Ana Jansen: Lenda de terror, magnata que escravizou 800 negros batiza cartão postal no MA

Ana Jansen usou riqueza para financiar repressão a revoltas contra o império e dá nome a importantes pontos de São Luís

Por Rafael Custódio | Edição: Ed Wanderley, Agência Pública

Ao cruzar o Centro Histórico de São Luís e atravessar a ponte que leva o nome do ex-governador maranhense José Sarney, cruzando sobre o rio Anil, o traçado urbano se reorganiza e dá lugar aos edifícios residenciais e hotéis de alto padrão, que rodeiam um dos pontos turísticos mais famosos da cidade: a Lagoa da Jansen. (mais…)

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MPF recomenda que Caixa Econômica Federal identifique poupanças de escravizados e informe destinação de valores

Órgão busca resgatar a memória e apurar a destinação de valores depositados por pessoas escravizadas no século XIX para compra de alforrias

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou à Caixa Econômica Federal (CEF) que elabore, em até 30 dias, um plano de identificação de todas as cadernetas de poupança abertas por pessoas escravizadas ou ex-escravizadas e mantidas em seu acervo histórico. A instituição deverá ainda apresentar, em 180 dias, o conjunto dessas poupanças, indicando os nomes dos titulares, registros e informações sobre a destinação dos valores — se foram sacados, retidos ou transferidos após a abolição. (mais…)

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Justiça trava reforma agrária em fazenda do MT onde 140 foram resgatados de trabalho escravo

Sem água potável em barracos improvisados, mais de 70 famílias esperam em Novo Mundo (MT) por uma decisão do desembargador Flávio Jardim; magistrado pediu vista em processo sobre destinação para reforma agrária da Fazenda Cinco Estrelas, já flagrada por trabalho escravo

Por Daniel Camargos | Edição Carlos Juliano Barros, em Repórter Brasil

TODO FIM DE TARDE, antes de a luz do sol ir embora, dezenas de sem-terra se reúnem em um barracão de lona para orar no acampamento erguido na beira de uma estrada de terra, em Novo Mundo (MT). Mulheres, homens e crianças juntam as mãos e pedem que uma decisão judicial já tomada seja cumprida. (mais…)

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Trabalho doméstico e os germes da escravidão

Casos de domésticas escravizadas subiram em 32%, entre 2021 e 2023. Nordeste e Sudeste lideram índices. Perfil das vítimas não choca: 86% são mulheres; 70% negras. Crime se soma ao racismo e estupro. Conheça a história de Silvana, resgatada após 35 anos

Por Taina Silva Santos, no AzMina

Os casos de escravização de trabalhadoras domésticas aumentaram 32% entre 2021 e 2023, de acordo com dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego em 2024. Segundo Lívia Miraglia, Maria Carolina Oliveira e Carlos Henrique Haddad, 86% das vítimas do trabalho doméstico análogo à escravidão são mulheres e quase 70% delas são negras. O estudo que elas coordenaram, O que escondem as casas grandes no século XXI, indica que, em média, os casos duram 27 anos — um período bem mais extenso quando comparado com os outros tipos de trabalho forçado. (mais…)

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O tema Escravidão Contemporânea não deveria estar em sala de aula?

Por Carlos Eduardo Gonçalves Wekid*, em CPT

Um resgate de agricultores em situação de trabalho análogo ao de escravo é noticiado no telejornal. Por alguns segundos, quem assiste ao programa se choca com a notícia, vê imagens da reportagem, apieda-se dos resgatados e se conscientiza da existência da escravidão, conforme anunciado. Nesses mesmos segundos, surpreende-se com o número de resgatados, sem saber que esses registros farão parte das estatísticas no ano seguinte e sem saber o que, de fato, caracteriza trabalho análogo ao de escravo. (mais…)

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A escravidão persiste no Brasil: diálogo com a ONU expõe desafios e casos emblemáticos

CPT

  • Cejil, CPT, Instituto Raça e Igualdade e Departamento Jurídico XI de Agosto  reuniram-se com o Relator da ONU sobre escravidão contemporânea, apontando a centralidade da defesa e qualificação da política nacional de combate ao trabalho escravo e a urgência do enfrentamento às heranças persistentes do colonialismo na sociedade brasileira.
  • Entre os principais pontos levantados estão a invisibilização da escravidão na Amazônia, a expansão violenta do agronegócio, a falta de reparação às vítimas e a naturalização da escravidão no contexto doméstico.
  •  A relatoria se reuniu com familiares da Sra. Sônia Maria de Jesus junto às organizações supramencionadas. Esse encontro foi um espaço fundamental de diálogo sobre o caso da Sra. Sônia, mulher negra com múltiplas deficiências submetida a décadas de escravidão doméstica e ainda privada de plena liberdade e convivência familiar.

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