Mulheres em quarentena: a tripla jornada tem sido regada por violência

Confira artigo de Vanúbia Martins, agente de pastoral da CPT em Campina Grande (PB) sobre violência contra a mulher em tempos de pandemia: “Em tempos diferentes da humanidade, sempre se encontrou formas de culpabilizar as mulheres pelos males que as afligem e que afligem a sociedade. Ontem, chamaram-lhes de bruxas e de loucas. Hoje, são elas que provocam a violência doméstica da qual são vítimas, ‘porque os homens não aguentam tanta reclamação’; e, ademais, sempre que grandes mudanças acontecem são elas que primeiro ‘pagam o pato’”. Confira:

CPT

Vivemos um tempo difícil. Estamos enfrentando um dos maiores desafios de nossas vidas: uma guerra contra um invisível, a qual tem envolvido toda população da Terra – para o bem ou para o mal. Vivemos um momento em que as relações afetivas, produtivas e educativas estão na esfera virtual, sem conjunção de corpos, abraços e proximidades. A terra se converteu em uma grande necrópole, e precisamos nos evitar. Não teremos, por um tempo, conjunção coletiva de corpos.

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Duas pandemias

Por Eva Alterman Blay*, no Jornal da USP

Durante os 20 anos da Ditadura Militar (1964-1985), as mulheres brasileiras buscaram modos de resistir ao patriarcado que as excluía dos direitos civis e políticos. Organizaram movimentos contra a carestia, por creches, pela liberdade dos presos políticos, pela reorganização partidária. Embora pacíficos, eram perseguidos pela polícia e desqualificados (Geisel tentara desmentir as reivindicações, mas foi confrontado pela mídia que filmara as longas listas de mulheres nas ruas coletando um abaixo-assinado).

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Terra, corpo e território

Mulheres agentes da CPT no Maranhão refletem sobre a luta por territórios livres no campo e a luta das mulheres por corpos como “territórios”livres também. Confira:

“Defender o território-terra e não defender o território-corpo das mulheres é uma incoerência política”.

Lorena Cabnal (Feminista Comunitária da Guatemala)

por LINALVA CUNHA CARDOSO SILVA*, JAQUELINE FREITAS VAZ** e SILMARA MORAES DOS SANTOS***, em CPT

As mulheres dos territórios maranhenses acompanhados pela Comissão Pastoral da Terra – Regional Maranhão, reivindicam e almejam o lugar, a terra, o corpo como territórios “livres”, nesse caso, sem as aspas que trazemos e que nos remetem a tantos problemas que nos levam a construir, junto a elas, caminhos para romper com a ausência de liberdade sob as várias formas de violência e violações de direitos por elas sofridas. Para tanto, poder (re) conhecer que a identidade pode ser um importante ato revolucionário nesse processo de luta, muito contribui para que essas demarquem um posicionamento de toda essa rede de vida plural, existente nos territórios e que, para as mulheres, têm se manifestado na defesa da terra, do corpo e do território enquanto lugar de morada, de passagem e expansão de tudo que se aprende e se compartilha enquanto sagrado e atemporal.

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Sancionada lei que intensifica combate à violência doméstica durante a pandemia

Atendimento às vítimas passa a ser considerado serviço essencial e não poderá ser interrompido 

Redação Brasil de Fato*

Durante a pandemia, o Brasil tem registrado alta nos números de violência doméstica. Só em relação aos casos de feminicídio, houve um aumento de 22%, em 12 estados, de acordo com o levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O estudo ainda aponta o crescimento das chamadas para o 190 para os casos de violência doméstica. Agora, a Lei 14.022/20, de autoria da deputada Maria do Rosário (PT-RS), que teve o apoio da bancada feminina no Congresso e coautoria de 30 deputadas federais, vem para intensificar o combate à violência durante a pandemia. 

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Nota de repúdio à exoneração da Equipe da Área Técnica Saúde da Mulher do Ministério da Saúde

Na Rede Saúde

A Rede Nacional Feminista de Saúde Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos vem a público manifestar profunda indignação e repúdio à exoneração da Equipe da Área Técnica Saúde da Mulher do Ministério da Saúde e a exclusão de um conteúdo (NT16/2020-COSMU/MS) que visava informar, às pessoas que engravidam sob violência, sobre seu direito a decidir por um aborto legal. Sabe-se que apenas 55% dos hospitais que deveriam oferecer o serviço de aborto legal o estão fazendo.  As agressões e arbitrariedades contra a saúde da população nessa pandemia demonstram a absoluta insensibilidade do governo pela vida das brasileiras e dos brasileiros. A destruição da Área Técnica da Saúde da Mulher é o último ato a provar que o governo não tem o menor respeito pela saúde da mulher e os direitos sexuais e reprodutivos.

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A quarentena, o Fascista e a violência contra as mulheres

Artigo lembra a importância da iniciativa do MST contra o vírus e violências

Por Coletivo Nacional de Gênero do MST
Da Página do MST

Não morrer dos vírus nem dos covardes!

A quarentena, deveria ser uma condição possível a todas/os com foco em salvar as vidas das pessoas de forma geral, no entanto, a necessidade dela mostra duas questões prementes de serem enfrentadas. A primeira delas é que o isolamento social se tornou um direito apenas de um setor da sociedade com emprego formal e condições econômicas, não sendo a realidade de mais de 40% da população que vivem em trabalho informal. As parcas ações estatais aprovadas não foram suficientes para garantir a permanência da classe trabalhadora em casa.

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PFDC pede à ministra Damares dados sobre ações para a proteção de mulheres no contexto da covid-19

Informações devem ter como base diretrizes estabelecidas em compromissos internacionais, com foco na diversidade e nas interseccionalidades

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, recebeu do Ministério Público Federal (MPF) o prazo de dez dias para informar quais as ações programadas pela pasta para a realização de políticas públicas voltadas à proteção dos direitos das mulheres – especialmente no contexto da pandemia da covid-19. O pedido foi feito nesta sexta-feira (22) pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC/MPF). 

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A pandemia e o impacto sobre a vida das mulheres: o papel social, doméstico e o cuidado integral com as crianças

No Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) publicou uma matéria sobre como a pandemia do Covid-19 tem relegado às mulheres trabalhadoras a um papel ainda mais intenso no cuidado. O capital, que já estava em crise e buscava formas de retomar suas altas taxas de lucro, se manifesta agora na sua face mais cruel, pois deixa milhares de trabalhadores e trabalhadoras em condição de vulnerabilidade. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD, 2020) indicam que aproximadamente 57 milhões de pessoas no Brasil estavam em trabalhos informais, sem carteira e ou desempregadas. Ou seja, a situação que já resultava em vulnerabilidade social, no momento atual, as deixa ainda em maior risco.

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“Quando a mulher indígena entrava no tribunal, mais de uma pessoa seria liberta”, diz pesquisadora em palestra sobre a busca por liberdade protagonizada por mulheres indígenas nos tribunais, no século XVIII

Entre 1680 a 1750, mais de 260 mil indígenas foram escravizados na Amazônia contra menos de 10 mil africanos, tidos, na época, como a mão de obra que prevalecia no Brasil.

Em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 8 de março, o Ministério Público Federal (MPF) realizou, nesta segunda-feira (9), a palestra “Mulheres indígenas nos tribunais: demandas por liberdade na Amazônia portuguesa, 1706-1759”, em Belém. A pesquisadora Luma Ribeiro Prado, que ministrou a palestra com base em sua dissertação de mestrado, mostrou dados e análises surpreendentes sobre a escravização de indígenas, principalmente mulheres, no estado Grão-Pará e Maranhão, no século XVIII.

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Em Itaituba (PA), no 8 de março, mulheres realizam seminário e denunciam violências em ato público

Aconteceu em Itaituba, no oeste do Pará, o Seminário regional de Mulheres do Campo e da Cidade, “Mulheres da Amazônia na Luta por Territórios Livres e Corpos Vivos”, entre os dias 6 e 8 de março.

por CPT Itaituba (PA)

O seminário reuniu cerca de 120 mulheres dos municípios que correspondem ao Território da BR 163, Itaituba, Trairão, Rurópolis, Jacareacanga, Novo Progresso e o distrito de Castelo de Sonhos. As diversas associações e coletivos de mulheres que se fizeram presentes no seminário representam um conjunto de Mulheres lideranças que atuam diariamente na defesa dos direitos, terra e território das comunidades do campo. Na oportunidade, elas discutiram temáticas como: violência doméstica, resistência aos grandes projetos do capital para Tapajós, políticas públicas para mulheres do campo e da cidade, bem como estratégias de luta para fortalecer a resistência dos povos da Amazônia.

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