Centros antiaborto financiados por grupos americanos enganam mulheres vulneráveis na América Latina

Investigação da organização openDemocracy revela rede de desinformação que alveja mulheres em busca de ajuda

Por Isabella Cota/openDemocracy, na Agência Pública

“Entra, meu amor, logo vem alguém te atender”, diz uma mulher ao me receber no Centro de Ajuda à Mulher Latino-Americana em um subúrbio da Cidade do México. “Bem-vinda, deixa eu te dar um abraço”, completa, com um beijo na bochecha.

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As filhas de Eva e a sociedade de classes. Por Marcio Sotelo Felippe

Na Revista Cult

Ao ensejo da abjeta agressão do ser que ocupa a presidência a uma jornalista, do carnaval e da proximidade do dia da mulher, algumas reflexões sobre a questão feminina.

Conta o historiador Tito Lívio a história, célebre na Antiguidade, de Lucrécia. Mulher de Colatino, tornou-se objeto de desejo obsessivo de Sexto Tarquínio, filho do rei Tarquínio, o Soberbo. Ele hospeda-se na casa de Lucrécia e Colatino e no meio da noite esgueira-se para o leito de Lucrécia. Confessa-lhe o desejo e a faz submeter-se diante da ameaça de colocar um escravo nu degolado ao lado do seu corpo para que parecesse ter sido morta em flagrante adultério.

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Vilma Reis cita Marielle e pede ‘resposta política contundente’: candidatura de mulher negra para a Prefeitura de Salvador

Socióloga e integrante do movimento negro garante que pré-candidatura irá às últimas instâncias no PT: “O método de escolha que nós defendemos são as prévias”

Por Evilásio Junior, de seu blog, no Geledés

Pré-candidata do PT à Prefeitura de Salvador e integrante do movimento negro nacional, Vilma Reis utiliza exemplos do Rio de Janeiro para defender a mobilização do grupo “Eu Quero Ela” na capital baiana. Na avaliação da socióloga, o momento é de reparação em relação ao recente assassinato da vereadora da capital fluminense Marielle Franco (PSOL), em março de 2018.

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Mulheres da Terra Indígena Araribá, em São Paulo, se unem para fortalecer a defesa do território

Representantes de quatro aldeias se reúnem desde 2017 e discutem maneiras de revitalizar a cultura para garantir o direito à terra; movimento valoriza a opinião das mulheres em um ambiente onde os homens ainda tomam a maioria das decisões

Por Priscilla Arroyo, em De Olho nos Ruralistas

Ao longo dos últimos meses, a série De Olho na Resistência vem trazendo exemplos da luta protagonizada por mulheres indígenas pelo Brasil em defesa de seus territórios, ameaçados não só pelo avanço do agronegócio e da mineração, mas pela invisibilidade. Esse protagonismo ocorre também no interior paulista.

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Liminar suspende resolução do Conselho Federal de Medicina que permitia intervenções médicas sem consentimento de gestantes

Decisão foi proferida a pedido do MPF; norma do conselho desrespeita direito de escolha e contraria até mesmo Código de Ética Médica

A pedido do Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal concedeu liminar para suspender trechos de uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que permitiam que gestantes fossem submetidas a intervenções médicas não emergenciais mesmo contra a sua vontade. A decisão reafirma que somente o risco efetivo à vida ou à saúde da mãe e/ou do feto deverá ser considerado como justificativa legal para afastar a escolha terapêutica da mulher.

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Ação do MPF quer garantir parto natural e assistência humanizada em hospital do Exército em Manaus (AM)

Apurações realizadas pelo órgão apontaram limitações ao acesso do parto normal, violação aos direitos das mulheres e estímulo ao parto cirúrgico

O Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas ajuizou ação civil pública para que a União tome providências para assegurar o direito das mulheres ao parto natural e à assistência humanizada no Hospital Militar da Área de Manaus. No documento encaminhado à Justiça, o órgão aponta problemas no atendimento obstétrico e neonatal para partos normais, restrições na estrutura das unidades de atendimento e insuficiência de profissionais.

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Gênero e agroecologia são temas de formação continuada da Rede Mulher Sertão do São Francisco

Formação da Rede Mulher discute sobre patriarcado e suas formas de dominação com cerca de 35 agricultoras, apicultoras, pescadoras dos municípios de Juazeiro, Sento Sé, Pilão Arcado, Remanso, Campo alegre de Lourdes, Casa Nova, Curaçá, na Bahia. 

por Comunicação Irpaa / CPT

Com a proposta de ser uma formação modular, o primeiro encontro aconteceu nos dias 06 e 07 de novembro, no Centro de Formação Dom José Rodrigues, em Juazeiro (BA). A violência contra a mulher e a divisão injusta do trabalho foram as principais evidências reconhecidas pelas mulheres como a maior expressão do patriarcado.

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Nota de Repúdio de Católicas pelo Direito a Decidir

Católicas pelo Direito de Decidir é uma organização que luta pela descriminalização e legalização do aborto para que mulheres não tenham que se submeter ao risco de abortos clandestinos que podem levar à morte dessas mulheres. Somos a favor do respeito à decisão das mulheres em relação ao aborto e, sobretudo, a favor do cumprimento da lei nos casos em que o aborto está legalizado em nosso país. Desta forma, não reconhecemos os grupos contrários à legalização do aborto como “pró-vida”. Para nós, esses grupos são pró-morte.

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Mulheres em tempos de cólera

CPT

Neste artigo da Coluna Vozes das Mulheres, publicado pela CPT Bahia, Camila Mudrek dedica a publicação a todas as “mulheres que correm em nossas veias e morreram e nasceram pela luta dos povos brasileiros”. Confira:

“Quando eu fico sem comêr, Tenho tantos versos que fico qua-

se louca. Com o estomago cheio O serebro, é semi-nórmal.

Eu chorei porque… as ideias poeticas em exesso é horrível.”

Carolina Maria de Jesus, 18 de dezembro de 1959

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A luta das Guarani e Kaiowá na região mais perigosa para mulheres indígenas no país

Reportagem foi a Dourados, município com mais casos de violência sexual contra mulheres indígenas

Por Anna Beatriz Anjos, Bruno Fonseca, Agência Pública

“Eu vou parar a plenária”, diz a voz ao microfone. “Do que adianta nós, mulheres, falarmos da violência sendo que os homens estão circulando?” O recado é dado pela jovem Aradunhá Kaiowá aos homens que foram aos poucos se dispersando. Ela conduz o segundo dia de discussões da sétima Kuñangue Aty Guasu, a grande assembleia das mulheres Guarani e Kaiowá, realizada a cada ano em uma terra indígena habitada por esses povos no Mato Grosso do Sul. Em 2019, o encontro ocorreu em setembro na aldeia Yvy Katu Potrerito, município de Japorã, na fronteira com o Paraguai. O protagonismo é totalmente feminino, mas os homens são convidados a estar ali e ouvir os relatos sobre problemas que os envolvem diretamente.

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