Enfermagem em greve no coração do capitalismo

Como entender a mobilização de 15 mil profissionais durante um mês em Nova York, contra hospitais privados e o regime Trump? Quais as reivindicações? Como se deu a participação do prefeito Zohran Mamdani? Qual a situação atual? Leia entrevista exclusiva

Por Sophia Vieira, Outra Saúde

No dia 12 de janeiro, enfermeiros e enfermeiras das principais redes hospitalares de Nova York entraram em greve. Cerca de 15 mil profissionais aderiram à mobilização liderada pelo sindicato dos enfermeiros da cidade. Em um contexto de repressão a manifestações populares, principalmente pelo governo Trump, a ação se torna um exemplo para o movimento sindical e demonstra que 2026 pode ser um ano promissor de enfrentamento à política neoliberal de precarização da vida na cidade onde se encontra o coração do capitalismo estadunidense. (mais…)

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As eleições de 2026 e os possíveis impactos para a docência no Brasil

A intensificação das disputas políticas e culturais no Brasil, sobretudo a partir da década de 2010, tem produzido impactos diretos sobre o ambiente escolar e o exercício da docência. Em meio ao avanço de agendas conservadoras, à disseminação de discursos de ódio e ao fortalecimento de mecanismos institucionais de controle, professores e professoras passaram a enfrentar um cenário crescente de censura, perseguição e violência simbólica e matéria

Por Rodrigo Coutinho Andrade, Le Monde Diplomatique Brasil

Ao longo do ano de 2025, o Observatório Nacional da Violência contra Educadores/as (ONVE) publicou uma pesquisa intitulada Um estudo quantitativo da perseguição a educadoras/es no Brasil (ONVE, 2025), tratando das ameaças à educação democrática em seu primeiro volume[1]. O mesmo estudo, materializado por meio do Projeto de Extensão interinstitucional sediado na Universidade Federal Fluminense (UFF), e viabilizado financeiramente pelo Ministério da Educação (MEC), objetivou “mensurar o impacto da censura e da perseguição sobre o trabalho docente no Brasil desde 2010” (ONVE, 2025, p. 6), motivado principalmente pela expansão do discurso de ódio contra educadores e demais situações que impulsionaram práticas de censura após o ano de 2010. (mais…)

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Trabalho digno: como garantir o Direito ao Estudo

Não basta reduzir a jornada. Experiências internacionais já garantem tempo remunerado para estudo e qualificação. Governo poderia ter papel central para estruturar programas formativos e incentivos. É preciso acoplar essa pauta ao fim da escala 6×1

Por Any Ávila Assunção e Rafael Ávila Borges de Resende*, em Outras Palavras

Introdução

O tempo, mais do que um simples marcador de horas e dias, é um recurso vital na construção de oportunidades e na redução das desigualdades sociais. No Brasil contemporâneo, onde persistem níveis alarmantes de informalidade, jornadas extenuantes e mobilidade urbana precária, o regime 6×1 (seis dias consecutivos de trabalho para apenas um de descanso) não é apenas uma escala de turnos: é um dispositivo que molda e limita vidas. Ele restringe o acesso à educação, dificulta a qualificação profissional e perpetua ciclos de exclusão. (mais…)

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Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo é marcada por ações da CPT

Rodas de conversa, seminários, panfletagem e cine-debate estão entre as atividades realizadas pelos regionais da Pastoral; data é momento de reflexão e de somar forças para a erradicação do trabalho escravo contemporâneo

CPT

Há 22 anos, no dia 28 de janeiro, na zona rural do município de Unaí, em Minas Gerais, Eratóstenes de Almeida Gonsalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva, auditores-fiscais do trabalho, e Ailton Pereira de Oliveira, o motorista que os conduzia, foram assassinados em uma emboscada durante uma ação que investigava denúncias de exploração de trabalhadores. A tentativa de silenciar suas vozes foi em vão e a data ficou marcada como Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo e de fazer memória à vida do grupo vítima da violência em Unaí. (mais…)

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MPF denuncia responsáveis por manter sete pessoas em situação de escravidão no Triângulo Mineiro

Trabalhadores eram atraídos por falsas promessas de emprego e submetidos a condições degradantes em carvoaria, chegando a passar fome

Procuradoria da República em Minas Gerais

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia contra dois homens pela exploração de trabalhadores em uma carvoaria na zona rural de Tapira (MG). Um grupo de sete pessoas foi atraído de diferentes cidades mineiras sob promessas de registro formal e condições de trabalho e alojamento dignas, mas acabou submetido a jornadas exaustivas e situações que violam a dignidade humana. As vítimas foram impedidas de retornar para suas cidades de origem devido à localização isolada da propriedade e à falta de condições financeiras para o deslocamento. (mais…)

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Desemprego, drama superado?

Aumento da ocupação é meia-verdade ilusória. Dados mostram: precarização, que persiste, achata salários, reduz direitos e torna inseguros mesmo os empregos com carteira. Até o sono é afetado – em benefício de um punhado de rentistas

Por Erik Chiconelli Gomes, em Outras Palavras

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), instrumento criado pela Lei nº 4.923 de 1965, constitui uma das principais fontes estatísticas para a compreensão das dinâmicas do mercado de trabalho formal no Brasil. Contudo, para além de sua dimensão quantitativa, este registro administrativo carrega em si as marcas das tensões sociais que atravessam a sociedade brasileira, revelando os movimentos de avanço e recuo na formalização das relações de trabalho que afetam diretamente a vida cotidiana de milhões de trabalhadores e trabalhadoras. O ano de 2025 encerrou com um saldo positivo de 1.279.498 empregos formais, resultado de 26,59 milhões de admissões contra 25,32 milhões de desligamentos, conforme dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego em 29 de janeiro de 2026. (mais…)

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Atividade urbana concentrou maioria do trabalho escravo em 2025

Mais de 2,7 mil pessoas foram resgatadas, maioria na construção civil

Fabíola Sinimbú – Repórter da Agência Brasil

O balanço do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) das operações em 2025 apontam que 2.772 pessoas foram resgatadas em situação de trabalho análogo à escravidão. Pela primeira vez, a maior parte dos trabalhadores, 68%, exerciam atividade nos centros das cidades. (mais…)

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