PFDC pede à ministra Damares dados sobre ações para a proteção de mulheres no contexto da covid-19

Informações devem ter como base diretrizes estabelecidas em compromissos internacionais, com foco na diversidade e nas interseccionalidades

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, recebeu do Ministério Público Federal (MPF) o prazo de dez dias para informar quais as ações programadas pela pasta para a realização de políticas públicas voltadas à proteção dos direitos das mulheres – especialmente no contexto da pandemia da covid-19. O pedido foi feito nesta sexta-feira (22) pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC/MPF). 

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A pandemia e o impacto sobre a vida das mulheres: o papel social, doméstico e o cuidado integral com as crianças

No Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) publicou uma matéria sobre como a pandemia do Covid-19 tem relegado às mulheres trabalhadoras a um papel ainda mais intenso no cuidado. O capital, que já estava em crise e buscava formas de retomar suas altas taxas de lucro, se manifesta agora na sua face mais cruel, pois deixa milhares de trabalhadores e trabalhadoras em condição de vulnerabilidade. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD, 2020) indicam que aproximadamente 57 milhões de pessoas no Brasil estavam em trabalhos informais, sem carteira e ou desempregadas. Ou seja, a situação que já resultava em vulnerabilidade social, no momento atual, as deixa ainda em maior risco.

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“Quando a mulher indígena entrava no tribunal, mais de uma pessoa seria liberta”, diz pesquisadora em palestra sobre a busca por liberdade protagonizada por mulheres indígenas nos tribunais, no século XVIII

Entre 1680 a 1750, mais de 260 mil indígenas foram escravizados na Amazônia contra menos de 10 mil africanos, tidos, na época, como a mão de obra que prevalecia no Brasil.

Em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 8 de março, o Ministério Público Federal (MPF) realizou, nesta segunda-feira (9), a palestra “Mulheres indígenas nos tribunais: demandas por liberdade na Amazônia portuguesa, 1706-1759”, em Belém. A pesquisadora Luma Ribeiro Prado, que ministrou a palestra com base em sua dissertação de mestrado, mostrou dados e análises surpreendentes sobre a escravização de indígenas, principalmente mulheres, no estado Grão-Pará e Maranhão, no século XVIII.

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Em Itaituba (PA), no 8 de março, mulheres realizam seminário e denunciam violências em ato público

Aconteceu em Itaituba, no oeste do Pará, o Seminário regional de Mulheres do Campo e da Cidade, “Mulheres da Amazônia na Luta por Territórios Livres e Corpos Vivos”, entre os dias 6 e 8 de março.

por CPT Itaituba (PA)

O seminário reuniu cerca de 120 mulheres dos municípios que correspondem ao Território da BR 163, Itaituba, Trairão, Rurópolis, Jacareacanga, Novo Progresso e o distrito de Castelo de Sonhos. As diversas associações e coletivos de mulheres que se fizeram presentes no seminário representam um conjunto de Mulheres lideranças que atuam diariamente na defesa dos direitos, terra e território das comunidades do campo. Na oportunidade, elas discutiram temáticas como: violência doméstica, resistência aos grandes projetos do capital para Tapajós, políticas públicas para mulheres do campo e da cidade, bem como estratégias de luta para fortalecer a resistência dos povos da Amazônia.

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Mulheres, identidade e emancipação social. Por Cândido Grzybowski

Do Ibase

Dia das mulheres, 8 de março. Comecei a pensar nas mulheres com quem convivo e comparto muitas coisas. É uma enorme teia de relações de todo tipo, que a gente deixa passar batido muitas vezes, não pensa e nem valoriza. Porém, são o substrato da vida de qualquer uma ou um. Pensando bem, são círculos e mais círculos, de dimensões variadas, que ao viver vão mudando e se alargando, se estendendo, até que viram meio difusos, apesar de ainda fundamentais, e se perdem na geografia da cidade, do país, da região e do mundo, para trás e para frente. São relações estruturantes do fluxo da vida, que nos vinculam ao presente, ao passado e ao futuro. Até onde? Aí volta a questão filosófica elementar: quem sou? Quem somos? O que significa viver e estar aqui hoje compartindo isto tudo? Por ser o dia de mais de metade da humanidade, o dia das mulheres me leva sempre a uma introspecção: quem sou eu na relação com as mulheres com quem convivo e com todas as demais. Ocasião oportuna para pensar e, sobretudo, rever muita coisa. Está longe de ser algo confinado à vida e relações privadas, debaixo de um teto? Ou um ponto apenas, onde a gente mesmo com nossa individualidade, em círculos de relações que se alargam até percebermos que fazemos parte de uma complexa humanidade contemporânea e de muitas, muitíssimas gerações que nos antecederam e que estamos numa espécie de viagem que continua e pode continuar sem nossa existência física. O incrível é que levamos um dia-a-dia quase sem pensar nisto tudo, como se fosse assim por que assim é. Mas depende da gente como será amanhã? Talvez mais do que a gente pensa!

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Pesquisa revela uma década de violência contra mulheres indígenas em São Gabriel da Cachoeira

De 1º de janeiro de 2010 e 31 de dezembro de 2019 foram registrados pela delegacia do município 4.681 ocorrências ou mais de 1 caso por dia

Por Ana Amélia Hamdan, especial para Amazônia Real

São Gabriel da Cachoeira (AM) – A sobrecarga de trabalho no dia a dia, a dificuldade em ter renda própria, a dependência do companheiro, o machismo contra quem ocupa cargos de liderança, a brutalidade na hora do parto, a falta de apoio familiar, os ataques verbais e físicos, o abuso sexual, o excesso de bebida alcoólica, algumas questões culturais. A violência contra a mulher indígena e as raízes do problema têm várias faces. No município de São Gabriel da Cachoeira, região do Alto Rio Negro do noroeste da Amazônia, onde existem povos de 23 etnias indígenas, a complexidade aumenta. Devido à diversidade e às diferenças entre esses grupos, inclusive de línguas, a dificuldade passa até mesmo por dar nome a esse tipo de violência.

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“Levante do povo chileno é sustentado pela luta das mulheres indígenas”, diz liderança Mapuche

Em meio à rebelião popular que já dura quase 5 meses, Gabriela Curinao fala da grande marcha planejada para o 8M com bandeiras específicas como o direito ao aborto seguro e o fim da violência de gênero

Por Julia Dolce, na Agência Pública

Às vésperas de completar cinco meses vivendo uma rebelião popular, o Chile terá, neste domingo 8 de março, data que marca o Dia Internacional da Luta das Mulheres, mais uma grande marcha, desta vez com foco exclusivo na demanda das mulheres chilenas.

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Alerta: O ódio de classe da política bolsonarista aprofunda o racismo e o patriarcado

Assim como as teorias eugenistas do século XIX, projeto atual impõe extermínio dos espaços de resistência do povo

Por Andreia Roseno, no BdF Minas Gerais

Analisar a conjuntura fascista, expressa no fortalecimento do bolsonarismo em nossa sociedade, requer considerar que nossos passos vêm de longe e reconhecer a experiência daqueles e daquelas que sobreviveram à travessia atlântica. Mas essa história é marcada pela atuação sutil e perversa do racismo, que nos impede de acessar a potência desses nossos passos e legado.

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Mulheres protagonizam unidade progressista pela vida, pelos direitos e contra Bolsonaro

Mulheres de mais de 50 organizações vão marchar unidas contra os ataques do governo Bolsonaro em todo país, neste 8 de março. Oito partidos progressistas e diversas organizações sindicais, populares, sociais e civis, estarão unidas para enfrentar o projeto ultraneoliberal em vigor no país. Para expressar essa unidade, elas lançaram uma convocatória unificada em defesa das vida das mulheres e dos direitos sociais e trabalhistas.

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