Após sete meses e conquista de terrenos, famílias deixam Ocupação Povo Sem Medo

Em assembleia, 8 mil famílias se despedem do acampamento Povo Sem Medo. Nova fase de luta é por recursos para construção das moradias. E resistência pela liberdade de Lula

por Sarah Fernandes, especial para a RBA

“A gente se acostumou, não é?! Vamos ter saudades”, comenta uma senhora na mega ocupação Povo Sem Medo, no ABC paulista, enquanto espera o início da última assembleia, com as mochilas já arrumadas. Ela faz parte das 8 mil famílias que se abraçam e se despedem com sorriso largo no rosto: foram sete meses e seis dias de resistência, acampados em barracos de lona, nesta que se consagrou como a maior ocupação do país. (mais…)

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Carta da Prainha

“Sabemos que quem luta conquista
Por isso vamos lutar,
Unir nossos quilombos
Dar as mãos e se organizar”.1

O Seminário Ciência, Universidade e Diálogo de Saberes: desafios à justiça ambiental reuniu, no período de 26 a 28 de março de 2018, na Reserva Extrativista da Prainha do Canto Verde, comunidade litorânea de lutas e resistências, em Beberibe/CE, mais de 90 representantes de coletivos de pesquisa em universidades e escolas, movimentos sociais do campo e da cidade, organizações sociais e comunidades de populações tradicionais, quilombolas e indígenas atravessadas por conflitos socioambientais decorrentes da expansão de atividades econômicas como agronegócio, mineração, siderurgia, carcinicultura, turismo predatório, exploração de petróleo e gás, especulação imobiliária, obras e infraestruturas que configuram iniciativas de expansão do capital na América Latina. (mais…)

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PI – Ministérios Públicos promovem audiência sobre conflitos agrários no sul do estado

As discussões centraram-se na regularização de áreas na região com reflexos relacionadas diretamente à grilagem de terras; fraudes de documentos públicos e a especulação mobiliária e de jazidas minerais

Ministério Público Federal no Estado do Piauí

Os conflitos agrários existentes nas localidades piauienses Melancias e Morro D’água, nos municípios de Gilbués e Santa Filomena, foram tema de audiência púbica promovida pelo Ministério Público Federal, por meio do procurador da República Kelston Pinheiro Lages, e pelo Ministério Público do Estado do Piauí, por meio do promotor de Gilbués com representantes da Polícia Civil, do Interpi, da Comissão da Pastoral da Terra (CPT) e membros das comunidades locais, na Procuradoria da República no Município de Corrente.  (mais…)

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Horto protestará ‘quantas vezes for necessário’

Hari Pannum – RioOnWatch

Somente uma semana após uma manifestação produtiva em frente ao gabinete do prefeito,em Botafogo no dia 9 de março, os moradores da comunidade do Horto foram às ruas novamente para protestar contra as ameaças contínuas de remoção das suas casas e a crescente especulação imobiliária no bairro circundante ao Jardim Botânico. Aproximadamente 40 moradores integrantes da Associação dos Moradores e Amigos do Horto(AMAHOR) reuniram-se em frente ao Instituto de Pesquisas do Jardim Botânico. (mais…)

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Indiana, na Tijuca, se apronta para resistir à nova ameaça de remoção

Resistência fortalecida ao longo de oito anos de organização e luta

Tyler Strobl – RioOnWatch

Aos pés do morro do Borel no bairro da Tijuca na Zona Norte do Rio encontra-se a unida e humilde comunidade de Indiana, uma favela encantadora que cresceu, chegando a abrigar aproximadamente 600 famílias desde que foi fundada em 1957. No fundo de um imenso morro e com um pequeno rio que percorre por quase toda a comunidade, a favela tem sido rotulada como uma área de risco pela prefeitura, que tentou removê-la em várias ocasiões durante os últimos oito anos. Disputando a narrativa de risco como base para as ameaças de remoção, muitos moradores acreditam que a especulação imobiliária é o que tem levado a prefeitura a colocar uma incansável pressão sob a comunidade. (mais…)

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Protesto unido contra remoções finalmente resulta em reunião com a Secretária de Habitação

Cheyne Bull – RioOnWatch

Na sexta-feira passada, dia 2, aproximadamente 35 moradores de comunidades e aliados se uniram para protestar do lado de fora do gabinete do prefeito, em Botafogo. A manifestação foi o mais recente ato em uma série contínua de ações feitas por moradores com o objetivo de chamar atenção para a grande quantidade de comunidades sob ameaça de remoção durante a administração do Prefeito Marcelo Crivella. Moradores de locais que atualmente enfrentam remoções–incluindo Horto, Barrinha, Rio das Pedras, Araçatiba, Maracajás e Rádio Sonda—estiveram presentes com parceiros de outras favelas como Vila Autódromo, Rocinha e Vidigal. (mais…)

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Nem Todos Têm Um Preço, Parte 2: Apresentando a Vila Autódromo

Esta é a segunda matéria de uma série de sete que compõe o capítulo intitulado ‘Nem Todos Têm Um Preço’, que conta a história de luta da Vila Autódromo. Escrito por Theresa Williamson, diretora executiva da Comunidades Catalisadoras,* o capítulo faz parte do livro Rio 2016: Olympic Myths, Hard Realities (Rio 2016: Mitos Olímpicos, Duras Realidades) organizado pelo economista Andrew Zimbalist. Como o livro foi publicado somente em inglês, pedimos permissão e agradecemos à editora Brookings por nos permitir publicar o capítulo na íntegra em português

Theresa Williamson – RioOnWatch

É nesse contexto complexo (veja a parte 1) que se desenvolve a inspiradora e rica história da pequena favela Vila Autódromo, que surpreendeu por ser tão forte frente à escala dos ataques que se dispôs a enfrentar. Como é o caso de praticamente todas as favelas, a comunidade vincula a sua fundação à uma oportunidade de emprego ou subsistência, neste caso gerada à beira da Lagoa de Jacarepaguá. Ocupada por pescadores em 1967, há cinquenta anos, a pequena favela, localizada há aproximadamente oito quilômetros a sudoeste da Cidade de Deus, teve seu início apenas um ano após a fundação de sua afamada compatriota regional (Cidade de Deus é talvez o melhor exemplo de uma favela que ficou famosa devido à violência sensacionalizada, com o filme de 2002 de mesmo nome). Mas enquanto a Cidade de Deus foi ocupada inicialmente como habitação pública–a horas de distância dos centros empregatícios da época, repleta de pessoas removidas pelo regime militar, aglomeradas contra sua vontade apesar de se originarem de comunidades diferentes–a Vila Autódromo foi estabelecida por um pequeno grupo de pescadores que escolheram o local para subsistir e morar,1 sem se preocupar com a falta de desenvolvimento na região naquela época. Na realidade, a região inteira se caracterizava pelo que muitos enxergavam como pântanos impenetráveis. (mais…)

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MPF recorre de decisão judicial que declarou lícita a aprovação do Projeto Novo Recife

Ministério Público Federal questiona diversos pontos da decisão da Quarta Turma do TRF5, que voltou a autorizar a construção do conjunto de 13 torres em área de patrimônio histórico

Procuradoria Regional da República da 5.ª Região

O Ministério Público Federal (MPF) na 5ª Região recorreu da decisão da Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), que considerou lícita a aprovação do Projeto Novo Recife pelo Conselho de Desenvolvimento Urbano (CDU) do Recife (PE), ocorrida em 28/12/2012. Por meio de embargos de declaração, o MPF pede esclarecimentos sobre diversos pontos da decisão, que considera obscuros ou omissos. (mais…)

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Em Paraty, caiçaras são expulsos por condomínios de “alto padrão”

Habitantes das praias mais preservadas do litoral carioca, comunidades são proibidas de pescar

Por Repórter Brasil, no Carta Capital

Todo o tormento começou com as estradas. Primeiro a Cunha-Paraty (RJ), aberta em 1955, que inaugurou a conexão do território caiçara com o resto do país, trazendo com ela os primeiros turistas e, também, os primeiros interessados em adquirir aquelas terras, de olho no futuro. Quando a Rio-Santos rasgou a região em 1974, estava selado o destino dos caiçaras de Paraty – uma luta infinda para permanecer no lugar de seus antepassados, combatendo dois inimigos ao mesmo tempo: a especulação imobiliária e a preservação ambiental ditada pelo Estado. (mais…)

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SP – Revisão da Lei de Zoneamento atende a interesses privados, dizem organizações

Proposta do prefeito, feita apenas dois anos após aprovação da lei atual, prejudica desenvolvimento da cidade e a população paulistana

por Rodrigo Gomes, da RBA

Um grupo de 156 organizações encaminhou ontem (22) uma carta ao prefeito da capital paulista, João Doria (PSDB), pedindo que ele retire a proposta de revisão da Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo (LPUOS), conhecida como Lei de Zoneamento. O prefeito divulgou uma minuta do texto, que deve ser enviado à Câmara Municipal em março. Para as entidades, a proposta “atende a interesses privados, de um setor específico da cidade (mercado imobiliário), em detrimento ao interesse público”. Elas apontam riscos como queda de arrecadação, piora do trânsito em regiões já saturadas, extinção de bairros residenciais e mais exclusão da população de baixa renda da região central. (mais…)

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