são pelo menos seis cidades com mais de 200 mil habitantes que implementaram a gratuidade. (mais…)

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Tigrinho, Autismo, Comunidades Terapêuticas e Racismo: novos e antigos desafios para uma política de saúde mental

Na Abrasco

A Abrasco promove, no dia 1º de outubro, às 10h, uma Ágora para pensar saídas críticas para os impasses da saúde mental no Brasil. O debate, que será realizado online com transmissão pela TV Abrasco, busca discutir caminhos para uma política não medicalizadora, crítica e orientada pela liberdade no cuidado, diante de desafios como os impactos das bets, o crescimento das comunidades terapêuticas, o cuidado a pessoas autistas e as desigualdades persistentes marcadas pelo racismo. (mais…)

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Quando juventude rima com exclusão

Um em cada quatro jovens no mundo não trabalha nem estuda. Na América Latina, 70% são mulheres dedicadas apenas ao cuidado. Na Europa, um em cada três corre o risco de cair na pobreza. Etapa de construir projeto de vida virou sinônimo de insegurança e precariedade

Por Sergio Ferrari | Tradução: Rose Lima, em Outras Palavras

Um em cada quatro jovens não terá emprego nem poderá estudar em 2025. A exclusão de grande parte dos jovens desafia a sociedade planetária. São mais de 260 milhões de jovens entre 14 e 24 anos em todo o mundo que compõem a categoria NEET (ou “nem-nem”), ou seja, aqueles que não trabalham, não estudam e nem conseguem realizar algum tipo de formação profissional-artesanal. A tendência é preocupante e crescente. (mais…)

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Da luta social às práticas institucionais: seminário da ENSP debate diversidade e equidade

Por Bruna Abinara, Informe Ensp

O Seminário ‘Por uma agenda de Diversidade e Equidade na Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP): perspectivas e desafios’ uniu pesquisadores, trabalhadores e estudantes para debater as atuais Políticas de Equidade da Fiocruz e a promoção de uma cultura antirracista, com equidade de gênero, inclusiva e diversa na instituição. Realizado nesta quarta-feira (20/8), o evento foi promovido pela Direção da ENSP e pela Comissão Permanente de Diversidade e Equidade.   (mais…)

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Deus quer poderosos destronados e ricos de mãos vazias. Por Frei Gilvander Moreira

No Evangelho de Lucas, em Lc 1,39-56 se narra “a visita de Maria a Isabel” e o Cântico de Maria, o Magnificat. Pertence aos relatos do nascimento e infância de João Batista e de Jesus (Lc 1-2). O contexto é de aldeias do campo: Maria é da aldeia de Nazaré e vai a uma aldeia da Judeia para servir sua prima Isabel que estava grávida. Lucas não pretende, em primeiro lugar, mostrar como isso aconteceu, mas reler na década de 80 do século I esses acontecimentos à luz da morte-ressurreição de Jesus, a fim de iluminar a caminhada das primeiras comunidades cristãs. Não se trata, pois, de crônica histórica, mas de leitura teológica. Lucas 1,49-56 se divide em dois momentos: Lc 1,39-45, onde o Deus da vida se revela aos pobres e Lc 1,46-56, o Cântico de Maria (Magnificat), um cântico revolucionário. (mais…)

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Esperar e vigiar “na noite” é pôr-se a serviço, a exemplo de jesus que serve. Por Frei Gilvander Moreira

No Evangelho de Lucas, de Lc 9,51 a Lc 19,27, as primeiras comunidades cristãs mostram Jesus e seu movimento popular-religioso subindo da Galileia para a capital Jerusalém, indo da periferia para o centro dos poderes político, econômico e religioso. Nestes dez capítulos, segundo Lucas, Jesus qualifica a formação dos discípulos e discípulas aprimorando a vivência radical do Evangelho, que busca construir uma fraternidade real com condições objetivas de vida para todos, todas e tudo (Jo 10,10). Está neste contexto a passagem de Lc 12,32-48, que pode ser dividida em três seções: Lc 12,32-34; Lc 12,35-40; Lc 12,41-48. (mais…)

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