Dourados conhece Dourados? O estranho caso Eduardo Moreira. Por Tiago Resende Botelho

No Campo Grande News

A violência, fome e desrespeito com que são tratados os povos indígenas em Dourados, segunda maior cidade do estado de Mato Grosso do Sul, não é novidade para ninguém, em especial para os que vivem no município. Emmanuel Marinho, famoso poeta local, tem uma composição conhecidíssima chamada “GenocÍndio”, que significa a morte indiscriminada e planejada de seres indígenas em Dourados.

Nele, o poeta narra a trajetória das crianças indígenas que peregrinam no município pedindo não apenas o pão, mas o resto dele: o pão velho. Assim diz: “Crianças batem palmas nos portões. / Tem pão velho? / Não, criança / tem o pão que o diabo amassou / tem sangue de índios nas ruas / e quando é noite / a lua geme aflita / por seus filhos mortos”.

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Pós-pandemia: o que está em jogo na “economia verde”? Por Amyra El Khalili*

Às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio+20 (2012), fomos abordados por uma avalanche vinda dos ativistas internacionais que denunciavam os perigos da economia verde, tão propalada pela mídia e pelas grandes ONGs ambientalistas, com a anuência de políticos ideologicamente alinhados, tanto com a direita quanto com a esquerda, neste continente latino-americano-caribenho.

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Maria, preciso te contar sobre Bolsonaro, o fazedor de órfãos. Por Eliane Brum

O homem que governa o Brasil condenou uma geração a crescer e a viver sem pai ou sem mãe

No El País

Maria, você tem apenas 2 anos. Um, dois. E apenas esses dois anos separam seu nascimento da morte do seu pai. Lilo Clareto morreu em 21 de abril. A causa oficial da certidão de óbito é: “sepse grave, pneumonia associada à ventilação e covid (tardia)”. Mas essa é apenas a verdade parcial sobre a morte do seu pai. Eu olho para você, Maria, e me preparo para a conversa que um dia teremos, aquela em que precisarei contar a você a verdade inteira.

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No sonho de se verem formadas, resta às quilombolas luta e solidariedade

Em Furnas do Dionísio, mulheres de comunidade quilombola fizeram vaquinha para persistir no sonho do estudo

Por Raul Delvizio, no Campo Grande News

Para quem sonha um dia se ver formada em um curso universitário, não só precisa de muita vontade e dedicação, mas – principalmente – de oportunidade. Assim é o que espera um grupo de 11 mulheres da comunidade quilombola de Furnas do Dionísio, no município de Jaraguari, a 40 quilômetros de Campo Grande.

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Necropolítica: la política de la muerte en tiempos de pandemia. Por Eduardo Gudynas*

Servindi

“La necropolítica es la política del dejar morir”, no solo a las personas sino también a la Naturaleza y es la utopía de los neoliberales que así reemplazan la justicia social por la caridad y la clemencia. Asi lo explica el analista Eduardo Gudynas en un artículo donde sostiene que la necropolítica se ha vuelto funcional a los gobiernos que se excusan en la crisis provocada por la pandemia para relegar la vida.

El caso extremo es Jair Bolsonaro en Brasil, “cuyo gobierno alcanzó el climax necropolítico”. El problema es que hay poblaciones completas que están siendo diezmadas por la pandemia.

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MPF, MPT, DPU e DPE propõem audiência pública para discutir projeto que proíbe distribuição de marmitas à população vulnerável em Curitiba

O projeto disciplina o trabalho de distribuição de refeições por entidades particulares

Os Ministérios Públicos Federal e do Trabalho e as Defensorias Públicas da União e do Estado do Paraná enviaram, nesta quarta-feira (31/3), um ofício ao presidente da Câmara Municipal de Curitiba, Tico Kusma, propondo que o Projeto de Lei que institui o Programa Mesa Solidária em Curitiba não tramite antes de ser realizada uma audiência pública. Desta forma, cidadãos, entidades públicas, sociedade civil e as entidades signatárias poderão contribuir com elementos e informações para uma deliberação legislativa mais afinada com o interesse público e o respeito aos direitos e garantias fundamentais.

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Manifesto do Andar de Baixo: Essenciais são as vidas

Montamos um manifesto que serve de contraponto à falsa dicotomia do presidente entre economia e saúde, bem como vai para além das platitudes do manifesto de economistas e banqueiros. Estamos disparando para coleta de assinaturas, e o recado já está no título: é um Manifesto do Andar de Baixo porque entendemos que essenciais são as vidas. Leia e, se concordar, assine e divulgue!

“É de conhecimento notório e mundial que desde o início da pandemia de Coronavírus, o presidente do Brasil negou, subestimou e menosprezou[i] a emergência sanitária, mesmo quando ela já era a causa do sofrimento de muitas famílias brasileiras[ii]. Em meio a trocas de ministros, brigas ideológicas com países, estados e municípios, milhões gastos em medicamentos ineficazes contra a Covid-19 e danosos para a saúde[iii], milhares de testes estocados e perdendo a validade[iv] e ofertas de vacinas recusadas[v], o presidente e sua equipe de governo incentivaram publicamente e oficialmente[vi] o oposto de tudo o que é recomendado para evitar contágios e mortes. Está documentado que o governo brasileiro executou uma estratégia institucional de propagação do vírus[vii] e estudos internacionais consideram que o Brasil teve a pior gestão do mundo nesse cenário[viii], de forma que hoje somos o epicentro global da pandemia.

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Este Governo tem que cair. Preservá-lo é ser cúmplice. Por Vladimir Safatle

Há um ano, movimentos exigiam impeachment de Bolsonaro, mas foram desqualificados pois era momento do Brasil se unificar diante dos desafios da gestão da pandemia. O tempo passou e ficou claro que a verdadeira crise brasileira é o próprio presidente, que trabalha para aprofundá-la

No El País

Na última sexta feira, a imprensa noticiou que “um homem”, “um idoso” morreu no chão de uma Unidade de Pronto Atendimento em Teresina. O “homem” apresentava problemas respiratórios, mas a UPA não tinha maca disponível, não tinha leito e muito menos vaga em UTI. Ao fim, ele morreu de parada cardíaca. Sua foto circulou na imprensa e redes sociais enquanto o Brasil se consolidava como uma espécie de cemitério mundial, pois é responsável por 25% das mortes atuais de covid-19. País que agora vê subir contra si um cordão sanitário internacional, como se fôssemos o ponto global de aberração.

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Presidente da CDHM questiona despejo da Comunidade da Linha, em Recife

O pedido foi feito ao governador do estado Paulo Câmara (PSB); ao prefeito da capital, João Campos (PSB); ao Ministério Público de Pernambuco, à Procuradoria-Federal dos Direitos do Cidadão; ao subprocurador-geral da República, Carlos Alberto Vilhena; e ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região, que determinou a reintegração através de ordem judicial.

Por Pedro Calvi/CDHM

Nesta sexta-feira (19/3), o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM), Carlos Veras (PT/PE), manifestou-se, perante as autoridades responsáveis, sobre a reintegração de posse na comunidade do Sítio Santa Francisca, conhecida como “Comunidade da Linha”, no bairro do Ibura em Recife (PE).

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