Ensp: Aula inaugural analisa consequências das decisões brasileiras no enfrentamento à pandemia

No Informe Ensp

Até que ponto o negacionismo é um empecilho para o avanço da ciência? De que forma as escolhas estratégicas dos países para combate à Covid-19 têm impacto no desenvolvimento da doença? E o Brasil, como o país é visto hoje no mundo e quais são as ações necessárias para interrupção da pandemia? Em busca das respostas sobre como as decisões de um país refletem no comportamento da sociedade e no elevado número de casos e mortes provocadas pelo coronavírus, a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca convidou dois epidemiologistas e um especialista em relações internacionais para a abertura do ano letivo (19/4). Dentre todos os discursos, uma certeza: a conduta do governo brasileiro muito se afastou das recomendações da ciência, propiciando para tornar o país epicentro mundial da pandemia no atual momento.

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Farmácias venderam mais de 52 milhões de comprimidos do “kit covid” na pandemia

Hidroxicloroquina, propagandeada por Bolsonaro, teve mais de 1,3 milhão de caixas vendidas no país

Por Bianca Muniz, Bruno Fonseca, Agência Pública

Farmácias brasileiras venderam mais de 52 milhões de comprimidos de quatro medicamentos do chamado “kit covid” em um ano de pandemia: sulfato de hidroxicloroquina, azitromicina, ivermectina e nitazoxanida. Segundo levantamento exclusivo da Agência Pública, foram vendidos mais de 6,6 milhões de frascos e caixas desses quatro remédios de março de 2020 a março de 2021.

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Portuários alertam para o risco de paralisação por causa da falta de vacina contra Covid; categoria está na lista de prioritários, mas sem data para imunização

Pedro Calvi / CLP

“Para que os portuários sigam trabalhando e os portos continuem funcionando, os trabalhadores do setor têm que ser vacinados. Senão, os portos vão parar e isso não é ameaça de greve, mas sim por causa das mortes provocadas pelo coronavírus. Estamos chegando no ponto limite para a paralisação dos portos”, alerta José Adilson Pereira presidente da Federação Nacional dos Estivadores.

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“A crise da Covid-19, a mais grave crise sanitária mundial em um século, obriga-nos a repensar a noção de solidariedade internacional”. Artigo de Thomas Piketty

Ao se recusarem a levantar as patentes das vacinas contra a Covid-19, os ocidentais mostraram sua incapacidade de levar em conta as necessidades dos países do Sul, avalia o economista Thomas Piketty, diretor de Estudos da École des Hautes Études en Sciences Sociales, Escola de Economia de Paris, em artigo publicado por Le Monde. A tradução é de André Langer.

IHU On-Line

A crise da Covid-19, a mais grave crise sanitária mundial em um século, obriga-nos a repensar fundamentalmente a noção de solidariedade internacional. Além do direito de produzir vacinas e equipamentos médicos, é toda a questão do direito dos países pobres de se desenvolverem e de captarem parte das receitas tributárias das multinacionais e dos bilionários do planeta que deve ser questionada. Precisamos abandonar a noção neocolonial de ajuda internacional, paga de boa vontade pelos países ricos, sob seu controle, e passar finalmente para uma lógica de direitos.

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Basta! Por Miguel Nicolelis*

Em O Globo

Como um gigantesco navio sem capitão, singrando desgovernado por um oceano viral que rotineira e impiedosamente ceifa, num intervalo de 24 horas, perto de 4 mil vidas brasileiras — número equivalente ao total acumulado de mortes reportadas pela China em toda a pandemia —, a combalida nau chamada Brasil sofreu nos últimos dias mais uma série de golpes devastadores. Como se não bastasse ter de combater uma pandemia fora de controle, em meio a um colapso sem precedentes de todo seu sistema hospitalar e, no processo, ter se tornado um verdadeiro pária internacional, o Brasil assistiu atônito à escalada vertiginosa do pandemônio político que o assola. Rotulado de forma quase unânime pela imprensa internacional como inimigo público número 1 do combate à pandemia de Covid-19 em todo o mundo, o atual ocupante do Palácio do Planalto deu claras demonstrações públicas e notórias de estar perdendo qualquer tipo de controle — se algum dia o teve — do caos semeado por ele mesmo desde a ascensão ao maior cargo da República.

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MPF processa ex-ministro da Saúde e secretário de Saúde do Amazonas por responsabilidade na crise de oxigênio no estado

Ação envolve também secretários do Ministério da Saúde e detalha omissões dos agentes públicos que agravaram a situação do sistema de saúde do Amazonas

Procuradoria da República no Amazonas

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação de improbidade administrativa contra o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e o secretário estadual de Saúde do Amazonas, Marcellus Campelo, pela omissão dos agentes públicos entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, quando se verificou, no Amazonas, a crise no fornecimento de oxigênio medicinal e o aumento no número de mortes por covid-19, durante a chamada segunda onda da pandemia.

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“Saúde é bem público e também porta de saída da crise”, diz Carlos Gadelha

Por Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz (CEE), no Informe Ensp

“O grande motor do século XXI não é mais o petróleo, indústria automobilística ou aço; é a saúde, é o complexo da saúde”, sublinhou o coordenador de Ações de Prospecção e líder do grupo de pesquisa Desenvolvimento e Saúde da Fiocruz, Carlos Grabois Gadelha, representando a instituição, em audiência, no dia 8 de abril de 2021, da Comissão Geral da Câmara dos Deputados, para debater ‘A quebra de patentes das vacinas para o combate ao vírus covid-19: licença compulsória’.

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Brasil, indignai-vos! Por Jamil Chade

No Uol

Chora a nossa pátria mãe gentil. Choram Marias e Clarisses, mas também Julianas, Carolinas, Ruths, Danielas, Patrícias, Estelas, Anas e Milcas. Choram ainda Josés, Pedros, Joãos e tantos outros.

Primeiro foram os hospitais públicos que declararam que não tinham mais vagas. Depois, foram os hospitais privados. E, por último, foram os cemitérios que suspenderam os enterros por falta de valas. Desesperada pela falta de acesso à saúde, a elite brasileira descobriu como vivem…os brasileiros.

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Diagnosticando o “médico bolsonarista”. Por Wilson Gomes

Na Cult

Dos tipos políticos mais extravagantes encontrados no fundo desse abismo em que nos encontramos, o “médico bolsonarista” é um dos mais intrigantes. O enigma começa com as duas palavras que o designam: ele é médico por substantivo, quer dizer que exerce um ofício considerado nobre em qualquer sociedade, que consiste em curar e salvar vidas; mas é também bolsonarista, por adjetivo, portanto filiado a uma atitude política que, como sobejamente demonstrado a este ponto da nossa odisseia pandêmica, coloca a identidade tribal e o fanatismo em um lugar infinitamente superior ao apreço por vidas humanas e à missão de cuidar e curar. A tensão entre o substantivo e o adjetivo parece indicar um paradoxo. Na verdade, trata-se de um oximoro, como em “claro enigma”, “som do silêncio” ou “instante eterno”. Também neste caso, o adjetivo devora, anula ou contradiz o substantivo. O “médico bolsonarista” é, portanto, uma contradição ambulante, que só a singularidade da fauna dos abismos poderia comportar.

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Realidade paralela: População decreta fim da pandemia no Amazonas

Flexibilização das medidas de isolamento social é vista com preocupação por especialistas, que alertam para uma terceira ondaMais de 11 mil pessoas morreram no estado em um ano de pandemia no estado

Por Leanderson Lima, na Amazônia Real

No último domingo (04), viralizaram na internet vídeos e posts de uma mega-festa realizada em um condomínio de luxo da Avenida Ephigênio Salles, na zona centro-sul de Manaus. Um dia depois, outras imagens começaram a circular nas redes sociais denunciando um cruzeiro com aproximadamente 60 turistas brasileiros e estrangeiros. Na terça-feira (06), a Polícia Civil interceptou três embarcações de luxo que faziam esses passeios, imediatamente considerados clandestinos. Havia cinco dias, os turistas navegavam tranquilamente e felizes pelo rio Amazonas.

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