Carta aberta à sociedade: Prefeiturade SP põe em risco Política para Mulheres em Situação de Violência Doméstica

O número de mulheres mortas por homens que um dia foram seus maridos, namorados ou companheiros, é alarmante. Apesar disto, na cidade de São Paulo, a Política de Enfrentamento à Violência Doméstica está em risco. A falta de investimento nos serviços de atendimento às mulheres vítimas de violência tem gerado a precarização visível, que se traduz no crescente fechamento de serviços, na redução das equipes de profissionais disponíveis para a escuta e acolhimento, na redução das estratégias reais de sobrevivência ao alcance destas mulheres.

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A violenta emoção que absolve

por Antonia Pellegrino e Manoela Miklos*, em Folha S. Paulo

No dia 30 de dezembro de 1976, aproximadamente às 16 horas, Ângela Diniz, 32, mais conhecida como “pantera de minas”, estava em sua casa no balneário de Búzios (no estado do Rio de Janeiro) quando decidiu acabar definitivamente sua ligação amorosa com o playboy Doca Street, 40.
Juntos há três meses, Ângela quis terminar o namoro por causa do ciúme doentio de Doca. O casal discutiu, Street arrumou suas coisas, colocou tudo no carro e se afastou da casa, para retornar em seguida, sem nenhuma explicação. Tentou a reconciliação, mas diante da negativa, pegou sua pistola automática e disparou quatro tiros contra a cara e o crânio de Ângela.

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Cultura do patriarcado e desigualdades históricas entre os sexos são vetores de uma epidemia de violência contra a mulher. Entrevista especial com Nadine Anflor

por João Vitor Santos, em IHU On-Line

Os números impressionam: a cada dois segundos, uma menina ou mulher  é vítima de violência física, segundo o Instituto Maria da Penha. E estamos falando apenas de violência física, sem incluir ataques verbais e situações que expõem meninas e mulheres a constrangimentos, as famosas piadinhas.

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CPT Piauí realiza Encontro de Mulheres em Curral Novo

Mulheres impactadas pela mineração, Transnordestina e parque eólico: Unidade, auto-organização e Resistência!

CPT Piauí

Neste sábado (09), cerca de 30 mulheres participam do encontro realizado na Comunidade Baixio dos Belos, no município de Curral Novo, a 507km de Teresina. A CPT realiza o encontro em parceria com o Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) e a Comissão Intercomunitária de Curral Novo (PI).

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Entre bufões, economistas e políticos profissionais: o lugar dos “costumes” nas disputas políticas

Rodrigo Maia e Paulo Guedes podem não se identificar com os ministros bufões e seu conservadorismo tacanho. Mas a agenda econômica e a agenda dos “costumes” não correm em paralelo

por Flavia Biroli, em Blog da Boitempo

O deputado Rodrigo Maia, eleito presidente da Câmara dos Deputados para o biênio 2019/20, disse que seria possível votar a reforma da Previdência ainda no primeiro semestre deste ano se o debate sobre a “agenda de costumes” for deixado para um segundo momento. Segundo ele, dessa maneira o plenário da Câmara não seria transformado em “um campo de guerra ideológica”.

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A violência contra a mulher no contexto das remoções, parte 4: o machismo institucional na cidade patriarcal

por Poliana Monteiro, em RioOnWatch

O despertencimento, isto é, o corte dos vínculos de pertencimento entre a população e o território, é uma ferramenta de controle territorial historicamente utilizada como tática para avançar processos de remoção ou espoliação. Desde a colonização a ocupação, demarcação e afirmação do controle físico e geográfico sobre o espaço configuram uma base material para um conjunto de relações sociais e espaciais intencionalmente desiguais. A dinâmica da fragmentação territorial, do acesso interditado e da expansão dos assentamentos é característica dessa ocupação colonial e também encontra ecos na produção do espaço urbano contemporâneo.

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Deputado do PSL quer proibir anticoncepcionais no Brasil

Para Márcio Labre, o veto a métodos seguros como o DIU e a pílula do dia seguinte visa proteger a saúde da mulher

Por Thais Reis Oliveira, Carta Capital

A primeira semana do novo Congresso já rende propostas dignas dos temores mais distópicos da série Handmaid’s Tale (O Conto da Aia). Um projeto apresentado pelo deputado Marcio Labre (PSL-RJ) quer proibir o uso da pílula do dia seguinte e outros métodos contraceptivos em todo o Brasil.

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Mulheres vítimas de agressões anteriores têm 151 vezes mais chance de morrer por homicídio ou suicídio

Estatística faz parte de dados compilados, cruzados e analisados pelo Ministério da Saúde, que serão publicados em março

Patrícia Figueiredo, Agência Pública

As mulheres brasileiras adultas que registraram episódios de violência nos serviços de saúde públicos têm chance 151,5 vezes maior de morrer por homicídio ou suicídio em comparação com a população feminina geral. Os homicídios e suicídios correspondem a 83% das mortes por causas externas em mulheres vítimas de agressões anteriores.

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A violência contra a mulher no contexto das remoções: onde mais se bate é onde mais se mata?

por Poliana Monteiro, em RioOnWatch

A violência contra mulher é um mecanismo estrutural que atua como política de controle, cujo objetivo é manter as mulheres em desvantagem e desigualdade sistêmica na sociedade. A violência legitimada pela desvalorização das mulheres reproduz o domínio patriarcal por meio da intimidação e nasce inicialmente nos lares, fortalecendo um padrão de comportamento que reverbera nas ruas. Como demonstrado nas matérias anteriores, o isolamento territorial e, consequentemente, a dificuldade de acesso às leis e aos serviços somam-se às violações em áreas dominadas pelo crime organizado.

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O Caminho para a Representatividade Negra, Feminina e Favelada na ALERJ

por Renata Queiroz Ramos, em RioOnWatch

Nas eleições de 2018 o país elegeu representantes a nível nacional (presidente, deputados federais e senadores) e estadual (governadores e deputados estaduais). Dentre os deputados estaduais eleitos pelo Rio de Janeiro, estão três mulheres—a estudante de ciências sociais Dani Monteiro, a doutora em comunicação Renata Souza e a cientista social Mônica Francisco—três ex-assessoras da vereadora Marielle Franco, assassinada em 14 de março de 2018. Todas vêm pautando questões relacionadas à violência contra a mulher, ao genocídio da população negra e às políticas de ações afirmativas.

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