Cacique Raoni e Davi Kopenawa se unem a Chico Buarque, Philip Glass e artistas internacionais em ato nas redes, dia 9/08

Por Daniel Biasetto, no Sonar

Já de volta à sua aldeia no Xingu (MT), depois de ficar nove dias internado por conta de uma hemorragia digestiva, o cacique Raoni Metuktire, de 90 anos, vai aparecer junto com outros indígenas e artistas de várias partes do mundo na mobilização internacional  “Maracá – Emergência Indígena”,  live marcada para acontecer no próximo dia 9 de agosto, às 15h, e que já tem confirmada a participação ao vivo e por gravações enviadas de grandes nomes da música popular brasileira como Chico Buarque, Caetano Veloso, Maria Bethânia,  Lenine, Martnália e Criolo.

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Maracá – Emergência Indígena: Quando nossos maracás soam, estamos em movimento!

Por Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – APIB

A Covid-19 é mais violenta entre povos indígenas. Além da alta letalidade, outras tensões e ameaças se agravam durante a pandemia do novo coronavírus. Continuamos enfrentando o descaso do Estado, lutando pelo direito de viver, enquanto socorremos os contaminados e celebramos o legado daqueles que não sobreviveram ao vírus.

Desde o começo da pandemia, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) está em movimento. Junto com nossas organizações de base e apoiadores, já fizemos uma edição histórica do Acampamento Terra Livre, realizamos a Assembleia Nacional de Resistência Indígena, onde criamos o Comitê Nacional pela Vida e Memória Indígena – esforço coletivo para acompanhar a situação em todo país, e lançamos o plano de enfrentamento à Covid-19 Emergência Indígena.

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Famílias desesperadas passam horas em busca de oxigênio em mercado paralelo no Peru

Marcia Carmo, na BBC News Brasil

A pandemia do novo coronavírus revelou que os hospitais públicos peruanos não possuem armazenamento suficiente de um produto básico para a vida: oxigênio.

A escassez do insumo mostra que, apesar de anos seguidos de crescimento econômico e queda nos seus índices de pobreza, o país andino vizinho ao Brasil não investiu no seu setor de saúde. Com o incremento de casos de covid-19, os familiares dos pacientes da doença passaram a ter que encarar horas nas filas nas ruas da capital Lima, de Arequipa, terra natal do escritor Mario Vargas Llosa, e de Huancayo, na região de montanhas, entre outros lugares, para conseguir o elemento químico vital.

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Ministério da Saúde revoga decisão sobre serviço para detentos com transtorno mental; presidência da CDHM reúne governo, ministério público e sociedade civil para reestruturar atendimento

Por Pedro Calvi / CDHM

No dia 18 de maio, dia nacional da luta antimanicomial, o Ministério da Saúde extinguiu, através da Portaria 1.325, o Serviço de Avaliação e Acompanhamento de Medidas Terapêuticas Aplicáveis à Pessoa com Transtorno Mental em Conflito com a Lei (EAP), no âmbito da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional. Após mobilização da sociedade civil e de instituições do sistema de Justiça que resultou em uma Nota Técnica enviada ao Ministério, a portaria foi revogada no último dia 15. As EAPs existem em sete estados, onde trabalham 11 equipes. Nesta sexta-feira, a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) promoveu uma reunião com representantes dos segmentos envolvidos nesse tema. A retomada do serviço das EAPs foi o ponto de partida do debate.

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A Vila da Barca sofre o descaso e abandono em meio à pandemia do coronavírus

Por Vivianny Matos, na Amazônia Real

Belém (PA) –  A Vila da Barca é uma comunidade ribeirinha da periferia de Belém que está enfrentando um impacto muito forte da disseminação da pandemia do novo coronavírus. É considerada uma das maiores comunidades em palafitas da América Latina. Parte dos moradores não possui esgotamento sanitário e água encanada. 

A estudante de radiologia Elk Emanuelly Pereira dos Santos, de 24 anos, diz que em uma semana perdeu o pai, Carlos Emerson, de 47 anos, e sua avó, Dulce Batista, de 68 anos. “Eles falecerem vítimas da Covid-19”, disse.

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Os condenados pela Covid-19: uma análise fanoniana das expressões coloniais do genocídio negro no Brasil contemporâneo

Por Deivison M. Faustino*, no Buala

Escrito no contexto de celebração dos 95 anos de Frantz Fanon (n. 20/7/25), discuto neste artigo as suas contribuições para a compreensão das relações sociais e econômicas nas sociedades que se estruturaram a partir da colonização. Proponho uma análise fanoniana das relações dialéticas entre capitalismo, colonialismo e racismo, subjacentes à conjuntura política e sanitária brasileira. Em um primeiro momento, tomo a noção de violência colonial presente em Os Condenados da terra, como referência para problematizar as respostas brasileiras à pandemia de Covid-19. Posteriormente, retomo alguns aspectos históricos e sociológicos que elucidem a via colonial de entificação do capitalismo no Brasil e as suas influências para a conjuntura atual. Ao final, argumento pela atualidade do pensamento fanoniano para o desvelamento das relações entre  o racismo e o atual estágio de acumulação capitalista na periferia global. 

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Acampamento São José: 17 anos de resistência nas Terras de Atalaia

Em Atalaia, interior de Alagoas, o acampamento organizado pelo MST produz alimento e resistência há quase duas décadas

Por Rafael Soriano, da Página do MST

Desde a primeira ocupação onde hoje se firma o território do acampamento São José já se vão 17 anos, de lutas, enfrentamento, plantio e partilha, organizados pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Na Zona Rural do município de Atalaia (a 45 km de Maceió), o acampamento abriga mais de 70 famílias que vivem da terra e dela tiram seu sustento, alimentando a cidade. Durante todo este tempo os camponeses organizados resistiram ao desejo de um consórcio de fazendeiros e políticos, ligados as oligarquias locais e estaduais, de reconcentrar a terra.

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MPF promove encontro com movimentos sociais na Baixada Fluminense 30/06

Audiência do Projeto MPF por Direitos será realizada por videoconferência em 30 de junho

O Ministério Público Federal (MPF) promove no dia 30 de junho de 2020, às 19 horas, “Encontro dos movimentos sociais com o MPF da Baixada Fluminense”. Em razão do novo coronavírus, a reunião será realizada por videoconferência. Os interessados deverão inscrever-se pelo e-mail prrj-sjm-gaboficio3@mpf.mp.br ou do telefone (21) 2753-7918. Os inscritos receberão a confirmação e, no dia da audiência, a informação sobre o link para acessá-la. Na mensagem, os inscritos deverão também informar se há desejo de realizar manifestação na audiência.

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Pandemia do coronavírus acentua o racismo estrutural no Brasil

O discurso de que o coronavírus atingiria a todos igualmente, sem distinção de raça ou classe social é uma grande falácia

Por Marcelise Azevedo e Sarah Coly, na Carta Capital

O racismo estrutural é um conceito muito debatido e disseminado entre quem quer compreender de que maneira as práticas institucionais, as conformações históricas, políticas e culturais podem colocar um grupo social ou étnico em posição superior em detrimento de outros grupos.

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Pós-pandemia: a construção de outro modelo de finanças depende de uma estratégia socioambiental. Por Amyra El Khalili

A financeirização tem permeado os mais diversos setores da economia, provocando distorções entre a economia real (produção) e a economia financeira. A economia real baseia-se em produtividade na indústria, na agropecuária, no comércio e em serviços. Já a economia financeira é a que faz circular o dinheiro nos sistemas informatizados e tecnológicos, alimentando as taxas de juros e a especulação sobre a base produtiva.

Há uma diferença substancial entre financiar e financeirizar:

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