Depois que o fogo apaga

Por Caio Castor, na Pública 

Durante 45 dias acompanhamos o dia a dia de Noemi, Adilson, Grivalda e Jéssica no acampamento que se levantou em frente aos escombros do edifício Wilton Paes, no Largo do Paissandú, no Centro de São Paulo.

Os quatro desabrigados são parte das mais de 150 famílias que ficaram sem-teto com o incêndio e desabamento do edifício ocupado pelo movimento LMD (Luta por Moradia Digna) na madrugada de terça-feira, 1 de maio de 2018. (mais…)

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Favelas são de fato assentamentos ‘informais’?

Por Priscilla Mayrink, no Rio On Watch

Definir o que é favela é uma tarefa difícil. Muitos moradores e pesquisadores já mostraram aspectos tão diferentes entre favelas e intra favelas para nos fazer romper com as generalizações e com o senso comum, que a definição do que é ou não favela se torna uma tarefa de grande complexidade. No entanto, apesar de tantas desconstruções, não é incomum ouvir a síntese de que favela é um espaço ou um assentamento informal da cidade, que surgiu e que segue existindo na informalidade. Normalmente, esse discurso surge como forma de opor a favela à lógica do que é reconhecida a “cidade formal”, como se fossem duas realidades opostas, e não duas faces de uma mesma moeda. Esta matéria tem, portanto, o objetivo de questionar essa oposição, compreendendo tanto o espaço da favela quanto o da não-favela como espaços desiguais produzidos a partir de uma mesma lógica. (mais…)

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Racismo marca ataque a escola quilombola no Rio de Janeiro

Escola de comunidade quilombola de Bracuí, em Angra dos Reis, já sofreu outros ataques no passado

Por Juliana Gonçalves, no Brasil de Fato

Na última quarta-feira (6), a escola municipal Áurea Pires da Gama, situada dentro do quilombo, de Santa Rita do Bracuí, em Angra dos Reis, foi violentamente depredada. Segundo a líder comunitária Marilda Souza, coordenadora da Associação de Remanescentes do Quilombo Santa Rita do Bracuí, os ataques começaram em 2015 quando a escola se autodeclarou quilombola. (mais…)

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Largo do Paissandu: Um mês após desabamento, famílias ainda lutam por assistência do Poder Público

Justiça determina que Prefeitura de São Paulo apresente relatório detalhado das ações prestadas às famílias, que contestam números oficiais de beneficiados com auxílio-aluguel

por Redação RBA

Um mês após a tragédia do edifício Wilton Paes de Almeida, que desabou em um incêndio em 1º de maio, as famílias desabrigadas ainda estão acampadas no Largo do Paissandu, e denunciam o descaso por parte do Poder Público. Nesta quinta-feira (31), o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) obteve liminar da Justiça determinando que a secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Smads) da Prefeitura de São Paulo apresente relatório detalhado sobre o atendimento prestado às famílias.  (mais…)

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Protesto do Conselho Popular Contra Remoções entrega Manifesto Coletivo sobre Moradia

por Hari Pannum, em RioOnWatch

No dia 18 de maio, membros do Conselho Popular se manifestaram pela segunda vez este ano em frente ao Palácio da Cidade em Botafogo. Em torno de 40 manifestantes–moradores e aliados de comunidades ameaçadas de remoção, como Rio das Pedras, Barrinha, Indiana e Horto–se encontraram na Praça Corumbá para protestar a contínua falta de medidas em relação aos direitos à moradia por parte do Prefeito Crivella e da recém-nomeada Secretária de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação Verena Andreatta. Como disse Jaqueline Andrade Costa, da Barrinha, “nada aconteceu” nos dois meses desde a última manifestação em Botafogo. Tal inércia revela as “falsas promessas” que foram feitas ao Conselho Popular, tal como a de que a prefeitura criaria uma equipe para trabalhar com cada comunidade ameaçada de remoção. (mais…)

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Manifestação do Povo Tupinambá em defesa de seu território e solidariedade a outras lutas

Índios Tupinambá de Olivença se manifestaram no dia de hoje solicitando agilidade no processo de regularização do seu território: “Território Tupinambá de Olivença –  DEMARCAÇÃO JÁ!!!” e denunciando a sua contrariedade contra o Parecer 001-2017 da AGU, que eles chamam de “Paracé 001”. Aproveitaram também para denunciar a proposta apresentada pelo Deputado/Empresário Sérgio Brito (PSD-BA) que transforma a RESEX de Canavieiras em Área de Proteção Ambiental-APA, através o Projeto de Lei 3068/15.  A referida PL beneficia os empresários da carcinicultura que colocam em risco toda a biodiversidade dos mangues e o trabalho dos pescadores artesanais, marisqueiros (as) que hoje são protegidos pela Resex. (mais…)

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Carta aberta do “Movimento RESEX para Sempre!”, de Canavieiras: Legado de Chico Mendes ameaçado

“O legado de Chico Mendes está em jogo: a recategorização da RESEX de Canavieiras põe em risco todas as RESERVAS EXTRATIVISTAS e demais Unidades de Conservação (UC) do país. O desmonte do ICMBio com a nomeação de indicados políticos sem qualificação para assumir cargos de confiança, entre eles a própria presidência do órgão, é mais um dos ataques a este avançado modelo de UC que considera os saberes tradicionais das populações extrativistas.

A RESEX de Canavieiras abrange parte dos municípios de Una, Canavieiras e Belmonte, totalizando 100, 645 hectares que contemplam manguezais, rios, restingas, áreas úmidas e mar. Constituída por aproximadamente 2.300 famílias, representadas por 14 organizações de base comunitária, além de duas Colônias de Pescadores. (mais…)

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Raquel Rolnik: “A captura da política habitacional pela lógica financeira é perversa”

Arquiteta explicou ao Brasil de Fato a relação entre imóveis vazios, capital financeiro e especulação imobiliária

por Rute de Pina, em Brasil de Fato

O Brasil não tem uma política habitacional que centralize todas as complexidades e desafios do tema da moradia. Em vez disso, desde a década de 1960, o Estado promove apenas o financiamento habitacional. Quem faz a avaliação é a arquiteta e urbanista Raquel Rolnik. (mais…)

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Em uma manhã fria de São Paulo, mais 43 famílias nas ruas

Ocupação Marisa Leticia, na zona oeste da capital paulista, sofre reintegração de posse. Um retrato do drama da moradia no Brasil

Por Marcelo Santos, na RBA

A noite anterior havia sido de vigília e apreensão. “Eu estava na rua desde as 7h do dia 23 tentando encontrar algum lugar para as famílias. Fui dormir só 2h do dia 25. Estou muito cansada e indignada”, desabafou Antônia Serafim Rodrigues, a Toninha, coordenadora do Movimento de Moradia Famílias Independentes (MMFI), que organizava a ocupação. Segundo ela, não houve nenhuma ação da prefeitura para direcionar as famílias ou mesmo prover qualquer tipo de assistência. Os moradores foram postos no meio da rua, cerca de 40 crianças. Muitos imigrantes. (mais…)

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Defensoria Pública de SP e Defensoria da União ajuízam ação civil pública pedindo atendimento emergencial às vítimas do Edifício Wilton Paes de Almeida

Na DPESP

A Defensoria Pública de São Paulo (DP-SP) e a Defensoria Pública da União (DPU) ingressaram na tarde desta segunda-feira (21) com uma ação civil pública que solicita a disponibilização de atendimento emergencial às famílias que viviam no Edifício Wilton Paes de Almeida – que desabou após incêndio ocorrido na madrugada do dia 1º de maio. A ação foi proposta perante a Justiça Federal de São Paulo em face da União, do Estado e do Município de São Paulo. (mais…)

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