Fiocruz e organizações sociais discutem saúde, gênero e racismo

Por Luiza Gomes (Cooperação Social da Presidência) e Kath Lousada (Campus Fiocruz Mata Atlântica), na Fiocruz

Durante um dia inteiro, pesquisadoras, estudantes, ativistas do movimento negro, feminista e das causas juvenis de quatro estados brasileiros conversaram, debateram e construíram horizontes comuns acerca de práticas e políticas de saúde dirigidas às mulheres jovens negras. Como premissa, a realidade expressa em números e em testemunhos pessoais de que a cor da pele, o gênero e a idade influem no modo concreto pelo qual as pessoas acessam seus direitos. Promovido pela parceria entre a Agenda Jovem Fiocruz e o Hub das Pretas, o primeiro encontro temático Saúde, racismo e gênero: Mulheres jovens presentes! tomou lugar na Tenda da Ciência, no campus Fiocruz Manguinhos (6/10). (mais…)

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Justiça tira bebês de famílias em ‘situação de risco’

Por Roberta Jansen, do Estadão

A Vara da Infância e da Juventude de Belo Horizonte tem dois meses para explicar o encaminhamento compulsório para abrigos de 120 recém-nascidos sob o argumento de estarem em “situação de risco”. O problema foi atestado pelo Conselho Nacional dos Direitos Humanos das Crianças e Adolescentes (Conanda), da Secretaria de Direitos Humanos do governo federal, e chegou à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) e ao Alto Comissariado de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU). No início do mês, foi tema de audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília. (mais…)

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Senado muda Lei Maria da Penha e organizações pedem que Temer vete a proposta

Por Helena Martins, repórter da Agência Brasil

O Senado aprovou, na terça-feira (10), Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher, projeto que altera a Lei Maria da Penha, a fim de permitir ao delegado de polícia conceder medidas protetivas de urgência às mulheres que sofreram violência e a seus dependentes, uma prerrogativa que hoje é exclusiva dos juízes. A medida foi votada simbolicamente na Casa e anunciada como positiva, mas integrantes do Ministério Público, Defensores Públicos Gerais e organizações feministas criticam as mudanças. Elas pedem que o presidente Michel Temer vete a proposta.  (mais…)

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“O poder público só nos vê quando a gente tomba”

Nossa reportagem foi até Ananindeua para investigar por que essa é a cidade que mata mais mulheres no Brasil

Por Andrea Dip e Bruno Fonseca, da Agência Pública

A sala está quente, abafada. O pequeno ventilador que gira no canto da mesa não dá conta de vencer os quase 40 oC que o termômetro marcava naquele começo de tarde no Pará. Os minutos de silêncio, timidez e hesitação precedem o peso dos depoimentos que viriam a seguir. Cada mulher sentada naquela roda sabe que não será fácil reconstituir as lembranças da violência sofrida durante anos. Algumas delas ainda vivem com seus agressores. (mais…)

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Carta das Mulheres das Águas rumo ao FAMA 2018

Água é Direito, Não Mercadoria. Fórum Alternativo Mundial da Água – FAMA, Brasília (DF), Brasil – 17, 18 e 19 de março de 2018

Nós, mulheres integrantes do Fórum Alternativo Mundial da Água – FAMA 2018 -, sujeitas e protagonistas da construção do feminismo popular, reafirmamos a necessidade de discutir que ÁGUA É DIREITO, NÃO MERCADORIA, agregando a este tema a visão da luta pela igualdade de gênero. Isso porque vivemos num modelo de sociedade capitalista, imperialista, colonial, racista e patriarcal, onde as empresas transnacionais controlam a economia, se apropriando da natureza e da vida dos seres humanos, das tecnologias, da força de trabalho, de nossos territórios e corpos, com um único objetivo – o de acumular riquezas à custa da exploração dos trabalhadores, em especial das mulheres trabalhadoras. (mais…)

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Um feminismo que combata as opressões e compreenda a realidade do campo

O curso enfatizou o papel que as mulheres camponesas possuem na agricultura, tendo em vista, que são responsáveis por mais da metade da produção de alimentos na América Latina e Caribe.

Por Coletivo de Comunicação do MST na Bahia

Mulheres de vários estados do nordeste brasileiro se reuniram no Centro de Formação da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em Salvador, para debater as estratégias da luta campesina dentro da esquerda e na atual conjuntura de retrocessos promovida pelo governo Temer. (mais…)

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Estudo revela o drama das presas grávidas no Brasil: “depois do parto, eles me algemaram”

Hysabella Conrado – Justificando

“Depois do parto, eles me algemaram”*. O uso de algemas em mulheres durante o trabalho de parto é uma situação comum experienciada pelas grávidas nos presídios brasileiros. Com a aprovação da Lei 13.434/2017, que veda o uso de algemas pelas detentas no período que antecede o parto, durante o mesmo e na fase pós-parto, espera-se que esse tipo de constrangimento deixe de ser habitual. (mais…)

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Entrevista: ‘Feminicídio é o ponto culminante de uma violência contínua, arraigada no cotidiano das mulheres’

*Por Luiza Medeiros, Informe ENSP

“O assassinato de mulheres em razão do gênero é um problema global, presente nas mais diferentes sociedades e culturas. O feminicídio não é ocorrência isolada, fruto de um lapso fortuito de emoções, mas ponto culminante de uma violência contínua, arraigada no cotidiano das mulheres”. A análise é da juíza Adriana Ramos de Mello, titular do 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), para o blog do CEE-Fiocruz. Adriana Ramos será a palestrante do evento Feminicídio – Uma análise sociojurídica da violência contra a mulher, da série ‘Futuros do Brasil’, que será realizado pelo Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz (CEE-Fiocruz) em parceria com o Departamento de Direitos Humanos, Saúde e Diversidade Cultural (Dihs/ENSP/Fiocruz), em 18 de setembro, a partir das 13h30, no salão internacional da ENSP. (mais…)

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