Atingidos e atingidas lutam por seus direitos no Paraná

Desde 2013, quando iniciou a construção da Usina Hidrelétrica do Baixo Iguaçu, os atingidos e atingidas iniciaram a organização e a luta pela garantia dos direitos. Já se passaram 5 anos e só a luta fez com que mais da metade das famílias atingidas tivessem seus direitos garantidos da forma mais justa possível.

No MAB

Só a luta garantiu um preço mais digno pelas terras. Só a luta garantiu o estabelecimento de critérios coletivos que valorizassem a terra, a história e os sentimentos de pertença. Só a luta permitiu a conquista pelo Reassentamento Rural Coletivo. (mais…)

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Brasil: o “eterno país do futuro” que se viu “atolado no passado”. Entrevista com Eliane Brum

Há um país em “profundo desencanto” e em crise. Mas há também resistência e reinvenção. Os “Brasis” possíveis pelos olhos da jornalista, documentarista e escritora Eliane Brum.

Mariana Correia Pinto, no Público

Se perante um acontecimento o mundo estiver a olhar para um lado, é provável que Eliane Brum esteja a fitar o sentido contrário. Repórter, documentarista e escritora, nascida em 1966 em Ijuí, no Brasil, Eliane define-se como “uma escutadeira que escreve” — porque acredita que é nesse dom de saber ouvir que está boa parte do segredo de um bom jornalista. E ela escuta, muitas vezes “a vida que ninguém vê” (como diz o título de um dos seus livros), as que raramente são notícia, encontrando nelas o princípio de tudo. (mais…)

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Comunidades Geraizeiras conquistam reconhecimento como comunidades tradicionais

Em meio à ampla diversidade das formas de vida em comunidades tradicionais no Brasil, núcleos de comunidades Geraizeiras, característica da região do cerrado do Norte de Minas Gerais, foram contemplados na tarde desta segunda-feira (17) com a “Certidão de Autodefinição”, cedido pela Comissão Estadual para o Desenvolvimento Sustentável de Povos e Comunidades Tradicionais de Minas Gerais (CEPCT-MG), na sede da EMATER, em Belo Horizonte

No MAB

Este certificado, designado aos povos geraizeiros divididos em três núcleos denominados Tingui, Lamarão e Josenopolis, reafirma a importância das práticas tradicionais, vínculos regionais e a luta por políticas públicas visando à recuperação de territórios e pela manutenção de seus modos de vida e efetivação dos seus direitos. (mais…)

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Relatora da ONU prova, em estudo, que indígenas são guardiões das florestas

Por Amelia Gonzalez, G1

Um relatório divulgado esta semana pela Relatora Especial das Nações Unidas para os Povos Indígenas, Victoria Tauli-Corpuz, é o que faltava para acabar de vez com a falsa imagem que alguns brancos construíram e fizeram “viralizar”, de que os índios são meros destruidores da natureza. O estudo encabeçado por Victoria, que se tornou uma ativista indígena internacional da etnia Kankana-ey Igorot, não poupa críticas ao movimento global de conservação, lembrando que a terra precisa ser conservada para os humanos. A mensagem é mais ou menos esta: meio ambiente sem gente é inútil. (mais…)

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Mulheres têm sido referência na produção agroecológica no Semiárido

Rompendo os padrões e a violência, as mulheres tem conquistado visibilidade na produção de alimentos

Vanessa Gonzaga, Brasil de Fato

Quando se fala em trabalho no campo, certamente se pensa no trabalho pesado dos trabalhadores para a aragem da terra, plantio, irrigação, colheita e todas as outras etapas até que o alimento chegue à mesa. O que muitas vezes não se imagina é o protagonismo das mulheres que trabalham no campo. Muitas mulheres trabalham na terra, plantando e criando animais, e no Semiárido há muitas experiências de mulheres que produzem agroecologicamente e são referência em suas comunidades. Uma delas é Pedrina Barbosa, que vive desde 2006 na comunidade de Sussuarana, no município de Juazeirinho, a 84 km de Campina Grande (PB). Quando chegou nas terras para produzir, a primeira dificuldade foi a falta de estrutura. Só havia um lago, que enchia no período de chuva e desaparecia durante a seca, o que era insuficiente. (mais…)

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Guiné Bissau: “Não se pode projetar políticas públicas para grupos sociais sem que tais não participem no processo”, afirma Miguel de Barros

Por Enfamara Cassamá , para Revista Perspectiva das Nações Unidas

No dia 29 de junho, o Programa Alimentar Mundial (PAM) organizou em Bissau, uma consulta nacional para a apresentação e validação da Estratégia Fome Zero. A elaboração da estratégia foi lançada publicamente a 31 de janeiro de 2018 na presença do  secretário-geral do Ministério da Economia e Finanças, em representação do ministro desta tutela. Visou apoiar o Governo na moldura de uma estratégia e um roteiro para o alcance da Meta 2, dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030. (mais…)

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Por que os problemas no transporte público atingem mais as mulheres?

Pesquisador afirma que a violência, o assédio e o excesso de obrigações familiares prejudicam a mobilidade das mulheres da periferia

por Carol Scorce, na Carta Capital

Locomover-se por uma cidade como São Paulo é, para a grande maioria dos moradores, uma batalha inglória: ruas entupidas de carros, ônibus apinhados de passageiros, transportes coletivos  insuficientes nas periferias, calçadas apertadas, ruas esburacas e mal iluminadas. Será que essa missão para mulheres e homens é igualmente difícil, e seus efeitos da mesma forma penosos para ambos os gêneros? (mais…)

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Os EUA de Trump revivem os zoológicos humanos. Por Ariel Dorfman

Encarceramento de crianças retoma uma história do colonialismo, cuidadosamente esquecida: as exposições em que indivíduos dos “povos primitivos” eram apresentados como animais nas capitais “cultas” do Ocidente

Por Ariel Dorfman, no Outras Palavras

Quando Donald Trump acusou recentemente os “imigrantes ilegais” de querer “invadir e infestar nosso país”, houve um clamor imediato. Afinal aquele verbo, infestar, fora usado pelos nazistas para desumanizar judeus e comunistas como ratos, vermes ou insetos que precisam ser erradicados. (mais…)

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‘Omissão mata mais que bala porque é muito lucrativo para a política’, diz jornalista indígena

Por Catarina Teixeira, em Fanzine Resistência na MÍDI@

Mulheres comunicadoras estão dominando o cenário midiático contra o racismo, a violência e pela defesa do bem viver. São mães, guerreiras, ativistas, escritoras, poetas, educadoras, jornalistas e artistas.

A jornalista indígena conhecida como Renata Tupinambá é hoje um dos muitos nomes da comunicação indígena no Brasil, co-fundadora da Rádio Yandê, primeira web rádio indígena brasileira. Prometeu na adolescência para sua avô materna ir em busca dos parentes. Seus familiares foram vítimas de abusos, assassinatos e violências que marcaram sua história. (mais…)

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“Para você não romper o silêncio e manter as relações saudáveis, você tem que negar a sua cor”

Especialista no atendimento de mulheres negras, psicóloga Maria Jesus Moura fala sobre a importância de se levar em conta o racismo sofrido por suas pacientes e não negá-lo

Por Marina Rossi, no El País

Quando a psicóloga Maria Jesus Moura, ou somente Jesus Moura como é chamada, decidiu estudar os espaços de atendimento de mulheres vítimas de violência doméstica, descobriu que algo importante estava faltando. “Encontrei a subnotificação das demandas raciais, e inclusive a desconsideração dos profissionais em notificar”, conta. Ou seja, o tipo de violência de gênero, e principalmente de raça, não eram levados em conta. “Em muitos relatos estava escrito ‘agrediu a mulher com palavras’. Quais palavras?”, pergunta ela. “Se você não registra o que foi dito, não tem como perceber e identificar o quanto isso é caro, doloroso e violento para essa mulher. A desconsideração do ‘o quê’ também é um tipo de violência”.

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