Violência contra mulheres e meninas no campo sangram territórios tradicionais

Em meio à expansão de grandes empreendimentos, as maiores vítimas estão na Amazônia

por Mariana Castro, em Brasil de Fato

Mais de 400 mulheres do campo detidas e intimidadas pela Polícia Militar em uma única ação. Trans sem terra degolada por dois desconhecidos. Trinta estupros contra crianças e adolescentes de uma mesma comunidade quilombola, vítimas de fazendeiros e políticos influentes amargam os índices de violência contra as mulheres do campo no país.

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Covid e a desigual morte materna no Brasil

País concentra 75% das mortes de grávidas e puérperas por covid, no mundo – e as negras morrem 77% a mais. Pesquisadora reflete sobre as disparidades de raça, classe e região no acesso à saúde e direitos básicos, sobretudo na pandemia

por CFEMEA

Emanuelle Góes em entrevista ao CFEMEA, na coluna Baderna Feminista

Nesse contexto de crise sanitária, a mortalidade materna, causou a morte de mais de 1.114 mulheres no Brasil, sendo que as mortes entre negras é 77% superior às das brancas. O Brasil já responde por 75% das mortes de grávidas e puérperas em decorrência da covid-19 em todo o mundo. Uma realidade trágica e cruel.

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Aborto inseguro é das principais causas de morte materna e mulheres negras sofrem mais

Pesquisadora Emanuelle Góes diz que criminalização do aborto contamina o atendimento garantido por lei e que mulheres negras têm mais barreiras no acesso aos serviços de saúde

Por Andrea DiP, Agência Pública

Hoje, dia 28 de maio, se celebra o Dia Nacional de Luta pela Redução da Mortalidade Materna e apesar dos altos números de mortes por Covid-19 — que aumentaram  233% em 2021 em relação à 2020 — o aborto inseguro segue no topo da lista, variando entre terceiro e quarto lugar, segundo Emanuelle Góes, pesquisadora Pós-doc do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs) da Fiocruz Bahia. A OMS define morte materna como aquela decorrente de problemas ligados à gravidez ou por ela agravados, ocorridos no período da gestação ou até 42 dias após o parto. 

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As mulheres sofrem com elevados níveis de pobreza de tempo. Entrevista especial com Luana Simões Pinheiro

A desigual divisão do trabalho doméstico e de cuidados é o grande nó a ser desatado para que as sociedades possam alcançar uma maior igualdade de gênero, diz a socióloga

Por: Ricardo Machado, em IHU On-Line

Os distintos grupos sociais que compõem a sociedade são atingidos de formas desiguais pela crise sanitária de Covid-19. Se, de um lado, a pandemia colocou uma lupa sobre as desigualdades sociais que atingem o Brasil, de outro, ela também acentuou a assimetria existente entre homens e mulheres no que diz respeito ao número de horas trabalhadas. Com o fechamento das instituições de educação e de cuidado, o trabalho que era realizado por outras esferas da sociedade causou um “impacto em termos de ampliação das jornadas de trabalho reprodutivo”, especialmente entre as mulheres, diz Luana Simões Pinheiro.

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A luta das mulheres contra as duas pandemias, da Covid-19 e da violência de gênero. Entrevista especial com Flávia Melo

Flávia Melo, pesquisadora da Ufam, traz as nuances dos processos históricos de violência contra mulheres, agravada durante a pandemia global que se estende por mais de um ano no Brasil

Por: Ricardo Machado, em IHU On-Line

O Brasil da pandemia, do recorde de mortes por Covid-19, do crescimento do desemprego e da fome, é também o país em que o embrutecimento e violência contra mulheres se transforma em um contexto de luta dupla pela vida. “O repertório [de violências contra mulheres], infelizmente, é muito vasto. Os tipos observados no Amazonas repetem a tipologia nacional: lesão corporal, ameaças, ameaças de morte e o conjunto de calúnia, injúria e difamação – diferentes violências verbais, que se diferenciam de acordo com as circunstâncias em que ocorrem – aparecem com bastante evidência”, pontua a professora e pesquisadora Flávia Melo, em entrevista por teleconferência ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

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Num estado de crises em tempos pandêmicos, mulheres são as principais vítimas. Entrevista especial com Flávia Biroli

Para a professora, os grandes dilemas que vivemos hoje são materializados no sofrimento dos corpos femininos que, desde a economia do cuidado, arcam com todo o desgaste que a sociedade vive

Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line

Ainda bem antes da pandemia, já havia sinais de que um estado de crises vinha se instaurando. Com a eclosão das ondas de Covid-19, parece ter havido uma aceleração de todas essas crises que, segundo a professora e historiadora Flávia Biroli, tem posto as mulheres como “as principais vítimas do que tem sido descrito como múltiplas crises, colocando em destaque o caráter de gênero e seus efeitos”.

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CDHM realizará audiência sobre Mulheres na Política

A Audiência Pública integra as atividades do Observatório Parlamentar da Revisão Periódica Universal (RPU) e tem como objetivo debater as recomendações feitas ao Brasil para aumentar a presença de mulheres na política

Fábia Pessoa/CDHM

Na próxima sexta-feira (07), a Comissão de Direitos Humanos e Minorias realizará audiência pública, no âmbito do Observatório Parlamentar, focada nas recomendações da RPU voltadas para a inserção de mulheres na política.  A Revisão Periódica Universal é um mecanismo de avaliação da situação dos direitos humanos nos 193 países membros da ONU. 

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Trabalho das mulheres na pandemia é um fluxo contínuo de atividades que gera sofrimento. Entrevista especial com Sandra Gemma, Flavia de Lima e Gustavo Bergström

Pesquisadores observam que as atividades de cuidado, sempre legadas às mulheres, geram ainda mais sobrecarga e passam a concorrer com atividade profissional num turbilhão que absorve corpos e mentes femininos

Por: Ricardo Machado, em IHU On-Line

A ideia de que a mulher tem uma jornada dupla, com atividade profissional e os trabalhos da casa, não é nova. Essa realidade, que permanece praticamente inalterada desde que elas tomaram os espaços profissionais e corporativos, acabou explodindo no contexto da pandemia. E sobra bem pouco para se tentar reconstruir depois de tamanha destruição. “Por conta da não separação entre vida e trabalho, que ficou mais evidente e se agravou no contexto da pandemia, não se trata mais de chamarmos de jornada (mesmo que seja tripla), mas de fluxo contínuo de atividades que se sobrepõem e concorrem entre si, demandando dedicação e arbitragem constante da mulher com relação às prioridades (trabalho, família e demais papéis)”, analisa a professora Sandra Gemma e seus orientandos Flavia de Lima e Gustavo Bergström, em entrevista conjunta ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

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As mulheres na pandemia. A violência doméstica, o sofrimento e a necessidade de repensar o cuidado. Entrevista especial com Renata Moreno

Socióloga observa como a cultura do cuidado, sempre relegada às mulheres, apreende e domina esses corpos. Situação que tem piorado nesses tempos de Covid-19

Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line

Desde o começo da pandemia causada pelo novo coronavírus, um dos dados que mais impressiona é o de violência doméstica contra as mulheres. Passado um ano, o quadro parece não ter mudado e, pelo contrário, tem tornado as mulheres as mais impactadas por toda essa situação de crises sanitária, econômica, social e até política. A socióloga Renata Moreno lembra que não é somente a situação de violência física que tem aumentado. “Metade das mulheres passou a cuidar de alguém na pandemia, justamente porque vivemos uma situação em que o Estado não cuida”, observa, na entrevista concedida por e-mail ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

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Mulheres-incubadoras: o projeto que condena a vítima e absolve o estuprador

O PL 5435, conhecido como Bolsa Estupro, é a última fronteira do domínio do Estado sobre os corpos das mulheres

Zadi Zaro, Denise Laitano, Márcia Martins, Clarisse Chiappini e Maíra Freitas, Brasil de Fato

Incubadora (substantivo feminino): aparelho que mantém condições favoráveis ao crescimento e ao desenvolvimento.

Menina de 10 anos precisa ser levada para outro estado para acessar o direito ao aborto legal, após ter sido estuprada pelo tio e é recebida aos gritos de “assassina”.

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