Isis dias de Oliveira: ex-marido busca até hoje reconhecimento de assassinato na ditadura

José Luiz Del Roio procurou respostas por quase 40 anos; promessa de correção no atestado de óbito não saiu do papel

Por Darlene Dalto | Edição: Bruno Fonseca, Agência Pública

Famílias brasileiras que reivindicam novos atestados de óbitos de seus mortos e desaparecidos durante o regime militar finalmente receberam uma boa notícia: o Conselho Nacional de Justiça determinou, em dezembro de 2024, que a causa da morte nos atestados de óbito das 434 vítimas da ditadura será corrigida e o Estado vai assumir a sua responsabilidade. Nos novos documentos deverá constar “causa morte não natural, violenta, causada pelo Estado”, como recomendou a Comissão Nacional da Verdade, instaurada em 2012. Mas até agora não foi definida uma data para a entrega dos novos certificados. (mais…)

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Os intelectuais e a ditadura no Brasil. Por Michel Goulart da Silva

Como o regime se relacionava com a intelectualidade – e a utilizava no governo? De que forma aconteceu a “limpeza ideológica” nas universidades? De tecnocráticos anticomunistas aos que sonhavam ser a nova elite do Brasil, como agiam as duas principais alas alinhadas aos militares?

por Michel Goulart da Silva, Outras Palavras

Em texto publicado na década de 1970, discutindo a questão dos intelectuais na ditadura, Florestan Fernandes procurava chamar a atenção para a situação concreta em que esses setores viviam naquele contexto. O sociólogo via uma postura equivocada por parte da maioria desses setores. Para Florestan Fernandes, “o intelectual, ainda que universitário e profissional liberal, não surge como uma variante do homem comum. É sua réplica, frequentemente piorada, porque se representa como parte e imune à contaminação do atraso geral”.1 (mais…)

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A interminável estupidez de Zema

Angelo Cavalcante*

A sincronia indizível da direita/extrema direita opera em duas frentes essenciais; a primeira visa desmobilizar a esquerda e todos os seus braços situados, sobretudo, nos movimentos sociais, nas universidades, nas artes e na intelectualidade.

A seguinte é o necessário e imperativo de revisar ou tentar revisar a história… Aí a “cobra fuma” porque é preciso saber fazer para saber rever para, por fim, conseguir alterar, modificar sensações, afetos e sensibilidades públicas. (mais…)

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Onde estão? No Uruguai, todo mês de maio, uma marcha reclama os desaparecidos da ditadura

30ª edição do ato que busca punição pelos crimes da ditadura aconteceu poucos dias depois da despedida de Pepe Mujica

Por Fernanda Canofre | Edição: Bruno Fonseca, Agência Pública

No início de uma noite de terça-feira, a Avenida 18 de Julho, que corta o centro de Montevidéu, começa a ser ocupada por uma marcha de pessoas. Idosos, adultos, jovens e crianças levam mate e garrafas térmicas debaixo do braço, alguns com cartazes e camisetas com um símbolo que identifica a causa de estarem ali: a flor da margarida faltando uma pétala, que representa os desaparecidos durante o período da ditadura cívico-militar no Uruguai (1973-1985). (mais…)

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Memória: As crianças banidas pela ditadura

Livro traz relatos tocantes de quem teve a infância roubada pelo regime militar. Separadas da família, no exílio ou em fuga por diversos países, crianças viveram isolamento, privações e perda de identidade. Hoje, revelam as feridas abertas

por Eduardo Reina, em Outras Palavras

As crianças banidas pela ditadura

Utilizar bebês, crianças e adolescentes como alvos para aniquilar os opositores é uma estratégia que está presente na longa história da ditadura civil-militar brasileira. Infelizmente, esta foi uma das táticas de guerra da doutrina antirrevolucionária aplicadas pelas forças militares no período 1964-1985. O objetivo era aniquilar o inimigo, os opositores ao regime ditatorial. Utilizava-se a força militar, em todos seus sentidos e facetas, para manter o poder. Não importando se o alvo era um adulto, homens, mulheres, idosos ou bebês, crianças e adolescentes. (mais…)

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Mães e filhas na repressão: impactos da ditadura na educação

Participe do evento Mães e filhas na repressão e descubra os impactos da ditadura na vida dos filhos de presas políticas.

Na Rádio Peão Brasil

No dia 28 de maio (quarta-feira), das 14h às 17h, o Salão Nobre do Centro Universitário Maria Antônia (USP) receberá o evento “Mães & Filhas na Repressão”, um painel seguido de roda de conversa sobre as sequelas deixadas pela ditadura militar brasileira (1964–1985) na vida dos filhos de presas políticas e os efeitos transgeracionais desses traumas. (mais…)

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